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  • Jovem de 18 anos é preso suspeito de matar cadela a facadas em Presidente Figueiredo

    Jovem de 18 anos é preso suspeito de matar cadela a facadas em Presidente Figueiredo

    Um jovem de 18 anos foi preso em flagrante na última terça-feira (27), no município de Presidente Figueiredo, a 117 quilômetros ao norte de Manaus, suspeito de matar uma cadela com golpes de faca.

    Segundo informações da ocorrência, o animal não tinha um tutor fixo, mas era conhecido por moradores da região, que costumavam alimentá-lo e oferecer cuidados. A cadela era considerada dócil e, conforme relatos, nunca havia apresentado comportamento agressivo.

    Após o crime, a Polícia Militar realizou buscas nas proximidades e conseguiu localizar o suspeito. Durante a abordagem, os policiais apreenderam a faca que teria sido utilizada no ataque.

    Ainda conforme as informações iniciais, o jovem confessou o crime aos policiais.

    A ocorrência causou indignação entre moradores, que lamentaram a morte do animal e destacaram o comportamento tranquilo da cadela.

    O suspeito foi encaminhado ao 37º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde permanece à disposição da Justiça.

    Ele deverá responder pelo crime de maus-tratos a animais. A legislação brasileira prevê pena de reclusão para casos de maus-tratos contra cães e gatos, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, com alterações da Lei nº 14.064/2020.

  • Homem é preso com mais de mil munições e material para recarga de pólvora no AM

    Homem é preso com mais de mil munições e material para recarga de pólvora no AM

    Um homem de 42 anos foi preso na última quarta-feira (28), no município de Nhamundá, localizado a 383 quilômetros a leste de Manaus, suspeito de envolvimento com o comércio ilegal de armas de fogo e munições.

    A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, situada na rua Euclides Rodrigues, no Centro da cidade.

    De acordo com o delegado Ramon Sampaio, as investigações começaram após informações encaminhadas à Promotoria de Justiça de Nhamundá, indicando que o imóvel estaria sendo utilizado para a venda irregular de munições de diferentes calibres.

    Durante as buscas, policiais civis encontraram caixas de munições escondidas dentro de um guarda-roupa. Questionado pelos agentes, o suspeito indicou outros locais da residência onde armazenava mais materiais e insumos utilizados na recarga de munições.

    Ao todo, foram apreendidas 1.100 munições de calibres variados, 83 cartuchos e estojos, 1.200 espoletas, 1,8 quilo de pólvora e 292 tubos de pólvora negra.

    Também foram encontrados 42,6 quilos de chumbo granulado, duas balanças de precisão, uma luneta para arma longa, materiais utilizados para embalagem e um aparelho celular.

    O homem foi autuado em flagrante pelo crime de comércio ilegal de armas de fogo e munições. A Polícia Civil do Amazonas informou que solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.

    O suspeito permanece detido e à disposição do Poder Judiciário.

  • Mulher é encontrada morta com marcas de facadas em frente aos Correios, em Tefé

    Mulher é encontrada morta com marcas de facadas em frente aos Correios, em Tefé

    O corpo de uma mulher ainda não identificada foi encontrado na noite da última quarta-feira (28), em frente à agência dos Correios, localizada na Estrada do Aeroporto, na região central do município de Tefé, a 523 quilômetros de Manaus.

    A vítima apresentava diversas marcas de violência pelo corpo, incluindo perfurações que indicam o possível uso de arma branca, como uma faca. As circunstâncias do crime ainda são desconhecidas.

    Após a ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e realizou o isolamento da área para preservar o local até a chegada das equipes responsáveis pelos procedimentos necessários.

    O Corpo de Bombeiros também foi chamado para fazer a remoção do corpo, que foi encaminhado para os procedimentos periciais e legais.

    Até o momento, não há informações sobre a identidade da vítima, nem sobre a motivação ou a autoria do crime. A Polícia Civil deverá conduzir as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar os possíveis responsáveis.

    O caso segue sob investigação.

  • Em Alvarães, homem apontado como mentor de roubo que terminou em morte é preso

    Em Alvarães, homem apontado como mentor de roubo que terminou em morte é preso

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 57ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Alvarães (a 531 quilômetros de Manaus), cumpriu, nesta sexta-feira (30/10), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 36 anos, suspeito de latrocínio contra um homem de 33 anos. O crime ocorreu no dia 24 de outubro deste ano, na comunidade São Sebastião do Baú, zona rural de Alvarães.

    Conforme o delegado Renato Ferraz, as investigações apontaram que o homem e seu sobrinho, de 19 anos, planejaram o roubo previamente e foram os responsáveis pela execução do crime.

    “No mesmo dia do crime, a equipe policial da 57ª DIP prendeu o jovem de 19 anos em flagrante. Inicialmente, ele confessou ter matado a vítima. No entanto, durante um novo interrogatório, revelou que o crime teria sido planejado em conjunto com seu tio, com o objetivo de roubar dinheiro da vítima”, disse.

    Segundo o delegado, durante a ação criminosa, a vítima foi violentamente agredida, sofrendo ferimentos que resultaram em sua morte.

    “Com base nas novas informações, representamos pela prisão preventiva do segundo investigado e pela expedição de mandado de busca e apreensão em sua residência. Os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário e cumpridos nesta sexta-feira”, relatou.

    Com a prisão do segundo investigado, os dois principais suspeitos estão sob custódia e responderão pelo crime de latrocínio.

  • PF atua no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet

    PF atua no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet

    A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (29/10), a Operação Harpia, com o objetivo de combater crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual.

    Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Manaus, com a finalidade de coletar elementos que auxiliem na investigação acerca do compartilhamento e do armazenamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.

    O aparelho de celular apreendido será submetido à perícia, visando à identificação de evidências que contribuam para o avanço das investigações e para a eventual responsabilização dos envolvidos.

    Alerta
    A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de orientar e acompanhar as atividades de crianças e adolescentes nos ambientes virtual e físico, contribuindo para a prevenção de situações de abuso e exploração sexual. A conscientização e a vigilância são fundamentais para garantir a segurança e a proteção de crianças e adolescentes.

  • Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula

    Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula

    “O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento”, dizia o cartaz de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) que convocava para um protesto em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições.

    Publicado nas redes sociais pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, o ato buscou canalizar a angústia desses jovens com o resultado das urnas e deu origem a uma passeata que reuniu centenas de pessoas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em uma chuvosa noite de segunda-feira.

    Moradores desceram dos prédios e transeuntes se juntaram aos estudantes na caminhada, que passou pela reitoria da UFF, no bairro de Icaraí, e retornou à Faculdade de Direito, no Ingá.

    O protesto foi gestado na noite de domingo (4), diante do resultado eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha recebido 47% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula, agora reeleito, 45%. O placar inspirava preocupação dos estudantes, que viam Flávio como uma ameaça à educação.

    “Ele tinha como proposta tirar as universidades do Ministério da Educação e passar para o de Ciência e Tecnologia, que tem menos verbas”, explicou a universitária Valentina Cruz, que é diretora do Centro Acadêmico de Direito.

    A proposta, de fato, constava no plano de governo do candidato do PL. Para Valentina, estava clara a necessidade de reagir ao resultado e iniciar uma mobilização por diálogo dentro da universidade.

    “A vitória de Flávio claramente significaria corte em todas as áreas das universidades, da infraestrutura ao auxílio permanência, um roteiro conhecido”, avaliou Valentina, em relação ao governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

    Olhando para trás, Simão Gabriel Adorno, membro da atlética do direito, também observou que a reação levou em conta a experiência recente nas universidades públicas, durante o primeiro mandato de Jair Bolsonaro.

    Ele lembra que a UFF esteve entre as primeiras federais a sofrer cortes, por promoverem “balbúrdia”, nas palavras do então ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ex-presidente endossou as críticas do MEC, chamando universitários de “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

    Os jovens, na época, protestaram, mas não conseguiram deter o contingenciamento de até 30% das verbas, com impacto no funcionamento e nas bolsas de pesquisas, fundamentais para estudantes mais pobres, em geral negros e periféricos.

    “Nós vimos como o bolsonarismo atacou as universidades na gestão do Jair, como a universidade foi vilipendiada, como eles desprezam as instituições de ensino publico. A gente sentia que estava arriscando a perder nossa faculdade, a nossa casa. A educação pública estava em risco”, avaliou.

    Os universitários do direito também não concordavam com a anistia defendida por apoiadores de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques à Praça dos Três Poderes do 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro prometia que o pai seria libertado e subiria a rampa com ele em sua posse, caso fosse eleito.

    Da noite para o dia

    Na noite da apuração, os universitários se articularam e decidiram convocar o ato na segunda.

    “A gente precisava fazer algo. Era para ser uma coisa interna, de alunos e professores, representantes de algumas entidades, como a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], mas passaram-se as horas e éramos centenas”, contou João Paulo Armando, outro diretor do centro acadêmico de Direitos.

    Ali, eles também abriram a bandeira do Direito Antifascista, estandarte confeccionado em 2018, antes da primeira eleição de Jair.

    “Para nós, do Direito, a situação (da vantagem) era absurda, sobretudo, diante da postura dele [Flávio] contra direitos civis, contra a Constituição [Federal] e em defesa da Ditadura [político-empresarial-militar]. Nós sabemos o que foi isso”, afirmou, o jovem, ao lembrar Fernando Santa Cruz, aluno da instituição e militante político, desaparecido pelos militares em 1974.

     

    Mobilização de estudantes nas ruas de Niterói após o primeiro turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

    Com a convocação, que trazia uma imagem do presidente Lula com jovens, outros cursos aderiram e pediram para se juntar.

    “Vimos nosso país ameaçado, nossa democracia em risco, observamos as movimentações do governo Trump [presidente dos Estados Unidos], e decidimos ser um ponto de resistência no Sul Global”, relembra Cauê Moraes Marins da Silva, de 22 anos, diretor do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Melo, também da UFF.

    No fim da tarde, a articulação ganhou um tamanho inesperado, e os participantes já não cabiam mais no pátio. Eles decidiram, então, sair em caminhada. Valentina conta que viu uma senhora idosa, de bengala, aposentada, se aproximar e ficar emocionada.

    “Ela estava lá, na chuva, conosco, e disse que o nosso futuro não podia ser entregue para a extrema-direita”.

    Mas teve também quem tenha criticado. Cauê lembra que ovos foram arremessados de sacadas contra os estudantes.

    “Várias pessoas identificadas com o campo progressista e o PT foram agredidas e até mortas nesta eleição. A violência foi real, o que é um absurdo na democracia”, disse. “Na manifestação do dia [5[, jogaram ovos contra nós em um ato pacífico, e, mesmo assim, nós continuamos”.

    Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Atos pelo país

    A mobilização daquela segunda-feira ganhou tração ao longo de semana. Na quarta-feira (7), estudantes do Rio decidiram ocuparam as ruas do centro da cidade, em mais uma passeata alertando para o resultado eleitoral. A defesa da democracia e da educação pública de qualidade eram as principais bandeiras.

    Assim, protestos se multiplicaram em cidades do país, como Brasília, onde uma multidão se reuniu na Esplanada dos Ministérios naquela semana. A sequência fez parte da campanha popular pela reversão do resultado eleitoral, que passou a focar na oportunidade de ganhar votos nulos e atrair eleitores que não tinham ido votar.

     

    Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    “A eleição de vários representantes do fascismo, da extrema-direita, me assustou”, contou Isabela Casalini, de 21 anos, aluna de desenho industrial da UFF.

    Ela revelou que tirou o título de eleitor aos 16 anos, para votar contra Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022. “No dia 5, a gente tinha um sentimento de revolta”, lembrou.

    A jovem acredita que aquela manifestação tenha sido o pontapé para a mobilização crescente dos estudantes. E a intenção dela é permanecer nas ruas.

    “Hoje, estou aqui de novo para comemorar nossa vitória e informar que não deixaremos de nos posicionar nos próximos anos”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

    Protagonismo estudantil

    Não foi somente em 2026 que estudantes “levantaram o moral” e mudaram os rumos da história, analisa a historiadora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), mestre em Comunicação pela UFF e jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Carolina Barreto. Em outros momentos, eles também foram motores de transformação.

    Pesquisadora de movimentos sociais, Barreto lembra que, mesmo antes da ditadura militar, em 1964, quando a luta dos estudantes se tornou mais conhecida e bastante reprimida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) já tinha atuado contra o nazifascismo e pela criação da Petrobras, em defesa das riquezas nacionais.

    “Na década de 1990, teve o Fora, Collor, [pedindo a deposição do presidente Fernando Collor de Mello], e, em junho de 2013, os estudantes atuaram de novo, apesar de o movimento ter sido mais difuso, mesmo trazendo pautas importantes, como a gentrificação, o encarecimento da vida nas cidades os gastos exorbitantes em eventos internacionais”, examinou Barreto.

    A historiadora é autora do livro “Quando 2013 encontra 1968”, comparando a cobertura da imprensa de anos recentes com a da Marcha dos 100 mil, três meses depois do assassinato do estudante Edson Luis pela ditadura.

    “A única vez que os estudantes ficaram de fora foi nos anos 1980, com o ascenso do movimento sindical, em São Paulo”, destacou a pesquisadora.

    O advogado Felipe Santa Cruz, filho do estudante e militante Fernando Santa Cruz, que cursou direito na UFF, avalia que a mobilização mostra que os estudantes estão na vanguarda da luta contra o autoritarismo.

    “Nós estamos orgulhosos dos estudantes da UFF e dos estudantes de todo o país”, declarou Felipe, que faz doutorado na Universidade Federal Fluminense, além de já ter presidido a OAB Nacional e a seccional do Rio de Janeiro.

    “Os meninos e meninas da UFF se juntaram, foram às ruas espontaneamente, da forma mais bela, se indignaram com o risco que o país corria e tomaram a história nas próprias mãos”, declarou. “Foi um ato muito bonito”, finalizou.

    Felipe tinha apenas 2 anos quando o pai se tornou um desaparecido político. Várias versões cercam o caso, ainda sem desfecho.

  • Manaus amplia ordenamento de cabos com sistema e tecnologia no centro da capital

    Manaus amplia ordenamento de cabos com sistema e tecnologia no centro da capital

    Manaus está ampliando o trabalho de ordenamento da fiação aérea no centro histórico, com uma nova etapa que vai além da retirada de cabos obsoletos. A iniciativa prevê a reorganização dos fios que permanecem em uso, o levantamento da infraestrutura dos postes e o acompanhamento digital de cada fase do serviço. A previsão é atuar em 70 quilômetros ao longo dos próximos 12 meses, com foco na região central da capital.

    Nesta quinta-feira, 29/10, a diretoria do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) recebeu representantes da empresa Brasil Limpo para uma reunião de alinhamento e apresentação do sistema de gestão utilizado na operação, que já está em andamento nas ruas do Centro. A ferramenta permite acompanhar os serviços executados, registrar as intervenções e monitorar a retirada e a destinação dos materiais.

    Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a iniciativa representa uma mudança na forma de enfrentar um problema urbano acumulado ao longo de décadas, cuidando do mobiliário urbano aéreo: o excesso de fios, cabos sem uso e postes sobrecarregados, que comprometem a paisagem e podem oferecer riscos à população.

    “Manaus tem um passivo de décadas em relação à fiação aérea, especialmente no Centro. O poder público assume essa responsabilidade e toma a frente de uma ação que não se limita a retirar cabos obsoletos. Agora, estamos avançando também na reorganização da rede, com um sistema de gestão que permite monitorar e acompanhar a execução dos serviços. É uma ação que reúne ordenamento urbano, redução da poluição visual e mais segurança para a população”, destacou Peixoto.

    O diretor-presidente ressaltou que o trabalho integra as atribuições do município na organização e manutenção dos espaços urbanos. A atuação envolve articulação com empresas de telecomunicações, concessionária de energia e equipes técnicas, para que a remoção dos materiais sem uso ocorra de forma controlada, sem comprometer os serviços que continuam ativos.

    A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado em agosto de 2025, quando a Prefeitura de Manaus começou uma operação de retirada de fios e cabos sem uso no centro histórico. Até dezembro daquele ano, mais de 15 toneladas de material obsoleto haviam sido removidas.

    Da retirada à reorganização da rede

    O responsável técnico da Brasil Limpo, Carlos Henrique Gonçalves Tavares, explicou que o projeto foi precedido por mais de seis meses de estudos e levantamento das condições da infraestrutura aérea na cidade. A proposta é integrar os diferentes agentes que utilizam os postes e estabelecer procedimentos para identificar os cabos sem uso, removê-los e organizar a rede remanescente.

    “Nosso objetivo é fazer uma comunicação e uma interligação entre todos os setores que utilizam essa infraestrutura aérea, como a iluminação pública, a concessionária de energia e as empresas de telecomunicações. A ideia é retirar o material que está em desuso e organizar os cabos que continuam ativos, seguindo os padrões técnicos e a legislação vigente”, afirmou Tavares.

    O contrato prevê a atuação em 70 quilômetros nos próximos 12 meses, com concentração inicial no centro de Manaus. A operação inclui diagnóstico da rede, planejamento das intervenções, identificação das operadoras, remoção controlada dos cabos obsoletos e reorganização da fiação ativa.

    Uma das novidades é o Sistema de Sustentação e Organização (SSO), que utiliza cordoalhas e suportes para organizar os cabos em pontos definidos. Conforme a empresa, a solução busca reduzir a tração exercida diretamente sobre os postes e manter a fiação ativa organizada, em altura adequada e identificada por operadora. O serviço também prevê registros fotográficos de antes e depois das intervenções, levantamento dos postes, relatórios por trecho e documentação da destinação dos resíduos. Com o sistema de gestão, o Implurb poderá acompanhar a execução e os quantitativos retirados.

    Destinação controlada dos cabos

    A operação contempla procedimentos específicos para o material removido. Segundo a Brasil Limpo, os cabos ficam armazenados em depósito por 40 dias, período em que as empresas responsáveis podem reivindicar materiais retirados durante o serviço. Após esse prazo, o que não for reclamado será encaminhado à destinação ambiental prevista para cada tipo de resíduo, com documentação comprobatória.

    Ordenamento urbano e segurança

    Além de melhorar a paisagem do centro histórico, a reorganização da fiação busca reduzir a presença de cabos soltos, baixos ou abandonados, que podem representar riscos para pedestres, trabalhadores e equipes responsáveis pela manutenção da infraestrutura urbana. A ação é coordenada pelo Implurb e depende da articulação com os agentes que utilizam a rede aérea. A retirada é planejada para preservar os cabos em funcionamento e evitar interrupções nos serviços de energia, telefonia e internet.

    Ao incorporar inventário, monitoramento digital, reorganização dos cabos ativos e comprovação da destinação dos resíduos, a nova etapa amplia o alcance do trabalho municipal. A proposta é enfrentar o passivo acumulado na rede aérea e avançar no ordenamento da infraestrutura urbana, começando pelo centro histórico.

  • Parque Encontro das Águas avança com terceira concretagem das ‘asas’ de Niemeyer em obra da prefeitura

    Parque Encontro das Águas avança com terceira concretagem das ‘asas’ de Niemeyer em obra da prefeitura

    A arquitetura de Oscar Niemeyer começa a ganhar cada vez mais forma no Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste. A obra da Prefeitura de Manaus chegou, nesta quinta-feira, 29/10, à terceira concretagem das estruturas conhecidas como “asas”, nas alas direita e esquerda da Oca Niemeyer. A etapa representa mais um avanço na execução dos elementos arquitetônicos que integram o projeto e fazem referência ao encontro dos rios Negro e Solimões.

    Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antonio Peixoto, cada etapa executada aproxima o parque da arquitetura concebida por Niemeyer e permite visualizar, progressivamente, a dimensão do equipamento cultural e turístico.

    “É muito significativo acompanhar essa evolução. A cada concretagem, as asas ganham mais forma e a arquitetura de Oscar Niemeyer começa a se revelar na paisagem. Estamos falando de um projeto que une engenharia, cultura, turismo e valorização de um dos cenários naturais mais emblemáticos de Manaus. O trabalho da gestão do prefeito Renato Junior avança com diferentes frentes no canteiro, para que cada etapa seja executada de acordo com as exigências técnicas do projeto”, destacou Peixoto.

    Segundo o engenheiro Leandro Ladeira, responsável pelo acompanhamento da obra, a concretagem realizada nesta etapa envolve um volume estimado entre 54 e 60 metros cúbicos, considerando as duas alas. Como as estruturas são inclinadas, a execução ocorre de forma gradual, em etapas sucessivas de montagem de formas, armação e concretagem.

    “A terceira concretagem é mais um passo importante na evolução das asas. Como são estruturas inclinadas, a gente trabalha por etapas, avançando gradualmente até alcançar a altura prevista em projeto, de aproximadamente 21 metros. Ainda devemos ter pelo menos mais dez concretagens para concluir essa fase da estrutura”, explicou Ladeira.

    Diferentes frentes de trabalho

    Além da concretagem das asas, o canteiro mantém serviços em andamento em diferentes áreas do parque. Entre as atividades atuais estão a execução de concreto projetado no talude secundário de contenção, a montagem de formas e armaduras da estrutura do museu e a instalação do cabeamento elétrico destinado à distribuição de tomadas e à iluminação. Os serviços integram etapas complementares da obra, que reúne estruturas arquitetônicas, infraestrutura elétrica, contenção de taludes e espaços voltados à cultura, ao lazer e à contemplação da paisagem amazônica.

    Na Oca Niemeyer, a execução das asas representa uma das etapas mais expressivas da estrutura. O processo exige concretagens parciais para acompanhar a geometria inclinada dos elementos e alcançar, gradualmente, a altura projetada.

    Arquitetura em diálogo com a paisagem

    Concebido por Oscar Niemeyer, o Parque Encontro das Águas Rosa Almeida foi projetado para integrar arquitetura e natureza em um dos pontos mais conhecidos da capital amazonense: o encontro das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões.

    Com área de implantação superior a 17 mil metros quadrados, inserida em um complexo de mais de 120 mil metros quadrados, o parque prevê espaços para exposições, atividades culturais, lazer, contemplação e gastronomia. A Oca Niemeyer é um dos principais elementos do projeto, concebida como equipamento cultural multiuso.

    O traço de Niemeyer na paisagem de Manaus

    Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos, depois de construir uma trajetória que o colocou entre os maiores nomes da arquitetura modernista do século 20. Sua obra está espalhada por diferentes cidades brasileiras e pelo mundo, mas sua linguagem permanece imediatamente reconhecível.

    As curvas são uma de suas marcas mais fortes. Em seus projetos, elas aparecem em contraponto às linhas retas, criando movimento e uma sensação de leveza que se tornou característica de sua arquitetura. A Oca do Parque Encontro das Águas leva essa linguagem para um cenário completamente diferente daquele em que grande parte de sua obra foi construída.

    Em Manaus, a arquitetura de Niemeyer encontra a Amazônia, em uma obra concebida por um dos maiores arquitetos brasileiros, construída em meio a uma das paisagens naturais mais emblemáticas do país, que nasceu de forma extraordinária.

  • Finados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do país

    Finados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do país

    Mais de 2 milhões de passageiros devem circular por aeroportos do país, entre 30 de outubro e 3 de novembro, por causa do feriado de Finados lembrado na próxima segunda-feira (2). A expectativa é de mais de 10,3 mil voos, de acordo com projeção Ministério do Turismo (MTur), com base em dados de operadoras e concessionárias que administram os principais aeroportos.

    Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, cada feriado é oportunidade para redescobrir o Brasil, com diversidade de destinos, paisagens, culturas e experiências.

    “Quando o brasileiro escolhe conhecer o próprio país, ele movimenta comunidades, fortalece pequenos empreendedores e contribui para que o turismo gere oportunidades em todas as regiões”, destaca o ministro.

    Em capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia, o número de embarques e desembarques deve crescer 9,4%, na comparação com o mesmo período de 2025, o que representa mais de 255,2 mil passageiros nos estados.

    Guarulhos

    No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o número de pessoas em circulação pelo terminal deve ser 3,6% maior em relação ao mesmo período de 2025, concentrando cerca de 824 mil em 4,5 mil voos previstos no fim de semana – a maior concentração do país, com 43,6% dos voos em território nacional.

    Do Sul ao Nordeste, os dados destacam a circulação de voos domésticos. Juntos, Porto Alegre e Fortaleza somam quase 200 mil passageiros, que devem movimentar um total de 1.374 voos domésticos.

    O roteiro dos brasileiros se divide principalmente entre grandes metrópoles e praias do Nordeste, com São Paulo e Rio de Janeiro liderando as buscas. Também aparecem Recife, Salvador, Fortaleza e Maceió, além de Porto Alegre, Curitiba, Foz do Iguaçu e Belo Horizonte.

  • Desemprego em 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012

    Desemprego em 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012

    A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025. 

    Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A população desocupada (5,6 milhões) diminuiu 4% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em comparação com igual trimestre do ano anterior (6 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).

    População ocupada

    A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).

    O nível da ocupação  – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – também foi recorde, ao alcançar 59%. Além disso, houve variação de 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação a igual trimestre do ano anterior (58,7%).

    Informalidade

    Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.

    Rendimento

    O IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).

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