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  • Vídeo de briga entre dois homens viraliza nas redes sociais em Manaus

    Vídeo de briga entre dois homens viraliza nas redes sociais em Manaus

    Um vídeo que mostra uma briga entre dois homens no meio da rua, na Bola do Produtor, zona Leste de Manaus, viralizou nas redes sociais. A motivação do confronto ainda não foi esclarecida.

    Nas imagens, os dois homens aparecem trocando socos e chutes enquanto são observados por várias pessoas que estavam no local. Em determinado momento, um dos envolvidos cai no chão, mas se levanta e volta a ficar frente a frente com o adversário.

    A reação de parte do público também chamou atenção. Algumas pessoas acompanham o confronto e aparentam incentivar os envolvidos, sem tentar interromper a briga.

    O vídeo passou a ser compartilhado nas redes sociais, mas não há confirmação sobre quando o episódio aconteceu, quem são os envolvidos ou se algum deles ficou ferido.

  • Motorista é morto a facadas na Zona Norte de Manaus

    Motorista é morto a facadas na Zona Norte de Manaus

    O motorista de transporte público Nando Vieira Pontes, 44, foi assassinado a facadas na madrugada desta terça-feira (1º), no terminal de ônibus da Praça do Núcleo 15, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

    A vítima se preparava para iniciar mais uma viagem quando foi atacada e atingido na região da jugular por outro motorista.

    Segundo relatos de colegas de trabalho, Nando e o suspeito tiveram uma discussão durante uma conversa sobre política.

     

  • Forças de segurança retomam controle de presídio da PM após motim em Manaus

    Forças de segurança retomam controle de presídio da PM após motim em Manaus

    As forças de segurança do Amazonas retomaram, por volta de 1h30 desta quarta-feira (2), o controle da Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM), localizada na BR-174, na zona rural de Manaus. A intervenção encerrou um motim iniciado na tarde de terça-feira (1º), quando detentos que também são policiais militares renderam e mantiveram quatro agentes de guarda como reféns.

    A revolta teria sido motivada pela alteração do dia de visitas, que passou de domingo para sexta-feira, além da perda de regalias não especificadas.

    A operação para controlar a situação foi realizada pelo 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os quatro policiais mantidos como reféns — um major e três soldados — foram libertados durante a entrada da tropa. Eles receberam atendimento no local após o fim da ocorrência.

    Não houve registro de feridos durante a intervenção.

    Unidade abriga policiais presos

    A UPPM foi criada exclusivamente para custodiar policiais militares presos. A unidade funciona no prédio onde anteriormente operava a Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.

    O motim aconteceu cerca de quatro meses após a transferência de 71 policiais militares para a unidade, realizada em 12 de maio. A mudança ocorreu em meio a uma reestruturação do sistema de custódia de agentes da corporação.

    Na época da transferência, familiares dos policiais presos protestaram em frente ao antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras. Eles questionaram a mudança para a unidade da BR-174 e apontaram preocupação com as condições de segurança dos custodiados.

    Nova unidade foi criada após fuga

    A criação da UPPM na BR-174 ocorreu após uma fuga de 23 detentos do antigo Núcleo Prisional da PM, na zona Norte de Manaus, em fevereiro deste ano.

    A ausência dos presos foi identificada durante uma vistoria de rotina. Parte dos detentos retornou espontaneamente, e a situação foi regularizada no dia seguinte.

    O episódio resultou em investigações sobre uma possível facilitação da fuga. Policiais foram presos durante a apuração, e o então responsável pelo núcleo, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso e posteriormente excluído da corporação.

    A unidade da BR-174 passou, desde então, a concentrar a custódia de policiais militares presos no Amazonas.

  • PF prende mulher com 12 kg de maconha no Aeroporto de Manaus

    PF prende mulher com 12 kg de maconha no Aeroporto de Manaus

    A Polícia Federal prendeu, nessa segunda-feira (31/8), uma passageira que tentava embarcar, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, com drogas em voo com destino a Belém/PA.

    Durante fiscalização de rotina, policiais federais identificaram volumes suspeitos na bagagem despachada pela mulher.

    Após inspeção, foram encontrados, aproximadamente, 12 kg de skunk ocultados na bagagem.

    A mulher foi conduzida à Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas para os procedimentos cabíveis e, em seguida, autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

  • AGU derruba 18 grupos e canais que vendiam passaportes vacinais falsos no Telegram

    AGU derruba 18 grupos e canais que vendiam passaportes vacinais falsos no Telegram

    A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o Telegram após o Ministério da Saúde identificar 18 grupos e canais na plataforma que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados. Após a notificação, o aplicativo removeu os grupos e canais denunciados e também excluiu a conta de um usuário identificado na apuração.

    Os responsáveis pelos grupos ofereciam documentos falsificados e anunciavam, inclusive, a possibilidade de inserir registros adulterados nos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS) .

    A notificação foi encaminhada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), da AGU, com base em relatório produzido pelo Ministério da Saúde. O documento apontou que a comercialização de documentos falsos compromete a integridade da política nacional de imunização e dos sistemas públicos de informação em saúde.

    O relatório do Ministério da Saúde também apontou que a circulação de pessoas não vacinadas com documentos fraudulentos prejudica as estratégias de vigilância, bloqueio e controle de doenças imunopreveníveis. A prática pode ainda gerar uma falsa percepção sobre a cobertura vacinal e mascarar a existência de bolsões de baixa vacinação, dificultando a identificação de populações mais vulneráveis.

    Além da notificação ao Telegram, a AGU encaminhou as evidências reunidas pelo Ministério da Saúde à Polícia Federal (PF), para apuração de possíveis crimes.

    Dever de cuidado das plataformas

    Na notificação, a AGU destacou que a comercialização e a circulação de documentos vacinais falsificados podem violar direitos constitucionais relacionados ao acesso à informação e à saúde, além de dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, do Código Penal e do Marco Civil da Internet.

    O documento também cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros. A AGU ressaltou ainda os deveres atribuídos às empresas de tecnologia no enfrentamento à circulação de conteúdos criminosos ou ilícitos.

    Violação dos termos de uso

    A AGU também apontou que os grupos identificados pelo Ministério da Saúde violavam os próprios termos de uso do Telegram, que proíbem o compartilhamento de conteúdos ilegais e estabelecem medidas como a remoção de conteúdo e o banimento de contas.

    A atuação integra as ações do Ministério da Saúde de enfrentamento à desinformação e de proteção da integridade das informações relacionadas à vacinação no país.

    Ministério da Saúde com informações da AGU

  • Nepal: Chuvas incessantes de monção paralisam resgates e ampliam tragédia

    Nepal: Chuvas incessantes de monção paralisam resgates e ampliam tragédia

    O rastro de destruição provocado pelo colapso de uma geleira na fronteira entre a China e o Nepal já deixa mais de mil mortos e supera 4,7 mil desaparecidos.

    Quase uma semana após o desastre, as chuvas de monção castigam a região, dificultando as buscas e mantendo áreas inteiras sob risco iminente de novas tragédias. Do lado chinês da fronteira, autoridades confirmam 16 mortos e 546 desaparecidos.

    Acesso às áreas isoladas

    O acesso às áreas isoladas e os riscos contínuos marcam as buscas quase uma semana após a tragédia. Equipes de resgate da Cruz Vermelha só agora começam a alcançar regiões arrasadas e isoladas, como o distrito de Rasuwa.

    A instituição revelou que as operações de busca correm contra o tempo sob chuvas torrenciais incessantes, em um cenário onde os riscos de novos desabamentos permanecem reais e imediatos.

    Já a ONU Mulheres estima que 43 mil mulheres e meninas no Nepal necessitem de assistência humanitária imediata, em decorrência das cheias repentinas que atingiram o país no dia 26 de agosto.

    Parceiros da agência no local revelam que as sobreviventes enfrentam uma progressiva escassez de alimentos, dificuldades crescentes no acesso à água potável e um agravamento dos riscos associados à sua proteção.

    UNICEF/Laxmi Prasad Ngakhusi O distrito de Nuwakot, no centro-norte do Nepal, ficou coberto de lama após devastadoras inundações repentinas.

    Mulheres vulneráveis levadas pelas enchentes

    A partir de Genebra, a diretora regional do departamento para a Ásia e o Pacífico, Christine Arab, compartilhou os últimos relatos das organizações lideradas por mulheres que atuam nas regiões mais afetadas pelas cheias.

    Uma dessas entidades revelou como, em muitas das comunidades visitadas, grávidas e pessoas com deficiência foram levadas pelas enchentes, incapazes de se deslocar para locais seguros.

    Para as mulheres das zonas mais afetadas, a alimentação é a prioridade mais urgente. O acesso à água potável também foi completamente cortado, devido à destruição dos sistemas de abastecimento de água, estradas e pontes.

    Desastre aumenta risco de violência

    A diretora destacou o impacto dos desastres naturais no risco de violência de gênero, exploração e tráfico de seres humanos.

    A agência da ONU estima que, em alguns dos distritos mais afetados, uma em cada três mulheres seja analfabeta, o que também dificulta o acesso aos serviços de apoio e às informações sobre eles.

    A mesma estatística aplica-se ao número de lares atualmente chefiados por mulheres. Christine Arab destaca relatos de um aumento acentuado do trabalho de cuidados não remunerados, em um momento no qual as mulheres já prestavam 85% desse tipo de serviço antes da catástrofe.

    Enchentes causam mais de mil mortos

    As organizações lideradas por mulheres são parceiras essenciais para a resposta humanitária.

    No entanto, a experiência com as cheias de 2021 e 2025 demonstra que as mulheres não estiveram significativamente envolvidas no pedido ou na recepção de assistência.

    A agência sublinha que a resposta humanitária deve reconhecer as experiências das mulheres e meninas, incluindo-as como agentes imprescindíveis para a recuperação do Nepal.

  • Manausprev alerta para recadastramento de aposentados e pensionistas aniversariantes de setembro

    Manausprev alerta para recadastramento de aposentados e pensionistas aniversariantes de setembro

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Manaus Previdência, iniciou o recadastramento anual obrigatóro dos aposentados e pensionistas nascidos no mês de setembro. O procedimento deve ser realizado até o dia 30/9, por meio do portal da autarquia (https://manausprevidencia.manaus.am.gov.br/). A não realização do procedimento dentro do prazo acarreta a suspensão do pagamento do benefício até que o cadastro seja regularizado.

    Previsto em lei, o recadastramento é essencial para manter os dados cadastrais atualizados, assegurar a continuidade do pagamento dos benefícios previdenciários e reforçar a confiabilidade das informações da base de segurados.

    A diretora-presidente da Manausprev, Daniela Benayon, reforça a importância dos beneficiários realizarem o recadastramento dentro do prazo e, preferencialmente, com antecedência, para evitar transtornos relacionados à suspensão do pagamento.

    “É muito importante que os aposentados e pensionistas aniversariantes de setembro não deixem o recadastramento para os últimos dias. Orientamos que façam o procedimento o quanto antes, pois a não realização dentro do prazo pode resultar na suspensão do pagamento do benefício, causando transtornos ao beneficiário”, afirma Daniela Benayon.

    Os beneficiários que precisarem de atendimento presencial poderão realizar o procedimento na sede da Manausprev, localizada na avenida Constantino Nery, nº 2.480, bairro Chapada, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Nesse caso, é necessário realizar agendamento prévio pelo portal da autarquia ou pelos telefones do Call Center: (92) 3186-8000 e 98423-0900.

    Em caso de dúvidas, os canais oficiais de atendimento da Manausprev permanecem disponíveis para prestar todas as orientações necessárias.

  • Manaus prorroga prazo para retirada das pulseiras do ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ até esta quarta-feira, 2/9

    Manaus prorroga prazo para retirada das pulseiras do ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ até esta quarta-feira, 2/9

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), prorroga, até esta quarta-feira, 2/9, o prazo para retirada das pulseiras do “#SouManaus Passo a Paço 2026”. A medida contempla as pessoas que garantiram sua reserva para o evento, mas não conseguiram retirar a pulseira na data prevista.

    O participante deverá comparecer ao ponto de retirada indicado no comprovante da reserva, levando documento oficial original com foto, comprovante da reserva e 1 quilo de alimento não perecível. A retirada é pessoal e intransferível.

    O diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, reforça que a retirada especial será realizada somente nesta quarta-feira, e destaca a importância do público ficar atento à data e aos locais de retirada.

    “Estamos criando essa oportunidade para que ninguém que tenha feito sua reserva e, por algum motivo, não conseguiu retirar a pulseira, fique de fora do ‘#SouManaus2026’. É importante ficar atento: essa retirada será realizada somente nesta quarta-feira, dia 2, nos pontos e horários divulgados. Então, quem ainda não está com a pulseira em mãos deve aproveitar essa oportunidade”, destacou Márcio Braz.

    A ManausCult reitera que o público deve conferir o comprovante da reserva e comparecer ao ponto correspondente, garantindo mais agilidade e organização durante o atendimento.

    Pontos de retirada e horários

    Shopping Phelippe Daou – Auditório do Sine Manaus

    Avenida Camapuã, nº 2.939, Cidade de Deus

    15h às 21h

    Vitória Supermercado – Coroado

    Avenida Cosme Ferreira, nº 1.620, Coroado

    15h às 21h

    Galeria dos Remédios – Shopping Popular

    Rua Miranda Leão, nº 82, Centro

    13h às 19h

    Apa Móveis – Torquato Tapajós

    Avenida Torquato Tapajós, nº 440, Flores

    13h às 19h

    Shopping Manaus Via Norte

    Entrada G, piso 2, Santa Etelvina

    15h às 21h

    Shopping Ponta Negra

    Avenida Coronel Teixeira, nº 5.705, Ponta Negra – piso L2

    15h às 21h

    Apá Móveis – Bola da Suframa

    Avenida Rodrigo Otávio, nº 2.241, Crespo

    13h às 19h

  • Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

    Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

    Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix.

    O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.

    O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.

    Dois prazos

    Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias:

    •    Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED;

    •    Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.

    A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix.

    Golpe contra lojistas

    A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix.

    O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.

    Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.

    Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.

    Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.

    Como funciona

    O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix.

    Não estão incluídos casos como:

    •    arrependimento de uma compra;

    •    erro de valor cometido pelo próprio usuário;

    •    erro na escolha da chave Pix;

    •    simples desacordo comercial sem indício de fraude.

    Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.

    Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.

    MED 2.0

    A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução.

    Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.

    O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.

    Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível.

    Se cair no golpe

    Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio.

    Também é importante guardar:

    •    comprovante da transferência;

    •    conversas e mensagens;

    •    anúncios ou documentos relacionados à negociação;

    •    dados da conta que recebeu o dinheiro;

    •    outros registros que possam comprovar a fraude.

    Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

  • União terá que indenizar família de perseguido pela ditadura no Amapá

    União terá que indenizar família de perseguido pela ditadura no Amapá

    A Justiça Federal do Amapá condenou a União a pagar R$ 200 mil por danos morais à viúva e aos seis filhos de Luís Messias Tavares, perseguido político pela ditadura civil-militar instaurada em 1964. A sentença, do último dia 24, foi decorrente da atuação da Defensoria Pública da União e baseada no relatório final da Comissão Estadual da Verdade do Amapá.

    Além de reconhecer que Luís Messias foi alvo de prisão arbitrária e exoneração do cargo público de agente de polícia em 1964, a decisão atribui ao Estado a responsabilidade por graves sequelas físicas e psicológicas sofridas por ele em decorrência da repressão.

    A sentença, do juiz federal Felipe Handro, considerou que as informações que constam no relatório Comissão Estadual da Verdade do Amapá têm força probatória e demonstram a perseguição política sofrida por Luís Messias Tavares.

    Depoimentos contidos no texto confirmam a atuação de Luís Messias no movimento estudantil, tendo sido presidente e um dos fundadores do Grêmio Estudantil da União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Amapá (UECSA).

    Falta de assistência

    Os depoimentos trazem ainda informações sobre a prisão por motivação política, as condições de encarceramento e o impacto psicológico causado pela repressão estatal, incluindo o surto psicótico associado a acidente vascular cerebral (AVC), que Luís Messias sofreu com 25 anos de idade.

    Não houve assistência psicológica ou neurológica, o que culminou na perda de forma irreversível da memória recente – circunstância que o impedia de reconhecer, no dia seguinte, pessoas com quem havia acabado de conversar.

    Para o juiz, ficou claro que a reparação deveria compreender não apenas a compensação financeira, mas também o direito à memória, à verdade e às garantias de não repetição das violações.

    Além disso, o juiz reconheceu que os efeitos da perseguição se estenderam à esposa e aos filhos de Luís Messias, que sofreram dano moral reflexo.

    “[A família experimentou], de forma direta e autônoma, a desestruturação da unidade familiar decorrente da privação de liberdade do chefe de família, a perda do sustento em razão da demissão arbitrária, o estigma social de serem rotulados como “família de subversivos” (…) e, sobretudo, o sofrimento prolongado de conviver com o quadro de enfermidade mental irreversível do ente querido”, diz trecho da sentença.

    A defensora pública federal Nayara Ribeiro Schröder Xavier, que atuou no caso, ressaltou que a decisão também reforça o entendimento de que familiares têm direito à reparação pelos danos morais reflexos decorrentes da perseguição.

    Ela destacou ainda que a sentença aprofunda o entendimento de que ações indenizatórias relacionadas a graves violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura são imprescritíveis.

    Tal reparação civil não deve ser confundida com o pedido de reconhecimento da condição de anistiado político, previsto na Lei da Anistia, e sob responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

    “A sentença possui especial relevância por conferir efetividade, no âmbito local, ao direito à memória, à verdade e à reparação, além de reconhecer juridicamente fatos históricos documentados pela Comissão Estadual da Verdade do Amapá e seus efeitos sobre a vítima e sua família”, destaca a defensora pública federal.

    Quem foi Luís Messias

    O ex-agente de polícia e liderança estudantil do Amapá Luís Messias Tavares foi identificado pelos militares como opositor do regime e rotulado como “comunista”. Ele foi preso pelo Exército e mantido na Fortaleza de São José de Macapá, em condições degradantes de higiene e alimentação e sob vigilância armada, além de ter sido exonerado sumariamente do serviço público.

    De acordo com o processo, o encarceramento provocou um surto psicótico e um acidente vascular cerebral (AVC), que resultaram em perda irreversível da memória e comprometimento permanente de sua saúde mental até sua morte, em 2011.

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