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  • Piratas do rio invadem embarcação e fazem trabalhadores reféns em Maraã

    Piratas do rio invadem embarcação e fazem trabalhadores reféns em Maraã

    Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que uma embarcação foi invadida por piratas do rio fortemente armados no município de Maraã, a 624 quilômetros de Manaus. O crime aconteceu no sábado (15), enquanto o barco estava atracado no porto da cidade.

    Segundo informações divulgadas pelo Portal Tefé Agora Oficial, cerca de nove criminosos participaram da ação. Os suspeitos renderam trabalhadores que estavam dormindo no momento da invasão.

    Nas imagens, um dos tripulantes aparece deitado em uma rede quando é surpreendido e rendido por um homem armado. A ação provocou momentos de tensão entre os trabalhadores que estavam na embarcação.

    Apesar da violência, não houve registro de pessoas feridas. Alguns tripulantes conseguiram escapar durante a ação.

    Após o ataque, a embarcação foi levada pelos criminosos e ainda não foi localizada.

    O caso está sendo investigado pelas autoridades. O episódio também voltou a chamar atenção para a segurança de trabalhadores e passageiros que dependem do transporte fluvial para se deslocar pelos rios do interior do Amazonas.

  • Ataque dentro de casa deixa quatro mortos em Manaus

    Ataque dentro de casa deixa quatro mortos em Manaus

    Quatro pessoas morreram durante um ataque criminoso dentro de uma residência na manhã desta segunda-feira (17), na avenida São Jorge, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus. Segundo informações preliminares da polícia, as vítimas foram agredidas e sofreram golpes de arma branca.

    As vítimas foram identificadas preliminarmente como Francisco das Chagas, de 81 anos; Isabela Coelho Morais, de 29; Guilherme Pereira Filho; e Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos.

    De acordo com informações repassadas pelo delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), dois homens foram encontrados mortos em um quarto da residência. Uma mulher estava na sala e outra foi localizada em um corredor do imóvel.

    Francisco seria pastor e pai de Isabela, que seria uma pessoa com deficiência (PCD). Guilherme e Dilma Cilene seriam irmãos. Cilene, que seria enfermeira, chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.

    A vítima deu entrada na unidade de saúde com ferimentos na região frontal da cabeça e, segundo as informações iniciais, passava por cirurgia. Posteriormente, o número de mortos no ataque chegou a quatro.

    Suspeitos invadiram imóvel

    Ainda não há informações oficiais sobre a motivação do crime. A suspeita inicial é de que quatro criminosos tenham invadido a residência e surpreendido as vítimas no terceiro andar do imóvel.

    A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência.

    Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também estiveram no local para realizar os procedimentos de perícia e investigação, além da remoção dos corpos.

    O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que deve apurar a dinâmica do ataque, a identidade dos suspeitos e a motivação do crime.

  • Garis de Manaus passam a receber almoço preparado no local de trabalho

    Garis de Manaus passam a receber almoço preparado no local de trabalho

    Os garis que atuam nas frentes de limpeza urbana de Manaus já começaram a receber almoço preparado no dia e entregue diretamente nos locais de trabalho. A nova rotina teve início na sexta-feira (14), com as primeiras refeições servidas a partir das 11h30.

    As equipes que participaram do mutirão de limpeza no bairro Redenção, na zona Centro-Oeste, receberam o almoço no cruzamento das ruas Goiânia e 11. Outra frente de trabalho, no Distrito Industrial, também foi atendida na avenida Ministro João Gonçalves de Souza, em frente à sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

    As refeições são produzidas na Cozinha da Gente “Rosilene Rocha”, instalada na sede da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). A estrutura tem capacidade para preparar cerca de 1,5 mil refeições por dia e conta com freezers, fogões industriais, sistemas de água quente e fria e ambiente climatizado.

    A mudança altera a rotina dos trabalhadores, que antes precisavam levar a própria comida de casa ou procurar um local para almoçar durante o intervalo. Agora, as refeições são transportadas da cozinha para as diferentes frentes de serviço.

    Para os garis, a novidade também representa mais praticidade e segurança alimentar. Lidiane Marques da Cruz contou que, anteriormente, precisava preparar a marmita com bastante antecedência e enfrentava problemas com a conservação da comida devido ao calor de Manaus.

    Ariel Cristine Souza Dantas destacou a possibilidade de ter uma alimentação mais variada durante a semana, enquanto Jelison do Nascimento apontou que não precisar acordar tão cedo para preparar a marmita também trouxe impacto positivo para a rotina.

    Batizada em homenagem à servidora Rosilene Rocha, falecida no ano passado, a cozinha passou a ser utilizada para atender os trabalhadores que atuam diariamente na limpeza e conservação da capital.

    A produção das refeições deve ser ampliada gradualmente até chegar a aproximadamente 1,5 mil almoços por dia, acompanhando as equipes distribuídas pelas diferentes frentes de trabalho em Manaus.

  • Jaraqui e pacu chegam a 5 mil famílias em Manaus

    Jaraqui e pacu chegam a 5 mil famílias em Manaus

    Cerca de 85 mil peixes foram distribuídos a 5 mil famílias de Manaus durante uma ação do programa “Jaraqui da Gente”, na sexta-feira (14). A iniciativa levou jaraquis e pacus aos bairros Redenção, na zona Centro-Oeste, e Tarumã, na zona Oeste da capital.

    No Redenção, foram entregues 45 mil peixes. A distribuição ocorre às vésperas do aniversário de 52 anos do bairro, comemorado no próximo dia 19 de agosto, e beneficiou moradores que enfrentam dificuldades para manter uma alimentação adequada.

    Entre os moradores que receberam o pescado estava o motorista João Fernandes, de 66 anos. Ele contou que o preço do peixe no mercado pesa no orçamento e que a entrega ajuda a garantir alimento para a família.

    “Para mim essa ação é muito legal, pois o peixe está muito caro. Eu gosto muito de peixe, porque sou amazonense da terra”, afirmou.

    A doméstica Maria dos Santos, também de 66 anos, aproveitou a oportunidade para levar jaraqui e pacu para casa. Para ela, a distribuição representa um reforço importante para quem tem pouco dinheiro.

    Já o autônomo Rito Pereira, de 68 anos, destacou que muitas famílias dependem de iniciativas desse tipo para conseguir colocar uma refeição completa na mesa.

    No Tarumã, outros 40 mil peixes foram distribuídos em dois pontos da região. O pedreiro Manoel Correa, de 64 anos, contou que deixou o trabalho para participar da ação e saiu com a sacola cheia.

    “Isso aqui vai me ajudar muito”, relatou o morador.

    A distribuição de pescado deve continuar na próxima semana em bairros da zona Sul de Manaus. Além de garantir peixe para famílias em situação de vulnerabilidade, o programa também prevê a compra dos pescados de pescadores locais.

  • Barezinho Sub-12: Goleadas marcam o encerramento da 6ª rodada

    Barezinho Sub-12: Goleadas marcam o encerramento da 6ª rodada

    A 6ª rodada do Campeonato Amazonense Sub-12 terminou neste domingo (16), com quatro partidas realizadas no Clube dos Sargentos, sendo três goleadas. Estrela do Amanhã, Real Amazonas, Amazonas e Amazon City venceram seus confrontos diante de CDC Manicoré, Chenko 17, Jovem Cidadão e Amazônia, respectivamente.

    Estrela do Amanhã 4 x 0 CDC Manicoré

    A equipe de Itacoatiara superou o Bacurau. O destaque foi Rodrigo Sarmento, autor de três gols. Carlos Eduardo fez o outro do Estrela do Amanhã.

    Real Amazonas 7 x 0 Chenko 17

    Na sequência, foi a vez do Real Amazonas golear. Maurílio Urubatan foi outro atleta que marcou três gols na rodada. Heitor Nóbrega fez dois. Luis Guilherme e Enzo completaram a goleada sobre o Chenko 17.

    Jovem Cidadão 1 x 3 Amazonas

    A Onça venceu o Jovem Cidadão de virada. Thiago Levi colocou o Jovem Cidadão em vantagem. Samuel, Railan e Emanuel fizeram para a Onça.

    Amazon City 4 x 0 Amazônia

    No fechamento da rodada, o Jacaré levou a melhor sobre o Amazônia. Davi Lucca, Nicolas Lima, Pedro Henrique e Messala anotaram os gols do triunfo.

    Classificação e próximas partidas

    Confira a tabela de classificação do Barezinho Sub-12:

    Grupo A:

    MEC – 15

    Amazonas – 12

    Estrela do Amanhã – 12

    Amazon City – 12

    Real Amazonas – 9

    Jovem Cidadão – 4

    Chenko 17 – 4

    Amazônia – 2

    CDC Manicoré – 0

    Grupo B:

    Guerreirinhos – 16

    Operário – 16

    Aguerridos – 13

    Botafogo Academy – 13

    Inter Academy – 11

    RB Academy – 8

    Jovens Guardiões – 4

    São Paulo-AM – 3

    Manauara – 1

    Santa Etelvina – 0

    Confira os jogos da 7ª rodada, que ainda serão detalhados pela Federação Amazonense de Futebol (FAF):

    Amazonas x Chenko 17

    Jovens Guardiões x Aguerridos

    Amazon City x Jovem Cidadão

    CDC Manicoré x MEC

    Guerreirinhos x Inter Academy

    RB Academy x Botafogo Academy

    São Paulo-AM x Manauara

    Real Amazonas x Estrela do Amanhã

  • Com rotas migratórias mais perigosas, número de mortes chega a triplicar

    Com rotas migratórias mais perigosas, número de mortes chega a triplicar

    O número de mortes de migrantes mais que dobrou ao longo da Rota do Mediterrâneo Central e triplicou na Rota do Mediterrâneo Oriental nos primeiros quatro meses de 2026, comparado com o mesmo período de 2025. Isso aconteceu mesmo com uma forte queda no número de pessoas que chegaram à Europa.

    Condições meteorológicas severas, conflitos, pressões econômicas e mudanças nas políticas migratórias transformaram as jornadas migratórias em várias regiões. É o que mostram os novos dados, organizados por rotas, divulgados na quarta-feira pela Organização Internacional para Migrações, OIM.

    Mais de mil mortes em duas rotas

    No Mediterrâneo Central, 821 pessoas morreram ou desapareceram, um aumento de 111%, enquanto as chegadas caíram 46%, para 8.577. Mais da metade dessas mortes, 430, foi registrada somente em janeiro, quando o ciclone Harry atingiu a região.

    No Mediterrâneo Oriental, 244 pessoas morreram, um aumento de 259%, com muitas das mortes relacionadas a travessias marítimas que terminaram em tragédias nas proximidades de Creta.

    OIM: salvar vidas é uma responsabilidade compartilhada

    A diretora-geral adjunta da OIM, Ugochi Daniels, afirmou que “menos chegadas não significam viagens mais seguras”. Segundo ela, por trás de cada um desses números, há uma família esperando por notícias que nunca chegam. A diretora destaca que, à medida que as jornadas se tornam mais longas e perigosas, salvar vidas no mar e em terra continua sendo uma responsabilidade compartilhada — e uma responsabilidade que nenhum país pode assumir sozinho.

    Os dados da OIM também mostram que, na Rota Atlântica da África Ocidental, as chegadas à Espanha caíram 78%, para 2.276, a queda mais acentuada entre todas as rotas para a Europa. Os pontos de partida continuaram a se deslocar para o sul ao longo da costa da África Ocidental, aumentando a duração da travessia marítima e os riscos enfrentados pelas pessoas.

    Algumas rotas registraram aumento

    Nem todas as rotas registraram quedas. As chegadas à Espanha pela Rota do Mediterrâneo Ocidental aumentaram 66%, para 5.647, impulsionadas principalmente por um aumento de três vezes nas travessias terrestres para Ceuta e Melilla. As chegadas ao Iêmen pela Rota Oriental do Chifre da África aumentaram 9%, para 70.200, em linha com os padrões sazonais. Na América Central, o movimento em direção ao norte pela região de Darién, no Panamá, praticamente parou, com 135 travessias registradas.

    Os dados mostram que os conflitos no Oriente Médio afetaram os padrões de mobilidade na região e além dela durante o período analisado. Após a escalada iniciada no fim de fevereiro, foram registrados deslocamentos em larga escala no Líbano, enquanto os retornos transfronteiriços à República Árabe da Síria aumentaram ao longo de março e abril. Ao mesmo tempo, cresceu a pressão sobre a migração laboral e os fluxos de remessas de dinheiro em todo o Sul da Ásia, Oriente Médio e África.

    “Dados de qualidade não substituem soluções”

    Daniels explicou que a atenção tende a se concentrar em um pequeno número de rotas, mas quase metade dos 304 milhões de migrantes internacionais do mundo vive dentro de sua própria região, deslocando-se em busca de trabalho, para estar com a família, estudar e em busca de segurança.

    De acordo com ela, “dados de qualidade não substituem soluções, mas não existem soluções sem dados”. Além disso, segundo a diretora, quando todos trabalham a partir de uma mesma visão clara da realidade, as decisões são melhores.

    * Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

  • Novo chefe da ONU no Brasil prioriza Amazônia e ação climática

    Novo chefe da ONU no Brasil prioriza Amazônia e ação climática

    O Escritório das Nações Unidas no Brasil tem um novo representante ou coordenador residente desde junho: o economista chileno Igor Garafulic. Com quase 30 anos de experiência na ONU, ele já serviu em países como Azerbaijão, Honduras, Paraguai e Peru.

    Em entrevista exclusiva à ONU News, o líder do Sistema da ONU no Brasil destacou a atuação estratégica da organização no país, priorizando o desenvolvimento sustentável e a proteção da região amazônica.

    Amazônia, diplomacia e clima

    Falando à ONU News, Igor Garafulic sublinhou o trabalho focado na inovação feito por mais de 20 agências da organização no Brasil, focalizado em preservação da Amazônia, diplomacia e gestão de crises climáticas.

    Unicef/Jose Vilca Organização defende logística ágil com agências como a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas

    “A Amazônia não é só importante para o Brasil, é importante para o mundo, porcentagens altas de água ficam lá, e o trabalho que existe aqui é muito inovador. Se trabalha com uma organização, um consórcio chamado Amazônia Legal, que envolve nove estados que têm relação com a Amazônia, e é uma parceria em que o governo está presente, em que obviamente os governos estaduais estão presentes, e a comunidade internacional.”

    Garafulic ressaltou a capacidade de resposta ágil do país a crises ambientais emergentes e enfatizou o papel da cooperação internacional que, em vez de substituir, atua de forma complementar para fortalecer as estruturas, os serviços e a infraestrutura já existentes no Brasil.

    Ao todo, a ONU conta com cerca de 3,5 mil colaboradores em território brasileiro.

    Consórcio Amazônia Legal e o Fundo Brasil-ONU

    Uma das grandes frentes de atuação da ONU é a colaboração direta com o Consórcio Interestadual Amazônia Legal, que reúne os nove estados da Amazônia Brasileira.

    A iniciativa alia forças entre o Governo Federal, os governos estaduais e a comunidade internacional com destaque para parcerias e doações de países como o Canadá.

    Igor Garafulic contou que a sinergia é estimulada por mecanismos como o Fundo Brasil-ONU, focado no financiamento e desenvolvimento de projetos sustentáveis, na proteção socioambiental e no fortalecimento das comunidades locais da floresta.

    Trabalho e confiança

    Para o novo líder da ONU no Brasil, o diferencial do trabalho das Nações Unidas é a presença contínua em territórios em caso de crises naturais ou humanitárias. A atuação direta das agências da ONU junto aos governos estaduais garante que, quando um desastre ocorre, já exista uma rede de confiança e cooperação previamente estabelecida.

    Com experiência em política local, de seus tempos como governador da área metropolitana de Santiago do Chile, Igor Garafulic realça a determinação de aliar forças com o Brasil, que tem uma estrutura consolidada.

    © ONU Brasil/Silvia Rucks Atuação das Nações Unidas foca na complementaridade e agilidade estratégica

    Segundo ele, a ONU tem o papel de impulsionar a agilidade, a expertise técnica e a articulação internacional onde mais é preciso.

    “No nosso caso, tivemos umas enchentes há dois anos, em 2024, e, mais uma vez, o país tem a sua própria institucionalidade para enfrentar as emergências. Mas chega um momento em que a cooperação internacional pode dar outras coisas. Em primeiro lugar, a gente trabalha em prevenção, e trabalhamos nisso aqui, mas também trabalhamos em dar ajuda humanitária no momento, mas se eu tivesse que dar um exemplo, isso vem na fase seguinte, quando a gente tem que preparar-se para recuperação e reconstrução, e nessa área, os nossos colegas da ONU conseguiram trabalhar nisso.”

    Resposta rápida a emergências

    Além da preservação florestal, a ação climática da ONU no Brasil e na América Latina passa pelo suporte ágil em momentos de desastres e crises extremas.

    Garafulic destacou que o Brasil possui uma infraestrutura institucional própria muito sólida e independente para enfrentar emergências. Por isso, a atuação das Nações Unidas foca na complementaridade e agilidade estratégica.

    A organização defende logística ágil com agências como a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, mobilizando aquisições e insumos de emergência em questão de horas através de contratos prévios de suprimentos.

    © ACNUR/ Vanessa Beltrame Refugiados sendo alojados em abrigos temporários após as devastadoras enchentes no estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil.

    Logo a seguir às crises, como nas históricas enchentes no Rio Grande do Sul, a ONU atua na reconstrução com resiliência.

    Cooperação transfronteiriça

    “A primeira coisa é que a gente tem que ter claridade que o país tem uma estrutura estadual, com governos estaduais muito importantes, independentes, e uma surpresa positiva que eu tive aqui é que muitas das nossas agências têm um trabalho direto com os governos estaduais. Então quando vem uma emergência desse nível, não é que a gente se conheça nesse dia, já tem um trabalho prévio que permite trabalhar com mais confiança.”

    Um exemplo é o estudo de “perdas e danos” conduzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, para ajudar a reconstruir melhor e de forma mais preparada para eventos climáticos.

    Por fim, o escritório do Brasil apoia as representações na América do Sul na cooperação transfronteiriça que integrada permite uma resposta coordenada rápida entre países vizinhos em episódios de desastres naturais ou eventos extremos.

    Igor Garafulic substitui a engenheira uruguaia Silvia Rucks, que liderou o trabalho da ONU no Brasil até o início deste ano e foi o ponto focal para a realização da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em Belém do Pará.

  • Às margens do Lago Tefé (AM), biblioteca reúne 28 mil obras científicas sobre a Amazônia

    Às margens do Lago Tefé (AM), biblioteca reúne 28 mil obras científicas sobre a Amazônia

    Mais do que reunir livros, a Biblioteca Henry Walter Bates, às margens do Lago Tefé (AM), é uma guardiã da memória científica da Amazônia. Inaugurada em 1994 nas dependências do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ela conta com mais de 28 mil títulos catalogados e tem um dos mais importantes acervos especializados em ciência e pesquisa sobre a Amazônia.

    O acervo conta com obras sobre conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais, estudos sobre populações ribeirinhas e diversidade socioambiental amazônica. São livros, coleções raras, periódicos científicos, produções técnico-científicas do instituto e obras de cronistas, escritores e pesquisadores que ajudaram a registrar, interpretar e compreender a Amazônia e, em especial, a região do Médio Solimões.

    Ao longo de mais de três décadas, a biblioteca consolidou-se como uma fonte de consulta para pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. Inserida em uma região cercada por áreas protegidas, é a única biblioteca com conteúdo científico em um raio de mais de 500 quilômetros.

    A bibliotecária Graciete Rolim acompanha de perto a história do espaço desde os primeiros anos de funcionamento. Ela conta que o surgimento dele está diretamente ligado às pesquisas que deram início ao Projeto Mamirauá e, posteriormente, ao instituto.

    A biblioteca recebeu o nome de Henry Walter Bates em homenagem ao naturalista inglês, cujos estudos sobre a Amazônia serviram de referência para José Márcio Ayres e para diversas pesquisas desenvolvidas na região”, explica

    José Márcio Ayres foi o idealizador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. A biblioteca nasceu a partir das pesquisas do cientista. Em meados da década de 1980, ele se instalou na região para estudar o uacari-branco e reuniu um importante acervo bibliográfico. Anos depois, no início da década de 1990, com a estruturação do Projeto Mamirauá, Ayres disponibilizou grande parte desse material para compor a biblioteca, criada em 1994. Outros pesquisadores também passaram a doar livros, relatórios e publicações científicas e a contribuir para a formação do acervo inicial.

    Guardiã da memória científica da Amazônia

    Entre as milhares de obras que compõem o acervo, está toda a produção técnico-científica desenvolvida pelos pesquisadores que passaram pelo Instituto Mamirauá ao longo de décadas. O espaço também preserva mais de 400 títulos de periódicos científicos e informativos, além de coleções bibliográficas formadas a partir de doações de outros pesquisadores que marcaram a história da instituição, como Deborah de Magalhães Lima e Michael Goulding.

    Um dos destaques é a Coleção de Obras Raras, com exemplares publicados nos séculos XIX e XX. Entre eles estão as primeiras edições de duas das obras mais antigas do acervo: A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro, de Alfred Russel Wallace, publicado em 1853; e The Naturalist on the River Amazons, de Henry Walter Bates, lançado em 1863 e considerado um dos mais importantes registros sobre a história natural da Amazônia. Há ainda outros títulos históricos relacionados às primeiras expedições científicas na região.

    O acervo também reúne obras de autores contemporâneos da região Norte que contribuíram para a produção científica, histórica e literária sobre a Amazônia. Entre os títulos estão Memórias de Mamirauá, de Edna Ferreira Alencar; Mamirauá, de Thiago de Mello; e A Formação Histórica do Território Tefeense, de Kristian Oliveira de Queiroz; além de diversas outras publicações dedicadas à história, à cultura e aos territórios amazônicos.

    Biblioteca Henry Walter Bates

    Local: Estrada do Bexiga, nº 2.584, bairro Fonte Boa, em Tefé (AM)

    Horário: de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h; e às sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h

    Entrada gratuita

    Acervo: https://mamiraua.org.br/biblioteca-henry-walter-bates/

  • Saiba como consultar cursos e instituições de educação superior

    Saiba como consultar cursos e instituições de educação superior

    Estudantes podem verificar se os cursos de graduação e as instituições em que estudam ou desejam ingressar estão devidamente credenciados, reconhecidos ou autorizados pelo Ministério da Educação (MEC). A consulta ocorre por meio do Sistema Eletrônico de Acompanhamento de Processos da Educação Superior, o e-MEC, base de dados oficial que gerencia, regula e monitora as faculdades, as universidades e os cursos de graduação e pós-graduação no Brasil.

    Instituições sem credenciamento e cursos sem autorização não podem funcionar. Sem reconhecimento, os cursos não podem ter seus respectivos diplomas emitidos e validados.

    Para pesquisar as informações e não correr o risco de matricular-se em instituições ou cursos irregulares ou com nota baixa, basta o estudante acessar a página do e-MEC, selecionar a opção “Consulta Avançada” e escolher se a pesquisa será por curso ou instituição. Em seguida, deve digitar o nome, abrir o cadastro e verificar as informações.

    Ao consultar a instituição, é possível verificar o Índice Geral de Cursos (IGC) e o Conceito Institucional (CI), indicadores de qualidade do MEC, calculados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As notas 1 e 2 são consideradas abaixo do padrão aceitável; a nota 3 atende ao padrão básico de qualidade; e as notas 4 e 5 são consideradas muito boas ou excelentes.

    No caso de instituições com notas 1 e 2, o MEC instaura processos de supervisão específicos para investigar falhas estruturais, de gestão ou no corpo docente. As unidades também podem ficar impedidas de abrir novos cursos, aumentar o número de vagas ou expandir sua atuação acadêmica. Punições mais severas incluem a proibição de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a participação em processos para oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni).

    Se a classificação insatisfatória persistir nas avaliações seguintes sem a devida correção ou cumprimento de metas de melhoria, a instituição corre o risco de ser descredenciada e ficar impedida de atuar.

    No caso das graduações, é importante que o estudante confira o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Conceito de Curso (CC), calculados pelo Inep. Esses conceitos consideram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o projeto pedagógico do curso, o corpo docente (qualificação dos professores), a infraestrutura (laboratórios, materiais didáticos, salas de aula e biblioteca) e o chamado valor agregado, que mede a evolução do aluno desde o ingresso na graduação. As sanções para notas baixas incluem a redução de vagas, a suspensão do ingresso de novos alunos, o bloqueio de programas de financiamento estudantil (Fies e Prouni) e, em último caso, a desativação do curso.

    Diferença entre autorização e reconhecimento – Até serem validados e credenciados pelo MEC, os cursos de graduação passam por etapas diferentes da regulação da educação superior, e é importante que o estudante observe em qual delas se encontra o que ele deseja cursar.

    O curso autorizado é aquele que recebe permissão inicial para abrir e dar aulas. A faculdade pode fazer o vestibular, matricular alunos e começar a ofertar. Já o reconhecimento é a confirmação de que o curso funciona bem na prática e atendeu aos requisitos do MEC e deve ser solicitado antes da formatura da primeira turma, quando os alunos completam entre 50% e 75% da carga horária total. O reconhecimento é obrigatório para que o diploma tenha validade oficial em todo o país.

    E, por último, a renovação do reconhecimento, realizada periodicamente, acompanha os ciclos de avaliação e certifica que a graduação continua com boa nota, bons professores e estrutura adequada ao longo dos anos.

    Outras informações que todo estudante deve buscar – No e-MEC, o estudante também pode consultar quantas vagas o MEC autorizou para o curso desejado e se a instituição respeita esse limite, além de verificar se a carga horária está sendo cumprida conforme o formato (a distância, semipresencial ou presencial). O curso também precisa estar autorizado no endereço da cidade onde o estudante deseja cursar a graduação.

  • SAMU Indígena reduz de 15 para 6 minutos tempo-resposta em emergências

    SAMU Indígena reduz de 15 para 6 minutos tempo-resposta em emergências

    O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Indígena reduziu mais do que a metade o intervalo entre o acionamento até a chegada da equipe de saúde ao local da chamada de emergência, passando de 15 para apenas seis minutos. Com equipe própria para atendimentos nas aldeias, a iniciativa beneficia 25 mil pessoas de três etnias da reserva indígena do município de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Desde que foi implementado pelo Ministério da Saúde, em agosto do ano passado, já foram registradas mais de 2,4 mil ocorrências, o equivalente a 204 por mês.

    O atendimento está disponível à população 24 horas por dia, em todos os dias da semana. Antes do início das atividades na região, uma ocorrência dependia do deslocamento de uma equipe a partir de outras bases do SAMU em Dourados. Agora, a presença do SAMU Indígena dentro do território assegura que a assistência inicial ocorra com mais agilidade, especialmente em casos de emergência médica, como em pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) , traumas graves e quadros de insuficiência respiratória.

    O projeto, que é piloto no Brasil, também amplia o acesso aos serviços de saúde dentro do território indígena beneficiado, bem como estreita a comunicação entre as comunidades e os profissionais de saúde. Dos 14 profissionais que compõem a equipe, sete são indígenas com fluência em português e guarani, uma das línguas maternas da população local. O SAMU Indígena atende principalmente as aldeias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena.

    O indígena e enfermeiro Everton Nunes Pontes destaca a presença de indígenas na equipe. “O conhecimento geográfico da região ajuda no tempo de deslocamento. No início do trabalho, criamos o projeto SAMUI na comunidade, para orientar as Unidades Básicas de Saúde Indígena e as escolas sobre como acionar o serviço. Isso melhorou a assistência para gestantes, crianças e idosos. Como metade da equipe é formada por indígenas com vivência na comunidade, o atendimento fica mais prático e inclusivo”, disse.

    A Secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, também reforça a importância da integração entre o serviço e as aldeias. “A presença de profissionais indígenas que falam a língua materna da população deixa o atendimento mais humanizado, pois eles conhecem a vivência dentro dos territórios e a cultura local de cada etnia”, afirmou.

    Como funciona?

    Na prática, o acionamento do SAMU Indígena também é feito pelo 192, mesmo número do serviço convencional. A unidade funciona submetida à Central de Regulação de Urgências do SAMU Regional Dourados. Caso seja necessário, após o atendimento inicial e dependendo da gravidade, o paciente é transferido para unidades de saúde e hospitais da região para receber assistência especializada. Além disso, se for preciso, também pode ser solicitado o apoio de uma equipe de Suporte Avançado, bem como o acionamento de outras equipes do município.

    Saúde nas aldeias de Dourados

    Atualmente, as comunidades indígenas da reserva de Dourados contam também com o suporte de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), um polo base e um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

    A população tem acesso a serviços de saúde voltados à atenção primária, como consultas médicas, de pré-natal, odontologia, ginecologia, pediatria, nutricionistas, além de acompanhamento de rotina e atualização da carteira de vacinação.

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