Blog

  • Fotografia na Amazônia: imagens preservam a vida e a biodiversidade das Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas

    Fotografia na Amazônia: imagens preservam a vida e a biodiversidade das Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas

    A Amazônia reúne uma importante memória visual de suas paisagens, biodiversidade, populações e transformações ao longo do tempo. Na região do Médio Solimões, no Amazonas, estudos, ciência e pesquisa caminham lado a lado com a fotografia. Para celebrar o Dia Mundial da Fotografia, comemorado em 19 de agosto, o Instituto Mamirauá relembra registros que eternizaram momentos durante suas atividades nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.

    Com um banco de imagens que reúne milhares de fotografias digitais em diversas épocas e centenas de imagens impressas produzidas entre os anos 1980 e o início dos anos 2000, o Instituto Mamirauá guarda parte da história e da memória das populações tradicionais, da biodiversidade e das atividades de ciência e pesquisa desenvolvidas na Amazônia. Esses registros passaram a constituir também uma memória visual das transformações do território e dos avanços nas ações de conservação e desenvolvimento sustentável.

    Entre as memórias estão dezenas de fotografias feitas pelo pesquisador José Márcio Ayres e pelo fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, que tiveram participação importante na história da Reserva Mamirauá. Os registros remontam a diferentes períodos, desde as pesquisas iniciadas por Ayres na região, na década de 1980, passando pela criação da Estação Ecológica Mamirauá, em 1986, até a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em 1996, primeira unidade de conservação com essa categoria no Brasil.

    A experiência de fotografar e pesquisar esses territórios também revela as diferenças entre as duas reservas. Para Miguel Monteiro, fotógrafo e pesquisador, atuar em Mamirauá e Amanã permite acompanhar diferentes paisagens, espécies e modos de vida das comunidades tradicionais.

    “Em Mamirauá, as mudanças provocadas pelos ciclos de cheia e seca fazem parte da dinâmica da paisagem e da vida das comunidades. Já em Amanã, os ambientes de várzea e terra firme permitem outros registros, com trilhas que avançam para o interior da floresta e áreas ainda pouco estudadas pela ciência. Segundo Miguel, as duas reservas são complementares e oferecem diferentes possibilidades de observação da fauna, das paisagens e dos modos de vida amazônicos.

    Entre as imagens emblemáticas produzidas já nos anos 2000 está uma fotografia do fotógrafo amazonense Ricardo Oliveira, que registrou um manejador de pirarucu carregando o enorme peixe nas costas, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Para Ricardo Oliveira, que considera a imagem uma das mais importantes de sua carreira, a Reserva é um lugar sagrado.

    “Como fotojornalista, eu vejo essas reservas como lugar sagrado e, para mim, é um altar dos deuses. A gente precisa entrar, pedir permissão aos ancestrais e às entidades da natureza. São experiências que sempre trazem grandes aprendizados”, destacou o fotojornalista Ricardo Oliveira.

    Ao longo dos anos, diversos fotógrafos contribuíram e continuam contribuindo para iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, incluindo programas e projetos com a atuação do Instituto Mamirauá. Em diferentes períodos e contextos, esses profissionais ajudam a registrar, valorizar e dar visibilidade à biodiversidade, aos territórios e às populações amazônicas. Entre eles estão Luiz Cláudio Marigo, Bernardo Oliveira, Pilar Olivares, Amanda Lelis, Bruno Kelly, Michel Dantas, Adriano Gambarini, André Dib, Ricardo Oliveira, Marco Raccichini, Miguel Monteiro, Tácio Melo, Laís Teixeira, André Zumak e muitos outros que já visitaram a região.

    A fotografia também caminha de mãos dadas com pesquisa e ciência

    No Instituto Mamirauá, a fotografia integra o cotidiano de pesquisas, expedições e ações de conservação realizadas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. Os registros produzidos em campo ajudam a documentar espécies, ambientes, comunidades e diferentes etapas dos trabalhos científicos, além de contribuir para a comunicação e a divulgação do conhecimento produzido na região.

    “A fotografia é uma ferramenta importante para a pesquisa e para a conservação, porque ajuda a documentar espécies, ambientes e diferentes momentos dos trabalhos realizados em campo. Esses registros também ajudam a construir com a memória visual das transformações da paisagem e da biodiversidade amazônica”, destaca André Zumak.

    Com o avanço das tecnologias de imagem, novas ferramentas também passaram a apoiar o trabalho de pesquisadores. Câmeras fotográficas e equipamentos de monitoramento são utilizados em diferentes estudos para registrar animais, ambientes e mudanças no território. As armadilhas fotográficas, por exemplo, permitem acompanhar a fauna de forma contínua, inclusive em locais de difícil acesso e com menor interferência humana. Pesquisas realizadas na Reserva Amanã já utilizaram esse tipo de tecnologia para registrar espécies de mamíferos e aves, demonstrando como as imagens podem gerar dados para estudos sobre biodiversidade e conservação.

    A fotografia na região amazônica

    A história da fotografia na Amazônia começou em meados do século XIX, poucos anos depois da invenção do daguerreótipo, em 1839. Os primeiros registros foram realizados por fotógrafos, viajantes e pesquisadores que percorriam a região em expedições científicas. Em um território ainda pouco conhecido por grande parte do mundo, a fotografia passou a desempenhar um importante papel na documentação de paisagens, espécies, populações e diferentes aspectos da vida amazônica.

    Ao longo do tempo, a fotografia tornou-se também uma importante ferramenta para a pesquisa científica. Instituições de pesquisa incorporaram o registro fotográfico às atividades de documentação e produção de conhecimento. As imagens produzidas durante expedições ajudaram pesquisadores a registrar ambientes, animais, plantas, povos indígenas e transformações do território, constituindo acervos que hoje são importantes fontes para estudos históricos, científicos e antropológicos sobre a Amazônia.

    Na região do Médio Solimões, essa memória visual também acompanha a história da pesquisa e da conservação. O acervo construído ao longo das décadas permite revisitar paisagens, espécies, comunidades e modos de vida registrados em diferentes períodos, contribuindo para compreender as transformações ocorridas no território.

    A fotografia na Amazônia, portanto, ultrapassa o papel de registro. As imagens preservam informações sobre o passado, auxiliam a pesquisa científica no presente e ajudam a comunicar para as novas gerações a diversidade de ambientes, espécies e culturas que fazem parte da região. Nas Reservas Mamirauá e Amanã, esse conjunto de registros também ajuda a contar a história de um modelo de conservação que busca conciliar a proteção da biodiversidade, a pesquisa científica e a permanência das populações tradicionais em seus territórios. A Reserva Mamirauá foi criada em 1996, enquanto a Reserva Amanã foi criada dois anos depois, em 1998.

  • Incêndio atinge área de vegetação durante a madrugada no Distrito Industrial de Manaus

    Incêndio atinge área de vegetação durante a madrugada no Distrito Industrial de Manaus

    Um incêndio atingiu uma área de vegetação durante a madrugada deste sábado (22), na Avenida dos Oitis, no Distrito Industrial 1, Zona Sul de Manaus. As chamas foram percebidas por trabalhadores da região por volta da meia-noite e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

    De acordo com informações preliminares, pequenos focos começaram a surgir em diferentes pontos da área de vegetação. Com o avanço do fogo, alguns trechos passaram a apresentar maior intensidade.

    A ocorrência foi registrada nas proximidades da fábrica Flex, em uma região que concentra diversas empresas, mas possui pouca circulação de pessoas durante a madrugada. O incêndio chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local, que acionaram o Corpo de Bombeiros.

    Bombeiros combatem chamas próximas à rede elétrica

    Ao chegarem à área, os bombeiros iniciaram o combate ao incêndio e concentraram parte dos trabalhos nos pontos próximos à rede elétrica. A proximidade das chamas com postes e fios aumentava o risco de danos à estrutura e de possíveis problemas no fornecimento de energia.

    Em alguns trechos, o fogo avançou rapidamente pela vegetação. O deslocamento de veículos pela avenida também provocava correntes de ar que poderiam contribuir para a propagação das chamas.

    Além do combate direto ao incêndio, as equipes realizaram o trabalho de rescaldo e resfriamento da vegetação. O procedimento é necessário para reduzir o risco de novos focos em áreas que permaneceram aquecidas após o controle das chamas.

    Causa do incêndio ainda é desconhecida

    Até o momento, não havia confirmação sobre a causa do incêndio. Não é possível afirmar se o fogo teve origem criminosa ou se ocorreu de maneira acidental.

    O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas segue atuando em diferentes ocorrências de incêndio registradas em Manaus durante o período de altas temperaturas.

  • Sebrae-AM alerta empreendedores sobre golpes com falsos funcionários da instituição

    Sebrae-AM alerta empreendedores sobre golpes com falsos funcionários da instituição

    O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM) emitiu um alerta aos empreendedores sobre tentativas de golpe praticadas por pessoas que estariam se passando por funcionários ou agentes da instituição.

    Os casos mais recentes foram registrados nos municípios de Manicoré, Caapiranga, Borba e Autazes. Segundo o Sebrae-AM, os criminosos utilizam o nome e a identidade visual da instituição para abordar principalmente empreendedores por meio do WhatsApp.

    Entre as estratégias identificadas estão o envio de crachás falsos, ofertas de crédito, convites para supostos eventos e mensagens informando que empresas teriam sido selecionadas para receber benefícios ou atendimentos especiais.

    Golpistas usam crachás falsos e ofertas de crédito

    Em uma das modalidades, os criminosos apresentam uma suposta identificação funcional com a logomarca do Sebrae Amazonas, além de fotografia, nome, cargo, matrícula, código de barras e QR Code.

    Também foram identificados perfis que utilizam nomes semelhantes aos da instituição. Em alguns casos, os suspeitos enviam simulações de crédito destinadas a Microempreendedores Individuais (MEIs) e, posteriormente, encaminham mensagens personalizadas com o nome do empreendedor e informações sobre a empresa.

    Outra estratégia consiste em oferecer participação gratuita em supostos workshops. Os golpistas afirmam que a empresa foi selecionada para participar do evento por já ter realizado trabalhos com o Sebrae.

    Os casos já haviam sido comunicados por Agentes de Desenvolvimento por meio das Salas do Empreendedor. Em maio, materiais de orientação foram enviados às unidades para ajudar na prevenção e orientar os empreendedores sobre como identificar abordagens fraudulentas.

    Sebrae orienta como evitar golpes

    A instituição recomenda atenção redobrada diante de contatos inesperados que solicitem informações pessoais ou bancárias, códigos de segurança, pagamentos ou que encaminhem links para inscrição, contratação de serviços ou liberação de crédito.

    A orientação é não clicar em links suspeitos, não fornecer dados pessoais ou bancários e não realizar pagamentos antes de confirmar diretamente a autenticidade da abordagem.

    Em caso de dúvida, o empreendedor deve procurar os canais oficiais do Sebrae-AM para verificar a identidade do suposto funcionário e a legitimidade da atividade.

    Veja como se proteger

  • Desconfie de mensagens inesperadas que utilizem o nome ou a identidade visual do Sebrae para solicitar informações ou pagamentos;
  • Não forneça senhas, códigos recebidos por SMS ou WhatsApp, dados bancários ou documentos a contatos não confirmados;
  • Não clique em links enviados por números suspeitos;
  • Não realize pagamentos ou contratações sem confirmar a autenticidade da abordagem;
  • Procure diretamente o Sebrae pelos canais oficiais em caso de dúvida;
  • Guarde prints, áudios, números de telefone e outras informações de abordagens suspeitas para auxiliar na apuração.
  • O Sebrae-AM esclarece que seus profissionais, incluindo Agentes de Desenvolvimento dos municípios, podem realizar ações presenciais junto a pequenos negócios. Por isso, a recomendação não é ignorar abordagens presenciais, mas confirmar a identidade do profissional e a legitimidade da atividade diretamente com a instituição.

    Informações sobre profissionais ou ações realizadas em cada região também podem ser verificadas na unidade local do Sebrae ou na Sala do Empreendedor.

    A instituição reforça que qualquer abordagem que gere dúvida deve ser verificada antes do fornecimento de informações, acesso a links ou realização de operações financeiras.

  • Homem de 28 anos é morto a tiros ao chegar em casa na Zona Oeste de Manaus

    Homem de 28 anos é morto a tiros ao chegar em casa na Zona Oeste de Manaus

    Luan Martins, de 28 anos, foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (21), na rua Jequié, no bairro Lírio do Vale, Zona Oeste de Manaus. O crime aconteceu no momento em que a vítima chegava à própria residência.

    Segundo testemunhas que relataram o caso à Polícia Militar, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. O passageiro desceu do veículo e efetuou mais de dez disparos contra Luan, que foi atingido principalmente na região da cabeça.

    Ainda conforme os relatos, a vítima tentou correr para escapar do ataque, mas caiu na escadaria da residência e morreu no local.

    Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas constatou a morte. Familiares de Luan acompanharam o trabalho das forças de segurança e ficaram em estado de choque.

    Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e do Instituto Médico Legal (IML) também foram acionadas para realizar a perícia e fazer a remoção do corpo.

    A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. O caso deverá ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

  • Jovens pesquisadores fortalecem conhecimento e territórios através de pesquisas científicas na Amazônia

    Jovens pesquisadores fortalecem conhecimento e territórios através de pesquisas científicas na Amazônia

    Criado para aproximar estudantes da produção científica e contribuir para a formação de novos pesquisadores, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Instituto Mamirauá oferece aos jovens da região Norte a oportunidade de desenvolver pesquisas com acompanhamento de orientadores e conhecer, na prática, diferentes etapas da ciência. Em Tefé (AM), o programa já tem mais de duas décadas de trajetória e busca também fortalecer a produção de conhecimento sobre a Amazônia a partir do próprio território.

    Ao longo de 12 meses, os bolsistas participam de capacitações, desenvolvem pesquisas e apresentam os resultados em seminários. As bolsas contemplam áreas como ciências biológicas, ciências sociais, arqueologia, manejo de recursos e inovação. Nos últimos anos, o programa reúne, em média, de 20 a 25 estudantes por ciclo e já formou ou apoiou mais de 500 alunos.
    “Eles viram protagonistas dos seus projetos e é muito satisfatório ver essa evolução deles”, destaca Hilda Chávez, pesquisadora do Instituto Mamirauá e coordenadora do PIBIC.

    A experiência também tem reflexos na trajetória acadêmica dos estudantes. Segundo a coordenação, mais de 70% dos bolsistas dão continuidade à formação acadêmica. Alguns participam de publicações científicas, recebem reconhecimento em eventos de iniciação científica e, posteriormente, seguem atuando em pesquisas ou passam a integrar o próprio Instituto Mamirauá. As bolsas são destinadas a estudantes do ensino médio e do ensino superior, nas modalidades Júnior e Sênior.

    “Nesse mês, que ocorreu a apresentação final da bolsa, ficamos mais uma vez surpresos com o desempenho dos bolsistas e a contribuição de suas pesquisas para a região, que incluem espécies que não haviam sido identificadas, plantas que não sabíamos que existiam na região do Médio Solimões, entre outras”, explica Jean Quadros, Analista de pesquisa e desenvolvimento do Instituto Mamirauá e vicecoordenador do PIBIC.

    A atuação dos jovens em seus territórios

    Além da formação científica, o programa contribui para aproximar o Instituto da população local. Os estudantes também levam para suas comunidades conhecimentos e experiências adquiridos durante as pesquisas, ampliando a compreensão sobre a ciência produzida na região.

    “O programa PIBIC, além da formação e do fomento para os estudantes, também insere ciência e pesquisa no território desses bolsistas, que acabam integrando esse conhecimento junto do Instituto”, afirma Hilda.

    Esse conhecimento também ganha significado dentro das comunidades indígenas. Hiago Marques Cruz, indígena da etnia Cambeba, da aldeia Jaquiri, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, desenvolveu a pesquisa “Fauna parasitária de Osteoglossum bicirrhosum (Aruanã) provenientes da pesca artesanal no Médio Solimões”. Para ele, levar os resultados da pesquisa para sua comunidade é uma forma de ampliar o conhecimento sobre um recurso importante para a população.

    “Esse conhecimento é importante para mim como indígena também, porque há muita ausência de conhecimento na questão da pesquisa. Levar esse novo olhar em relação à pesquisa e também sobre a fauna parasitária para as comunidades, para a minha aldeia, é fundamental, já que a gente utiliza o Aruanã como recurso fundamental na pesca artesanal e também para a nossa alimentação”, afirma Hiago Marques.

    Ao incentivar a participação de jovens da região na produção científica, o PIBIC fortalece uma rede de conhecimento que conecta formação acadêmica, pesquisa e território, contribuindo para que novas gerações também sejam protagonistas na construção do conhecimento sobre a Amazônia.

    Para Yasmim Salgado, bolsista do programa, pesquisar a diversidade de borboletas frugívoras em áreas de mangue na Reserva Extrativista Marinha de Soure, no Pará, é também uma forma de valorizar o território onde vive. “Acredito que a ciência também pode e deve ser feita dentro da nossa própria realidade. Para mim, pesquisar o território é também uma forma de valorizá-lo e mostrar a importância de sua conservação. Quero continuar aprendendo, pesquisando e contribuindo para que a ciência produzida na minha região tenha cada vez mais reconhecimento”, afirma.

  • Conheça Congonhas, a cidade mineira onde a principal obra de Aleijadinho se tornou Patrimônio Mundial

    Conheça Congonhas, a cidade mineira onde a principal obra de Aleijadinho se tornou Patrimônio Mundial

    Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1985, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), reúne um dos mais importantes conjuntos artísticos e religiosos do Brasil. O complexo preserva a basílica, seis capelas que retratam a Paixão de Cristo e as famosas esculturas dos 12 Profetas, consideradas a principal obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

    A construção do santuário começou em 1757, após uma promessa feita pelo minerador português Feliciano Mendes, que atribuiu ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos  sua recuperação de uma grave doença. Ao longo dos séculos 18 e 19, o monumento recebeu a contribuição de importantes artistas do Período Colonial, como Aleijadinho e Mestre Ataíde, tornando-se uma das maiores referências da arte barroca na América Latina.

    Reconhecimento

    A Unesco reconheceu o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos por representar uma das mais importantes realizações da arte barroca na América Latina. O conjunto reúne a basílica, as esculturas dos 12 Profetas em pedra-sabão e as seis capelas dos Passos da Paixão, que preservam 66 esculturas em madeira policromada (pintada em várias cores) representando os últimos momentos da vida de Jesus Cristo.

    Grande parte dessas obras foi produzida por Aleijadinho entre o fim do século 18 e o início do século 19. Consideradas o ponto mais alto de sua carreira, as esculturas tornaram-se um dos principais símbolos do barroco brasileiro e foram decisivas para o reconhecimento internacional do santuário.

    O que fazer

    Entre os principais atrativos estão:

  • Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: principal cartão-postal da cidade, reúne a basílica e todo o conjunto reconhecido pela Unesco.

  • 12 Profetas: esculturas em pedra-sabão, produzidas por Aleijadinho entre 1800 e 1805, consideradas uma das maiores obras da arte barroca brasileira.

  • Capelas dos Passos da Paixão: seis capelas preservam 66 esculturas em madeira policromada, que retratam cenas da Paixão de Cristo.

  • Salão dos Ex-Votos: espaço que reúne objetos deixados por fiéis em agradecimento por graças alcançadas ao longo de mais de dois séculos de devoção.

  • Museu de Congonhas: apresenta exposições sobre a história do santuário, a obra de Aleijadinho e a formação da cidade.

  • Beco dos Canudos: preserva construções do Período Colonial, que hoje abrigam lojas de artesanato em pedra-sabão, madeira, cerâmica e outros produtos típicos.

  • Quem tiver mais tempo também pode visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a antiga Estação Ferroviária, importantes marcos da história de Congonhas.

    Quando visitar

    O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos pode ser visitado durante todo o ano, mas algumas celebrações tornam a experiência mais especial:

  • Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (setembro): principal festa religiosa da cidade, reúne milhares de romeiros de diferentes estados.

  • Semana Santa: procissões, celebrações religiosas e encenações da Paixão de Cristo movimentam o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e as igrejas históricas da cidade.

  • Corpus Christi: fiéis confeccionam tapetes ornamentais, que cobrem as ruas próximas ao santuário; tradição que integra as celebrações religiosas da data.

  • Natal: missas, concertos e apresentações culturais integram a programação de fim de ano nas igrejas e espaços históricos da cidade.

  • Ao longo do ano, Congonhas também promove eventos culturais, exposições e atividades ligadas ao patrimônio histórico e ao barroco mineiro.

    Como chegar

    Congonhas está na região Central de Minas Gerais, a cerca de 80 quilômetros de Belo Horizonte. Quem chega de avião pode desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins) e seguir de carro, ônibus ou traslado até o município. Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-040, rodovia que liga Belo Horizonte à cidade. Também há linhas regulares de ônibus partindo da capital mineira.

    Patrimônio Mundial

    A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

    O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

    Por Natália Moraes
    Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

  • Manual traz nova classificação de riscos de desastres em áreas urbanas

    Manual traz nova classificação de riscos de desastres em áreas urbanas

    Após quase 20 anos, a publicação Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos foi atualizada pela primeira vez. A ferramenta existe desde 2007 é a principal referência no país para gestão de risco em áreas urbanas.

    Segundo o diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, Rodolfo Moura, o próprio uso do manual por técnicos, pesquisadores e gestores municipais apontou a necessidade de uma evolução de alguns conceitos, mas a urgência climática e a chegada de um super El Niño aceleraram o processo.

    “A gente correu para antecipar o lançamento do livro entendendo que ele já pode ser um instrumento novo para identificar as áreas críticas, mas principalmente as pessoas que estão em situação de risco”, diz.

    O manual atualizado está disponível online e de forma gratuita. Entre as mudanças em relação à versão anterior, a publicação trata de novos instrumentos tecnológicos para a gestão de risco e traz uma nova classificação, com foco nos riscos médio, alto e muito alto.

    “Deixamos de lado outras classificações, porque se o risco é baixo ou inexistente não merece uma classificação”, explica Moura.

    Novos conceitos foram abordados na versão atualizada como a delimitação de setores de risco hidrológico, como inundação, enchente e enxurrada, e também a descrição de processos erosivos, como rolamento de rochas e terras caídas – fenômeno que ocorre no Norte do país.

    De acordo com Rodolfo Moura, a aplicação do manual permite que prefeituras façam o mapeamento das áreas de risco nos territórios e, a partir disso, elaborem seus planos municipais de redução de risco. Essas medidas podem retirar milhares de pessoas de zonas de risco de deslizamento, inundação e enxurrada no Brasil.

    Em 2024, uma nota técnica publicada pela Casa Civil atualizou os números de municípios suscetíveis a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações. São 1.942 cidades que expõem quase 9 milhões de brasileiros a esses desastres.

    Segundo Moura, o caminho para enfrentar o desafio de tirar essas pessoas das áreas de risco é exatamente implementar o que o manual prevê, com ações de antecipação, identificação de riscos, fortalecimento da resiliência e adaptação das cidades.

    “É por meio desse instrumento de mapeamento de risco, dos mapas, planos municipais de redução de risco, que municípios e os governos estaduais acessam recursos para essas obras”, destaca.

  • Candidaturas femininas ao Senado crescem e chegam a todos os estados

    Candidaturas femininas ao Senado crescem e chegam a todos os estados

    O número de mulheres na disputa por uma vaga no Senado chegou a 69 nas eleições deste ano. O total supera o registrado nas duas eleições anteriores: em 2022, 58 mulheres se candidataram ao cargo e, em 2018, foram 62. Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.

    Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram um crescimento de 19% no número de candidatas em relação às eleições de 2022. Na comparação com 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços das cadeiras do Senado, o aumento é de 11,3% (veja ilustração abaixo).

    Apesar do aumento de candidatas em números absolutos, a participação proporcional das mulheres na disputa não é a maior das últimas três eleições. Em 2026, elas representam 22% das candidaturas ao Senado, enquanto os homens correspondem a 78%. 

    Em 2022, quando apenas um terço das cadeiras estava em disputa, as 58 candidatas representaram 23,9% do total. Já em 2018, as 62 mulheres correspondiam a 17,6% das candidaturas registradas ao Senado.

    Estados

    As candidaturas femininas estão presentes nos 26 estados e no Distrito Federal. A maior quantidade está concentrada em três estados: Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Há cinco mulheres na disputa pelo Senado em cada um desses estados.

    Na outra ponta, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins têm apenas uma mulher entre os candidatos ao Senado.

    Apesar das diferenças entre as unidades da Federação, esta é a primeira vez, comparando os números desde 2014, que todos os estados têm ao menos uma candidata. Na eleição de 2018, por exemplo, Acre, Bahia e Tocantins não tinham mulheres na disputa pelo Senado.

    Regra dos 30%

    Mesmo com apenas 22% de candidaturas femininas ao Senado este ano, o percentual está de acordo com a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. Cada partido ou federação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas com pessoas de cada gênero. Entretanto, isso vale apenas para eleições para deputados federais, estaduais e distritais (eleições proporcionais). Para o Senado (eleição majoritária), a regra não se aplica.

    As campanhas femininas, no entanto, seguem regras específicas de financiamento eleitoral. A Constituição Federal determina que os partidos devem destinar, no mínimo, 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV às mulheres. Além disso, se a proporção de candidatas for superior a 30%, a distribuição do dinheiro e do tempo de rádio e TV deve acompanhar esse percentual.

    Reeleição

    Atualmente a bancada feminina é composta por 15 senadoras. Entre as candidatas deste ano, quatro senadoras eleitas em 2018 buscam permanecer na Casa por mais oito anos: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN).

    Também está na disputa Margareth Buzetti, de Mato Grosso. Suplente na chapa eleita em 2018, encabeçada pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT), ela assumiu o mandato no decorrer da atual legislatura e agora disputa o cargo como titular. 

    De volta ao Senado

    Entre as candidatas também estão mulheres que já exerceram mandato em legislaturas anteriores e tentam retornar ao Senado. Entre elas estão Rose de Freitas (MDB-ES), Roseana Sarney (MDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP).

    Rose de Freitas e Simone Tebet exerceram mandatos entre 2015 e 2023. Gleisi Hoffmann representou o Paraná no Senado entre 2011 e 2019.

    Roseana Sarney foi senadora pelo Maranhão entre 2003 e 2011, período em que deixou o mandato para assumir o governo estadual. Benedita da Silva representou o Rio de Janeiro no Senado na década de 1990. Marina Silva exerceu dois mandatos consecutivos pelo Acre, de 1995 a 2011. Neste ano, no entanto, disputa uma das vagas por São Paulo.

    Fonte: Agência Senado

  • Comissão aprova criação de política nacional de conservação do pau-brasil

    Comissão aprova criação de política nacional de conservação do pau-brasil

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria a Política Nacional de Conservação do pau-brasil.

    O objetivo é conciliar a preservação da espécie, os usos tradicionais e o desenvolvimento socioeconômico.

    A proposta aprovada é a versão do relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), para o Projeto de Lei 3284/24, dos deputados Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES) e Fernanda Pessoa (PSD-CE). Gaguim apresentou novo texto para a proposta.

    Veja a íntegra do texto aprovado

    “O mero endurecimento de regras de proteção, sem medidas concretas de controle, fiscalização e fomento à pesquisa, estimula o mercado irregular e enfraquece quem atua segundo as regras”, disse Carlos Henrique Gaguim.

    Novas regras

    O substitutivo amplia a proteção da espécie (Paubrasilia echinata) para o gênero botânico (Paubrasilia sp.). A ideia é garantir segurança jurídica e rastreabilidade da madeira, desde a extração até o produto final.

    O texto deixa de proibir, de forma geral, a extração de árvores com menos de 30 anos. A definição passa a caber ao órgão ambiental competente.

    A proposta também autoriza o plantio em áreas de reserva legal em processo de recuperação.

    A nova política prevê ainda a criação de áreas protegidas, públicas ou privadas, e o fomento a pesquisas em biologia e genética.

    O texto incentiva a exploração econômica responsável da espécie a partir de plantios comerciais registrados e licenciados.

    Próximos passos

    O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

     

     

  • George Japa é atração do Sabadou SGC neste sábado, 22

    George Japa é atração do Sabadou SGC neste sábado, 22

    Quem procura uma programação diferente para o sábado pode aproveitar o fim de semana com música ao vivo no Shopping Grande Circular. O “Sabadou no SGC” recebe, neste sábado, 22/08, o cantor George Japa, a partir das 19h. A apresentação acontece no palco do Piso L3.

    Natural de Parintins, George Japa é cantor e compositor e construiu uma trajetória de destaque no forró amazonense. O artista iniciou a carreira em bandas no interior do Amazonas e ganhou projeção em Manaus, onde também integrou o Forró Ideal antes de seguir carreira solo.

    A programação do Sabadou no SGC será marcada por muita música e diversão. No palco, George Japa apresenta sucessos que fazem parte de sua trajetória e do repertório que conquistou os fãs do forró.

    Entre as músicas conhecidas pelo público estão “Cara de Braba”, “O Pai Tá On” e “Eu Não Vou Para Casa”, além de outros sucessos do artista.

    De acordo, Júlio Kitzinger, coordenador de marketing do Shopping Grande Circular, a expectativa é proporcionar uma noite de música e entretenimento para quem escolher o shopping como destino no fim de semana.

    “Queremos que o público aproveite o sábado, curta o show do George Japa e tenha uma experiência agradável. Estamos preparando tudo para receber as pessoas com muito carinho”, destaca Júlio.

    Mais informações podem ser obtidas no Instagram @shoppinggrandecircular

  • Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com