Autor: Redação – Portal AM

  • Renato Junior sanciona lei que cria Fundação Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

    Renato Junior sanciona lei que cria Fundação Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

    Renato Junior sanciona lei que cria Fundação Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

    O prefeito de Manaus, Renato Junior, sancionou a Lei nº 3.653, que cria a Fundação Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (FMTEA), primeira fundação de cuidados voltados diretamente às pessoas com TEA no Brasil. A publicação foi feita na edição nº 6.325, do Diário Oficial do Município (DOM), de quarta-feira, 3/6.

    Durante assinatura da sanção, o chefe do Executivo municipal assegurou que a nova fundação será um importante espaço de acolhimento, atendimento e suporte às pessoas com TEA e suas famílias, fortalecendo as políticas públicas de inclusão e assistência desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus.

    “Essa fundação será referência para o Brasil e vai ampliar o cuidado e oferecer mais acolhimento e mais estrutura para quem precisa. Queremos transformar ainda mais vidas, temos compromisso e carinho com cada família que luta todos os dias”, afirmou o prefeito.

    A Fundação Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista ampliará os atendimentos e atividades realizados no Espaço de Atendimento Multidisciplinar ao Autista Amigo Ruy (Eamaar), que concentra parte da demanda da capital. Atualmente, o local atende mais de 11 mil crianças e jovens.

    O diretor do Eamaar, Alexandre Gald, reforçou a importância dos equipamentos públicos no desenvolvimento das crianças. “Se a criança não tiver terapia, somente a escola não resolve. No Eamaar, com todas as terapias, as crianças chegam à sala de aula já sabendo ler e escrever”, completou.

    Estrutura

    A estrutura está sendo construída no bairro Lírio do Vale, zona Oeste, e recebe a implantação do muro de divisa do terreno em alvenaria, além das vigas de travamento que garantem a estabilidade e segurança da estrutura. Paralelamente, os trabalhos, executados por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), seguem com a implantação das formas, armações e concretagem das vigas de fundação responsáveis pela sustentação do prédio.

  • Defesa de Robinho pede ao STF retirada da hediondez do crime de estupro

    Defesa de Robinho pede ao STF retirada da hediondez do crime de estupro

    Defesa de Robinho pede ao STF retirada da hediondez do crime de estupro

    A defesa do ex-jogador de futebol Robinho pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada da hediondez do crime de estupro.

    Robinho está preso desde março de 2024, em São Paulo, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tribunal homologou a pena de nove anos de prisão, proferida pela Justiça da Itália, pelo envolvimento do ex-jogador no estupro de uma mulher, ocorrido dentro de uma boate de Milão, em 2013.

    Em petição protocolada na segunda-feira (1°), a defesa de Robinho afirmou que o STJ agravou a pena de Justiça italiana ao aplicar a incidência da Lei dos Crimes Hediondos, norma brasileira que qualificou o estupro como crime hediondo.

    Com a classificação de hediondez, o preso tem diversas restrições legais, entre elas, a proibição de saídas temporárias (saidinhas) e o cumprimento de 70% da pena em regime fechado para progressão ao semiaberto.

    Segundo a defesa do ex-jogador, a hediondez não existe na legislação italiana. Dessa forma, segundo os advogados, o agravamento não pode ser aplicado pelo STJ ao determinar o cumprimento da sentença estrangeira.

    “A tese defensiva não busca privilégio, impunidade ou tratamento benéfico indevido, mas apenas fidelidade ao título estrangeiro, para que o paciente cumpra no Brasil exatamente a pena imposta pela justiça italiana, nem mais, nem menos”, disse a defesa.

    O habeas corpus chegou no Supremo em novembro do ano passado e aguarda decisão do relator, ministro Luiz Fux. Não há prazo para decisão.

  • Ancelotti vai testar Paquetá e Igor Thiago em amistoso contra Egito

    Ancelotti vai testar Paquetá e Igor Thiago em amistoso contra Egito

    Ancelotti vai testar Paquetá e Igor Thiago em amistoso contra Egito

    O técnico italiano Carlos Ancelotti revelou que deve testar Lucas Paquetá e Igor Thiago como titulares da seleção brasileira no último amistoso antes da Copa do Mundo neste sábado (6). Concentrada em Nova Jersey, a seleção embarca para Cleveland às 18h (horário de Brasília) desta sexta (5)  O Brasil encara o Egito no sábado (6), às 19h, no no estádio Huntington Bank Field. O atacante Neymar permanecerá em Nova Jersey, em tratamento intensivo para se recuperar de um lesão na panturrilha.

    Outras novidades em relação ao time que goleou o Panamá (6 a 2) no último sábado (30) serão Douglas Santos na lateral-equerda e o goleiro Weverton, que não chegou a entrar em campo contra os panamenhos. Embora tenha optado por não anunciar a escalação do Brasil, Ancelotti disse que seguirá com mudanças na equipe ao longo do duelo contra o Egito.

    “É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testar Paquetá, assim como Igor Thiago, para buscar outra opção”, pontuou o técnico durante a coletiva de imprensa, concedida antes do último treino da seleção em Nova Jersey. “O sistema com os quatro [jogadores] na frente está bastante consolidado, mas quero testar uma nova alternativa no último teste”.

    No planejamento de Ancelotti, Paquetá e Igor Thiago jogarão nas posições de Matheus Cunha e Luiz Henrique, respectivamente. Quem também será testado neste sábado (6) é o lateral-esquerdo Douglas Santos, que iniciará como titular no de Alex Sandro.

    Ancelotti revelou que vai poupar o zagueiro Gabriel Magalhães, que defendeu o Arsenal contra o Paris Saint-Germain (PSG) na final da Liga dos Campeões no último sábado (30).

    “Ele voltou um pouco cansado (da final da Champions League), amanhã [sábado] não vai jogar. Vai se recuperar bem para o primeiro jogo (da Copa do Mundo)”, salientou.

    Neymar fará ressonância na segunda (8)

    O técnico da seleção está otimista quanto à recuperação de Neymar. O atacante passará por nova ressonância magnética na próxima segunda (8) – a primeira foi realizada em 28 de maio, quando ele se apresentou na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Na ocasião, o exame identificou uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha. Em tratamento intensivo desde então, Neymar não viajará com a seleção para Cleveland esta noite.

    “Acho que a situação é bastante clara. Está fazendo um ótimo trabalho individual. Depois do fim de semana ele vai fazer uma ressonância e, se tudo estiver bem, poderá treinar com o grupo na próxima semana”, projetou Ancelotti.

    Estreia do Brasil no Mundial

    A abertura da Copa do Mundo será na próxima quinta (11), às 16h, no México. A seleção anfitriã medirá forças com a África do Sul, no estádio Azteca, no primeiro duelo do Grupo A, que inclui ainda República Tcheca e Coreia do Sul.

    A seleção brasileira estreará contra Marrocoas, em 13 de junho (um sábado), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia.

  • Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    Redução de chumbo em tintas segue para sanção

    O projeto que reduz o limite permitido de chumbo em tintas e em materiais similares de revestimento de superfícies foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (2). O PL 3.428/2023, da Câmara dos Deputados, teve parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), e segue para sanção presidencial.

    O texto aprovado estabelece regras mais rígidas para o uso de chumbo, alinhando o Brasil aos padrões internacionais de proteção à saúde. A lei em vigor (Lei 11.762, de 2008) permite um conteúdo de chumbo em tintas imobiliárias, de uso infantil e escolar, vernizes e materiais de revestimento de no máximo 0,06% (600 partes por milhão – ppm) em peso. O novo limite será de 0,009%  (90 ppm), com exceções para tintas de uso industrial ou marítimo, como as usadas para evitar ferrugem ou a fixação de organismos em navios. Nesses casos, a concentração máxima permitida será de 600 ppm.

    A proposição define responsabilidades de fabricantes e importadores e estabelece penalidades a quem descumprir as regras, como notificação, produto apreendido ou multa com valor equivalente ao da mercadoria apreendida.

    Laércio destaca a importância do projeto, já que o chumbo é tóxico e as pessoas podem ser expostas a ele por meio da inalação ou ingestão de poeira decorrente da degradação de tintas aplicadas em paredes, janelas ou em escolas. Segundo ele, essa exposição pode comprometer o neurodesenvolvimento, afetar o crescimento e causar efeitos hematológicos, renais e cardiovasculares.

    “A proposição reduz uma fonte evitável de exposição a metal tóxico, protege crianças, gestantes e demais grupos vulneráveis, fortalece a prevenção de agravos e atualiza o regime legal brasileiro em conformidade com parâmetros sanitários mais protetivos”, ressalta o senador.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • Vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS começa em duas semanas, diz Padilha

    Vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS começa em duas semanas, diz Padilha

    Vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS começa em duas semanas, diz Padilha

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com a Pneumo 20 para crianças de até 5 anos, que deve começar na segunda quinzena deste mês de junho, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

    O imunizante, uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos.

    Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a atual gestão da pasta. Na rede privada, onde a vacina já era ofertada desde o ano passado, o custo chega a mais de R$ 500 por dose.

    “Nós já tomamos todos os passos necessários, inclusive nota técnica, começar a distribuição para os estados e municípios, para que já nesse mês de junho, na expectativa, estamos chamando para o começo da segunda quinzena de junho, provavelmente a partir de quinze de junho, a vacina Pneumo 20 para as crianças”, garantiu o ministro.

    A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

    Doença

    A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

    Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

    O diferencial da nova vacina, segundo o Ministério da Saúde, é justamente a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores.

    A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.

    A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou, de acordo com a pasta. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do governo federal é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano.

    Histórico da vacina

    A vacinação contra a doença pneumocócica, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e, desde então, houve redução de 60% dos casos de doença pneumocócica invasiva causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.

    No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

    Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas agora incluídos na formulação da VPC20.

    Grupos prioritários

    O Ministério da Saúde informou que a pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
  • Durante o período de transição para o novo imunizante, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço.

    As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

    Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

    Resultados

    Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde informou ter recuperado todas as coberturas vacinais infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em 2026, a cobertura parcial acumulada até o momento, segundo a pasta, alcança 86,33%.

    “Nós estamos com muita luta vencendo o negacionismo, vencendo a turma antivacina, recuperando a credibilidade do nosso Programa Nacional de Imunização”, declarou Padilha durante entrevista para detalhar o esquema de vacinação com a Pneumo 20.

  • Amazonas recebe tomógrafo e novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

    Amazonas recebe tomógrafo e novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

    Amazonas recebe tomógrafo e novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

    Amazonas será contemplado com seis combos cirúrgicos e um tomógrafo dentro das ações do Novo PAC Saúde, em uma entrega nacional que teve nova etapa de contratos assinada nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o Ministério da Saúde prevê a aquisição de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos. Ao todo, serão entregues 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, destinados a 185 municípios em todos os estados do país, com investimento de R$ 546 milhões. No estado, o investimento total é superior a R$ 11 milhões.

    Em todo o país, os combos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano e contribuem para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos especializados, além de promover a modernização tecnológica da rede pública de saúde.

    Do total destinado ao estado do Amazonas, há combos de cirurgia geral e oftalmológica já em uso, promovendo mais agilidade e segurança em procedimentos de média e alta complexidade. As entregas beneficiam instituições de saúde dos municípios de Manaus, Manacapuru, Manicoré e Parintins. O tomógrafo reforçará o atendimento a pacientes do SUS em Manaus.

    Alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, a distribuição de mais de 1.700 equipamentos garante a estruturação de novas salas cirúrgicas em todo o país. A ação reforça a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso à saúde, especialmente em regiões historicamente menos assistidas, aumentar a eficiência da rede hospitalar do SUS e fortalecer a indústria nacional.  A iniciativa fortalece ainda mais o desempenho do programa, responsável por 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025 (42% a mais do que em 2022), além de 1,6 bilhão de consultas com especialistas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).

    Os combos destinados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada e foram estruturados para ampliar a realização de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os combos oftalmológicos reúnem cinco equipamentos cada, voltados à qualificação e expansão da oferta de cirurgias especializadas, especialmente procedimentos de maior complexidade, como as cirurgias de catarata.

    Nos 185 municípios beneficiados, em todas as unidades da federação, os equipamentos serão destinados a hospitais públicos e filantrópicos, com foco na descentralização da oferta de serviços especializados e a redução das desigualdades regionais no acesso à saúde. Em algumas regiões historicamente mais carentes de serviços especializados, o impacto será ainda maior. Na Região Norte, por exemplo, a ampliação potencial da capacidade de cirurgias oftalmológicas chega a 134%.

    Além de ampliar o acesso à saúde, a compra centralizada dos combos cirúrgicos gerou economia superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos, o equivalente a uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado. Na aquisição dos equipamentos, o Ministério priorizou produtos fabricados no Brasil, em linha com o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

    As remessas começaram em fevereiro deste ano, e seguem até o fim de junho. A doação inclui entrega, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, o que assegura condições para utilização imediata dos equipamentos.

  • Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    O Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulgou, nesta quarta-feira, 3/6, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços da Cesta Básica referente a junho, que apontou aumento de 4,68% no valor médio em relação a maio.

    O levantamento tem como objetivo acompanhar a variação de preços de produtos essenciais, promover a transparência nas relações de consumo e auxiliar os consumidores no planejamento das compras.

    De acordo com a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, a pesquisa contribui para ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos preços na capital amazonense. “O acompanhamento mensal da cesta básica permite identificar como as oscilações do mercado afetam produtos que fazem parte da rotina da população. Quanto mais informação o consumidor tiver sobre essa realidade, maiores serão suas condições de fazer escolhas conscientes no momento das compras”, destacou.

    A pesquisa foi realizada nos dias 1º e 2/6, em dez supermercados localizados em diferentes zonas da capital amazonense. Ao todo, foram analisados 20 produtos, totalizando 39 itens que compõem a cesta básica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Decreto Federal nº 11.936/2024, que regulamenta a cesta básica no âmbito da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

    A metodologia aplicada segue os padrões do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com adaptações voltadas à realidade local, como a retirada da carne vermelha e ajustes proporcionais de peso e unidades de itens específicos.

    Entre os estabelecimentos pesquisados, o Hiper DB, localizado na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova, zona Norte, apresentou o menor valor da cesta básica, com R$ 244,39. Já o maior preço foi identificado no Carrefour, situado na avenida Djalma Batista, bairro Flores, zona Centro-Sul, onde a cesta atingiu R$ 309,46. A diferença entre o menor e o maior valor encontrados foi de R$ 65,07. O valor médio da cesta básica em Manaus ficou em R$ 281,46.

    Na comparação com o mês anterior, a pesquisa identificou aumento de 4,68% no valor médio da cesta básica, que passou de R$ 268,89, em maio, para R$ 281,46, em junho. Entre os destaques da pesquisa, o macarrão espaguete e o açúcar cristal apresentaram redução de 12,60% e 6,71%, respectivamente, em relação ao mês anterior. O preço do macarrão espaguete variou entre R$ 1,69 e R$ 2,80, por unidade, enquanto o açúcar cristal foi encontrado entre R$ 2,69 e R$ 3,49, o quilo, nos estabelecimentos pesquisados.

    Em contrapartida, a cebola e o mamão registraram aumento de 20,52% e 15,82%, respectivamente. A cebola apresentou preços entre R$ 3,89 e R$ 6,99, o quilo, enquanto o feijão carioca apresentou variação entre R$ 5,49 e R$ 8,99.

    O Procon Manaus reforça que os preços divulgados correspondem aos dias em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações em razão de promoções, descontos ou da disponibilidade dos produtos. Por isso, a orientação é que o consumidor pesquise antes de efetuar as compras e utilize as informações da pesquisa como referência para economizar e planejar melhor o orçamento familiar.

  • Contaminação por mercúrio coloca gestantes e bebês Munduruku em risco

    Contaminação por mercúrio coloca gestantes e bebês Munduruku em risco

    Contaminação por mercúrio coloca gestantes e bebês Munduruku em risco

    Mulheres gestantes da Terra Indígena Munduruku, na região do Médio Tapajós, no Pará, têm mercúrio no corpo em níveis quatro vezes e meio acima do limite seguro estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhum organismo deveria possuir mais do que 2 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g). Os níveis encontrados nelas são, em média, de 9,1 µg/g.

    Os dados fazem parte do resultado preliminar do Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia, realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz).

    Os números foram apresentados nesta quarta-feira (3) pelo coordenador da pesquisa Paulo Basta, durante a Rio Nature & Climate Week, a semana do clima do Rio de Janeiro.

    Das 195 mulheres monitoradas, 97% têm mercúrio no corpo acima do nível seguro. No caso mais extremo, uma delas apresentou 39,9 µg/g do metal, 20 vezes acima do tolerável.

    Deste total, 134 mulheres já deram à luz. Os bebês também são acompanhados pelos pesquisadores. Cerca de 90% deles já nascem contaminados pelo mercúrio. O metal passa da mãe para a criança pela placenta.

    Os bebês têm em média concentrações de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite. Em um caso extremo, um deles apresentou 30,8 µg/g, 15 vezes acima do nível seguro.

    “Esse bebê é monitorado ao longo dos primeiros dois anos de vida em diferentes momentos. São acompanhadas as curvas de crescimento, de peso para a idade, de estatura, entre outros. A nossa hipótese é que a exposição durante o período pré-natal ao mercúrio provoca retardo nesses marcos do neurodesenvolvimento”, diz Paulo Basta.

    “O mercúrio se converte em uma neurotoxina que vai afetar principalmente o tecido do sistema nervoso central. Uma lesão que ocorre no sistema nervoso central é uma lesão irreversível. As pessoas vão ter que lidar com esse problema para sempre”, completa.

    O pesquisador cita crescimento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes, anomalias congênitas e doenças sem um diagnóstico formado ainda. Todas suspeitas de terem relação com a contaminação por mercúrio. Ele também destacou que o distrito sanitário especial indígena Rio Tapajós foi a unidade de saúde que mais demandou cadeiras de rodas para o Ministério da Saúde.

    “É importante que esses dados se convertam em estatísticas oficiais, o que não existiam até muito recentemente no Brasil. O nosso sistema ainda não tem disponível uma ficha de notificação para os casos de contaminação específica por mercúrio”, disse Paulo.

    “Apesar dessas limitações, temos 751 casos identificados de indígenas contaminados por mercúrio com confirmação laboratorial.  Desse conjunto, 318 são do Pará e 378 são de Roraima, ligados ao povo Yanomami”, completa.

    Revolta com diagnóstico

    A liderança Alessandra Korap Munduruku conta que houve uma comoção coletiva quando os primeiros resultados de contaminação por mercúrio foram divulgados em 2022. A primeira parte do estudo, que monitorava indivíduos de todas as idades, começou em 2019 em três aldeias da terra Sawré Muybu.

    “Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta.

    A região onde vive o povo Munduruku tem sido afetada pelo garimpo ilegal de ouro há décadas. O mercúrio é utilizado no garimpo para separar o ouro da terra. A prática contamina os rios e os seres que vivem nele. O metal entra no organismo humano principalmente pelo consumo de peixes contaminados.

    “Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções. O coração dói quando vê a situação do povo, porque eles não têm como sair do território e ir para outro lugar”, diz Alessandra.

    “O lugar é nosso. Porque precisamos dar nosso espaço para empresas, garimpo, mineração, hidrelétricas, ferrovias? Porque que a carne do índio é mais barata? É como se nós não existíssemos. Que progresso é esse que mata rios, florestas e expulsa os povos?”, indaga.

    Rastro do garimpo

    Cerca de 92% da área garimpada legal ou ilegal no Brasil se concentra na Amazônia, segundo dados do MapBiomas. A estimativa é que 85% dos garimpos no país se dedicam à extração de ouro.

    O índice alto de ilegalidade no setor traz impactos socioambientais para além da contaminação por mercúrio: desmatamento, violência, conflito com povos tradicionais trabalho escravo, sonegação de impostos e evasão de divisas.

    Estudo divulgado esta semana pelo Greenpeace mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são usadas para venda de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, com impactos em terras indígenas e áreas protegidas. A estratégia permite escapar do licenciamento ambiental mais rigoroso e das regras da mineração industrial, além de facilitar a lavagem de ouro.

    Porém, os impactos negativos do garimpo não decorrem apenas da extração ilegal, segundo análise da Climate Policy Initiative. A atividade é regulamentada no Brasil principalmente pelo Código de Mineração, pela Lei nº 7.805/1989 e por normas da Agência Nacional de Mineração (ANM).

    Para os analistas, flexibilizações indevidas do licenciamento ambiental em âmbito estadual e falta de transparência para implementar salvaguardas socioambientais enfraquecem o controle da atividade.

    A promotora do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Eliane Moreira, reforça a responsabilidade dos entes públicos de todos os níveis no ciclo que envolve o garimpo e a contaminação dos povos indígenas por mercúrio.

    “Essa grande contaminação de mercúrio acontece a partir de um licenciamento bastante frágil. Em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), não há estrutura institucional para uma fiscalização suficiente e existe um ambiente propício para toda essa tragédia”, diz a procuradora.

  • Enem 2026: estudante do Pé-de-Meia é isento da taxa de inscrição

    Enem 2026: estudante do Pé-de-Meia é isento da taxa de inscrição

    Enem 2026: estudante do Pé-de-Meia é isento da taxa de inscrição

    Os participantes do programa Pé-de-Meia que concluem o ensino médio em 2026 são isentos da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

    Estes estudantes beneficiários da política pública têm inscrição pré-preenchida automaticamente no sistema. No entanto, devem acessar a Página do Participante do Enem até às 23horas e 59 minutos desta sexta-feira (5), no horário de Brasília, para complementar as informações.

    Os candidatos devem escolher o município onde desejam realizar as provas, fazer a opção pela língua estrangeira (inglês ou espanhol) e, se necessário, solicitar atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social.

    Incentivo Enem

    Os estudantes do Pé-de-Meia do terceiro ano do ensino médio que participarem dos dois dias de provas do Enem e concluírem esta etapa da educação básica em 2026 receberão um incentivo adicional em parcela única de R$ 200.

    O pagamento será efetuado no primeiro trimestre de 2027, após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.

    Inscrições

    Os interessados que não têm a inscrição pré-preenchida no sistema devem ficar atentos ao prazo final de inscrições.

    Para se candidatar, a pessoa deve se inscrever online exclusivamente na Página do Participante.

    No momento da inscrição deve ser preenchido o questionário socioeconômico do Enem. A etapa obrigatória da inscrição é composta por mais de 20 perguntas que revelam o perfil do candidato.  As respostas não afetam a nota do candidato.

    Taxa de inscrição

    Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.

    O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

    A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

    A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

    Pedidos de isenção da taxa

    O Inep lembra que todos os candidatos precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame, mesmo que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa.

    Igualmente, deverá se inscrever aquele candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026 Estes precisarão pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.

    Enem

    O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

    As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

    Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

    Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

  • Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    A Galeria do Largo recebeu a exposição “Infância Tukano”, do artista indígena Yúpury. A mostra reúne dez pinturas em acrílico que retratam memórias da infância do artista na região do Balaio, em São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros de Manaus) e apresenta ao público cenas ligadas ao cotidiano, à família e à cultura do povo Tukano.

    A exposição segue aberta para visitação até agosto na Galeria do Largo, de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h, e integra a programação da Galeria do Largo, espaço administrado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e convida os visitantes a conhecerem narrativas construídas a partir das lembranças afetivas do artista com seus avós e familiares no Alto Rio Negro.

    Nas obras, Yúpury retrata paisagens amazônicas, momentos de convivência comunitária, atividades de pesca, deslocamentos pelos rios e brincadeiras vividas durante a infância. As pinturas também evidenciam a relação entre os moradores da região e os saberes transmitidos entre gerações.

    Para o artista, a exposição representa a oportunidade de compartilhar experiências que permanecem vivas em sua memória. “Esses trabalhos mostram um pouco do cotidiano que vivi no Balaio, em São Gabriel da Cachoeira. Retrato as canoas, a pesca, a forma como as famílias se organizavam e as brincadeiras das crianças. É um pouco da minha vivência que estou mostrando nessas pinturas”, afirmou Yúpury.

    A exposição foi desenvolvida com curadoria do artista e servidor da Secretaria de Cultura, Cristóvão Coutinho, em parceria com Carlysson Sena, da Manaus Amazônia Galeria de Arte. O conjunto das obras foi construído a partir de recordações da única viagem que Yúpury realizou, ainda criança, para visitar os avós na região de origem de sua família, experiência que marcou sua relação com a ancestralidade Tukano.

    Segundo Carlysson Sena, o trabalho apresentado revela um processo artístico construído a partir da própria trajetória do artista. “Ele já vinha desenvolvendo essa pesquisa sobre as lembranças da infância no Alto Rio Negro. Quando acompanhamos a produção das obras, percebemos que existia uma narrativa muito forte sendo construída a partir dessas memórias e da relação dele com o território e com a própria história”, destacou.

    Ao transformar experiências pessoais em pintura, Yúpury apresenta ao público um registro visual marcado por elementos da cultura indígena amazônica, reforçando a importância da memória, do pertencimento e da valorização das identidades originárias. A mostra também amplia o diálogo sobre a presença de artistas indígenas nos espaços de arte contemporânea da capital.

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