Autor: Redação – Portal AM

  • Trecho da avenida Eduardo Ribeiro será interditada para celebração de Corpus Christi

    Trecho da avenida Eduardo Ribeiro será interditada para celebração de Corpus Christi

    Trecho da avenida Eduardo Ribeiro será interditada para celebração de Corpus Christi

    Nesta quinta-feira, 4/6, a avenida Eduardo Ribeiro, no centro de Manaus, será interditada no trecho entre a rua Saldanha Marinho e a avenida 7 de Setembro, a partir das 6h até as 22h, para a realização da missa de Corpus Christi que acontece às 16h30. Com a interdição, os veículos que trafegam na Eduardo Ribeiro terão como opções de desvio as ruas Saldanha Marinho e 24 de Maio.

    Além da celebração, será realizada também uma procissão com previsão de saída às 17h, que seguirá pelas avenidas Eduardo Ribeiro, 7 de Setembro e Joaquim Nabuco, rua 10 de Julho, retornando para a avenida Eduardo Ribeiro. Por conta da procissão, outras vias do Centro serão interditadas temporariamente.

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), vai monitorar a movimentação dos fiéis com o efetivo de agentes de trânsito posicionados em postos fixos, em viaturas e motocicletas. Os agentes do IMMU acompanharão o trajeto da procissão para dar segurança aos pedestres e orientar os condutores a desviar do público.

    Não haverá necessidade de interromper o fluxo de veículos antes da procissão. As interdições ocorrem somente durante a passagem do público, deixando o trânsito liberado em seguida.

  • Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Dados da indústria de embalagens de papel indicam cenário favorável para setores como varejo, alimentos, agronegócio e e-commerce. Segundo a Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), o setor comercializou 358.786 toneladas de embalagens, o maior volume já registrado para o mês de abril desde o início do indicador, em 2005.

    Segundo o levantamento o número foi 5.5% superior ao resultado para o mesmo mês em 2025, com um total de 14.949 toneladas por dia. Em relação a março de 2026 o aumento foi de 2,9%. Segundo a associação, os dados são relativos ao aumento de aquisições por clientes que já atuam com esse tipo de embalagem.

    A Empapel destacou que o levantamento, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), costuma acompanhar altas na atividade industrial, pois o material “acompanha o desempenho de setores como produtos alimentícios, cosméticos, higiene, farmacêuticos comércio eletrônico, entre outros, refletindo a movimentação da economia real”.

    A atividade industrial se mantém estável, com ligeiro aumento em 2025, quando teve alta de 0,6%, pressionada pelos juros altos, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE. Em relação aos dados desse ano, o instituto indicou aumento de 1,3% na atividade industrial no primeiro trimestre e de 0,4% nos últimos doze meses, o que vai em direção semelhante aos apontamentos da Empapel.

  • Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    Comissão aprova criação de programa de proteção patrimonial para idosos

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria o Programa Nacional de Proteção Patrimonial da Pessoa Idosa (Protege+).

    O objetivo é prevenir, identificar e combater fraudes financeiras, golpes digitais e abusos patrimoniais contra pessoas idosas.

    Entre as diretrizes do programa estão:

  • promover a segurança econômica e financeira da população 60+;
  • estimular a cooperação entre órgãos públicos e instituições financeiras para evitar golpes contra idosos;
  • fortalecer a educação financeira e digital da população idosa; e
  • garantir a dignidade, a autonomia e a proteção integral das pessoas idosas.
  • O Protege+ prevê a criação de:

  • um sistema nacional unificado de denúncias de fraudes e golpes contra idosos; e
  • núcleos municipais de proteção patrimonial da pessoa idosa, articulados com conselhos municipais dos direitos da pessoa idosa.
  • Prevenção
    A proposta também cria um sistema de prevenção de fraudes financeiras e patrimoniais baseado na integração de dados e no compartilhamento de informações entre órgãos públicos e entidades privadas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    O sistema reunirá instituições financeiras, cooperativas de crédito, instituições de pagamento, correspondentes bancários, cartórios de notas e outras entidades que prestam serviços relacionados a operações financeiras e patrimoniais.

    Essas entidades deverão:

  • fornecer dados para a identificação de operações suspeitas;
  • integrar o sistema nacional de alertas e denúncias; e
  • implementar alertas automáticos para transações atípicas ou de alto risco.
  • Sanções
    As instituições que descumprirem as regras do programa estarão sujeitas a advertência, multa administrativa e suspensão temporária de produtos ou serviços destinados ao público idoso, sem prejuízo de sanções civis e penais.

    Parecer aprovado
    A comissão aprovou a versão apresentada pelo relator, deputado Weliton Prado (PSD-MG), para o Projeto de Lei 6380/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).

    A proposta original detalhava o órgão responsável pela implementação do programa e os órgãos que colaborariam com a iniciativa.

    O substitutivo aprovado não entra nesse mérito e insere o Protege+ na Política Nacional do Idoso, em vez de criar uma lei específica.

    “A incorporação do programa à legislação já existente evita a dispersão legislativa e facilita a aplicação das normas de proteção aos idosos”, afirmou Weliton Prado.

    Próximos passos
    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

     

     

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • ONU: mundo deve se preparar para El Niño “potencialmente forte” este ano

    ONU: mundo deve se preparar para El Niño “potencialmente forte” este ano

    ONU: mundo deve se preparar para El Niño “potencialmente forte” este ano

    A Organização Meteorológica Mundial, OMM, alerta para a probabilidade de um episódio de El Niño, entre este mês e agosto, ser de 80%.

    Segundo a agência da ONU, embora ainda haja alguma incerteza quanto à intensidade máxima e ao momento de pico, a maioria dos modelos de previsão sugere que ele será pelo menos de intensidade moderada – e possivelmente forte.

    Temperaturas acima da média

    A probabilidade de que ele continue até, pelo menos, novembro está próxima ou acima de 90%.

    A última atualização divulgada pela agência indica que aumentou o risco de eventos climáticos extremos nos próximos meses. Estão previstas temperaturas acima da média em quase todo o planeta a partir deste mês até agosto.

    O El Niño normalmente aumenta as temperaturas globais e favorece padrões mais extremos de clima e precipitação.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, diz que “a ciência é clara: o El Niño está chegando a nossa porta nos próximos meses com 90% de certeza”.

    “O mundo deve tratá-lo como o alerta climático urgente que é. As condições de El Niño irão intensificar ainda mais o aquecimento global. Seus impactos serão mais severos, se espalharão mais longe e atravessarão fronteiras com velocidade devastadora”, afirma.

    Dependência de combustíveis fósseis

    De acordo com o secretário-geral, “a única resposta eficaz é uma ação climática à altura da crise – acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, acelerar a transição para energias renováveis, proteger os mais vulneráveis e garantir sistemas de alerta precoce para todos”.

    O comunicado diz que as condições para o El Niño estão se desenvolvendo e deverão influenciar os padrões globais de temperatura e precipitação, aumentando o risco de eventos climáticos extremos nos próximos meses.

    Preparar-se para um evento forte

    A mensagem da OMM é clara: o momento para tomar decisões embasadas, planejar e se preparar é agora.

    Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, afirma que “precisamos nos preparar para um evento de El Niño potencialmente forte, que agravará secas e chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor tanto em terra quanto nos oceanos”.

    “O El Niño mais recente, em 2023-2024, foi um dos cinco mais fortes já registrados e contribuiu para as temperaturas globais recordes observadas em 2024”, disse.

    Referência de monitoramento

    Entre o final de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial centro-oriental – área utilizada como referência de monitoramento – aproximou-se dos limiares característicos do El Niño, segundo observações de diferentes plataformas utilizadas pela OMM.

    Essas anomalias crescentes na superfície estão sendo alimentadas por condições excepcionalmente quentes nas camadas subsuperficiais do Pacífico tropical, com temperaturas superiores a 6°C acima da média, formando uma reserva substancial de calor que contribui para o aquecimento observado na superfície.

    Enquanto isso, o Índice de Oscilação Sul – componente atmosférico do El Niño – também apresenta sinais consistentes com o desenvolvimento do fenômeno.

    Alertas antecipados salvam vidas

    De acordo com a agência, previsões avançadas ajudam na preparação para proteger vidas e meios de subsistência.

    “A comunidade da OMM monitorará cuidadosamente as condições nos próximos meses para apoiar a tomada de decisões por governos, agências humanitárias e setores sensíveis ao clima.

    Previsões sazonais antecipadas e alertas precoces são fundamentais para salvar vidas e reduzir os impactos sobre nossas economias e comunidades”, afirma Celeste Saulo

    Como acontece 

    O El Niño caracteriza-se pelo aquecimento das temperaturas da superfície do oceano no Pacífico Equatorial central e oriental. Geralmente ocorre a cada dois a sete anos e dura cerca de nove a doze meses.

    Normalmente começa a se desenvolver entre março e junho e atinge sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro, sendo que seus efeitos sobre as temperaturas globais costumam ser mais pronunciados no segundo ano após seu desenvolvimento.

    A agência da ONU explica que os efeitos de cada evento do El Niño ou do fenômeno La Niña – que tende a resfriar a temperatura – variam conforme sua intensidade, duração, época do ano em que se desenvolve e sua interação com outros modos de variabilidade climática. Nem todas as regiões do mundo são afetadas, e mesmo dentro de uma mesma região os impactos podem diferir. Além disso, eventos climáticos extremos podem ocorrer mesmo quando o El Niño está em condição neutra.

    Mudanças climáticas

    A intensidade de um evento é extremamente importante, seja ele classificado como fraco, moderado, forte ou muito forte. Mesmo um El Niño moderado aumenta a probabilidade de ocorrência de alguns extremos climáticos.

    A agência não utiliza o termo “super El Niño”, pois ele não faz parte das classificações operacionais padronizadas.

    Não há evidências de que as mudanças climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos eventos de El Niño. Contudo, elas podem amplificar seus impactos, pois um oceano e uma atmosfera mais quentes fornecem mais energia e umidade para eventos extremos, como ondas de calor e chuvas intensas.

    Impactos típicos

    Cada episódio do El Niño é único em sua evolução, distribuição espacial e impactos. No entanto, o fenômeno costuma estar associado, por exemplo, a aumento das chuvas em partes do sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, regiões do Chifre da África e Ásia Central. Também a cndições mais secas na América Central, norte da América do Sul, Caribe, Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia.

    A agência informou também que, durante o verão do Hemisfério Norte, as águas mais quentes associadas ao El Niño podem favorecer a formação de furacões no Pacífico central e oriental, enquanto dificultam a formação de furacões na bacia do Atlântico. Por isso, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, Nooaa, prevê uma temporada de furacões abaixo da média no Atlântico neste ano.

    As atualizações sobre o El Niño são a fonte de informação mais confiável do mundo para governos, agências humanitárias e setores sensíveis ao clima, como agricultura e saúde. Elas se baseiam em um consenso de modelos dos Centros Globais de Produção da OMM, especialistas dos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais e centros de previsão climática de todo o mundo.

    *Valéria Maniero é correspondente da ONU em Genebra.

  • 92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

    92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

    92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

    á um Brasil que ainda se emociona quando vê uma onça atravessando a mata, um povo que para ao ver uma arara voando, uma gente que se arrepia com o canto das aves e que reconhece, mesmo em meio ao caos das grandes cidades, que existe algo de essencial na permanência da vida silvestre. 

    Uma pesquisa recente do Instituto Vida Livre, em parceria com a Quaest, aponta aquilo que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) presencia diariamente em suas unidades de conservação (UCs) federais, centros de pesquisa e ações em campo: os brasileiros demonstram preocupação crescente com os animais silvestres e reconhecem a importância da conservação ambiental. De acordo com o estudo, para 92% dos brasileiros, preservar os animais silvestres é algo “muito importante” (83%) ou “importante” (9%). Além disso, 68% da população acredita que a proteção da fauna deve estar entre as prioridades do país. 

    Mas existe uma pergunta inevitável por trás dessa sensibilização coletiva: o quanto esse apoio se transforma, de fato, em apoio efetivo à conservação da biodiversidade? 

    Mais do que revelar empatia pela fauna, a pesquisa evidencia um desafio central para a conservação no país: transformar este sentimento em participação ativa. Isso envolve desde atitudes cotidianas e engajamento social até o fortalecimento das políticas públicas ambientais, das unidades de conservação e das ações de pesquisa, monitoramento e fiscalização. 

    Nas unidades de conservação e centros de pesquisa do Instituto Chico Mendes, essa questão é prioritária aos trabalhos de quem atua para evitar o desaparecimento silencioso de espécies ameaçadas. 

    “O resultado dessa pesquisa mostra que a sociedade brasileira compreende algo que a ciência vem alertando há décadas: não existe futuro possível com florestas vazias e espécies desaparecendo diante dos nossos olhos, salienta Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (DIBIO) do ICMBio. 

    “A proteção da fauna silvestre depende de políticas públicas permanentes, investimento em pesquisa, fiscalização, conservação dos habitats e fortalecimento das unidades de conservação”, destaca Marcelo Marcelino. 

    Segundo ele, quando uma espécie desaparece, não se perde apenas um símbolo da natureza brasileira. “Quando uma onça perde território, quando uma arara desaparece de um bioma, não estamos falando apenas da perda de um animal simbólico – estamos falando do enfraquecimento dos ecossistemas que sustentam a vida, a água, o clima e a própria segurança ambiental da população”, afirma. 

    Entre os animais silvestres, a pesquisa mostra que a onça-pintada (33%) e a arara (20%) são as espécies que mais representam o Brasil para a população. No ICMBio, projetos desenvolvidos em diferentes biomas ajudam a conservar essas espécies e também muitas outras que, mesmo menos conhecidas, são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas brasileiros. 

    Onde há onça, há vida 

    No Parque Nacional do Iguaçu (PR), o segundo mais visitado do país em 2025, uma das mais importantes populações de onça-pintada da Mata Atlântica sobrevive graças a um esforço contínuo de pesquisa, monitoramento, proteção territorial e cooperação institucional. 

    “A onça-pintada é uma espécie-chave para o equilíbrio dos ecossistemas e sua presença no Parque Nacional do Iguaçu é um importante indicador da qualidade ambiental da unidade de conservação”, coloca o chefe da unidade, Ulisses dos Santos. 

    Predadora de topo da cadeia alimentar, a onça regula populações de outras espécies e ajuda a manter processos ecológicos fundamentais para a floresta. Sem ela, o equilíbrio ambiental começa a se desfazer em cadeia. 

    “Onde há onça, há vida”, resume Ulisses.  

    Mas proteger grandes mamíferos exige muito mais do que admiração pública. 

    A perda e fragmentação dos habitats, os atropelamentos, os conflitos com atividades humanas e a redução dos remanescentes florestais seguem entre os maiores desafios enfrentados pela espécie. É nesse ponto que se apresentam os trabalhos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) do ICMBio. 

    Embora a onça-pintada seja o animal mais conhecido, o centro atua também na conservação de espécies menos visíveis – e muitas vezes mais vulneráveis – como ariranhas, jaguatiricas, gato-palheiro-pampeano, gato-macambira, raposinha-do-campo e lobos-guará. 

    Para o coordenador do centro, Rogério Cunha, um dos maiores paradoxos da conservação no país é justamente a distância entre o discurso ambiental e o apoio efetivo às ações de campo. 

    “Todo mundo acha bonito, acha importante proteger, mas quando a gente fala de realmente investir em ações de conservação, em disponibilizar recursos, cadê essas pessoas?” questiona.  

    Segundo Rogério, muitos projetos de conservação ainda dependem de redes de apoio externas, parcerias e campanhas de financiamento coletivo para fortalecer iniciativas de proteção da fauna. O desafio, afirma, é fazer com que a grande mobilização emocional que os animais despertam também se converta em maior engajamento da sociedade geral e do setor privado com a conservação. 

    O pesquisador também chama atenção para outro desafio crescente: a disseminação de conteúdos sensacionalistas e fake news envolvendo animais silvestres. Vídeos que tratam onças, lobos e outros carnívoros como atrações turísticas ou animais domesticáveis acabam reforçando uma percepção equivocada da fauna e dificultam estratégias de conservação baseadas em ciência e coexistência responsável.  

    Para ele, apoiar a conservação também significa defender políticas públicas ambientais e cobrar compromisso institucional dos setores que geram impactos sobre os habitats naturais.  

    Araras que ajudam a reconectar a cidade com a floresta 

    No coração de uma das maiores metrópoles do país, o Parque Nacional da Tijuca (RJ) convive diariamente com esse encontro entre pessoas e fauna silvestre. Ali, em meio à Mata Atlântica cercada pela cidade, histórias como as das araras Fátima e Sueli ajudam a aproximar o público urbano da biodiversidade brasileira – e transformam aves em símbolos vivos da conservação. 

    Além de personagens carismáticas, as araras representam também o trabalho contínuo de conservação, monitoramento e educação ambiental desenvolvido pelo ICMBio. Em uma floresta inserida dentro de uma grande área urbana, proteger a fauna exige pesquisa, manejo, acompanhamento técnico e, principalmente, a construção de uma relação mais consciente entre sociedade e natureza. 

    A chefe do parque nacional, o mais visitado do país, Viviane Lasmar, vai ao encontro de Marcelino. “Os dados da pesquisa refletem a nossa rotina no Parque Nacional da Tijuca: o brasileiro tem um forte laço afetivo com a fauna silvestre, mas esse sentimento precisa virar cuidado concreto”, diz.  

    O parque convive com desafios permanentes relacionados à coexistência entre pessoas e vida silvestre. O avanço das construções da cidade, a circulação intensa de visitantes e práticas inadequadas no contato com os animais impactam diretamente a fauna e os ecossistemas protegidos. 

    É por isso que, segundo Viviane, “proteger essas espécies e combater a síndrome da floresta vazia é um compromisso urgente que depende diretamente das escolhas práticas de cada cidadão”.  Ela lembra que pequenas atitudes fazem diferença direta na proteção da fauna: não alimentar animais, respeitar trilhas, descartar corretamente o lixo e compreender que espécies silvestres não pertencem ao ambiente doméstico nem ao entretenimento humano. 

    “O passo a ser dado, além do afeto, é transformar a empatia pelos bichos em respeito real, educação ambiental e engajamento permanente com o habitat deles”, recomenda Viviane. 

    Nesse processo, o trabalho do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio estrutura estratégias de conservação em escala nacional. Como um dos 14 centros de pesquisa do Instituto, avalia o estado de conservação das espécies, elabora Planos de Ação Nacional (PANs), e atua no monitoramento populacional e em ações voltadas à proteção das aves brasileiras ameaçadas.  

    A coordenadora do CEMAVE, Priscilla do Amaral, também alerta para o fato de existir uma distância significativa entre sensibilização e ação prática, e destaca que as aves possuem enorme capacidade de aproximar as pessoas da biodiversidade justamente porque fazem parte do cotidiano, inclusive em áreas urbanas. “Elas carregam um forte simbolismo cultural associado à liberdade, beleza e equilíbrio ambiental, funcionando como importantes embaixadoras da conservação, explica.  

    Além do simbolismo, o monitoramento das aves também funciona como ferramenta de medição da saúde ambiental dos ecossistemas. O desaparecimento ou redução populacional de determinadas espécies pode indicar desequilíbrios ambientais relacionados ao desmatamento, fragmentação florestal, poluição e/ou mudança do clima. 

  • Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Começam a ser vendidos nesta quarta-feira (03) os ingressos para o “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” em Manaus (AM). A label que vem fazendo história por onde passa e que reúne Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (AM) no dia 03 de outubro (sábado). A assinatura do maior projeto sertanejo da atualidade é da MJ Entretenimento e a produção local será assinada por PUMP Entertainment. Os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma vaideingresso.com.br.

    “Estamos ansiosos para estar junto com vocês”, garantem Ícaro & Gilmar. “Vai ser mais uma edição histórica. Corre comprar o ingresso”, sugere Panda. “Queremos lotar esse show que promoter ser histórico”, completam Humberto & Ronaldo. Os cinco artistas se apresentam simultaneamente proporcionando mais de quatro horas de show em um palco 360° em formato de posto de combustíveis que será montado no podium da Arena da Amazônia. O line-up do Festival também terá os DJs Pedro Volt e Comandante, o “pagonejo” do CDB com PEU e Lucas, e o locutor Pedro Lima, em uma experiência imersiva, única e exclusiva.

    O Instituto Maria José, braço social da MJ MUSIC, participa ativamente do “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” com a arrecadação de alimentos não-perecíveis que são doados a entidades locais.

    ARTISTAS E FESTIVAL NO INSTAGRAM

    @cetadoido_festival
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    @humbertoeronaldo

  • Em Eirunepé, mulher é presa por desferir golpes de faca próximos ao pescoço da vítima

    Em Eirunepé, mulher é presa por desferir golpes de faca próximos ao pescoço da vítima

    Em Eirunepé, mulher é presa por desferir golpes de faca próximos ao pescoço da vítima

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), prendeu uma mulher, de 22 anos, suspeita de desferir golpes de faca próximo à clavícula de outra mulher, de 30 anos. O caso foi registrado na noite de terça-feira (02/06), no município de Eirunepé (a 1.160 quilômetros de Manaus).

     

    Por volta das 21h20, os policiais militares receberam uma denúncia, via linha-direta, relatando que no beco do Terçado, próximo à estrada do Xidá, uma mulher teria desferido golpes de faca na região próxima ao pescoço contra um desafeto.

     

    A equipe policial foi até o ponto informado onde localizou a suspeita portando a faca que foi utilizada para cometer o ato criminoso.

     

    A vítima foi encaminhada para uma unidade hospitalar para procedimentos médicos, e a suspeita conduzida à 7ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé.

     

    Denúncia

     

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Homem é preso com 15 tabletes de skunk em lancha que chegava ao Porto de Manaus

    Homem é preso com 15 tabletes de skunk em lancha que chegava ao Porto de Manaus

    Homem é preso com 15 tabletes de skunk em lancha que chegava ao Porto de Manaus

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), prendeu um homem e apreendeu 15 tabletes de maconha tipo skunk, na madrugada desta quarta-feira (03/06), na área da Balsa Amarela, bairro Centro, zona sul de Manaus.

    A equipe policial recebeu uma denúncia, por volta de 3h, informando que uma embarcação oriunda do município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) estaria transportando drogas com destino à capital.

    Durante as diligências, os policiais militares abordaram a lancha e localizaram o suspeito. Na revista da mala que ele transportava foram encontrados os 15 tabletes de maconha tipo skunk.

    O suspeito, juntamente com o material apreendido, foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Homem é preso por associação ao tráfico e organização criminosa em Nova Olinda do Norte

    Homem é preso por associação ao tráfico e organização criminosa em Nova Olinda do Norte

    Homem é preso por associação ao tráfico e organização criminosa em Nova Olinda do Norte

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 47ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), cumpriu, na terça-feira (02/06), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 34 anos, investigado pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A prisão foi efetuada no município.

    A prisão faz parte da operação Segurança Presente – ação rio Madeira, deflagrada, nesta segunda-feira (01/06), pelo Governo do Amazonas sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

    De acordo com o delegado Bruno Rafael, as investigações apontaram que o suspeito é um dos líderes do narcotráfico no município e exerce a função de conselheiro de uma organização criminosa com atuação na região.

    “Diante dos elementos colhidos durante as investigações, representamos à Justiça pela prisão preventiva do investigado, bem como pelo cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar. Durante as diligências, foram apreendidos uma motocicleta, um aparelho celular e um caderno contendo anotações que podem contribuir para o avanço das investigações”, informou o delegado.

    Segundo a autoridade policial, todo o material apreendido será submetido à perícia e analisado para auxiliar na produção de provas e no aprofundamento das investigações.

    Procedimentos

    O homem responderá pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e participação em organização criminosa e ficará à disposição da Justiça.

  • Caso Benício: Justiça aceita denúncia por homicídio qualificado contra médica e técnica de enfermagem

    Caso Benício: Justiça aceita denúncia por homicídio qualificado contra médica e técnica de enfermagem

    Caso Benício: Justiça aceita denúncia por homicídio qualificado contra médica e técnica de enfermagem

    O juiz de direito sumariante Fábio César Olintho de Souza, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, recebeu formalmente a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM), contra a Juliana Brasil Santos e Raíza Bentes Praia. As profissionais passam a responder criminalmente pelo homicídio qualificado da criança Benício Xavier de Freitas, ocorrido nas dependências de um Hospital Particular de Manaus. A decisão interlocutória foi publicada nesta quarta-feira, 03 de junho de 2026.

    A acusação formulada pelo órgão ministerial tipificou a conduta das rés na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado —, qualificada pelo emprego de veneno (artigo 121, § 2.º, inciso III, do Código Penal). Segundo a denúncia do Ministério Público, Juliana Brasil emitiu uma prescrição eletrônica contendo superdosagem de adrenalina por via intravenosa. A substância foi posteriormente administrada na forma prescrita por Raíza Bentes, resultando no óbito do paciente.

    Além da imputação por homicídio qualificado, Juliana Brasil Santos foi denunciada por falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal), crime que teria sido praticado por dez vezes em concurso formal. De acordo com as investigações, a profissional utilizava carimbos e guias declarando possuir especialidade em pediatria, sem possuir o devido Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

    O Poder Judiciário também homologou o despacho do Ministério Público que determinou o arquivamento parcial das investigações em relação a outros envolvidos. Foram isentados de responsabilidade criminal os gestores do Hospital, bem como os médicos plantonistas, contra os quais se cogitava inicialmente a prática de homicídio culposo.

    Também foram arquivadas as suspeitas de fraude processual e uso de documento falso que recaíam sobre Juliana Brasil Santos. Com a homologação fundamentada no artigo 28 do Código de Processo Penal, a ação penal prosseguirá única e exclusivamente contra as duas rés denunciadas.

    Na mesma decisão, o magistrado deferiu o pedido de habilitação de Bruno Mello de Freitas e Joyce Xavier de Carvalho, pais de Benício, para atuarem como assistentes de acusação. O pedido havia sido negado anteriormente devido à ausência de uma ação penal formalizada, óbice que foi superado com o recebimento da denúncia.

    A respeito da tramitação do processo, o juízo determinou o levantamento parcial do segredo de justiça, restabelecendo a regra constitucional da publicidade dos atos processuais. Contudo, atendendo a preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relativos à proteção da dignidade e imagem de menores, foi decretado sigilo restrito sobre o acervo de mídias, vídeos e fotografias que retratam a vítima em estado crítico ou em situação de óbito. Conforme ponderado na decisão, tais registros possuem altíssima sensibilidade e sua exposição causaria dor renovada aos familiares.

    O juiz Fábio César Olintho de Souza indeferiu integralmente um requerimento apresentado pela defesa de Juliana Brasil Santos, que pleiteava a readequação e a individualização do rol de testemunhas do Ministério Público. A defesa argumentava que o órgão acusador deveria especificar quais testemunhas provariam o homicídio e quais tratariam da falsidade ideológica.

    O magistrado considerou a premissa técnica da defesa equivocada, salientando que o limite legal de oito testemunhas (artigo 401 do CPP) é calculado por fato e por réu, estando o rol do MP-AM dentro dos parâmetros. O juiz alertou que a insistência em pedidos dessa natureza em fases que exigem celeridade assemelha-se a uma postura protelatória, lembrando que “a garantia constitucional da ampla defesa não se confunde com uso protelatório do processo”.

    Com o recebimento da peça inicial, o juízo determinou a citação pessoal de Juliana Brasil Santos e Raíza Bentes Praia para que apresentem resposta escrita à acusação no prazo legal de 10 dias, conforme rito estabelecido no artigo 406 do Código de Processo Penal. Caso as acusadas não sejam localizadas, determinou-se, desde já, a realização de citação por edital.

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