Autor: Redação – Portal AM

  • Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história

    Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história

    Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história

    Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira (29) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 8.749.992 pessoas. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

    Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

    Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
  • Neste lote, que coincide com o último dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.

    A consulta pode ser feita desde o último dia 22, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

    Pagamento

    O pagamento será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

  • Lula sanciona lei que cria Universidade Federal Indígena

    Lula sanciona lei que cria Universidade Federal Indígena

    Lula sanciona lei que cria Universidade Federal Indígena

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (28), a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), a primeira desse tipo no país. O projeto de lei é de autoria do próprio governo federal e teve aprovação concluída pelo Congresso Nacional no início de maio.

    As atividades devem começar em 2027, com dez cursos nas áreas de formação de professores, saúde coletiva e indígena, além de gestão territorial e ambiental. A instituição deve atender até 2,8 mil estudantes em quatro anos.

    De acordo com o presidente Lula, tal inciativa mostra que é possível, de forma civilizada, garantir a todos “os que habitam o planeta” seus direitos e sua participação. 

    “O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam.”

    A criação da universidade era um sonho das lideranças indígenas brasileiras, enfatizou o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

    “Será o local propício para a produção de conhecimento, que irá resultar na defesa dos direitos indígenas, no constante aperfeiçoamento da política pública para os povos indígenas e na consolidação da autoridade epistemológica indígena.”

    Segundo a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, a Unind terá sede em Brasília e, no futuro, contará com campi espalhados por diferentes regiões do Brasil. 

    “Ela oferecerá ensino superior, pesquisa e extensão sob uma perspectiva cultural, valorizando saberes tradicionais, línguas ancestrais e práticas que colocam a relação entre o ser humano e a natureza no centro do saber”, acrescentou a parlamentar.

    De acordo com Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, o processo de diálogo para a construção do projeto da Unind é resultado de mais de 20 seminários regionais, ocorridos em todas as regiões do país, com professores, estudantes, indígenas e especialistas.

    “Nós, povos indígenas, possuímos ciências, filosofias, sistemas linguísticos, tecnologias, sistemas agrícolas, conhecimento ambientais, formas próprias de ensinar e de compreender o mundo”, destacou Rita Potiguara, representante do fórum.

    Ela destaca que a Universidade Federal Indígena será um espaço onde os conhecimentos tradicionais vão dialogar com as diferentes áreas das ciências contemporâneas. “[Será] um espaço onde as línguas indígenas terão força, presença e reconhecimento institucional.”

  • Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    Assembleia Legislativa aprova gratificação para servidores da Defensoria que atuam no interior do Amazonas

    A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, em plenário, o projeto de lei que concede adicional por lotação em comarcas de difícil provimento aos servidores da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM) que atuam no interior. A conquista representa uma vitória histórica para a categoria e coloca os profissionais que trabalham nas regiões mais remotas do Estado em um patamar de reconhecimento.

    Analistas e técnicos que atuam em municípios distantes enfrentam realidades muito diferentes das da capital, como deslocamentos difíceis, infraestrutura reduzida e isolamento prolongado. Até a aprovação da lei, porém, esses profissionais não tinham gratificação específica pela condição de trabalho. Com a mudança, a lei passa a reconhecer financeiramente quem também mantém a Defensoria presente nas comunidades do interior.

    O Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa, comemorou a aprovação como um reflexo direto do compromisso da instituição com quem trabalha para garantir o acesso à justiça nas regiões mais vulneráveis do Estado.

    “Esse projeto de lei é uma concretização do que acredito ser a essência da nossa instituição: ninguém que dedica sua vida a garantir direitos às pessoas mais vulneráveis pode ficar sem o devido reconhecimento. Nossos servidores do interior são a Defensoria para milhares de famílias amazonenses que, sem eles, simplesmente não teriam a quem recorrer. Assumimos esse compromisso e hoje estamos cumprindo. É uma vitória de toda a Defensoria Pública do Amazonas.”

    Presidente da Associação das Servidoras e Servidores da Defensoria Pública do Amazonas, Paulo Castro classificou a aprovação como um momento histórico para a categoria e reforçou que valorizar o servidor é, na prática, melhorar o serviço prestado à população:

    “É um momento muito importante para a nossa categoria. A aprovação do nosso PL em plenário concedeu adicional por lotação em comarcas de difícil provimento aos nossos servidores do interior, que enfrentam as condições mais desafiadoras que sabemos que ocorrem em nosso Estado. São eles os responsáveis por levar a presença da Defensoria nas comunidades mais distantes.”

    “Agradeço à administração por esse apoio, por ouvir nossos pleitos. Quando a gente fala sobre valorização, fala da qualidade do atendimento prestado ao assistido, que está no centro do nosso trabalho. O servidor mais valorizado exerce sua função da melhor forma possível.”

    Proposta nasceu nas correições

    A ideia de criar a gratificação partiu da Corregedoria Geral da Defensoria, que durante as visitas às unidades do interior pôde constatar a realidade dos servidores. O Corregedor Geral, Clóvis Barreto, foi um dos principais articuladores da proposta e explica como o projeto ganhou forma.

    “Essa foi uma proposta que teve origem na Corregedoria e, obviamente, contou com a sensibilidade do Defensor Público Geral de fazer essa propositura legislativa à Assembleia. Nós percebemos, constatamos in loco, a relevância dos serviços dos nossos servidores, que estão diariamente, desde o início da manhã, atendendo a nossa população interiorana, servidores que permanecem por longo tempo nas comarcas do interior”

    Barreto também revelou que colheu o compromisso pessoalmente do Defensor Público Geral durante a solenidade de posse para o segundo mandato: “Inclusive, na posse do Dr. Rafael, agora para o segundo mandato, eu colhi dele esse compromisso. E fico muito grato porque ele cumpriu. O compromisso que ele fez pessoalmente comigo — mas não comigo: o compromisso que ele fez com os servidores”.

  • Países africanos apostam na energia nuclear para cobrir défice energético

    Países africanos apostam na energia nuclear para cobrir défice energético

    Países africanos apostam na energia nuclear para cobrir défice energético

    O rápido crescimento demográfico, a urbanização e o desenvolvimento económico impulsionam o desenvolvimento de programas de energia nuclear no continente africano. A região tem 600 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade.

    Desenvolvida para a presidência sul-africana do G20 em 2025, a publicação da Agência Internacional da Energia Atómica, Aiea, Perspetivas para a Energia Nuclear em África, explora a sua inclusão no planeamento energético do continente.

    Perspetiva nuclear no continente africano 

    A África do Sul é o único país africano com uma central nuclear em funcionamento. No entanto, outros 16 países do continente – entre os quais o Senegal e a Zâmbia – consideram desenvolver energia nuclear ou já estão a construir a infraestrutura necessária, destaca a publicação.

    A Aiea relaciona o crescente interesse dos países africanos com o surgimento dos pequenos reatores modulares, SMR. Estes mecanismos são particularmente adequados a redes elétricas de menor dimensão e caracterizados por custos e prazos de construção inferiores aos dos grandes reatores.

    Numa altura em que 14% da produção mundial de urânio provém de países africanos, a combinação da abundância dessa matéria‑prima com novos investimentos na gestão do ciclo do combustível pode lançar as bases para novas tecnologias nucleares no continente, sublinha a publicação.

    Cooperação Regional e financiamento 

    A agência destaca o potencial da cooperação regional na adoção de energia nuclear no continente, na medida em que incentiva a partilha de custos, infraestruturas e conhecimentos entre os países. Acresce-se, ainda, o reforço do poder negocial junto dos respetivos parceiros internacionais.

    A publicação destaca ainda a capacidade da integração continental no quadro do Mercado Único Africano de Eletricidade, que poderá permitir a integração de grandes reatores nucleares nas redes e mercados elétricos do continente africano.

    No entanto, a falta de financiamento viável continua a travar projetos nucleares em África. O mesmo ocorre nas renováveis, cujo investimento no continente representa apenas 2% do global, condicionado pela elevada dívida e pelas fracas classificações de crédito soberano.

    Iniciativas reforçam potencial do nuclear

    Através de parcerias com agências e parceiros internacionais, a Aiea tem vindo a apostar no envolvimento multilateral com a energia nuclear, equacionando o apoio da transição energética limpa com a viabilização de investimentos no desenvolvimento da energia nuclear.

    Face à aposta energética nuclear no continente africano, a organização reitera a importância do forte compromisso nacional no desenvolvimento de um programa de energia nuclear bem-sucedido, capaz de assegurar uma coordenação eficaz e um amplo apoio político e público.

  • Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    O cenário Geek e de Card Games do Amazonas está prestes a ganhar um novo point. No dia 6 de junho, a partir das 10h, será inaugurada a Mimiso Arena Card Games, com entrada gratuita para o público. Localizada no Parque Dez, na Rua Beco São Pedro, nº 162, próximo ao Passeio do Mindu, a arena quer democratizar o acesso aos jogos de cartas através de uma infraestrutura de padrão internacional, focada em conforto, inclusão e acessibilidade.

    Diferente das tradicionais lojas de Manaus, o local foi projetado seguindo o modelo das grandes casas de jogos americanas. O espaço foi planejado para funcionar como um ponto de encontro e convivência, oferecendo amplo salão, mesas de jogos livres e estacionamento próprio. A acessibilidade foi totalmente planejada para que cadeirantes transitem livremente e joguem com autonomia.

    Espaço para Todos

    O fundador da arena, Nilo Alves, revela que a motivação para empreender nasceu ao acompanhar a paixão do filho por Pokémon. Ao notar que muitos cadeirantes nunca tinham frequentado uma loja na cidade devido à falta de estrutura, ele resolveu mudar essa realidade.

    “A Mimiso chega para abraçar todas as pessoas, incluindo idades, gêneros, religiões e, de forma especial, pessoas com deficiência física que sofrem com acessos estreitos ou escadas em outros locais”, explica Nilo.

    Selo Oficial

    A Mimiso Arena tem a certificação oficial da Pokémon Company e conta com organizadores e juízes preparados para a realização de torneios oficiais. O ecossistema da arena abrigará grandes títulos do mercado mundial, como Pokémon TCG (foco inicial), Yu-Gi-Oh!, Magic: The Gathering, One Piece Card Game e Lorcana (Disney). O local funcionará de segunda a domingo, das 9h às 21h, operando como um hub completo de entretenimento com venda de produtos importados e nacionais.

    Mulheres no Pokémon

    Outro pilar essencial do projeto é o combate ao machismo estrutural, ainda presente no nicho nerd. Para garantir um ambiente seguro e acolhedor, a loja contará com atendentes femininas na linha de frente.

    Para Giovanna Barbosa, uma das administradoras da Liga Feminina de Pokémon do Amazonas, a chegada da arena representa um verdadeiro divisor de águas.

    “Tudo o que fazemos hoje depende de doações ou do dinheiro que nós, da administração, tiramos do próprio bolso para dar o melhor para as meninas. Ter um espaço que já nasce com esse ideal de inclusão das mulheres, é extremamente bem-vindo e necessário para o crescimento do cenário geek feminino no Norte”, destaca Giovanna.

    No dia da inauguração, a casa estará de portas abertas a partir das 10h para receber toda a comunidade e famílias interessadas em conhecer a estrutura.

  • Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Para além da experiência cultural e da tradicional disputa entre os bois Caprichoso e Garantido, o Festival de Parintins se consolidou como um importante motor econômico da Região Norte. Uma pesquisa inédita da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, primeiro levantamento da empresa voltado especificamente para a região Norte do país, revela que 46% dos participantes pretendem trabalhar durante o Festival neste ano para complementar a renda e reorganizar as finanças. Entre aqueles que pretendem atuar no período festivo, mais da metade (53%) acredita que terão aumento superior a 40% na renda mensal durante o evento, enquanto 56% estimam ganhos acima de R$ 1 mil.

    O levantamento mostra que, para muitos brasileiros, o Festival representa uma oportunidade concreta de aliviar a pressão no orçamento: 40% afirmam que sem a renda extra do Festival, o orçamento teria impacto alto, comprometendo contas básicas e despesas essenciais do dia a dia. Entre os principais objetivos de quem pretende trabalhar no evento estão complementar a renda para despesas do dia a dia (36%), limpar o nome (34%), construir uma reserva financeira (28%) e quitar dívidas (28%).

    Entre os participantes que pretendem trabalhar durante o Festival deste ano, 66% terão a primeira experiência profissional no evento. Já 15% afirmam atuar de forma recorrente nas festividades, enquanto 19% dizem já ter trabalhado em edições anteriores de maneira pontual.

    Renda extra movimenta diferentes setores durante o Festival
    O impacto econômico do Festival de Parintins também se reflete nas diferentes oportunidades de trabalho temporário criadas durante o período. Entre os participantes que pretendem atuar no evento, as principais atividades escolhidas para complementar o orçamento incluem venda de alimentos (31%), trabalho temporário em hotéis, lojas e restaurantes (25%) e funções ligadas diretamente à estrutura do evento, como montagem, segurança, limpeza e atendimento (23%)

    “Os dados reforçam a potência de grandes eventos culturais como importantes motores econômicos regionais. Em Parintins, muitas famílias enxergam o Festival como uma oportunidade concreta de reorganizar as finanças, complementar a renda e até sair da inadimplência.

    Ao mesmo tempo, o estudo mostra que 87% dos trabalhadores afirmam que poderiam aproveitar melhor essa renda extra se tivesse mais acesso à educação financeira e orientação sobre planejamento financeiro. Isso mostra como o conhecimento financeiro pode ajudar a transformar uma renda temporária em um benefício mais sustentável ao longo do ano”, afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa.

    O impacto econômico do Festival também aparece na percepção da população: 97% dos entrevistados afirmam que o evento impacta positivamente a economia local. De acordo com o público, os setores mais beneficiados são hospedagem (53%), alimentação e bebidas (48%), turismo e passeios locais (41%), transporte (41%) e comércio informal (38%).

    Organização financeira para curtir o evento sem prejuízos

    O estudo também aponta que o planejamento já faz parte da preparação dos participantes para o Festival: 85% afirmam se organizar financeiramente com antecedência, principalmente reduzindo gastos do dia a dia (41%), diminuindo despesas com outros eventos (40%) e buscando formas complementares de renda (37%).

    Ainda assim, os desafios financeiros permanecem. Segundo a pesquisa, 77% já deixaram de participar ou reduziram o tempo de permanência no Festival por questões econômicas. Além disso, 49% afirmam já ter contraído dívidas em eventos como Parintins, enquanto 40% pretendem utilizar o limite do cartão de crédito durante a festa e 22% consideram contratar empréstimos pessoais.

    “A experiência cultural é extremamente importante e faz parte da identidade regional, mas é essencial que o consumidor encontre equilíbrio entre lazer e orçamento. O planejamento antecipado ajuda a evitar decisões impulsivas, especialmente em períodos de maior consumo e forte apelo emocional, como grandes festivais”, complementa Aline Vieira.

    Entre os participantes, 45% pretendem gastar acima de R$ 1 mil durante o Festival. Os principais gastos devem ser com alimentação e bebidas (34%), atrações turísticas (17%), hospedagem (14%) e transporte (10%). Na hora do pagamento, o Pix lidera como principal meio utilizado (32%), seguido do cartão de crédito parcelado (28%).
    A pesquisa completa pode ser acessada em: https://www.serasa.com.br/imprensa/serasa-comportamento/.

  • Estudo prevê secas acima da média no Brasil e na Amazônia nos próximos 5 anos

    Estudo prevê secas acima da média no Brasil e na Amazônia nos próximos 5 anos

    Estudo prevê secas acima da média no Brasil e na Amazônia nos próximos 5 anos

    As temperaturas médias globais provavelmente continuarão em níveis recordes ou próximo deles até 2030, de acordo com um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial, OMM, produzido pelo Met Office do Reino Unido.

    O estudo, divulgado nesta quinta-feira, afirma que as temperaturas médias globais próximas à superfície durante 2026 a 2030 devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média de 1850-1900, a era pré-industrial.

    86% de chance de um novo recorde de calor

    Os dados revelam ainda uma chance de 86% de que um dos anos de agora até 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente já registrado.

    O autor principal do relatório, Leon Hermanson, ressaltou que há um El Niño previsto para o final deste ano, o que aumenta as chances de que 2027, seja o próximo ano recorde.

    Os especialistas afirmam ser excepcionalmente improvável que, nos próximos cinco anos, a temperatura ultrapasse 2°C acima da média pré-industrial.

    Condições de seca afetam o Brasil

    E o estudo cita o Brasil, ao afirmar que previsões de chuvas para as estações, de maio a setembro, sugerem anomalias úmidas na região do Sahel, norte da Europa, Alasca e Sibéria, e anomalias secas sobre a Amazônia entre 2026 e 2030.

    O estudo ressalta ainda que partes do Brasil provavelmente ficarão mais secas do que o habitual.

    Já em latitudes altas do Hemisfério Norte, as previsões de chuva favorecem condições mais úmidas que a média para as próximas cinco estações de inverno.

    O padrão de aumento da precipitação nos trópicos e latitudes altas em comparação com o período de referência de 1991 a 2020, e a redução das chuvas nos subtrópicos, especialmente no Hemisfério Sul, é considerado consistente com as expectativas de um clima em aquecimento.

    Temperaturas árticas 2,8°C acima da média

    As temperaturas árticas nos próximos cinco invernos do Hemisfério Norte, de novembro a março, devem ser 2,8°C acima da média registrada de 1991 a 2020.

    Esta alta é 3,5 vezes superior à anomalia global de temperatura no mesmo período, segundo o informe.

    Além disso, as previsões para março de 2026 a 2035 sugerem novas reduções na concentração de gelo marinho nos Mares de Barents, Bering e Okhotsk.

  • Manaus estende trajeto da linha 024 para atender ramal Frederico Veiga

    Manaus estende trajeto da linha 024 para atender ramal Frederico Veiga

    Manaus estende trajeto da linha 024 para atender ramal Frederico Veiga

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informa que, em resposta a uma solicitação dos moradores do ramal Frederico Veiga, nas proximidades do quilômetro 8, na BR-174, a linha 024 (T7-Novo Paraíso) será estendida até a comunidade após atender a comunidade Novo Paraíso.

    A alteração da linha 024 será implementada na próxima segunda-feira, 1º/6, e visa proporcionar mais conforto e acessibilidade à população. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com a mobilidade urbana e o bem-estar dos habitantes.

    O IMMU reafirma seu compromisso com a constante melhoria do transporte público em Manaus, respondendo às necessidades da população e sempre buscando a máxima eficiência e qualidade no serviço oferecido.

  • Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

    Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

    Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

    O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gestação ou em um período de 42 dias após o fim da gravidez. 

    A razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030. 

    Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

    O dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, data que tem como objetivo reforçar a importância de ações sobre a saúde das mulheres em sua integralidade e de reforçar os direitos da gestante e puérpera.  

    A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, reforça que um atendimento de qualidade oferece mais segurança à gestante.

    “A gente sabe que com um pré-natal bem feito, de qualidade, de preferência o mais precoce possível para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local com boa assistência e com um desfecho favorável”, diz.

    A unidade é referência no atendimento principalmente de casos de alto risco. “Aqui na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assistência aos pacientes”, reforça.

    As quatro principais causas de morte materna no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país.

    A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Grávida de 18 semanas, ela é acompanhada por causa de um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior.

    Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de alimentação, fez exames e faz acompanhamento constante. “Sou muito bem atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação [da alimentação] e até a conscientização. Agora, acho que estou curtindo bem melhor a gestação, uma fase mais tranquila”.

    Equipe múltipla

    Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para garantir o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

    “A gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”.

    Renné Costa diz que tem assistido e participado de muitas experiências positivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Como enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 mil partos desde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 mil habitantes, Viçosa é referência nessa área para mais nove municípios alagoanos.

    Quando ele chegou ao Hospital Municipal de Viçosa, eram realizados no local entre 80 e 90 partos por ano. “Depois do meu trabalho lá, a gente passou a fazer 600 partos por ano”. O enfermeiro atribui essa expansão à autonomia dada à enfermagem, ao enfermeiro obstétrico, que pode assistir ao parto de baixo risco amparado pela Lei 7.498 de 1986, a lei do exercício profissional da enfermagem.

    Ele defendeu que experiências como essa deveriam ser multiplicadas pelo Brasil. Nos mais de 5 mil partos que realizou, Renné Costa não perdeu nenhuma criança e nenhuma mulher.

    Acompanhamento após o parto

    A ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associaçaões de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ressalta que o acompanhamento após o parto é também chave para a redução da mortalidade materna. 

    “A mulher vai para casa e, muitas vezes, ela acaba sendo menos olhada pelos serviços da rede de saúde e também pela família”, diz.

    O olhar um pouco menos atento para essa mãe pode fazer com que sinais de risco sejam percebidos tardiamente. Essas complicações que surgem no período do puerpério muitas vezes se agravam, se complicam.

    A ginecologista e obstetra assegura que os sinais de alerta no pós-parto, no puerpério, não podem ser naturalizados. Entre esses sinais estão sangramento vaginal além do habitual, febre, falta de ar, dor no peito, dor de cabeça intensa e que não passa com o uso de analgésico, alteração visual (escotomas ou pontinhos de luz que a paciente passa a enxergar), pressão que permanece alta e se mantém com picos hipertensivos.

    A recomendação da especialista é que essas pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal. Nos primeiros sete dias e, no máximo, dez, elas devem retornar ao centro de saúde ou ao consultório do ginecologista e obstetra para que sejam avaliadas e se consiga fazer um acompanhamento das condições clínicas pré-existentes que elas têm.

    A Febrasgo ressalta que um ponto que não pode ficar fora do acompanhamento puerperal é a saúde mental. O sofrimento psíquico no pós-parto pode se manifestar de várias formas: com tristeza intensa, ansiedade, insônia, medo de cuidar do bebê, sensação de incapacidade, exaustão extrema e dificuldade de vínculo com o recém-nascido.

    Em casos mais graves, podem surgir ideias de autoagressão, risco de violência contra si mesma ou contra o bebê e sintomas psicóticos, situações que exigem atenção imediata. Segundo Inessa Bonomi, olhar para a saúde mental é essencial para prevenir desfechos graves no puerpério.

    Rede Alyne

    No âmbito federal, em 2024, o governo federal lançou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa é uma reestruturação da antiga Rede Cegonha, de cuidados a gestantes e bebês na rede pública.

    A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, grávida de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede pública de saúde do município de Belford Roxo (RJ), em 2002. Alyne também era mãe de uma criança de 5 anos.

    A meta da Rede Alyne é beneficiar mulheres com cuidado humanizado e integral, observando as desigualdades étnico-raciais e regionais.

  • Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    Brasil e Paraguai reforçam parceria no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se, nesta quinta-feira (28), com Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), para fortalecer a cooperação bilateral no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira. O encontro integra a agenda da comitiva brasileira em Assunção, no Paraguai, que inclui assinatura de acordos e participação na 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados (RMIS) e na 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ).

    A parceria entre Brasil e Paraguai é uma das bases do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, especialmente em dois eixos estratégicos: a asfixia financeira das organizações criminosas e o enfrentamento ao tráfico ilegal de armas e munições. A fronteira entre os dois países tem sido, cada vez mais, alvo de ações coordenadas que vêm proporcionando resultados concretos.

    Resultados da Operação Nova Aliança

    O principal símbolo dessa atuação conjunta é a Operação Nova Aliança, a mais longeva iniciativa de erradicação de cultivo de maconha no planeta, em andamento desde 2012. Conduzida em parceria pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Senad paraguaia, a operação já acumula resultados expressivos:

    • 11,2 milhões de kg de maconha eliminados antes de entrar no comércio ilegal
    • 1.218 acampamentos de cultivo destruídos
    • R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas

    “A melhor parceria que nós temos é com a Polícia Federal brasileira. Insisto na cooperação entre os países — não é só manter, mas fortalecer”, afirmou o ministro Jalil Rachid. Ele destacou ainda o impacto ambiental das ações: “Uma lavoura de maconha é uma reserva ambiental a menos.”

    A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, ressaltou a conexão entre as iniciativas de cooperação e a estratégia nacional. “Ações como essas mostram a relevância das fronteiras no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. A asfixia financeira dialoga diretamente com a Operação Nova Aliança.”

    O embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho, destacou que a parceria também inclui cursos de capacitação das forças de segurança paraguaias para o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas.

    O ministro Wellington Lima resumiu o espírito das cooperações. “Queremos fazer a coisa certa, do jeito certo e com os parceiros certos”, disse.

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