Autor: Redação – Portal AM

  • “Raízes do Sagrado Feminino” mostra papel feminino nas religiões

    “Raízes do Sagrado Feminino” mostra papel feminino nas religiões

    “Raízes do Sagrado Feminino” mostra papel feminino nas religiões

    No momento em que os debates sobre igualdade de gênero, violência contra a mulher e liberdade religiosa ganham força em diferentes partes do mundo, o novo documentário da cineasta Carla Camurati propõe uma reflexão sobre como as religiões ajudaram a moldar, ao longo dos séculos, o lugar ocupado pelas mulheres na sociedade.

    No filme Raízes do Sagrado Feminino, que estreia no Rio de Janeiro e em São Paulo, Camurati investiga de que forma textos sagrados do Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo influenciaram estruturas sociais e culturais marcadas pelo patriarcado.

    “Não se trata de atacar a fé, trata-se de questionar as interpretações”, afirmou a diretora em entrevista à Agência Brasil.

    O documentário reúne pesquisadores, teólogos, rabinos, historiadores e lideranças religiosas para discutir como narrativas consideradas divinas foram usadas historicamente para justificar silenciamentos, submissões e exclusões femininas. Entre os entrevistados estão Monja Cohen, Nilton Bonder, Mary Del Priore e Ivone Gebara.

    Segundo Carla Camurati, o filme nasceu de um processo amplo de investigação acadêmica e histórica.

    “O filme teve várias dimensões de pesquisa. A acadêmica, em cima dos textos sagrados, a pesquisa de entrevistados e a pesquisa de imagem. Não havia uma linha crítica desde o princípio. Era um processo vivo”, disse.

    A cineasta afirmou que a principal intenção do longa foi “iluminar lugares obscuros” que, ao longo do tempo, acabaram modificados ou apagados das interpretações religiosas tradicionais: “O que a gente queria era iluminar o que, no percurso desses séculos, havia desaparecido ou sido mal entendido. Foi esse mosaico que a gente fez”, explicou.

    Durante a pesquisa, segundo a diretora, tornou-se evidente a presença de estruturas patriarcais na formação das religiões: “Ao ler os textos e fazer as pré-entrevistas, isso ficou muito claro”, afirmou, ao comentar se o chamado “sagrado feminino” teria sido silenciado no decorrer da história.

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    Ao longo do documentário, Camurati também identifica semelhanças entre religiões distintas na maneira como o feminino foi estruturado simbolicamente.

    “Foi a primeira coisa que me chamou atenção. Como existem hábitos, preconceitos e ações comuns entre religiões com doutrinas tão diferentes”, disse. “No filme, isso ajuda a dar fluidez e compreensão para as pessoas.”

    Uma das falas destacadas pela diretora é a da teóloga Ivone Gebara, que afirma no documentário: “É de nós, mulheres, que nasceu a experiência da liberdade”. Para Camurati, a reflexão trouxe nova dimensão ao debate proposto pelo longa: “A Ivone Gebara é uma gênia. Quando ela falou isso, imediatamente deu outra dimensão para esse lugar da mulher dentro da minha cabeça”, relatou.

    A cineasta também destacou interpretações contemporâneas apresentadas no filme, como a releitura da personagem bíblica Eva, associada ao conhecimento e não à culpa. “Ela escolhe o fruto do conhecimento. É uma leitura muito bonita”, afirmou.

    Sem assumir tom de confronto religioso, Raízes do Sagrado Feminino propõe discutir até que ponto estruturas espirituais ajudaram a consolidar hierarquias de poder entre homens e mulheres: “Raízes do Sagrado Feminino não pretende dividir. Pretende iluminar. Porque compreender as raízes é o primeiro passo para transformar o futuro”, disse Carla.

    Conhecida por dirigir Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, considerado marco da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, a cineasta retorna ao documentário após Oito presidentes, 1 Juramento. Em Raízes do Sagrado Feminino, ela atravessa séculos de história para discutir a relação entre religião, poder e desigualdade de gênero.

    O documentário está em cartaz em cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro e deverá chegar posteriormente às plataformas de streaming.

  • Maior campeão Amazonense decide final da Copa Norte no Carlos Zamith

    Maior campeão Amazonense decide final da Copa Norte no Carlos Zamith

    Maior campeão Amazonense decide final da Copa Norte no Carlos Zamith

    Nesta quinta-feira (28), o Nacional Futebol Clube entra em campo no Estádio Carlos Zamith para enfrentar o Paysandu na grande final da Copa Norte. A decisão pode garantir um título inédito na estenda galeria de troféus do tradicional clube amazonense. A competição voltou a ser disputada depois de 24 anos, e pode consolidar a trajetória sólida do Leão durante a temporada de 2026.

    O Leão da Vila Municipal segue fazendo história no futebol nortista. Fundado em 13 de janeiro de 1913, a equipe foi a primeira da região norte a disputar a elite do futebol brasileiro, em 1972, e segue sendo a equipe amazonense que mais vezes disputou a principal divisão do esporte nacional, com 14 participações.

    O Nacional Futebol Clube nasceu com o propósito de ser o “clube dos brasileiros”, em uma época que o estado do Amazonas e o futebol local eram dominados por ingleses. Desde então, o Leão conquistou espaço no esporte e cultivou o amor da sua torcida, que hoje é uma das maiores e mais  apaixonadas da região.

    O Leão é o atual campeão amazonense, conquistou o seu 44º título na edição de 2026, depois de quebrar um jejum de 11 anos. Com a disputa do título da Copa Norte nesta quinta-feira (28), a equipe reafirma sua posição histórica e tradicional no futebol amazonense. Essa conquista pode simbolizar ainda mais a longevidade do Nacional, que assume o protagonismo e o orgulho de representar os amazonenses dentro de campo.

    Agora, o Nacional Futebol Clube busca mais uma conquista histórica contra o Paysandu-PA, diante de sua torcida, a equipe amazonense quer erguer o troféu da Copa Norte de 2026 no estádio Carlos Zamith, e permanecer escrevendo páginas vitoriosas em sua centenária trajetória.

  • Manaus premia ganhadores do terceiro sorteio do ano da Campanha Nota Premiada

    Manaus premia ganhadores do terceiro sorteio do ano da Campanha Nota Premiada

    Manaus premia ganhadores do terceiro sorteio do ano da Campanha Nota Premiada

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), realiza mais uma entrega de prêmios da campanha Nota Premiada. A cerimônia de premiação ocorrerá nesta quinta-feira, 28/5, a partir das 9h, no auditório da Subsecretaria da Receita da Semef, na avenida Japurá, 493, no Centro, zona Sul.

    Maycon de Lima Alves foi o grande felizardo deste sorteio, contemplado com o prêmio principal de R$ 40 mil. Ele indicou o Instituto Autismo no Amazonas (IAAM) para receber o mesmo valor, conforme prevê o regulamento da campanha. Com isso, a instituição também receberá um cheque simbólico de R$ 40 mil.

    Participaram do sorteio os contribuintes cadastrados na campanha que solicitaram Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e), com CPF registrado. A lista completa com os nomes dos ganhadores do sorteio 2026-01 está disponível no site da campanha: notapremiada.manaus.am.gov.br.

  • Pai é preso por estupro de vulnerável contra a própria filha e ameaça contra a companheira

    Pai é preso por estupro de vulnerável contra a própria filha e ameaça contra a companheira

    Pai é preso por estupro de vulnerável contra a própria filha e ameaça contra a companheira

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), cumpriu, na quarta-feira (27/05), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 64 anos, por estupro de vulnerável contra a própria filha, de 9 anos. O indivíduo também é investigado por ameaçar a companheira, mãe da vítima.

    As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido na residência da família entre 2025 e maio deste ano. A criança teria sido submetida de forma reiterada a atos abusivos, ocasião em que o suspeito teria se aproveitado da condição de vulnerabilidade da criança e da relação de autoridade exercida sobre ela.

  • Autor de tentativa de homicídio em frente a estabelecimento no bairro Nossa Senhora das Graças é preso em Manaus, veja vídeo

    Autor de tentativa de homicídio em frente a estabelecimento no bairro Nossa Senhora das Graças é preso em Manaus, veja vídeo

    Autor de tentativa de homicídio em frente a estabelecimento no bairro Nossa Senhora das Graças é preso em Manaus, veja vídeo

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), apresentará, nesta quinta-feira (28/05), as informações sobre a prisão de um indivíduo, de 21 anos, por tentativa de homicídio contra um homem, de 27 anos, ocorrido no dia 12 de maio deste ano, em frente a um estabelecimento na avenida Maceió, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul.

    A prisão foi efetuada no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), com apoio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), do 16° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e do sistema Cerco Eletrônico.

  • Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

    Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

    Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica

    Representantes de territórios ancestrais lançaram nesta quarta-feira (27), em São Paulo, a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica. O lançamento ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Dia Nacional da Mata Atlântica.

    Formada por povos indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, marisqueiras, povos de terreiro e pescadores artesanais de várias partes do país, a aliança foi organizada para representar e defender a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país. A coalizão também luta pela garantia dos direitos territoriais desses povos e comunidades.

    “Somos povos e comunidades tradicionais, guardiãs e guardiões de saberes ancestrais que nos permitem cuidar de nossa mãe natureza, suas florestas, rios, lagoas e mares”, diz o manifesto de lançamento da aliança.

    Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa e habitante da Aldeia Rio Bonito, no Sertão de Itamambuca, em Ubatuba (SP), Ivanildes Kerexu, disse que a aliança é um projeto de união dos povos e que busca também reforçar a luta por esse território.

    “Precisamos fazer essa Aliança da Mata Atlântica para que a gente possa ter o direito de políticas públicas e, claro, também para a preservação ambiental”, disse a coordenadora.

    “O que manteve até hoje a Mata Atlântica sempre foram as comunidades tradicionais que nela vivem e que estão ali resistindo”, reforçou.

    Para os povos indígenas, contou Ivanildes, a Mata Atlântica tem um significado muito especial, por incorporar “uma espiritualidade muito forte”. “Nossa crença do povo Guarani sempre foi que essa é uma região que para gente seria uma terra sem mal. Essa é a visão que o nosso povo sempre teve.”

    Presente ao ato de lançamento, a deputada federal Sonia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, ressaltou a importância do movimento como espaço de diálogo, de denúncias e de construção.

    “Para nós é óbvio: o que para nós é o dia a dia de enfrentamento que a gente faz nem sempre é compreendido pelas estruturas legais. Por isso se fazem necessárias essas vozes todos os dias para que essa mensagem chegue em todos os lugares. E não só chegue, mas que seja compreendida”, disse durante o evento.

    Segundo Guajajara, além das consequências da exploração, da mineração e do desmatamento, o Brasil enfrenta agora uma ameaça internacional relacionada à exploração de terras raras e minerais críticos.

    “Se as terras raras forem exploradas da mesma forma, sem considerar direitos, sem considerar salvaguardas, sem considerar consulta livre, prévia e informada, as consequências não serão diferentes do que é a exploração do petróleo para nossos povos”, disse ela.

    Por isso, destacou a ex-ministra, a criação dessa articulação nasce em momento bastante oportuno. “A gente enfrenta estruturas muito poderosas, como a econômica e a política, que não querem de forma alguma compreender o que a gente faz enquanto contribuição para a vida no planeta. Então, esse fórum de comunidades dos povos tradicionais em defesa da Mata Atlântica se fortalece num momento muito necessário, que é esse momento em que mais da metade da Mata Atlântica já se perdeu.”

    Rede de proteção

    A Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica nasceu como uma grande rede de proteção desse bioma, considerado o berço comum da história e da biodiversidade brasileira.

    Primeiro bioma a sofrer os impactos da colonização, atualmente a Mata Atlântica é ameaçada pelos grandes empreendimentos e pela especulação imobiliária. Outros fatores que também têm contribuído para a sua destruição, dizem os integrantes da aliança, é o turismo exploratório – principalmente com a construção de novos resorts, além do uso de agrotóxicos e da exploração do petróleo e de combustíveis fósseis.

    Dados sobre a Mata Atlântica revelam que restam hoje apenas cerca de 12,4% de sua vegetação original, que originalmente cobria 15% do território brasileiro em 17 estados.

    Apesar disso, a floresta ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais vertebrados, sendo que muitas delas não existem em nenhum outro lugar do mundo.

    Além disso, o bioma é vital para a economia e a vida humana, sendo responsável pelo abastecimento de água de mais de 145 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 70% da população do país.

    “O tema da Mata Atlântica é recorrente em todo país. Praticamente entre todas as comunidades tradicionais do país passa-se pela necessidade de um cuidado maior com a Mata Atlântica. É por conta da Mata Atlântica que nós temos o nosso de comer e o nosso modo de viver”, disse José Wellington Fontes Nascimento, mais conhecido como Wellington Quilombola. Ele é coordenador do Movimento Quilombola de Sergipe, além de pesquisador e agora coordenador executivo da aliança.

    “A Mata Atlântica vem sendo atacada. Em cada estado a gente encontra situações bem parecidas. Por exemplo, na nossa comunidade Quilombo Porto d’Areia já se tornou comum encontrarmos nas ruas animais como cobra, paca, tatu e outros que estão tendo seu habitat destruído. Por conta disso, eles procuram abrigo nas residências”, relatou.

    “Então, nossa intenção é que a gente possa, com essa aliança, chamar atenção não só do governo nas três esferas, mas dos movimentos sociais e do próprio povo para necessidade da preservação da nossa mata e do nosso bioma, que é o nosso modo de ser e de viver.”

    Segundo o líder quilombola, o movimento pretende não só dar visibilidade para o papel que essas comunidades desempenham no manejo sustentável e na conservação ambiental, mas também propor mudanças políticas para evitar a exploração predatória desse bioma.

    “A política que nós precisamos é a política da boa vivência entre as comunidades tradicionais e os povos que também precisam dela. E não será com tanta exploração e com tanta destruição que a gente vai conseguir vencer. Então a gente precisa mudar essa política”, disse ele à Agência Brasil. “A gente quer chamar atenção [para esse problema] e queremos sentar à mesa para conversar [com as autoridades] para tentar mudar essa situação”, reforçou.

  • Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

    Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

    Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

    O texto segue para votação no Senado.

    A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

    O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

    Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

    “Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.

    “Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

    Transição

    De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

    A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

    Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

    >> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

    – escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
    – redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
    – jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

    Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

    A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

    “Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

    A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

    “Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

    A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

    “Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

    Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

    O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

    “Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.

    O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

    >> Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

    .- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

    – Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

    – Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

    – Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

  • Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

    Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

    Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

    Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

    O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%.

    “O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP.

    A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância.

    Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas.

    O aumento ocorre pelo que os pesquisadores destacaram como fatores não cardíacos, e tem relação com a complexidade da cirurgia.

    A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles.

    Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão.

    Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta.

    Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas.

    Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico.

    “A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre.

    Doença de Chagas ainda atinge milhões

    Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

  • Gastos de turistas estrangeiros no Brasil sobem mais de 9%

    Gastos de turistas estrangeiros no Brasil sobem mais de 9%

    Gastos de turistas estrangeiros no Brasil sobem mais de 9%

    Os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil totalizaram nos quatro primeiros meses do ano R$ 20,2 bilhões, 9,2% acima do registrado no mesmo período de 2025. Divulgados nesta quarta-feira (27), os dados são do Banco Central. 

    Somente no mês de abril, os turistas internacionais injetaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, um aumento de 1,2% na comparação com abril de 2025, quando os valores alcançaram R$ 4,14 bilhões.

    “Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo brasileiro transforma a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras”, disse o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

    Nova rota China Brasil

    De acordo com o Ministério do Turismo, o governo do Brasil iniciou na última segunda-feira (25) negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país, para a abertura de rotas entre as duas nações.

    Em reunião em Xangai, o ministro apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia aérea, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.

  • Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas seguem muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões no ano passado e responderam por apenas 2,7% das exportações totais do país. Já os produtos de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões, equivalentes a 37,5% das vendas externas brasileiras.

    O estudo, elaborado com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), aponta que as exportações de alta tecnologia continuam 15 vezes menores que as de baixa intensidade tecnológica.

    Desafio

    Em nota, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, considera que o cenário representa um desafio para a competitividade da indústria brasileira.

    “Um crescimento econômico com qualidade depende do avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica”, destacou.

    Segundo Negri, ampliar a participação desses setores é essencial para diversificar a pauta exportadora brasileira e fortalecer a presença internacional da indústria nacional.

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    Déficit

    O levantamento também mostra que o aumento do consumo no país foi atendido principalmente por produtos importados.

    O volume de importações cresceu 6,1% em 2025, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1997.

    As importações da indústria de transformação atingiram US$ 259,7 bilhões, alta de 8,6% em relação ao ano anterior.

    Segundo a CNI, os setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores responderam por mais da metade das compras externas da indústria.

    Exportações

    Apesar do déficit comercial recorde, as exportações industriais brasileiras cresceram 3,7% em 2025 e somaram US$ 188,4 bilhões.

    A participação da indústria de transformação nas exportações brasileiras subiu de 53,9% para 54,1%. O avanço ocorreu mesmo diante da queda de 1,7% nos preços internacionais dos bens manufaturados.

    Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram participação recorde nas exportações brasileiras em 2025. A categoria respondeu por 22,8% da pauta exportadora e foi impulsionada principalmente pelas vendas de alimentos e bebidas industrializados.

    As exportações de carne bovina para a China tiveram destaque no período.

    Segundo o estudo, os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia concentraram 58% das exportações industriais brasileiras.

    EUA e China

    Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, mesmo com retração de 4,2% nas vendas. As exportações para o mercado estadunidense somaram US$ 30,2 bilhões.

    A China ampliou em 19,4% as compras de produtos industriais brasileiros, totalizando US$ 22 bilhões em 2025. O setor de alimentos foi o principal responsável pelo crescimento das exportações ao país asiático.

    Nas importações, a China manteve a liderança entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com vendas de US$ 70,6 bilhões.

    Argentina

    As exportações brasileiras para a Argentina alcançaram US$ 18,1 bilhões em 2025, avanço de 31,4% sobre o ano anterior.

    O desempenho foi puxado pelo setor automotivo, que registrou crescimento de 57,2% nas vendas ao mercado argentino. Veículos de passageiros, caminhões e autopeças lideraram as exportações para o país vizinho.

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