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  • Amazônia: indígenas catalogam espécies para proteger biodiversidade

    Amazônia: indígenas catalogam espécies para proteger biodiversidade

    Uma iniciativa que une saber ancestral indígena à ciência acadêmica desenvolve o inventário das espécies existentes da Terra Indígena (TI) Panará, na Amazônia. Quase 15 mil indivíduos da fauna e da flora regional já foram registrados em 500 mil hectares na divisa do Pará com Mato Grosso.

    O projeto é promovido pela Conservação Internacional (CI-Brasil) em parceria com a Rede Xingu+, a Associação Indígena Iakiô, universidades públicas e outras organizações sociais. Faz parte de uma estratégia de conservação da biodiversidade na região pressionada pelo garimpo ilegal e outras atividades irregulares.

    Os pesquisadores indígenas e das universidades públicas trabalham juntos em trilhas pelo território para a coleta de imagens e de amostras de espécies e de água do Rio Rriri, afluente do Rio Xingu que atravessa a TI, e também para inclusão de dados no inventário.

    “Foi muito bom trabalhar junto com pesquisadores não indígenas. Um ensinou ao outro”, afirma o pesquisador Kiarysy Kaiabi Panará, conhecido como Cutia.

    Segundo a diretora do programa Povos Indígenas e Comunidades Locais da CI-Brasil, Renata Pinheiro, enquanto os acadêmicos trazem conhecimento tecnológico sobre as ferramentas de catalogação, os pesquisadores indígenas dominam o conhecimento sobre o território.

    “Os Panará sabem ler a floresta de um jeito que nenhum instrumento científico consegue substituir. Eles conhecem a alimentação de cada animal, como se movimenta, e esse conhecimento alimenta diretamente a ciência que construímos juntos”, destaca.

    Tecnologia

    Para a coleta de dados, os pesquisadores indígenas receberam capacitação sobre o uso de ferramentas como o GPS, o aplicativo de catalogação das espécies e a instalação de câmeras trap, ativadas por movimento ou pelo calor emitido por animais que se aproximam.

    Segundo a pesquisadora Pentê Panará, o trabalho foi além do conhecimento tecnológico. Também permitiu conhecer espécies difíceis de serem avistadas sem a ajuda das câmeras com sensores.

    “Quando as câmeras capturaram os bichos de pelo, a gente conseguiu identificar mais bichos do que a gente conhece. Depois disso, eu também fiquei muito feliz em conhecer essa parte da pesquisa com a tecnologia”, diz.

    Escolhida pelos integrantes da aldeia Panará Sõnkârãsãn, onde vive, Pentê considera importante a participação de mulheres na equipe que desenvolveu o estudo.

    “Toda vez que eu voltava do trabalho de pesquisa, as outras mulheres me perguntavam sobre o que estávamos fazendo e como era trabalhar com essa parte de tecnologia. Acho que outras mulheres Panará também gostariam de participar”, afirma.

    Descoberta

    Entre as plantas, animais e insetos de 602 espécies, 27 estão criticamente em perigo de extinção. E uma árvore está sendo analisada como uma possível descoberta para a ciência, embora já seja uma antiga conhecida do povo Panará.

    Chamada de Já pelos Panará, a árvore é um dos indivíduos marcados, que teve imagem e amostra coletadas em uma das expedições realizadas pelo grupo de pesquisadores.

    De acordo com Renata Pinheiro, a descoberta ainda não foi confirmada nem revisada por botânicos porque é recente, e a coleta das amostras ainda não está completa. “A gente ainda precisa conseguir coletar esse indivíduo novamente durante a estação da floração para conseguir fazer essa análise”, explica.

    Dados

    Segundo a diretora, o trabalho foi interrompido por falta de recursos para mais uma rodada de expedições, mas a expectativa é que o programa ainda seja retomado para que seja possível concluir o inventário.

    Para a pesquisadora indígena Pentê Panará, ainda há muito a ser revelado. “Durante essa pesquisa, toda vez que a gente andava na mata, a gente encontrava rastro de outros bichos. Dá até pra saber o caminho onde eles andam. Para mim, ainda tem muitos mais.”

    Ao final do inventário, todo o resultado do programa será analisado pelos pesquisadores indígenas para a disponibilização aberta dos dados no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SIBBr), que reúne os registros de ocorrência de espécies, coleções biológicas e conjuntos de dados científicos.

    “Tem todo um procedimento que precisa ser feito para os pesquisadores indígenas estarem nessa plataforma como detentores e autores desse conhecimento, e isso ficar registrado na plataforma. Assim, cada vez que uma outra instituição de pesquisa, por exemplo, precisar acessar essas informações, eles são procurados”, explica Renata Pinheiro.

    Como o trabalho de pesquisa foi feito em conjunto com pesquisadores de universidade que também desenvolvem trabalhos acadêmicos com base no programa, um protocolo para a liberação de publicações foi desenvolvido pela CI-Brasil.

    “Tudo que está sendo negociado para ser publicado, os pesquisadores não indígenas gravaram vídeos ou áudios explicando aos Panará a publicação, quais seriam os dados utilizados, qual o objetivo e o que vai ser tratado. Os pesquisadores Panará e a comunidade para que acrescentem a sua visão sobre o tema”, diz Renata.

    A partir dessa análise, a publicação é liberada para que os pesquisadores não indígenas levem o conhecimento à comunidade acadêmica.

    “A gente estabeleceu esse protocolo, e tudo que foi feito até agora vem ao encontro da tradição oral dos povos indígenas, para que todos tivessem esse cuidado de colocar essas informações na oralidade, num vídeo, para que os Panará conseguissem entender e reagir ao que estava sendo colocado ali”, conclui.

  • Cheias em Mianmar agravam crise alimentar e mobilizam ajuda urgente

    Cheias em Mianmar agravam crise alimentar e mobilizam ajuda urgente

    Mianmar está atravessando uma época de fortes chuvas e cheias que afetam mais de 32 mil pessoas em quase 100 vilarejos do país do sudeste asiático. As enchentes se intensificaram no final do mês passado levando ao rompimento de barragens e mais inundações.

    O Programa Mundial de Alimentos, WFP, deu início a uma operação emergencial com a distribuição de comida nutritiva para atender comunidades vulneráveis.

    Mobilização e assistência imediata

    Mianmar, a antiga Birmânia, já estava enfrentando uma crise política antes do desastre natural.

    Em 2021, um golpe de Estado tirou do poder a ex-líder birmanesa, Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, que está presa desde então. Um conflito no estado de Rakhine tem causado a fuga de birmaneses para Bangladesh, o país vizinho.

    Os impactos dos deslocamentos forçados, conflitos armados, crise econômica e alto preço dos alimentos juntam-se à emergência das cheias que atingem o país.

    O WFP estima que 12,4 milhões de pessoas estejam em situação de fome em Mianmar. A agência da ONU enviou 20 toneladas de alimentos a parceiros locais para apoiar a população.

    Necessidade de recursos

    O impacto total das inundações ainda está sendo analisado.

    O WFP segue monitorando a evolução dos estragos e avaliando as necessidades nas demais áreas afetadas.

    A agência tem recursos para expandir a assistência humanitária, mas ressalta que o financiamento é crucial para garantir que as famílias recebam a ajuda rapidamente.

  • Contran aprova novas regras para fiscalização da Lei Seca

    Contran aprova novas regras para fiscalização da Lei Seca

    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (17) novas regras para os procedimentos de fiscalização da Lei Seca (Lei nº 11.705/2008), que busca inibir o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas em todo o Brasil.

    Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, os conselheiros não criaram nenhum novo tipo de infração, limitando-se a atualizar e regulamentar alguns procedimentos de fiscalização em vigor desde 2013.

    Com a nova regulamentação, os conselheiros estabeleceram critérios claros para a triagem de condutores, bem como para a aplicação dos testes de presença de álcool e/ou de outras substâncias psicoativas e para os retestes.

    A resolução também define novos critérios para o uso dos equipamentos de fiscalização e prevê a atualização do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, para padronizar a atuação dos agentes de trânsito em casos em que os condutores se recusem a se submeter ao teste de alcoolemia.

    “Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos; disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição”, antecipou a Secom.

    Ainda de acordo com a secretaria, as novas regras nacionais já são aplicadas nas operações nacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e em vários estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    Triagem e reteste

    A resolução institui uma fase de triagem durante as operações de fiscalização de trânsito, durante a qual o órgão responsável poderá empregar o pré-teste ou o teste passivo de alcoolemia.

    “O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool”, informou a Secom, explicando que, nesses casos, será necessária a continuidade das avaliações probatórias previstas na norma.

    A nova regra determina em quais situações o reteste deverá ser realizado. “A medida será necessária quando algum fator técnico ou operacional comprometer a obtenção de um resultado válido, inclusive para afastar eventual detecção de álcool residual no trato respiratório superior”, acrescentou a Secom.

    Caso o motorista alegue ter ingerido algum produto que possa ter deixado temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor, enxaguantes bucais e pão de forma, uma nova avaliação terá que ser feita “posteriormente”, antes de qualquer conclusão.

    Nos casos em que registrarem auto de infração, os agentes de fiscalização deverão anotar ao menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor.

    A nova resolução estabelece que, para identificar outras substâncias além do álcool, os servidores dos órgãos de trânsito poderão usar equipamentos tecnicamente certificados por organismos certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A regulamentação estabelece os procedimentos para o uso desses equipamentos, sem vincular a fiscalização a uma tecnologia ou ferramenta específica.

    A resolução entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União ─ o que, segundo a Secom, deve ocorrer em breve ─, com exceção das alterações que atualizam as fichas de fiscalização e os códigos de enquadramento das infrações, que começam a valer 60 dias após a publicação. Durante esse período, continuarão em uso os códigos atualmente vigentes.

    Para explicar as principais mudanças resultantes da resolução, a Secom elaborou um texto com perguntas e respostas básicas sobre a medida. Veja abaixo os principais esclarecimentos.

    O que são substâncias psicoativas?

    São substâncias capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central e comprometer a capacidade de dirigir, como substâncias ilícitas e outras substâncias que determinem dependência.

    O equipamento identifica qual substância foi consumida?

    Sim. A Resolução prevê que o auto de infração deverá conter, entre outras informações, o tipo de substância detectada pelo equipamento.

    O equipamento informa a quantidade da substância?

    Não. O resultado é qualitativo, indicando a presença da substância psicoativa, e não sua concentração.

    Os equipamentos poderão ser utilizados imediatamente?

    A utilização dependerá da disponibilidade dos órgãos fiscalizadores e da existência de equipamentos certificados conforme os requisitos estabelecidos pela Resolução.

    Somente poderão ser utilizados equipamentos certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo regulado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

    A pessoa poderá se recusar a realizar o teste?

    A recusa continua sujeita às consequências previstas no art. 165-A do CTB, conforme disciplinado pela Resolução. E os agentes de fiscalização ainda poderão usar os sinais de alteração da capacidade psicomotora, pois a verificação dos sinais permanece como um dos meios de fiscalização previstos na Resolução.

    O bafômetro deixa de existir?

    Não. O etilômetro continua sendo utilizado normalmente para fiscalização do consumo de álcool. A novidade é a inclusão de equipamentos específicos para outras substâncias psicoativas.

    A fiscalização pode ser realizada mesmo sem o novo equipamento?

    Sim. A verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora continua sendo um dos meios legalmente previstos para a fiscalização, assim como o etilômetro nos casos de consumo de álcool.

    *Com informações divulgadas pela SECOM/Presidência

  • Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    O Brasil vai doar até 10 toneladas de arroz à Colômbia, depois de o país ser atingido por terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter em 10 de agosto. Os grãos fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    De acordo com a autorização publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18), os alimentos serão destinados ao país vizinho como parte de uma ação de assistência humanitária internacional.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficará responsável por operacionalizar o repasse. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) coordenarão a iniciativa.

    PAA

    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma política pública voltada à compra de produtos da agricultura familiar para abastecimento de instituições e ações de segurança alimentar.

    A autorização excepcional permite que alimentos adquiridos pelo programa sejam destinados à cooperação humanitária internacional.

  • Comércio cresceu 3,0% em junho, mas acumula queda de 0,7% nas vendas do primeiro semestre no AM

    Comércio cresceu 3,0% em junho, mas acumula queda de 0,7% nas vendas do primeiro semestre no AM

    O comércio varejista do Amazonas liderou o crescimento das vendas no país em junho de 2026, registrando a 1ª posição nacional com uma alta de +3,0% em relação ao mês anterior (na série com ajuste sazonal). Apesar da forte reação pontual no encerramento de junho, o varejo restrito amazonense fechou o primeiro semestre de 2026 com retração de -0,7% na comparação com o mesmo período de 2025 (ficando em 6º lugar na Região Norte), mantendo a taxa acumulada em 12 meses no patamar de -0,7%. Por outro lado, o Comércio Varejista Ampliado — que inclui setores como veículos, peças e materiais de construção — reagiu +1,5% em junho (após dois meses de quedas) e garantiu o fechamento da primeira metade do ano no campo positivo, acumulando alta de +1,8% no 1º semestre e +0,7% em 12 meses. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.

    Principais variáveis

    O volume de vendas apresentou uma reação expressiva em junho com relação a maio de 2026 na série livre de efeitos sazonais. O avanço de 3,0% indica um aquecimento do consumo pontual no último mês do semestre.

    Apesar da aceleração mensal, as vendas do mês de junho ficaram ligeiramente abaixo do patamar observado no mesmo mês do ano anterior (-0,6%).

    No fechamento do primeiro semestre (-0,7%). No acumulado de janeiro a junho de 2026, o varejo amazonense fechou a primeira metade do ano com retração de 0,7% em relação ao primeiro semestre de 2025. Esse resultado consolida um período de relativa estabilidade, porém com ligeiro viés negativo no consumo das famílias no estado.

    A taxa acumulada em 12 meses mantém o patamar de -0,7%, demonstrando alinhamento entre a tendência semestral recente e o comportamento de médio prazo do comércio varejista local.

    Ranking mês/mês anterior

    O Amazonas alcançou a 1ª posição nacional no ritmo de crescimento das vendas em junho de 2026, liderando o ranking de todas as 27 Unidades da Federação com um avanço de +3,0% em relação ao mês de maio (série com ajuste sazonal). Esse resultado representa uma forte reação de curto prazo do comércio varejista amazonense no fechamento do primeiro semestre, superando todos os demais estados da Região Norte e do Brasil.

    Primeiro semestre de 2026

    No primeiro semestre de 2026, Tocantins (+7,2%) e Acre (+6,3%) destacaram-se com as maiores altas acumuladas do semestre na região, impulsionados pela dinâmica das economias locais e efeitos de base favoráveis. Rondônia (+2,4%), Amapá (+1,9%) e Roraima (+1,8%) sustentaram desempenho positivo no período.

    O Amazonas encerrou a primeira metade de 2026 na 6ª colocação regional, com uma queda acumulada de -0,7% no volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o estado tenha registrado uma forte recuperação pontual na margem no mês de junho (com alta de +3,0% com ajuste sazonal), esse avanço no último mês do semestre não foi suficiente para reverter a tendência negativa acumulada ao longo dos primeiros meses do ano.

    Juntos, Amazonas (-0,7%) e Pará (-1,6%) representaram o lado negativo da tabela da Região Norte no semestre. Por possuírem os maiores pesos na estrutura demográfica e econômica regional, a retração observada nesses dois estados exerceu pressão contrária sobre o indicador global do comércio nortista no período.

    Comércio ampliado

    Comércio Varejista Ampliado engloba todas as atividades do comércio varejista restrito (como supermercados, farmácias, vestuário, móveis, eletrodomésticos), acrescidas de dois setores de grande relevância econômica e alto valor unitário: Veículos, motocicletas, partes e peças; Material de construção e o segmento de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

    Após registrar quedas expressivas nos meses de abril (-5,2%) e maio (-1,9%), o volume de vendas do varejo ampliado no Amazonas voltou a crescer em junho de 2026, com uma alta de +1,5% livre de efeitos sazonais. Essa reação ao final do trimestre contribuiu decisivamente para estabilizar o desempenho do setor no encerramento da primeira metade do ano.

    Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas cresceu +3,4%, superando significativamente o desempenho do varejo restrito no mesmo período (-0,6%). Isso evidencia o forte papel impulsionador exercido pelas vendas de veículos/peças e materiais de construção no mês.

    Fechamento do 1º Semestre no Campo Positivo (+1,8%): Enquanto o varejo restrito encerrou o primeiro semestre com leve queda (-0,7%), o comércio ampliado fechou os seis primeiros meses de 2026 com crescimento acumulado de +1,8%.

    O indicador acumulado em 12 meses avançou de +0,4% em maio para +0,7% em junho, sinalizando uma ligeira aceleração na trajetória de médio prazo do comércio ampliado amazonense.

    Média móvel trimestral

    No trimestre móvel terminado em junho de 2026, a média móvel trimestral apresentou recuo de -0,3% no Brasil e de -1,2% no Amazonas em relação ao trimestre móvel encerrado em maio de 2026.

    O cenário para os próximos meses é de recuperação gradual sob vigilância. O resultado de junho trouxe o primeiro impulso, mas a confirmação de uma trajetória de crescimento consistente dependerá da média móvel trimestral voltar ao terreno positivo a partir dos dados do início do segundo semestre.

     

  • Manaus instala primeiro Painel de Mensagem Variável para orientar motoristas em tempo real

    Manaus instala primeiro Painel de Mensagem Variável para orientar motoristas em tempo real

    Manaus passou a contar com o primeiro Painel de Mensagem Variável (PMV) da cidade, equipamento destinado a informar motoristas, em tempo real, sobre as condições do trânsito. A estrutura foi instalada na avenida Mário Ypiranga Monteiro, na subida do viaduto Miguel Arraes, na zona Centro-Sul.

    O painel poderá transmitir informações sobre acidentes, interdições, obras, congestionamentos e outras ocorrências que possam interferir na circulação de veículos. A proposta é antecipar a comunicação aos condutores para que eles possam identificar alterações no trânsito e buscar rotas alternativas.

    Instalado pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o equipamento possui oito metros de largura por dois metros de altura e conta com iluminação em LED, recurso que amplia a visibilidade das mensagens para motoristas e pedestres.

    Além do primeiro painel, outros sete equipamentos estão previstos para ser instalados em pontos estratégicos de Manaus. A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da sinalização e à melhoria da segurança viária na capital.

    No entorno do viaduto Miguel Arraes, também foram realizadas intervenções como implantação de novas faixas de pedestres e linhas de retenção, instalação de tachões refletivos e revitalização da pintura das estruturas de concreto.

    Segundo dados divulgados pelo município, as ações de sinalização viária já alcançaram 65 bairros e 866 vias. Nesse trabalho, foram executados 64 mil metros quadrados de sinalização horizontal, além da implantação de 659 faixas de pedestres e 714 placas de sinalização vertical.

    Com a expansão dos Painéis de Mensagem Variável, a expectativa é ampliar os canais de comunicação entre os órgãos de trânsito e os usuários das vias, especialmente em situações que exigem mudanças rápidas no deslocamento pela cidade.

  • Homem é preso com revólver e 4 munições durante abordagem na AM-070

    Homem é preso com revólver e 4 munições durante abordagem na AM-070

    Um homem de 33 anos foi preso após ser flagrado com um revólver calibre 38 e quatro munições durante uma abordagem policial na tarde desta segunda-feira (17), na rodovia AM-070, no Amazonas.

    A abordagem aconteceu por volta das 18h20, no Posto de Policiamento Rodoviário (PPR) 02, localizado no trecho de acesso à Ponte Jornalista Phelippe Daou, no sentido Manaus.

    Segundo o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), os policiais realizavam uma fiscalização quando abordaram uma caminhonete Chevrolet S10. Durante a ação, a equipe percebeu que o motorista apresentava comportamento considerado nervoso e decidiu realizar uma revista no veículo.

    Durante a vistoria, os policiais encontraram um revólver calibre 38, da marca Taurus, com quatro munições intactas. A arma estava guardada no console da caminhonete.

    O motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Iranduba, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.

    Ainda conforme o BPTran, o homem não apresentava hematomas ou escoriações no momento em que foi conduzido pelos policiais.

    A prisão ocorreu durante o primeiro turno de serviço do Batalhão de Policiamento de Trânsito nesta segunda-feira (17). As circunstâncias relacionadas à posse da arma deverão ser analisadas durante o procedimento policial.

  • Incêndio destrói parte de residência e mata cachorro no bairro Coroado, em Manaus

    Incêndio destrói parte de residência e mata cachorro no bairro Coroado, em Manaus

    Um incêndio atingiu uma residência na tarde desta terça-feira (18), na rua Hugo de Abreu, no bairro Coroado, zona Leste de Manaus. As chamas destruíram parte do imóvel e consumiram móveis e outros objetos que estavam no local.

    Segundo moradores, o fogo teria começado em um dos quartos, onde havia um aparelho de ar-condicionado ligado. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades e deverá ser investigada.

    A parte superior da residência foi a mais atingida. O imóvel possuía estruturas de madeira e forro de PVC, materiais que foram consumidos rapidamente pelas chamas.

    O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado e realizou o combate ao incêndio. Após controlar o fogo, as equipes permaneceram no endereço para fazer o rescaldo e o resfriamento da estrutura, evitando possíveis novos focos.

    Família não estava em casa

    De acordo com moradores, ninguém estava na residência no momento em que o incêndio começou. A família teria saído do imóvel para buscar uma criança na escola.

    Um dos moradores contou que chegou do trabalho por volta das 16h30 e encontrou a casa tomada pela fumaça e pelas chamas. Apesar da intensidade do incêndio, nenhum integrante da família ficou ferido.

    Cachorro morre durante incêndio

    Um cachorro que estava dentro da residência não conseguiu escapar e morreu durante o incêndio. O animal foi encontrado após o controle das chamas.

    Outros cães que também estavam no imóvel conseguiram sobreviver. A morte do animal causou comoção entre os moradores e familiares.

    Vizinhos ajudaram no combate

    Enquanto aguardavam a chegada do Corpo de Bombeiros, moradores das casas vizinhas se mobilizaram para tentar conter o avanço das chamas. Baldes e mangueiras foram utilizados para jogar água na residência e evitar que o fogo atingisse imóveis próximos.

    A grande proximidade entre as casas aumentou o risco de propagação do incêndio. A fumaça também se espalhou pela região e, segundo relatos, algumas pessoas precisaram deixar temporariamente suas residências. Uma pessoa teria passado mal e precisado de atendimento médico.

    Imóvel ficou bastante danificado

    Após o combate ao fogo, a residência ficou com a estrutura bastante comprometida. O forro de PVC derreteu e partes de madeira foram destruídas pelas chamas.

    Os bombeiros realizaram o rescaldo e verificaram possíveis pontos de calor para evitar uma nova ocorrência.

    As causas do incêndio ainda serão apuradas. A suspeita de que o fogo tenha começado no ar-condicionado foi apresentada por moradores e não representa, até o momento, uma conclusão oficial.

    A família perdeu praticamente todos os bens que estavam dentro da residência e deverá precisar de apoio para recuperar o imóvel e reconstruir a moradia.

  • Nas redes sociais, amigos e fãs homenageiam Laura Cardoso

    Nas redes sociais, amigos e fãs homenageiam Laura Cardoso

    Amigos, colegas de trabalho, fãs e admiradores prestaram homenagens à trajetória da atriz Laura Cardoso, que faleceu aos 98 anos, em sua casa, em São Paulo. A informação foi confirmada nesta terça-feira (18) em seu perfil no Instagram.

    A cantora e atriz Zezé Motta salientou que a arte brasileira dá adeus a “uma de suas maiores damas”, ao publicar uma foto de Laura. “Laura foi grande, foi inteira, foi eterna”, diz a legenda da postagem.

    A atriz Lilia Cabral relembrou o último encontro que teve com a atriz, enfatizando o impacto de seu legado na televisão brasileira: “ela representa a nossa arte, ela é e sempre será a nossa inspiração.”

    As duas atrizes contracenaram nas novelas Chocolate com Pimenta (2003) e Império (2014), ambas na emissora Globo.

    “Na minha memória ela sempre estará presente e tenho certeza que na memória de muitos brasileiros também”.

    Outra atriz que homenageou a artista foi Lúcia Veríssimo. Ela contou que conheceu Laura no filme que fizeram juntas, Um Casal de 3, em 1982.

    “Daí para sempre tive o imenso prazer de tê-la como amiga querida. Te agradeço imensamente por todo carinho que você sempre teve comigo, assim como pelas gargalhadas infinitas que você provocou em mim com suas façanhas e pelas maravilhosas atuações”.

    Já a atriz Fabiana Karla não poupou elogios para homenagear a carreira da amiga. Karla relembrou que dividiram o palco na peça Hoje Eu Me Chamo Dinorá e da dedicação da amiga, “que chegava 15h no teatro para se preparar para seu público às 21h.”

    “Trabalhar ao lado dela foi uma lição de ofício e de vida.”

    O ator Miguel Falabella homenageou a artista compartilhando uma foto de ambos e destacando: “Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”.

    Já o ator Ary Fontoura lembrou da atriz como uma “amiga querida” e “companheira de tantas caminhadas”, acrescentando que “essa luz, esse sorriso e esse brilho jamais serão esquecidos”.

    O ator José de Abreu postou no X duas fotos ao lado de Laura em que trabalharam juntos nas novelas Desejo Proibido (2009) e A Dona do Pedaço (2019): “amor de todos nós”.

    O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lembrou da trajetória da atriz: “Laura Cardoso ajudou a construir o nosso teatro e a nossa televisão.”

    “Sua imagem estará sempre na memória de gerações que se acostumaram com sua presença nas dezenas de novelas que embalaram as noites das famílias brasileiras.”

    Lula lembrou que em 2007 a atriz foi agraciada com a Ordem do Mérito Cultural, tendo sido promovida, em 2025, para o grau de Grã-Cruz do Mérito Cultural.

    Laura Cardoso foi velada na manhã desta terça-feira (18) na Bela Vista, em São Paulo, em cerimônia para a família e amigos.

    *Estagiário da Agência Brasil sob coordenação de Odair Braz Junior

  • Homem morre após ser encontrado gravemente ferido em área de mata em Manacapuru

    Homem morre após ser encontrado gravemente ferido em área de mata em Manacapuru

    Anderson Oliveira da Rocha, de 31 anos, morreu na segunda-feira (17), após ser encontrado gravemente ferido em uma área de mata no município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus. Segundo familiares, o homem teria sido sequestrado e agredido por integrantes de um suposto “tribunal do crime”.

    Conforme informações registradas no Boletim de Ocorrência, Anderson foi localizado após sofrer diversas agressões. Ele foi socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu aos ferimentos.

    Informações preliminares apontam que Anderson teria sido acusado de praticar roubos no município. A família afirma que ele teria sido amarrado a um poste e submetido a uma série de agressões.

    A Polícia Civil do Amazonas investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte, identificar os responsáveis pelas agressões e verificar a motivação do crime.

    Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso. A polícia também deverá apurar se o homem foi efetivamente sequestrado e se houve participação de outras pessoas na ação.

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