Blog

  • Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos

    Denúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos

    As denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobrou no decorrer da década, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2020, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) recebeu 73.635 ocorrências, número que subiu para 165.413 em 2025, representando crescimento de 125%.

    Os dados foram analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e divulgados nesta terça-feira (30). Segundo a pesquisa, entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notificações que envolviam vítimas de 0 a 18 anos.

    A grande maioria das denúncias foram protocoladas por garotas. Enquanto os meninos aparecem em 38% dos casos, as meninas e adolescentes do sexo feminino representaram 62% das vítimas. Em relação ao perfil racial, 49,1% das vítimas foram classificadas como pardas, 35,7% como brancas e 7,6% como negras.

    A violência sexual apareceu como a ocorrência mais frequente, ao concentrar 34% das notificações. Em seguida aparecem casos de negligência e abandono, com 33,3%, e violência física, com 32,9%.

    O estudo ressalta que o ambiente doméstico é o local em que ocorre a maioria das agressões. A mãe da vítima foi identificada como a agressora em 34% dos casos, enquanto o pai teve envolvimento em 26% das ocorrências registradas.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Na análise de faixa etária, a adolescência concentra 43% das notificações, com 294.010 registros. Entre a primeira infância, que atinge crianças de até 6 anos, surgiram 256.601 casos (375), e na segunda infância, entre 7 e 12 anos, foram 135.018 casos (20%).

    Crescimento nacional

    Para o psiquiatra e presidente da SPDM Ronaldo Laranjeira, o volume de notificações demonstra que a violência contra crianças e adolescentes segue como um grave e persistente problema no país.

    “Quando uma criança ou adolescente é vítima de violência, os impactos podem ultrapassar o momento da agressão e se estender por toda a vida. Estamos falando de consequências físicas, emocionais, sociais e educacionais que podem comprometer o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras. Por isso, é fundamental fortalecer a atuação integrada entre saúde, assistência social, educação e sistema de justiça”, afirma Laranjeira.

    No período analisado, todas as regiões do Brasil registraram aumento nas notificações. Os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 52% de todas as notificações registradas no período analisado.

    O Nordeste liderou o ranking de variação percentual com um salto de 1.200%, seguido das regiões Norte (809%), Centro-Oeste (508%), Sul (421%) e Sudeste (221%).

    Para a SPDM, os resultados reforçam a importância da qualificação contínua dos profissionais para identificação precoce dos sinais de violência, do fortalecimento das redes de proteção e da ampliação das ações de prevenção voltadas às famílias e comunidades.

     

  • Saúde lança plano para enfrentar El Niño e mudanças climáticas

    Saúde lança plano para enfrentar El Niño e mudanças climáticas

    O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (3) uma série de medidas com o objetivo de preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os efeitos do El Niño e os impactos das mudanças climáticas na saúde.

    O plano prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões para aumentar a capacidade de preparação e resposta da saúde pública a eventos climáticos extremos, incluindo 27 metas e 93 ações com planejamento até 2035.

    A proposta inclui antecipar riscos climáticos e emitir alertas; preparar serviços de saúde resilientes; proteger a população, sobretudo em regiões mais vulneráveis; e fortalecer a capacidade do SUS de responder e reconstruir territórios afetados.

    O programa tem como base cinco frentes com o objetivo de antecipar riscos e responder de forma mais rápida:

    1. coordenação (sala de situação, articulação com estados, municípios e Defesa Civil);
    2. fortalecimento da capacidade de saúde (equipes mobilizadas e reforço a territórios isolados);
    3. comunicação (orientações claras para gestores, profissionais de saúde e população);
    4. vigilância e alertas (monitoramento de riscos climáticos, sanitários e epidemiológicos); e
    5. reforço de insumos (medicamentos, vacinas, água segura e estrutura para resposta rápida).

    O plano também prevê a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. O primeiro deles, de acordo com a pasta, será inaugurado na quarta-feira (1º) na Bahia.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Excesso de calor

    Outra ferramenta prevista é o Painel Nacional de Excesso de Calor, desenvolvido com o objetivo de apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos riscos associados ao calor extremo, incluindo um sistema de alerta precoce com até cinco dias de antecedência.

    As ações incluem ainda a expansão da Força Nacional do SUS para oito bases nas cinco regiões do país, permitindo resposta mais rápida às emergências, apoio em eventos de massa e situações de desastre e estruturação da capacidade local de pronta resposta.

    De acordo com a pasta, a ideia é que as equipes tenham capacidade de atender a qualquer tipo de emergência em até 12 horas, além de iniciar ações compatíveis com a complexidade do desastre em questão em até 72 horas.

    O ministério também trabalha com um protocolo específico sobre calor para idosos, com orientações que incluem:

  • oferecer água mesmo sem sede;
  • evitar exposição ao sol durante os horários mais quentes;
  • manter a casa ventilada, fresca e arejada;
  • conferir se medicamentos de uso contínuo estão sendo tomados corretamente;
  • usar soro fisiológico em caso de ressecamentos dos olhos ou das narinas.
  • Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a pasta considera a crise climática como uma crise de saúde pública.

    “A crise na saúde pública decorrente das mudanças climáticas é, talvez, uma das faces mais dolorosas e mais evidentes para a população dos impactos das mudanças climáticas”.

    Ele destacou que um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contabilizou 120 mil mortes ao longo dos últimos 20 anos diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em várias regiões do país.

    “A mitigação é muito importante, o esforço para reduzir emissões de carbono que impactam as mudanças climáticas é muito importante e necessário, mas a adaptação dos sistemas de saúde é algo urgente”, concluiu Padilha.

  • El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

    El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

    O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente , o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

    De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

    Previsão para os próximos meses

    A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

    Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

    Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

    Monitoramento contínuo e previsão de impactos

    O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

    Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

    A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

  • Construção civil aquecida impulsiona emissão de alvarás da Prefeitura de Manaus, aponta pesquisa do IBGE

    Construção civil aquecida impulsiona emissão de alvarás da Prefeitura de Manaus, aponta pesquisa do IBGE

    O aquecimento da construção civil no Amazonas também se reflete nos indicadores do licenciamento urbano da Prefeitura de Manaus. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) 2024, mostram que o Estado movimentou R$ 6,1 bilhões em incorporações, obras e serviços da construção, sendo R$ 2,6 bilhões concentrados na construção de edifícios, segmento de maior participação na atividade econômica.

    Em sintonia com esse cenário de crescimento, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), registrou aumento de 23% na área licenciada para construção em 2024. Ao longo do ano, foram emitidos alvarás que somaram 1.094.478,61 metros quadrados de novas edificações, frente aos 891.427,55 metros quadrados licenciados em 2023.

    O desempenho confirma o fortalecimento do setor da construção civil na capital e demonstra o aumento da procura pelo licenciamento urbanístico, etapa fundamental para garantir que empreendimentos e edificações sejam executados de acordo com a legislação municipal, oferecendo mais segurança jurídica, técnica e urbanística para investidores e cidadãos.

    Para o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto, os números mostram que Manaus vive um ambiente favorável aos investimentos. “O licenciamento urbanístico é uma das portas de entrada desse processo, porque oferece segurança jurídica para quem empreende e garante que o crescimento da cidade ocorra de forma ordenada. Quando emitimos mais alvarás, movimentamos toda a cadeia da construção civil, geramos empregos, renda e fortalecemos o desenvolvimento econômico da capital”, afirmou.

    Dados

    Nos últimos cinco anos e quatro meses, entre janeiro de 2021 e maio de 2026, o sistema de licenciamento da Prefeitura de Manaus contabilizou mais de 6,3 milhões de metros quadrados licenciados por meio da emissão de novos alvarás de construção.

    Além de assegurar o ordenamento urbano, o crescimento na emissão dos alvarás também movimenta a economia local. Conforme parâmetros utilizados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o volume de licenciamento realizado pelo Implurb contribuiu para a geração de mais de 35 mil empregos diretos e indiretos em Manaus, abrangendo atividades da construção civil, prestação de serviços, comércio de materiais e toda a cadeia produtiva do setor.

    O cenário acompanha o desempenho estadual apontado pela Paic 2024. Segundo o IBGE, o Amazonas ocupa a segunda posição da região Norte em número de pessoas ocupadas na construção civil, com 25,9 mil trabalhadores, reforçando a importância do segmento para a economia amazonense.

    Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, o crescimento dos indicadores demonstra que o planejamento urbano e o desenvolvimento econômico caminham juntos. “O papel do Implurb é garantir que esse desenvolvimento aconteça com responsabilidade, organização e qualidade, contribuindo para uma Manaus preparada para o presente e para o futuro”, disse.

  • Brasil reconhece, por lei, a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas

    Brasil reconhece, por lei, a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas

    Sete municípios alagoanos agora fazem parte de um circuito oficial de viagens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.444, que institui a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas, um projeto que nasce com o objetivo de incentivar e fortalecer o turismo de aventura, de natureza e histórico na região.

    A lei é assinada também pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que celebrou a criação da rota, afirmando que a medida valoriza a preservação da história e da diversidade cultural do Nordeste. “Os sete municípios que fazem parte da rota guardam um patrimônio arquitetônico, material e imaterial riquíssimo. Agora, nosso papel é transformar esse imenso potencial, levando mais turistas para a região, estruturando, qualificando e promovendo esse roteiro, o que vai gerar mais emprego e renda para o povo alagoano”, disse.

    Conheça a rota

    A rota abrange cidades que possuem patrimônios reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan):

    * Marechal Deodoro: primeira capital de Alagoas, preserva casarões, igrejas e conjuntos arquitetônicos do período colonial;

    * Penedo: às margens do Rio São Francisco, reúne um dos mais importantes conjuntos históricos coloniais do Nordeste, com igrejas e construções dos séculos 17 e 18;

    – Piranhas: teve papel estratégico na navegação do Rio São Francisco durante os Períodos Imperial e Republicano;

    * Delmiro Gouveia: recebeu a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, inaugurada em 1913. Possui herança ligada à industrialização do sertão nordestino;

    – União dos Palmares: o município abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra no período colonial;

    – Porto Calvo: uma das cidades mais antigas de Alagoas, teve importância estratégica no Período Colonial e em conflitos entre portugueses e holandeses;

    – Água Branca: possui construções históricas ligadas à ocupação colonial do interior nordestino.

    A nova legislação garante o apoio direto de programas oficiais, via Ministério do Turismo, voltados ao planejamento, à divulgação e à estruturação das atrações locais, com foco no fortalecimento do turismo, de forma integrada.

  • Manaus é sede de Teste-Piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua

    Manaus é sede de Teste-Piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua

    O Censo Nacional da População em Situação de Rua se destina à contagem e à caracterização demográfica e socioeconômica da população em situação de rua do país, constituindo-se como instrumento essencial para o fortalecimento das políticas públicas voltadas a esse grupo populacional, ao fornecer uma base estatística robusta, padronizada e comparável em âmbito nacional. Sua realização permite identificar, com rigor metodológico, a distribuição territorial, o perfil sociodemográfico e as condições de vida da população em situação de rua, suprindo lacunas históricas decorrentes da fragmentação e heterogeneidade das fontes existentes.

    A produção dessas informações qualificadas subsidia o planejamento governamental, aprimora a alocação de recursos e orienta a implementação de ações intersetoriais mais eficazes, contribuindo para a promoção de direitos, para a redução de vulnerabilidades e para o fortalecimento da capacidade do Estado em responder de maneira integrada, transparente e baseada em evidências.

    O Decreto n. 7.053, de 23 de dezembro de 2009, que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua, define a população em situação de rua como: “o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”.

    Para viabilizar a realização de um Censo, esse conceito precisará ser operacionalizado de acordo com as necessidades inerentes à produção de estatísticas oficiais, considerando-se as dificuldades de aplicação de quesitos em entrevistas presenciais e os diversos obstáculos contextuais colocados à obtenção de informações específicas junto ao grupo populacional de interesse.

    O consenso em torno de critérios básicos para operacionalizar o conceito é de que são: pessoas em situação de rua as pessoas que dormiram nas ruas, instituições ou ocupações não residenciais por pelo menos 1 noite nos últimos 7 dias, considerando a data de referência para a coleta. Primeira Prova Piloto em Manaus Testes metodológicos e de instrumentos Esta etapa destina-se a avaliar detalhadamente a primeira versão dos questionários diretamente no dispositivo móvel de coleta (tablet), buscando mensurar de forma precisa o tempo médio necessário para a aplicação completa de cada questionário.

    Além disso, busca-se verificar minuciosamente o grau de compreensão de cada quesito por parte dos entrevistados, reunindo assim os subsídios fundamentais para o aperfeiçoamento contínuo e para a definição final dos quesitos que irão compor a pesquisa. Testes tecnológicos No âmbito tecnológico, os esforços concentram-se em testar exaustivamente o funcionamento geral do aplicativo de coleta, com foco especial na sua performance, estabilidade do sistema e fluidez do fluxo de navegação.

    Paralelamente, avalia-se de perto o manuseio prático do tablet por parte dos entrevistadores, garantindo a clareza e a usabilidade de todas as interfaces apresentadas. Testes operacionais As avaliações operacionais consistem em observar atentamente, em condições reais de campo, todo o fluxo de trabalho desenvolvido pelas equipes, abrangendo desde o início do roteiro pré-estabelecido até a efetiva finalização das entrevistas.

    Nesse processo, validase o funcionamento e a operacionalização prática das zonas e dos roteiros de coleta, além de testar os mecanismos de transmissão das informações coletadas. Por fim, avaliam-se todas as adaptações metodológicas e operacionais que se façam necessárias para a realização eficiente da coleta em territórios complexos e específicos, tais como os ocupados por povos indígenas, migrantes, refugiados ou solicitantes de refúgio.

    Quem vai participar da Prova Piloto O contingente de participantes envolvidos nesta Prova Piloto é composto de forma integrada por observadores vinculados às Superintendências Estaduais do IBGE, por parceiros institucionais do próprio IBGE e pelas equipes diretamente encarregadas da execução de todas as atividades da prova-piloto.

    A execução do Piloto ocorrerá no período de 31/08 a 04/09/26. Já o Censo está previsto para ocorrer em junho de 2028.

  • Álcool: desafio é colocar medidas em prática e mantê-las, diz OMS

    Álcool: desafio é colocar medidas em prática e mantê-las, diz OMS

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulga nesta sexta-feira um novo relatório, mostrando como os países estão começando a transformar políticas de álcool baseadas em evidências em ações concretas.

    Segundo a OMS, os danos relacionados ao consumo de álcool, que causam cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, poderiam ser evitados, porque são moldados pelas políticas que os países escolhem adotar.

    O que pode ser feito para reduzir os danos relacionados ao consumo

    A OMS destaca que as medidas que reduzem os danos são bem conhecidas. As principais delas incluem, por exemplo, políticas de preços, controle da disponibilidade e comercialização, restrições à publicidade e ao marketing, ações contra a condução sob efeito de álcool e programas de aconselhamento.

    O desafio, de acordo com a organização, está em colocar essas medidas em prática e mantê-las ao longo do tempo.

    Uganda, Nepal, Irlanda e Sri Lanka apresentarão experiências 

    O documento “Implementando o que funciona na política sobre álcool: relatório de progresso da iniciativa Safer” será lançado nesta sexta-feira durante evento virtual da OMS.

    Quatro países apresentarão, em condições de igualdade, como é, na prática, a implementação de políticas sobre álcool, incluindo os obstáculos enfrentados e as pressões exercidas pela indústria ao longo do processo.

    Uganda, por exemplo, está promovendo a integração da política sobre álcool em diferentes setores do governo e introduzindo a triagem e o aconselhamento breve sobre consumo de álcool nos cuidados primários de saúde de rotina.

    Já o Nepal mostra como a sociedade civil e os tribunais defenderam uma proibição nacional da publicidade de bebidas alcoólicas em 2023, apoiados por uma rede de monitoramento formada por voluntários.

    Outro país que estará presente é a Irlanda, que implementa, segundo a OMS, uma das legislações sobre álcool mais abrangentes do mundo, alcançando cerca de 190 mil pessoas em dez comunidades.

    O Sri Lanka, por sua vez, desenvolve uma plataforma nacional de implementação, apoiada por um estudo de caso de investimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, que integra os setores das finanças e da saúde.

    O documento acompanha, portanto, a forma como os governos — muitas vezes em parceria com a sociedade civil — utilizam o pacote Safer da OMS para reduzir os danos causados pelo álcool.

    Balanço dos avanços

    O relatório traz também um balanço dos avanços alcançados desde 2018 na implementação do Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022–2030.

    O evento online é aberto a Estados-Membros, parceiros, organizações da sociedade civil, pesquisadores e outras pessoas que atuam na área de políticas sobre álcool e prevenção de doenças não transmissíveis.

    A OMS destaca que a participação neste evento é reservada a pessoas sem conflitos de interesse com as indústrias do álcool, do tabaco e de armamentos.

    *Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

  • Em cúpula no Paraguai, Lula defende Mercosul como bloco estratégico acima de polarizações

    Em cúpula no Paraguai, Lula defende Mercosul como bloco estratégico acima de polarizações

    Ao discursar nesta terça-feira (30/6) em Assunção, no Paraguai, durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a importância do bloco para o continente vai além de sua posição econômica. “Na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica. O Mercosul permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada”, afirmou o líder brasileiro.

    Lula destacou a importância do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento criado para reduzir desigualdades entre os países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais. “O Mercosul precisa fazer diferença na vida das pessoas. Desde sua criação, o Focem já financiou mais de mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias, 750 quilômetros de linhas de transmissão elétrica, 100 quilômetros de redes de saneamento básico. Estamos prontos para lançar o Focem-II e aumentar a contribuição brasileira, com aporte de 100 milhões de dólares anuais ao longo de uma década”, afirmou.

     Na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica. O Mercosul permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada”

    O encontro em Assunção reúne líderes dos países membros e associados do bloco para discutir medidas de aprofundamento da integração regional, fortalecimento do comércio, agenda social e desenvolvimento. Ao frisar que o Mercosul contrariou as expectativas de quem acreditava que o acordo com a União Europeia jamais sairia do papel, Lula apresentou números que evidenciam a importância do bloco para a região.

    “Desde sua criação, o comércio entre nós (do Mercosul) passou de 4,5 bilhões de dólares, em 1991, para mais de 50 bilhões em 2025. No ano passado, nosso intercâmbio com o resto do mundo cresceu mais de 6% em relação a 2024 e alcançou quase 760 bilhões de dólares, com exportações superiores a 400 bilhões. Voltamos a olhar para o mundo com ambição”, destacou o presidente brasileiro.

    SOLIDARIEDADE – Antes de discursar, Lula pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto na Venezuela. “Gostaria de reiterar minha solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada. Tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação regionais”, declarou.

    COORDENAÇÃO REGIONAL – Ao reforçar que os países sul-americanos precisam se preparar para enfrentar os desafios futuros, entre eles as prováveis consequências do El Niño, Lula defendeu que o Mercosul trabalhe sem se deixar levar por posições ideológicas. “A Organização Meteorológica Mundial já alerta sobre a necessidade de preparação para um El Niño que agravará secas, provocará chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor. Nossos países sofreram as consequências nefastas desse fenômeno em 2023. O projeto de integração sul-americano deve estar acima de ideologias. A crise climática, a transição energética, a transformação digital, o enfrentamento ao crime organizado transnacional e a promoção da saúde exigem uma capacidade de coordenação regional sem precedentes.”

    ENERGIA E MINERAIS CRÍTICOS – O líder brasileiro também ressaltou a importância de os países do Mercosul estarem atentos a dois temas fundamentais na geopolítica atual: energia e minerais críticos. “Nosso bloco está na vanguarda da transição energética global. Somos detentores de uma matriz elétrica limpa e a geração eólica e solar cresce exponencialmente. Reunimos condições únicas para o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação e de hidrogênio verde. Avançar na integração elétrica e gasífera é essencial para garantir complementaridade entre diferentes fontes e aprimorar nossa resiliência energética”, afirmou Lula.

    “Possuímos reservas abundantes de minerais críticos, ativos indispensáveis para a descarbonização e a revolução digital. Desenvolver cadeias regionais que incluam etapas de maior valor agregado é uma questão de segurança nacional e soberania. Ainda não dispomos de um mapeamento comum do nosso potencial nem de um diagnóstico sobre projetos estratégicos que podem ser desenvolvidos conjuntamente. O Mapa do Caminho para Plano de Minerais Críticos do Mercosul, apresentado pelo Paraguai, é um ponto de partida para reforçar a autonomia estratégica de nossos países”, prosseguiu.

    FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA – Diante de um cenário político cada vez mais polarizado internacionalmente, Lula conclamou os chefes de Estado do bloco a se unirem na defesa da democracia. “A democracia voltou a estar ameaçada no mundo todo. Em nossa região, não é diferente. Redes de desinformação continuam desvirtuando o debate público e tentando enfraquecer a confiança nas instituições”, alertou o presidente brasileiro.

    Para ele, nesse processo de fortalecimento da democracia, torna-se necessário trabalhar com mais afinco para proteger as minorias e combater a violência contra as mulheres. “É preciso fortalecer as instâncias regionais dedicadas aos povos indígenas, aos afrodescendentes, às crianças, aos idosos, às pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIA+. O Pacto Regional pelo Fim da Violência contra Mulheres proposto pelo Brasil merece ser considerado com urgência”, aconselhou.

    COMBATE AO CRIME ORGANIZADO – Em outra frente, Lula destacou que os países do Mercosul precisam atuar cada vez mais em sintonia no combate ao crime organizado. “Não há democracia forte ou desenvolvimento duradouro onde o crime organizado corrói a autoridade legítima do Estado. O crime organizado controla territórios, intimida comunidades, destrói o meio ambiente, alimenta a corrupção, desvia recursos públicos e expande sua atuação para o mundo digital. Nossa cooperação policial, judicial e financeira precisa atuar na mesma escala”, afirmou.

    COOPERAÇÃO E DIÁLOGO – Ao encerrar seu discurso, Lula pediu que as nações do bloco, mantendo cada uma sua autonomia, reforcem a cooperação e o diálogo. “Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses. Diversificar parcerias, ampliar a cooperação e preservar a autonomia são requisitos para que a região encontre seu espaço em um mundo em transformação”, afirmou.

    “E é por isso que eu queria que a gente faça um esforço nestes seis meses para consolidar a instituição de apoio ao Mercosul, para que ela funcione perfeitamente bem, independentemente do presidente a ser eleito em qualquer país do nosso bloco”, concluiu Lula.

  • Sete veículos com restrição de roubo são recuperados em Manaus

    Sete veículos com restrição de roubo são recuperados em Manaus

    As Forças de Segurança do Amazonas recuperaram sete veículos com restrição de roubo ou furto e prenderam dois foragidos da Justiça durante ações realizadas entre sexta-feira (26) e segunda-feira (29), em Manaus. As ocorrências aconteceram durante o período de ponto facultativo e fim de semana, com apoio do Programa Paredão, sistema de videomonitoramento coordenado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

    O sistema auxiliou as equipes policiais por meio da leitura automática de placas, identificando veículos com registros de roubo ou furto e enviando alertas em tempo real para a Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A tecnologia contribuiu para a localização dos automóveis e para o direcionamento das abordagens realizadas nas ruas da capital.

    Durante a operação, dois foragidos da Justiça foram capturados no sábado (27). Um deles, procurado por furto, foi localizado na avenida Constantinopla, no bairro Planalto. O segundo suspeito, com mandado de prisão por roubo, foi encontrado na avenida Francisco Queiroz, no bairro Manoa. Ambos foram conduzidos às unidades policiais para os procedimentos legais.

    Além das prisões, o Programa Paredão ajudou na recuperação dos sete veículos. Dois carros foram encontrados na sexta-feira, outros dois no sábado, um no domingo e mais dois na segunda-feira. Segundo a SSP-AM, as ações reforçam o uso da tecnologia como ferramenta de apoio ao trabalho das forças de segurança no combate à criminalidade.

  • Festival de Parintins 2026 termina sem homicídios e roubos de veículos, aponta SSP-AM

    Festival de Parintins 2026 termina sem homicídios e roubos de veículos, aponta SSP-AM

    O Governo do Amazonas divulgou, nesta segunda-feira (29), o balanço da Operação Parintins 2026, realizada durante o Festival de Parintins. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o evento foi encerrado sem registros de homicídios e roubos de veículos, além de apresentar redução significativa em outros indicadores de criminalidade.

    Segundo os dados da SSP-AM, houve queda de 51% nos casos de furto e redução de 33% nos roubos de celulares em comparação com edições anteriores do festival.

    O secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, atribuiu os resultados à atuação integrada das forças de segurança e ao uso de tecnologia no monitoramento da cidade.

    “Estamos finalizando mais uma operação com sucesso. As Forças de Segurança agiram de forma integrada para que tivéssemos o Festival de Parintins mais seguro de todos os tempos”, afirmou.

    Oito pessoas foram presas durante a operação

    Durante a Operação Parintins 2026, oito pessoas foram presas por diferentes crimes e em cumprimento de determinações judiciais.

    Entre as ocorrências registradas estão:

  • Quatro prisões por cumprimento de mandados judiciais;
  • Prisões relacionadas ao tráfico de drogas;
  • Casos de violência doméstica;
  • Outras ocorrências policiais;
  • Recuperação de veículos com restrição de roubo.
  • Segundo a SSP-AM, parte das prisões foi possível graças ao emprego de ferramentas tecnológicas utilizadas durante o festival.

    Tecnologia reforçou a segurança

    A operação contou com sistemas de inteligência e monitoramento instalados em diversos pontos da cidade para auxiliar as equipes policiais.

    Entre os recursos utilizados estavam:

  • Sistema Paredão, para leitura automática de placas de veículos;
  • RecuperaFone, voltado ao combate ao furto e roubo de celulares;
  • Centro Integrado de Comando e Controle (CICC);
  • Equipes de Inteligência, Operações e Planejamento da SSP-AM.
  • De acordo com a secretaria, os equipamentos contribuíram para a identificação de foragidos da Justiça e agilizaram o atendimento das ocorrências registradas durante o evento.

    Policiamento foi reforçado

    A Polícia Militar intensificou o policiamento ostensivo em toda a cidade, empregando viaturas de duas e quatro rodas, além de patrulhamento fluvial realizado por lanchas blindadas e bases móveis instaladas nos rios da região.

    Já a Polícia Civil ampliou o efetivo e manteve a Delegacia Interativa de Parintins funcionando em regime de plantão 24 horas durante todo o festival.

    Pela primeira vez, equipes especializadas no atendimento à mulher e à criança também atuaram no município com foco na prevenção e no acolhimento de vítimas.

    Estrutura permanecerá em Parintins

    Além do esquema especial montado para o festival, a SSP-AM informou que parte da estrutura tecnológica permanecerá em funcionamento na cidade após o encerramento do evento.

    Entre os equipamentos que continuarão operando está o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), responsável pelo atendimento das chamadas de emergência pelos telefones 190 e 193. A expectativa é que a estrutura fortaleça a capacidade de resposta das forças de segurança no município de forma permanente.

    Desafio de uma cidade que multiplica sua população

    Durante o Festival de Parintins, o município recebe dezenas de milhares de visitantes, aumentando significativamente a demanda por serviços públicos e segurança.

    Para enfrentar esse cenário, o Governo do Amazonas reforçou o efetivo policial e investiu em videomonitoramento, inteligência policial, reconhecimento automático de placas de veículos e patrulhamento fluvial, estratégia que, segundo a SSP-AM, contribuiu para os resultados positivos apresentados no balanço da Operação Parintins 2026.

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com