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  • Manaus inicia instalação de 62 coletores de lixo eletrônico e amplia estrutura permanente de coleta seletiva em Manaus

    Manaus inicia instalação de 62 coletores de lixo eletrônico e amplia estrutura permanente de coleta seletiva em Manaus

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), iniciou, nesta segunda-feira, 31/8, a instalação de 62 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para o descarte de resíduos eletroeletrônicos em todas as zonas da capital. A implantação começou no mesmo dia em que foi formalizado o Termo de Cooperação Técnica entre a Semulsp e a Circular Brain, empresa de tecnologia responsável pelo ecossistema Circulare de logística reversa de eletrônicos.

    O acordo foi assinado pelo subsecretário de Gestão da Semulsp, Lucas Marçal, e pelo fundador da Circular Brain, Marcus William Oliveira. A parceria amplia a estrutura permanente de coleta seletiva de eletrônicos em Manaus e dá continuidade ao trabalho iniciado em fevereiro, durante o “Dia de Detox de Eletrônicos — Manaus + Circulare”, realizado no Ecoponto Zona Sul, no bairro Educandos.

    Os novos coletores já começaram a ser instalados e serão distribuídos na sede da Prefeitura de Manaus, na Semulsp e em outras secretarias municipais, além de ecopontos, universidades, redes de supermercados e outros locais de grande circulação. A meta é chegar a 62 pontos em todas as zonas da cidade. A lista completa com os endereços dos eletropontos será disponibilizada na página oficial da Semulsp.

    O subsecretário de Gestão da Semulsp, Lucas Marçal, destacou que a ampliação da rede busca facilitar o acesso da população a locais adequados para o descarte de equipamentos que muitas vezes permanecem guardados por anos nas residências ou acabam destinados ao lixo comum.

    “Manaus é uma cidade muito grande, com um polo industrial importante, e percebemos a necessidade de avançar também na coleta de resíduos eletroeletrônicos. Serão 62 pontos distribuídos em todas as zonas da cidade, facilitando o acesso da população ao descarte correto desses materiais”, afirmou.

    O que descartar?

    Nos eletropontos poderão ser descartados computadores, televisores, celulares, tablets, pen drives, escovas elétricas, mixers, brinquedos eletrônicos, chapinhas, secadores de cabelo, carregadores, fios e outros equipamentos eletroeletrônicos fora de uso. Os próprios coletores terão orientações sobre os itens que podem ser entregues.

    Para volumes acima de 30 quilos, o cidadão poderá escanear o QR Code disponível nos equipamentos e solicitar o agendamento da retirada do material diretamente em sua residência.

    O coordenador da Semulsp Ambiental, Luiz Paz, enfatizou que a nova rede amplia as alternativas para que a população dê destinação adequada a materiais que antes poderiam acabar em lixeiras irregulares ou no aterro sanitário.

    “A partir de hoje, estamos implementando 62 Pontos de Entrega Voluntária, onde o cidadão poderá descartar resíduos eletroeletrônicos que, anteriormente, seriam destinados a lixeiras irregulares ou aterros sanitários. Agora, o cidadão tem a oportunidade de realizar esse descarte de maneira ecologicamente correta”, reforçou.

    Luiz Paz também ressaltou que a iniciativa associa proteção ambiental à geração de renda para os trabalhadores da reciclagem. “Os materiais coletados serão destinados às cooperativas de catadores, gerando emprego, renda e dignidade para esses profissionais. Participe da coleta seletiva: esta é a forma correta e sustentável de descartar seus resíduos”, pontuou.

    Economia circular

    A Circular Brain é a empresa de tecnologia que desenvolveu a Circulare, ecossistema de logística reversa que conecta pontos de coleta, cooperativas, recicladores e a indústria para garantir a destinação adequada de equipamentos eletroeletrônicos fora de uso.

    A proposta é fazer com que esses materiais retornem à cadeia produtiva como matéria-prima, em vez de seguirem para descarte inadequado.

    Para Marcus William Oliveira, fundador da Circular Brain, a parceria com a Prefeitura de Manaus cria uma estrutura permanente de coleta, processamento e destinação correta desses resíduos.

    “A importância dessa parceria é trazer para Manaus e para o Amazonas soluções de coleta, processamento e destinação correta desses materiais, evitando que geladeira, lavadora ou um produto eletrônico sejam descartados de maneira inadequada na margem de um rio ou em outros locais impróprios”, salientou.

    Segundo ele, o projeto também busca ampliar a educação ambiental e aproximar a população das práticas de economia circular. “Também queremos conscientizar a população, disseminar conhecimento e fortalecer a educação ambiental, para gerar benefícios ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, impactos sociais positivos, especialmente para as entidades e cooperativas que trabalham com reciclagem na região”, completou.

    Eco Cooperativa

    A Eco Cooperativa será uma das instituições beneficiadas com os materiais recolhidos nos novos eletropontos. A entidade ficará responsável pela triagem e separação de parte dos resíduos, atividade que permitirá o reaproveitamento dos componentes e também a geração de renda para os cooperados.

    A dirigente da Eco Cooperativa, Waldirene Santos, explicou que a separação correta interfere diretamente no aproveitamento e no valor comercial dos materiais.

    “Além de garantir o descarte correto desse material, essa parceria também gera renda para nós, catadores, e para a nossa cooperativa. Quando o material chega, fazemos a triagem e a separação. Isso melhora o aproveitamento e também o valor desses materiais”, explicou.

    Na cooperativa, componentes como plástico, alumínio, cobre, baterias e outros materiais são separados antes de seguirem para comercialização ou reciclagem.

  • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 36 milhões nesta terça-feira

    Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 36 milhões nesta terça-feira

    A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (1º) prêmio estimado em R$ 36 milhões. As seis dezenas do concurso 3.052 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números  11 – 15 – 20 – 21 – 38 – 48  e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

  • Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça

    Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça

    As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão ao Simples Nacional, regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano.

    Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha de regime tributário em quatro meses. As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.

    A alteração foi regulamentada pela Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril de 2026. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.

    A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.

    Principais prazos

  • 1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
  • 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
  • até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro;
  • 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.
  • Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.

    IBS e CBS

    Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.

    Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho.

    Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.

    A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

    A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

    Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • cadeia de fornecedores;
  • possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
  • formação de preços;
  • impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.
  • Empresas já optantes

    Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.

    Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.

    As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.

    Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.

    Abertura no fim do ano

    As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.

    Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.

    A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.

    Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.

    Prazo para desistir

    A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.

    Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.

    O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.

    A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.

    Regra do MEI

    A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao microempreendedor individual (MEI).

    Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.

    Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.

    NFS-e nacional

    Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.

    A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.

    O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.

    Entre as providências recomendadas estão:

  • testar a emissão das notas;
  • verificar a integração com sistemas de gestão;
  • conferir a parametrização dos dados fiscais;
  • preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.
  • Informações socioeconômicas

    A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.

    A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.

    A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.

    Planejamento para 2027

    Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.

    A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.

    Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.

  • Barezão Delas Sicredi: Instituto 3B e Amazonas Legis decidem título no Carlos Zamith

    Barezão Delas Sicredi: Instituto 3B e Amazonas Legis decidem título no Carlos Zamith

    O futebol feminino amazonense conhece, nesta terça-feira (1º), o seu novo campeão. Instituto 3B e Amazonas Legis se enfrentam às 20h, no Estádio Carlos Zamith, pela grande final do Campeonato Amazonense Feminino Sicredi. Com entrada gratuita, a grande final promete uma noite especial de celebração ao futebol feminino amazonense.

    Feras x Legis

    De um lado, o 3B chega à decisão em busca de mais uma conquista. As Feras querem ampliar sua trajetória no futebol feminino do estado e estão na disputa pelo sexto título estadual. A equipe foi campeã em 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025 e agora busca mais uma taça para sua história.

    Do outro, o Legis vive um momento inédito. Pela primeira vez, a equipe chega à final da competição e entra em campo com a oportunidade de conquistar um título inédito e escrever seu nome entre os campeões da competição.

    As equipes se enfrentaram apenas uma vez na história. O único duelo aconteceu justamente nesta edição do Barezão Delas Sicredi, com vitória das Feras. Agora, os times voltam a se encontrar, desta vez, valendo o título estadual.

    Em caso de empate no tempo regulamentar, a equipe campeã será conhecida nas cobranças de pênaltis.

  • Pedreiro defende a própria causa no TRT-11 e consegue reconhecimento de vínculo trabalhista em Manaus

    Pedreiro defende a própria causa no TRT-11 e consegue reconhecimento de vínculo trabalhista em Manaus

    O pedreiro Edilson Takahara foi o primeiro trabalhador a fazer, em 17 de agosto, uma sustentação oral diante dos desembargadores da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). Ele usou o chamado jus postulandi (latim), que é o direito de a própria pessoa atuar na Justiça do Trabalho sem precisar, necessariamente, de advogado. O processo dele trata do reconhecimento do vínculo de emprego e a sentença em primeira instância havia reconhecido como empregado de construtora.

    Nos 10 minutos em que falou na tribuna, Edilson agradeceu e disse que teve medo e vergonha de ir até a tribuna, mas estudou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para conseguir fazer a sustentação oral. “Para mim, não é tão fácil, acho que todo mundo sabe disso. Porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem de vir até aqui, mesmo com todo mundo dizendo: ‘Olha, não adianta, você não vai saber falar’. Então, eu me esforcei estudando o básico em relação à CLT, em relação ao meu caso”, disse.

    O pedreiro também ressaltou que a empresa estava tentando caracterizá-lo como “trabalhador autônomo”, mas não apresentou prova nenhuma disso durante o processo. Para mostrar que essa ideia não tem sentido, ele deu o exemplo do trabalho em balancim e perguntou: “Como um pedreiro que sobe lá no alto do prédio pode ser autônomo e trabalhar sozinho? Como é que ele abastece o balancim? Como é que ele desce?” Ele afirmou que isso não existe, que um pedreiro não consegue fazer esse serviço sozinho, sem a estrutura da empresa.

    Para rebater a tese do trabalho autônomo, Edilson descreveu sua rotina na obra: “Gostaria de falar da realidade concreta que eu vivi na obra. O condomínio é um edifício de 15 pavimentos, o trabalho sempre foi na área externa, trocando pastilha e revestimento em todas as faces do prédio, com acesso por cordas. E eu pergunto excelências: como um trabalhador autônomo poderia fazer isso se não estivesse inserido em uma equipe? Se não seguisse orientação do engenheiro e do encarregado? É uma tese incompatível com a realidade do que aconteceu na obra.”

    Depois que o pedreiro terminou de falar, o relator do processo, Juiz do Trabalho Sandro Nahmias Melo, lembrou que a Justiça do Trabalho sempre foi acessível e que tem uma regra que permite ao trabalhador se defender sozinho, sem advogado, por meio do jus postulandi, possível até o segundo grau da Justiça do Trabalho. “A Justiça do Trabalho, que sempre foi e sempre se manteve acessível ao jurisdicionado, a qualquer jurisdicionado, tem como característica histórica o jus postulandi, que pode ser exercido em todos os graus, limitado até o Tribunal Superior do Trabalho, mas permite que um trabalhador que exerce a atividade digna de pedreiro venha a esta turma e tenha o seu direito de sustentar oralmente.”

    Sobre o processo, o colegiado negou tanto o recurso da empresa quanto o do trabalhador, mantendo, em essência, a sentença que reconheceu o vínculo empregatício entre setembro de 2023 e abril de 2024 e condenou a empresa a pagar aviso-prévio, 13º salário, férias e multa, além de condenar a reclamada a responder subsidiariamente pelos créditos reconhecidos, com o valor da condenação fixado em R$ 21 mil.

    Confira a sustentação oral completa no link:

    O que é jus postulandi?

    O chamado “jus postulandi” (direito de pedir), garantido pela CLT, no artigo 791, permite ao trabalhador acionar a Justiça do Trabalho sem a necessidade de advogado, assegurando acesso gratuito e direto ao Judiciário. Por conta desse direito, os trabalhadores do Amazonas e de Roraima podem ingressar com processo trabalhista no TRT-11 gratuitamente. O serviço de tomada de reclamatória, também chamado de atermação, pode ser realizado presencialmente no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM), no Fórum de Boa Vista (FTBV), ou online pelo site do TRT-11 para moradores fora das capitais, mediante o preenchimento de formulário virtual. Para mais informações, acesse a área do serviço de ação trabalhista (atermação), disponível no link: https://portal.trt11.jus.br/index.php/sociedades/atermacao.

    Para dar início a uma reclamação trabalhista, é necessário apresentar documentos que comprovem a relação de emprego e identifiquem as partes envolvidas. Entre os principais estão a Carteira de Trabalho Digital (CTPS), um documento de identidade (RG, CPF ou CNH), o CNPJ e o endereço completo da empresa, além de provas como contrato de trabalho, termo de rescisão, recibos de pagamento e outros documentos que ajudem a comprovar os fatos.

    Esse serviço é voltado para casos mais simples. Dessa forma, quem não tem condições de arcar com custos advocatícios pode propor a ação pessoalmente e acompanhá-la até o fim no TRT-11, de maneira prática. Caso o processo chegue ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o acompanhamento por um advogado ou advogada se torna obrigatório.

  • Aos 10 anos, amazonense estreia em série nacional e já se prepara para o primeiro longa-metragem

    Aos 10 anos, amazonense estreia em série nacional e já se prepara para o primeiro longa-metragem

    A amazonense Maria Clara de Andrade Segura, de apenas 10 anos, deu seu primeiro passo profissional no audiovisual nacional. Ela integrou o elenco de apoio da série “JP e sua Turma”, da produtora Like Play Filmes, gravada em São Paulo em fevereiro deste ano e que estreou neste domingo, dia 30 de agosto, no streaming que leva o nome da produtora. Sua participação aparece no episódio 4 da atração.

    Agora, Maria Clara já se prepara para o próximo desafio: um papel de maior destaque no longa-metragem “Reset”, também produzido pela Like Play Filmes, que será exibido na plataforma Prime Video. As gravações estão previstas para fevereiro, novamente na capital paulista.

    Diferente da primeira experiência, em que atuou no elenco de apoio, Maria Clara irá além do coadjuvante em “Reset”. A preparação para o novo papel já começou, com mentorias e reuniões com a equipe de produção do filme e elenco. Parte desse processo inclui a obtenção do registro de DRT (Delegacia Regional do Trabalho) como artista — documento exigido pela Prime Video para a realização do projeto.

    “É emocionante você se ver na TV. Estou muito feliz porque essa participação significa o início de tudo que quero viver ainda. E me dá mais forças, mais ânimo para o próximo trabalho. Eu sou apaixonada por esse universo e me inspiro muito em atrizes da minha idade que já conquistaram espaço”, diz Maria Clara.
    A trajetória da menina é acompanhada de perto pelos pais, que equilibram incentivo e realismo diante dos desafios da carreira artística. “Eu e o pai dela estamos aqui para apoiar a jornada dela. Desde muito pequena ela já mostrava essa vontade de viver este universo. Agora nosso papel é apoiar. Mas também alertamos que a jornada não é tão simples. Que haverá testes. Sucesso em alguns, outros não”, comenta a mãe, a jornalista Elendrea Cavalcante.

    Antes de gravar “JP e sua turma”, um dos apoios que a menina recebeu foi de Alexandre Marques, gestor artístico e pai da atriz amazonense Valentina Marques, de 15 anos, que se encantou com a história da menina e a orientou com dicas de atuação.

  • Nova fase da Operação Gota leva vacinas a comunidades indígenas na Amazônia

    Nova fase da Operação Gota leva vacinas a comunidades indígenas na Amazônia

    O Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para chegar a 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde.

    A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) . A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) , do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

    A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

    Planejamento das ações

    Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

    Sobre a Operação Gota

    A Operação Gota é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

    Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

  • Anvisa aprova novo medicamento para câncer colorretal metastático

    Anvisa aprova novo medicamento para câncer colorretal metastático

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (31/8), o registro do medicamento Fruzaqla (fruquintinibe). O produto é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático (CCRm) que foram previamente tratados com quimioterapia à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, uma terapia anti-VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) e, se RAS selvagem e clinicamente apropriado, uma terapia anti-EGFR (receptor do fator de crescimento endotelial).

    O estudo que comprovou a eficácia do medicamento demonstrou benefício clínico significativo em pacientes com câncer colorretal metastático previamente tratados, ao promover aumento estatisticamente significativo da sobrevida global (SG) e da sobrevida livre de progressão (SLP) em comparação ao placebo associado ao melhor cuidado de suporte.

    Qual é a ação do fruquintinibe?

    O fruquintinibe é um medicamento que bloqueia, de forma específica, alguns receptores chamados VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3. Esses receptores são importantes para a ação do VEGF, substância que estimula a formação de novos vasos sanguíneos. A formação de novos vasos é essencial para que os tumores cresçam, pois eles precisam de sangue para receber oxigênio e nutrientes.

    O bloqueio dessa via é uma estratégia muito usada no tratamento do câncer, incluindo o câncer colorretal. Ao impedir a ação desses receptores, o novo medicamento reduz a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor, dificultando seu crescimento. Em resumo, Fruzaqla “corta o suprimento” de sangue do tumor e assim ajuda a controlar a doença.

    Confira a Resolução 3.416/2026 no Diário Oficial da União (DOU).

  • Atlas Geoquímico de Minas Gerais relata a concentração de riquezas no solo do estado

    Atlas Geoquímico de Minas Gerais relata a concentração de riquezas no solo do estado

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou o Atlas Geoquímico do Estado de Minas Gerais . A publicação reúne informações sobre a distribuição espacial e as concentrações de elementos químicos em diferentes matrizes amostradas: sedimentos de corrente, águas superficiais, águas destinadas ao abastecimento público e solos subsuperficiais.

    O material pode ser consultado por pesquisadores, órgãos ambientais e de regulação em estudos do meio físico, e demais interessados em estudos relacionados ao meio físico, à pesquisa mineral, ao meio ambiente, à agricultura e à agropecuária e saúde pública.

    O Atlas reúne 50 mapas de amostragem de sedimentos de corrente, 39 de águas superficiais, 39 de águas de abastecimento e 50 de solos subsuperficiais, elaborados a partir da  caracterização analítica de aproximadamente 10 mil amostras. Em virtude da extensão territorial de Minas Gerais, o levantamento foi estruturado em 15 sub-bacias hidrográficas, com etapas de campo executadas entre 2009 a 2013.

    A integração dos dados permitiu caracterizar os padrões de distribuição dos elementos químicos, fornecendo parâmetros fundamentais sobre a qualidade da água e sedimento nos rios, e dos solos por toda a extensão do estado. As informações podem ser utilizadas em estudos ambientais e geocientíficos, principalmente na identificação das origens de altas concentrações dos elementos que podem ser nocivos ou possuem interesse econômico.

    Resultados

    Dentre os principais resultados encontrados, estão a delimitação de uma grande área com ocorrência de fluorita no norte do estado e a definição de 104 áreas que precisam de estudos mais detalhados. Para chegar a essas áreas, os pesquisadores cruzaram regiões onde foram identificadas cerca de 24 mil concentrações de elementos químicos acima dos limites previstos em normas ambientais e internacionais. Desse total, quase 11 mil foram registradas em sedimentos, 6,3 mil em águas superficiais, 1,5 mil em águas de abastecimento e 5,2 mil em solos. Os elementos que mais frequentemente ultrapassaram esses limites foram ferro, cromo, manganês, vanádio, alumínio e níquel.

    Dados ajudam a acompanhar mudanças ambientais

    O levantamento geoquímico registra as condições atuais e cria uma “linha base” para acompanhar mudanças ao longo do tempo, sendo uma ferramenta indispensável para a gestão de crises e fiscalização contínua. Esses dados ajudam a medir com precisão o impacto de desastres ambientais, como os rompimentos de barragens de mineração em Mariana e Brumadinho.

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) comparou os teores dos metais antes e depois dos eventos críticos, permitindo avaliar os impactos e facilitando a cobrança de reparações ambientais fundamentadas em evidências. Esses resultados já estão disponibilizados ao público em relatórios específicos e nos Atlas Geoquímicos das Bacias do Rio Doce (rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/18058 ) e do Rio São Francisco em Minas Gerais ( rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/20939 ), publicados em 2016 e 2019 respectivamente e disponíveis no RIGeo do SGB.

    Série Atlas Geoquímicos Estadual

    A publicação faz parte  da série de Atlas Geoquímicos Estaduais do Brasil, desenvolvida pelo SGB no âmbito do Programa de Levantamento Geoquímico de Baixa Densidade, realizado desde 2003. Os dados e produtos do projeto estão disponíveis para consulta no GeoSGB, plataforma de informações geocientíficas do SGB.

    Atualmente, o programa cobre cerca de 40% do território nacional. Além de Minas Gerais, já foram publicados os atlas estaduais de Roraima, Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Alagoas, Distrito Federal, São Paulo e Sergipe. Os Atlas do Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul encontram-se em fase final de publicação.

  • População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

    População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

    Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada na última quinta-feira (27) a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

    A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

    Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

    A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

    As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

    Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

    “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

    Próximos passos

    Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

    Comunidades quilombolas

    Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

    Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

    Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

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