Autor: Redação – Portal AM

  • Em Envira, MP instaura procedimento para fiscalizar condições da rede pública de saúde

    Em Envira, MP instaura procedimento para fiscalizar condições da rede pública de saúde

    Em Envira, MP instaura procedimento para fiscalizar condições da rede pública de saúde

    Buscando assegurar a proteção do direito fundamental à saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Envira, instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as condições sanitárias, estruturais, documentais e assistenciais da rede pública de saúde do município ao longo de 2026.

    O Procedimento Administrativo nº 182.2026.000047 foi instaurado após inspeção realizada, em 11 de maio de 2026, na Unidade Hospitalar Evaristo Rates da Silva. A ação é resultante da mais recente edição do Estudo Temático para Atuação Resolutiva (Estar), promovido pela Corregedoria-Geral do MP, com o tema “Fiscalização sanitária em unidades de saúde”, realizado no mês de abril.

    Assinada pelo promotor de Justiça Christian Guedes da Silva, a medida aponta a necessidade de acompanhamento contínuo das providências administrativas, sanitárias e estruturais voltadas à correção das irregularidades identificadas durante a inspeção.

    Segundo a Promotoria, entre os principais problemas constatados estão a ausência de equipamentos essenciais para atendimentos de urgência e emergência.

    “Identificamos a ausência de desfibrilador, monitor cardíaco e bomba de infusão, além da situação crítica da lavanderia hospitalar, com equipamentos danificados ou sem funcionamento”, destacou o promotor.

    A portaria prevê o acompanhamento da Unidade Hospitalar Evaristo Rates da Silva e das unidades básicas de saúde (UBS) do município, além da adoção das seguintes diligências iniciais:

    – À direção da Unidade Hospitalar Evaristo Rates da Silva, para que apresente, no prazo de 15 dias, relatórios administrativos e documentos comprobatórios sobre o funcionamento da unidade;
    – À Secretaria Municipal de Saúde de Envira (Semsa), para que informe, no prazo de 20 dias, as providências administrativas, orçamentárias e operacionais adotadas ou planejadas para sanar as irregularidades identificadas;
    – À Vigilância Sanitária Municipal de Envira, para que informe, no prazo de 20 dias, a situação do alvará sanitário da unidade e a realização de inspeções sanitárias recentes;
    – Ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas (CBMAM), para que informe, no prazo de 20 dias, se a unidade hospitalar possui auto de vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) ou licença equivalente vigente

  • Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil

    Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil

    Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil

    Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040. 

    A contradição é apontada no relatório Boom and Bust 2026, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil pelo mundo.

    Segundo o relatório, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025. O dado se refere ao volume total de energia que pode ser gerado pelas usinas. Por outro lado, a geração efetiva caiu 0,6%.

    O resultado indica distanciamento entre a capacidade de produção e a quantidade do mineral efetivamente utilizado.

    A China concentrou novos projetos e reativações, somando 161,7 gigawatt (GW) no ano passado. Já a Índia registrou 27,9 GW em novas propostas. Por outro lado, o número de países com projetos para criar usinas caiu de 38 para 32 no último ano.

    Em todo o mundo, quase 70% das unidades a carvão programadas para desativação em 2025 não foram desativadas, o que inclui 69% de desativações programadas na União Europeia e 59% nos Estados Unidos.

    Com a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos, a América Latina ficou sem projetos inéditos de usinas a carvão mineral em desenvolvimento.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Disputa em torno de usinas a carvão

    Em fevereiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento da usina Nova Seival, com potência de 726 megawatts (MW), nos municípios de Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.

    Em novembro, foi arquivado o processo da usina Ouro Negro, com potência prevista de 600 MW, em Pedras Altas (RS).

    Para Gregor Clark, gerente de projetos do Portal de Energia da América Latina do Global Energy Monitor, o futuro energético do país deveria ser pautado pelo abandono dos combustíveis fósseis.

    “Os impactos negativos do carvão mineral sobre o clima, a saúde e a economia são evidentes, e os custos são, em última análise, repassados aos consumidores brasileiros. Os abundantes recursos de energia renovável do Brasil oferecem um caminho muito mais seguro, acessível e sustentável”, diz Clark.

    Ainda assim, segundo o relatório, uma série de decisões recentes aponta para outra direção.

    Em 24 de novembro de 2025, um dia após o encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei nº 15.269, que prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia elétrica gerada por usinas a carvão.

    Ministro de Minas e Energia, no Leilão de Reserva de Capacidade, em março – Paulo Pinto/Agência Brasil

    Em janeiro de 2026, o governo federal contratou o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão.

    Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRACP 2026) contratou 1,4 GW de capacidade de carvão importado para as usinas Itaqui, no Maranhão; e Pecém I e Pecém II, no Ceará.

    Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação até 2040 do contrato da usina Candiota II, no Rio Grande do Sul, com custo anual estimado em R$ 859 milhões.

    A unidade enfrenta disputas judiciais e questionamentos ambientais. Segundo o relatório da GEM, a estimativa é de R$ 125 milhões em multas ambientais não pagas.

    O documento também cita decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, emitida em maio de 2026, que suspendeu a renovação da licença de operação de Candiota III em ação movida pelo Instituto Internacional Arayara.

    A decisão determinou que futuras autorizações dependam da análise dos impactos climáticos, das emissões de gases de efeito estufa e do passivo ambiental acumulado.

    O estudo afirma que a geração de energia a carvão no Brasil segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica. Com a prorrogação aprovada em 2025, os custos acumulados podem superar R$ 100 bilhões até 2040.

    Para Juliano Bueno, diretor executivo do Instituto Arayara e fundador do Observatório do Carvão Mineral, é preciso considerar também os custos ampliados da escolha pelo combustível, que incluem danos à saúde pública e ao meio ambiente.

    “O Brasil está construindo um Mapa do Caminho rumo ao abismo climático com a inclusão do carvão mineral até 2055, conforme publicações do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) do Ministério de Minas e Energia que está em processo de consulta pública”, diz Juliano.

    Transição energética

    Um estudo do Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea) estima que o complexo carbonífero de Candiota possa causar até 1,3 mil mortes e gerar custos de saúde de R$ 11,7 bilhões até 2040. Os impactos atingiriam Argentina, Paraguai e Uruguai.

    O relatório também analisa a situação dos planos estaduais de transição energética justa e sustentável no Sul do país. O Paraná aparece como o único estado da região sem iniciativas concretas para áreas carboníferas, mesmo após o encerramento da Usina Termelétrica de Figueira, há três anos.

    No Rio Grande do Sul, uma consultoria foi contratada em março de 2024 para elaborar a estratégia estadual. O documento foi concluído em fevereiro deste ano, com estratégia de continuidade da mineração e da queima do carvão. Porém, até maio de 2026, o plano ainda não havia sido apresentado oficialmente.

    Santa Catarina realiza audiências públicas para discutir diretrizes do plano de transição com a comunidade e o setor produtivo.

    Posicionamento

    O Ministério de Minas e Energia tem defendido, reiteradamente, o uso do carvão mineral e de outros combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) na matriz brasileira para garantir a segurança energética do país.

    Na realização do LRCAP 2026 em março deste ano, a contratação de potência de gás natural e carvão foi justificada como forma de trazer mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

    Isso porque permitiria “potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade”.

    A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério do Minas e Energia e mantém espaço aberto para incluir um posicionamento do órgão sobre as conclusões do estudo.

  • Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares

    Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares

    Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participaram, nesta manhã de quinta-feira (21), da cerimônia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no município de Aracruz, no Espírito Santo. 

    Na ocasião, foram assinados pelo governo federal o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.

    Foram assinadas também as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil. 

    “É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa teia tecida a tantas mãos. Essa teia tecida com tanto esmero pelos ancestrais, pelos mestres e pelas mestras da cultura popular que vieram depois, e por todas e todos vocês que acrescentam mais e mais fios a esse novelo de tantas linhas e tantas cores. Uma teia que reverencia o passado, abraça o presente e aponta para o futuro do Brasil que estamos tecendo juntos todos os dias, fio por fio”, disse o presidente, ao auditório lotado do Sesc Formosa.

    O local, que tem capacidade para mais de 2 mil pessoas, foi ocupado por representantes das culturas de todas as regiões do país. No palco, junto às autoridades de governo e de entidades culturais, estavam os grupos Guerreiros Tupinikim Aguidavi do Jeje, que participaram do início da cerimônia com manifestações artísticas.

    O hino nacional foi entoado pela cantora Luedji Luna, com acompanhamento instrumental dos grupos.

    Além disso, uma apresentação das bandas de congo da região — São Sebastião da Barra do Riacho e São Benedito de Itaparica —, na plateia superior do auditório, antecedeu a cerimônia. Parte do público, que aguardava o início do evento oficial, acompanhou com palmas e dançou ao ritmo marcado pelos instrumentos de percussão.

    Culturas indígenas

    A ministra Margareth Menezes anunciou a instauração do comitê que vai tratar do Plano Nacional de Culturas Indígenas. 

    “Uma importante entrega que faremos e que está sendo construída coletivamente com as organizações indígenas, a fim de que as políticas culturais alcancem da melhor forma aqueles que mantêm a floresta em pé, que preservam os biomas e que combatem no dia a dia o desastre climático”, anunciou.

    Na cerimônia, houve ainda a distribuição de placas de identificação aos pontos de cultura cujos representantes estavam presentes. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os cerca de 16 mil pontos de cultura certificados no país, no contexto da Política Nacional de Cultura Viva.

    “Dezesseis mil pontos de cultura espalhados por mais de 2,2 mil municípios, 16 mil pontos de luz pulsando nas periferias, favelas, assentamentos rurais, quilombos e territórios indígenas. São 16 mil pontos de representações culturais que vão da matriz africana ao hip hop e demais expressões contemporâneas”, destacou Lula sobre os pontos de cultura.

    Cultura Viva

    Há 22 anos, foi criado o Programa Cultura Viva, com o objetivo de apoiar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária, tornando-se política nacional ao ser instituído por lei em 2014. Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, fazem parte dessa política.

    Segundo o governo federal, as ações da atual gestão têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas do setor e possibilitar a continuidade das ações culturais desenvolvidas nas comunidades. 

    “Cada centavo investido na cultura retorna em identidade, autoestima e memória. Retorna também em oportunidade de trabalho e geração de renda. O investimento em cultura movimenta uma indústria potente, estimula a economia, transforma vidas e cidades”, acrescentou Lula.

    “Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais no governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida”, lembrou a ministra Margareth Menezes. “A Teia é a materialização e o nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante das nossas políticas públicas e do país que queremos”, acrescentou.

    Após um hiato de 12 anos, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura foi retomada, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos.

    Além das apresentações artísticas e vivências culturais, o evento promove fóruns que discutem políticas de cultura, especialmente de base comunitária. A programação, que acontece até 24 de maio, está no site do evento.

    Outras entregas

    O presidente realizou ainda a entrega de 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.

    O governo federal anunciou também, nessa passagem por Aracruz, a entrega de 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, do Ministério da Saúde.

    *A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura.

  • Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção

    Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção

    Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção

    Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

    Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

    O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

    Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Interpol

    A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

    De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

    Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

    “A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

    O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

    “Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

    Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

    Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

    “Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

  • Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países

    O governo brasileiro, Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores do Brasil vêm trabalhando para restituir fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais ou culturais espalhados por, pelos menos, 14 países. 

    Conhecida como colonialismo científico, prática prejudica ciência e os museus brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), há pelo menos 20 negociações de restituição com esses países.

    Assim como o MRE, a Procuradoria-Geral da República no Ceará trabalha na repatriação de fósseis. De acordo com a instituição, os Estados Unidos lideram a lista de países com maior número de pedidos de devolução de patrimônios, com oito ações abertas, seguidos da Alemanha (quatro); Reino Unido (três); Itália (duas), França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão (uma cada). As duas solicitações destinadas à Espanha e as outras duas enviadas à Coreia do Sul foram rejeitadas.

    No mês passado, um acordo entre Brasil e Alemanha promete repatriar ao sertão do Araripe, no Ceará, o dinossauro Irritator challengeri, da espécie do espinossaurídeo. O animal, que podia chegar a 14 metros de altura, viveu no sertão cearense cerca de 116 milhões de anos atrás. O material foi retirado ilegalmente do Brasil e estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, desde 1991.

    Outra ação do Itamaraty, em parceria com pesquisadores brasileiros, também permitiu o retorno, em 2024, do manto Tupinambá, usado por indígenas brasileiros no século 17 e que estava na Dinamarca. Também foram repatriados, em fevereiro deste ano, outros 45 fósseis originais da Bacia do Araripe (CE) que estavam na Suíça.

    Venda proibida

    O diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Araripe (CE), professor Allysson Pinheiro, ressaltou à Agência Brasil que se somam ao número informado pelo MRE as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

    “Há vários outros materiais que estão sendo negociados com a Alemanha, e há patrimônios do Brasil em quase todos os continentes. Há negociações para repatriações nos Estados Unidos (EUA), França, Coreia, Japão, Itália.”

    No Brasil, os fósseis são protegidos pelo Decreto 4.146 de 1942. De acordo com a norma, o patrimônio natural não pode ser de propriedade privada por pertencer à União. 

    Há exceções para exportar fósseis que devem ter autorização expressa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), além de o receptor do material precisar ter vínculo com instituição brasileira.

    “Há vários países que permitem o comércio de fósseis com empresas especializadas nessas vendas. Mas elas não podem vender fósseis do Brasil”, acrescentou o especialista da Universidade Regional do Cariri (Urca).

    O caso do Ubirajara

    A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe.

    O caso do Ubirajara

    A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe.

    A paleontóloga Aline Ghilard fala sobre o colonialismo científico – Aline Ghilard/Arquivo Pessoal

    Coordenadora do Laboratório de Dinossauros (DinoLab) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a paleontóloga Aline Ghilard conta que pessoas comuns passaram a pressionar o museu alemão, ainda em 2020, uma vez que a instituição vinha se negando a devolver o fóssil.

    “O museu lançou nota pública falando que não tinha nada de irregular e que o fóssil pertenceria à Alemanha. As redes do museu foram devastadas por comentários de brasileiros. Esse foi justamente o ponto de virada na história.”

    Colonialismo científico

    Segundo ela, o caso afetou a imagem da instituição alemã e impulsionou o acordo para devolução do material.

    “A maior parte dos museus europeus está recheada com materiais de territórios que foram colônias ou que têm sido, até hoje, explorados numa lógica de assimetria de poder. Esses países se sentem no direito de vir aos nossos territórios e coletar materiais.”

    Pelo menos 490 fósseis de espécies de macroinvertebrados foram extraídos irregularmente da Bacia do Araripe, de acordo com estudo publicado na Palaeontologia Electronica, que analisou pesquisas de 1955 a 2025. “Quase metade de todas as publicações analisadas [104 de 218; 47,7%] foram escritas exclusivamente por pesquisadores estrangeiros, sem coautores brasileiros”, destaca o texto, que teve a participação de Aline Ghilard.

    Outro estudo identificou 71 publicações, entre 1990 e 2020, que continham análise de macrofósseis da Bacia do Araripe do período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás. “Uma grande proporção [88%] dos fósseis descritos nessas publicações foi levada do Brasil para serem depositados em coleções de museus estrangeiros e ainda não foram devolvidos”, destaca a publicação da Royal Society Open Sciesce.

    Há instituições que devolvem os fósseis por boa vontade, assim que descobrem que se tratou de venda ilegal, como foi o caso da aranha Cretapalpus vittari, que homenageia a cantora Pabllo Vittar. O exemplar foi devolvido pela Universidade do Kansas, nos EUA, em 2021. O animal viveu há mais de 100 milhões de anos na região do Araripe. Por outro lado, há países e instituições que apresentam resistência a devolver os materiais.

    Impacto na ciência

    A exportação ilegal desses fósseis traz consequências importantes para ciência brasileira. Na maioria das vezes, o estudo desses materiais fica inacessível ao pesquisador brasileiro.

    “Quando esses bons fósseis todos vão lá para fora, quem vai fazer as grandes descobertas que dão prestígio científico e acadêmico são os estrangeiros. Basicamente, só produzem ciência de ponta, porque eles estão num círculo de poder que se retroalimenta”, destaca.

    Para ela, a repatriação do patrimônio natural quebra o ciclo de poder que favorece os países mais ricos. “Inclusive podendo atrair investimentos estrangeiros e a gente passa a competir de igual para igual.”

    Impacto nos museus

    O diretor do Museu em Santana do Araripe, Allyson Pinheiro, contou que o retorno do fóssil do dinossauro Ubirajara aumentou bastante o número de visitantes e de investimentos.

    “[Ele] faz parte da identidade e do orgulho do território. É muito importante ver as crianças se apropriando dessas riquezas. Fósseis de dinossauros são superatrativos para esse público e tem realmente aficionado crianças e adultos”, explicou o professor do programa de diversidade biológica e recursos naturais da Urca.

    Em 2006, a Unesco designou a Bacia do Araripe como geoparque mundial – o primeiro com essa designação no Brasil. Um geoparque mundial da Unesco é um território que abriga sítios e paisagens de relevância geológica internacional.

    Em fevereiro de 2024, a Unesco incluiu a Bacia do Araripe, onde os dinossauros Irritator e Ubirajara foram encontrados, como candidata a integrar a lista de patrimônios da humanidade declaradas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

    A região, de cerca de 972 mil quilômetros quadrados, abrange municípios do Ceará, Piauí e Pernambuco.

  • Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

    Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

    Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

    A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

    Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.

    O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

    Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
  • Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.

    A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

    Pagamento

    O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

  • Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Alistamento Militar de 2026 termina em 30 de junho

    Os jovens que completam 18 anos em 2026 têm até o dia 30 de junho para fazerem o alistamento militar. O procedimento é obrigatório para os brasileiros do sexo masculino e voluntário para as mulheres que desejarem ingressar nas Forças Armadas. 

    A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site alistamento.eb.mil.br ou presencialmente na Junta de Serviço Militar mais próxima. Veja endereços aqui.

    A expectativa do Comando Militar do Planalto é que mais de 1 milhão de jovens em todo o país se candidatem este ano. 

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Quem deve se alistar

    Todos os jovens do sexo masculino nascidos em 2008 que completam 18 anos ao longo de 2026. Para o sexo feminino, o alistamento é voluntário e segue o mesmo prazo, até 30 de junho. As jovens também devem completar 18 anos em 2026.

    Como se alistar

    É necessário ter cadastro na plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. Se não tiver acesso à internet ou preferir fazer o alistamento presencialmente, o interessado deve se dirigir à Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima de sua residência, com os seguintes documentos:

    1. certidão de nascimento ou casamento;
    2. carteira de identidade ou Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
    3. comprovante de residência recente.

    Consequências

    O prazo se encerra em 30 de junho. Os homens que ainda não tiverem se alistado até essa data, precisarão pagar multa para regularizar a situação militar. Quem não fizer o procedimento, enfrentará restrições para:

  • obter passaporte;
  • assumir cargos públicos;
  • matricular-se em instituições de ensino;
  • participar de concursos públicos;
  • receber benefícios sociais
  • No caso das mulheres, o alistamento é voluntário e somente poderá ocorrer dentro do prazo estabelecido. Após 30 de junho, não será mais possível se candidatar para o processo seletivo.

    Formação profissional e oportunidades

    Durante a prestação do serviço militar, os jovens são orientados a lidar com disciplina, liderança e responsabilidade e podem participar do Projeto Soldado-Cidadão. O programa oferece cursos de capacitação em diversas áreas e ampliam as chances de inserção no mercado de trabalho ao término do serviço militar.

    Previsão legal

    O Serviço Militar Inicial está previsto na Constituição e regulamentado pela Lei do Serviço Militar, que dispõe sobre o Serviço Militar no Brasil e estabelece as normas para o alistamento e a prestação do serviço às Forças Armadas.

    Próximas fases

    O alistamento é apenas a primeira etapa. Após o alistamento, o cidadão receberá o Certificado de Alistamento Militar (CAM) e deverá consultar o site periodicamente para saber se foi dispensado ou se deve comparecer à etapa de seleção geral, no segundo semestre de 2026.

    Aqueles que não foram dispensados ou dispensadas de imediato serão convocados para exames médicos e odontológicos; testes de aptidão física e entrevistas sobre suas habilidades e interesse em servir.

    Caso seja dispensado por excesso de contingente ou more em município que não contribui com pessoal para o serviço militar inicial obrigatório, a pessoa deverá participar da cerimônia de juramento à bandeira para receber o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

    Os demais não dispensados passarão ainda pelas etapas seguintes de: designação, seleção complementar e incorporação ou matrícula em uma das três Forças Armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica).

    O serviço militar terá início em 2027, com duração de um ano.

  • Manaus sediará primeira edição do evento ‘Amazônia Inteligente’

    Manaus sediará primeira edição do evento ‘Amazônia Inteligente’

    Manaus sediará primeira edição do evento ‘Amazônia Inteligente’

    Em sua primeira edição, o “Amazônia Inteligente”, com o apoio da Prefeitura de Manaus, reunirá especialistas regionais e nacionais de 16 a 18 de junho para um amplo debate sobre inovação, tecnologia e Inteligência Artificial (IA). O evento, que acontecerá entre os dias 16 e 18 de junho, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e no centro de convenções Manaus Plaza, focará na aplicação da IA em setores-chave, como saúde, indústria, negócios e setor público.

    Promovido pelo Instituto Amazônia Inteligente, o evento terá trilhas de conhecimento voltadas à capacitação prática dos participantes, além de palestras, área de exposições, espaço de networking e atividades interativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação da Amazônia.

    O secretário municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), Alonso Oliveira, destacou a importância do apoio da Prefeitura de Manaus a iniciativas voltadas à tecnologia e ao desenvolvimento regional. “A gestão do prefeito Renato Junior entende que investir em inovação e qualificação tecnológica é preparar Manaus para o futuro. O ‘Amazônia Inteligente’ fortalece o ecossistema de inovação da cidade, gera oportunidades e aproxima a população das novas tecnologias”, afirmou o titular da Semtepi.

    O presidente do Instituto Amazônia Inteligente, Ítalo Reis, ressaltou que o evento nasce com a proposta de democratizar o acesso ao conhecimento sobre Inteligência Artificial na região Norte. “Queremos incentivar o uso da IA de forma estratégica e inteligente nas mais diversas áreas profissionais, além de conectar inovação, negócios e desenvolvimento regional. Nossa meta é consolidar o Amazônia Inteligente como um evento anual e referência na Amazônia”, destacou.

    Entre os nomes de palestrantes já anunciados estão Daniel Vicentini, especialista da Amazon com mais de 30 anos de experiência em tecnologia; Everton Goursand, coordenador de programas de Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Ludymila Lobo, integrante do Google Developers Group Manaus; além de Marcos Araújo, superintendente de Estratégia de Dados e Analytics do Hospital Israelita Albert Einstein, e o pesquisador Luis Nakayama, doutor pela Unifesp com atuação no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

    Além das palestras e painéis técnicos, a programação contará com área de exposições de empresas e startups, espaço Business Match para conexões entre negócios e fornecedores especializados em IA, além de uma arena interativa com jogos voltados ao desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico, criatividade e colaboração.

    As inscrições e informações completas sobre a programação estão disponíveis no site oficial do evento evento.amazoniainteligente.org.

  • SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    O Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta quinta-feira (21/5) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. Segundo o MS, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

    A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do INCA para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

    O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

    O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

    Entre as principais vantagens do exame FIT estão:

  • não exige preparo intestinal;
  • não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
  • pode ser feito com apenas uma amostra;
  • é menos invasivo;
  • tem maior adesão da população.
  • Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    Governo Federal lança edital para inscrições de organizações na Plataforma Juventude Solidária

    A Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), lança nesta quinta-feira (21) o primeiro edital da Plataforma Juventude Solidária, iniciativa que conecta jovens de 16 a 29 anos a organizações da sociedade civil e órgãos públicos para fortalecer políticas públicas em territórios vulneráveis em todo o país.

    Resultado de uma ação conjunta entre a Secretaria-Geral e os ministérios da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o Juventude Solidária estimula o protagonismo juvenil por meio do voluntariado e da cidadania ativa, articulando o engajamento dos jovens a projetos em diversas áreas, como educação, cultura, assistência social, meio ambiente, segurança pública, entre outras.

    Integrada ao Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) e à Plataforma Brasil Participativo, a nova ferramenta digital representa mais um passo na construção de uma política pública participativa e territorializada.

    INSCRIÇÕES PARA ORGANIZAÇÕES

    O primeiro edital é voltado ao cadastramento de entidades e projetos. Podem participar organizações que atuem em territórios de vulnerabilidade social ou disponham de equipamentos públicos, desde que suas iniciativas estejam vinculadas a políticas públicas existentes.

    As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do sítio eletrônico oficial da Plataforma Juventude Solidária , que estará ativo apenas a partir desta quinta (22).

    As organizações selecionadas poderão receber apoio de até R$ 12 mil, divididos em seis parcelas. Os coordenadores dos projetos aprovados também terão uma ajuda de custo no mesmo valor.

    INSCRIÇÕES PARA JOVENS VOLUNTÁRIOS

    Em uma segunda etapa, que será lançada após a seleção dos projetos, jovens de 16 a 29 anos poderão se cadastrar na plataforma, indicando seus eixos temáticos de interesse e o território onde desejam atuar. O sistema cruzará automaticamente o perfil dos jovens inscritos com as vagas disponibilizadas pelas organizações participantes, facilitando o encontro entre quem quer contribuir e quem precisa de apoio. Os jovens selecionados também receberão uma ajuda de custo.

    EIXOS TEMÁTICOS DO JUVENTUDE SOLIDÁRIA

    – Saúde, Assistência e Segurança Alimentar

    – Comunicação e Tecnologia

    – Direito a Cidade, Moradia e Território

    – Participação Social, Educação e Democracia

    – Renda, Trabalho e Empreendedorismo

    – Cultura, Esporte e Lazer

    – Sustentabilidade e Meio Ambiente

    – Acesso à Justiça e Segurança Pública

     

    Mais informações para imprensa: sgpr.ascom@presidencia.gov.br

  • Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com