Autor: Redação – Portal AM

  • Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    Escola deve estimular descanso e abrir espaço para neurodivergentes, prevê projeto

    O Senado analisa um projeto de lei que prevê pausas de descanso durante a jornada escolar e campanhas de conscientização sobre a importância do sono para o desenvolvimento dos alunos. O texto também estabelece que as escolas devem oferecer, sempre que possível, um espaço seguro e acolhedor para descanso e autorregulação de estudantes neurodivergentes.

    O PL 175/2026, proposto pelo ex-senador Bruno Bonetti (PL-RJ), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996) para incluir as medidas entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino. Segundo o parlamentar, as escolas precisam se adaptar para atender às necessidades biopsicossociais (físicas, psicológicas e sociais) dos estudantes.

    Bonetti alerta sobre as consequências da privação de sono na infância e adolescência, que compromete o desenvolvimento cognitivo e reduz a capacidade de atenção e memória. Segundo o autor, a introdução de pausas de descanso resulta na melhoria do rendimento acadêmico e no fortalecimento da saúde mental, “configurando-se como um investimento crucial em bem-estar e qualidade de ensino”.

    Educação inclusiva

    A proposta trata especialmente dos alunos neurodivergentes, cujo cérebro funciona de forma diferente do funcionamento neurológico considerado típico. São exemplos de neurodivergências o transtorno do espectro autista (TEA) e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

    Os espaços destinados à autorregulação emocional e sensorial de estudantes neurodivergentes, propostos no projeto, têm o objetivo de garantir a esses alunos um local seguro para descompressão em momentos de crise ou sobrecarga, justifica o autor. O texto cita o modelo das “salas azuis” já adotadas em algumas instituições.

    Para o senador, esses espaços “promovem a inclusão efetiva ao permitir que o estudante utilize estratégias para regular seu estado sensorial e emocional, prevenindo crises e permitindo que retorne à sala de aula em condições de participar plenamente”. Além disso, funcionam como apoio pedagógico aos professores e ajudam a reduzir a sobrecarga das famílias, explica.

    A medida visa concretizar o direito à educação inclusiva já previsto na legislação, argumenta Bonetti.

    Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly 

    Fonte: Agência Senado

  • Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária no mês de junho permanecerá amarela. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho.

    Adotado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no País.

    Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

    Saiba mais sobre as bandeiras em https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/tarifas/bandeiras-tarifarias

  • Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

    Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

    Casos de violência sexual em conflitos mais que duplicaram em 2025, diz ONU

    No ano passado, quase 10 mil casos de violência sexual relacionada a conflitos foram documentados pelas Nações Unidas. O número representa mais do que o dobro de casos notificados no mesmo período de 2024. Os dados constam de um relatório do secretário-geral da ONU, divulgado neste 29 de maio.

    A publicação documenta o recurso à violação, à escravidão sexual e ao casamento forçado, bem como ao tráfico e aos raptos em 21 países afetados por conflitos em África, no Oriente Médio, na Europa e no Caribe.

    Agravamento da violência sexual 

    A representante especial do secretário-geral sobre Violência Sexual em Conflito, Pramila Patten, afirmou que os números refletem uma tendência global de agravamento da violência sexual em contextos de guerra, “marcados por extrema brutalidade e visando esmagadoramente mulheres e meninas”.

    O relatório confirmou 9.788 casos de violência sexual relacionada com conflitos durante 2025. No entanto, a representante da ONU enfatizou que este número não reflete a realidade brutal.

    “Os números contidos neste relatório devem ser entendidos não como o quadro completo, mas como um indicador de um padrão muito mais amplo de violações que permanecem em grande parte invisíveis e subnotificadas”, afirmou.

    Civis como alvo 

    Apesar de as mulheres e meninas continuarem a ser os principais alvos da violência sexual, homens e meninos também foram submetidos a abusos sexuais como forma de tortura.

    Por sua vez, as pessoas Lgbtqi+ enfrentaram um risco acrescido de perseguição e assédio direcionado.

    Segundo os dados, as vítimas tinham idades entre um e 70 anos, registando-se também casos envolvendo pessoas com deficiência.

    A violência foi frequentemente acompanhada por abusos físicos extremos, incluindo homicídios após violação e casos de suicídio entre sobreviventes, sublinha Pramila Patten.

    Áreas ricas em recursos naturais 

    O relatório refere que grupos armados não-estatais continuaram a usar a violência sexual para exercer controlo sobre comunidades e territórios, incluindo áreas ricas em recursos naturais.

    Perante a documentação de padrões contínuos de violência sexual, as forças armadas e de segurança da Rússia e as forças armadas e de segurança de Israel foram incluídas pela primeira vez na publicação anual.

    A ampla disponibilidade de armas ligeiras continuou também a alimentar a violência sexual em múltiplos conflitos, segundo as conclusões.

    Ao mesmo tempo, as restrições ao acesso humanitário, a insegurança e a falta de financiamento dificultaram a documentação dos abusos e o apoio aos sobreviventes.

    Apelo à ação 

    O relatório insta o Conselho de Segurança e os respetivos Estados-Membros a reforçar a prevenção, a responsabilização e o apoio aos sobreviventes de violência sexual.

    As recomendações incluem garantir o acesso humanitário, a expansão do mecanismo de monitorização e sanções, o reforço da proteção das mulheres nas missões da ONU e o aumento do financiamento para serviços médicos, psicossociais e jurídicos.

  • Prefeitura reforça fiscalização no Centro e apreende materiais de estabelecimentos reincidentes

    Prefeitura reforça fiscalização no Centro e apreende materiais de estabelecimentos reincidentes

    Prefeitura reforça fiscalização no Centro e apreende materiais de estabelecimentos reincidentes

    A Prefeitura de Manaus realizou, na madrugada deste domingo, 31/5, a segunda operação consecutiva de fiscalização na região da praça da Saudade e rua Simão Bolívar, no Centro, zona Sul da capital. A ação integrada resultou na aplicação de cinco autos de infração pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e na apreensão de 15 materiais utilizados de forma irregular de estabelecimentos que voltaram a ocupar irregularmente calçadas e espaços públicos, mesmo após orientações e medidas administrativas anteriores.

    A fiscalização integra o trabalho de ordenamento urbano desenvolvido pela Prefeitura de Manaus e atende a demandas encaminhadas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), além de denúncias de moradores relacionadas à poluição sonora, perturbação do sossego público, ocupação irregular de áreas públicas, obstrução de vias e comércio ambulante irregular.

    A ação contou com a participação integrada de órgãos da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado, incluindo Guarda Municipal de Manaus (GMM), Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Visa Manaus), Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), além de órgãos estaduais e instituições parceiras.

    Segundo a chefe da Divisão de Controle do Implurb (Dicon), Maria Aparecida Froz, a operação busca garantir que os espaços públicos cumpram sua função social e permaneçam acessíveis para toda a população.

    “O que temos observado é que alguns estabelecimentos insistem em ocupar irregularmente calçadas e áreas públicas, mesmo após orientações e notificações anteriores. Nesta segunda ação, as apreensões ocorreram justamente em casos de reincidência, quando os responsáveis voltaram a descumprir as normas urbanísticas. O espaço público é de uso coletivo e sua ocupação depende de autorização do poder público, respeitando critérios que garantam a circulação segura de pedestres e a acessibilidade de toda a população”, destacou.

    Maria Aparecida também ressaltou que muitos comerciantes ainda tratam as calçadas como extensão dos próprios estabelecimentos.

    “O que percebemos é que muitos comerciantes acham que o espaço da calçada pertence a eles e entendem que podem ocupá-lo de forma irregular. Por isso contamos com a atuação permanente da fiscalização para atender às demandas da população e evitar esse tipo de abuso”, afirmou.

    De acordo com a Semacc, entre os 15 itens irregulares apreendidos estão mesas, cadeiras, bebidas, carrinhos de churrasco e mais outros itens diversos. O diretor de comércio formal da pasta, Jorge Pimentel, explica que a operação visa coibir práticas irregulares e contribuir para a organização e ordenamento dos espaços fiscalizados.

    “O nosso trabalho é coibir o ambulante que não está aqui de forma autorizada. Eles são notificados, é feito o auto de infração, seguido do recolhimento dos materiais”, completou.

    Vigilância Sanitária 

    Como parte da operação, a Visa Manaus também atuou com equipes mobilizadas para verificar a segurança sanitária dos alimentos e bebidas oferecidos ao público nos comércios da área e para oferecer orientações sobre boas práticas sanitárias.

    Os locais visitados estavam com licença sanitária válida e não apresentavam infrações significativas. Dois deles, que estavam próximos da data de renovação, foram orientados acerca de higiene e organização, além da recuperação de alguns pontos na estrutura física, como recuperação de piso, retirada de infiltração e pintura. Não foram encontrados alimentos em situação irregular.

    Amparo legal

    As apreensões realizadas durante a operação possuem respaldo na legislação urbanística municipal e no Plano Diretor de Manaus. De acordo com as normas vigentes, a utilização de passeios públicos e demais áreas comuns para atividades comerciais depende de autorização prévia do poder público e do cumprimento de requisitos relacionados à acessibilidade, mobilidade urbana e segurança dos pedestres.

    O entendimento jurídico adotado pelo município estabelece que a ocupação irregular de calçadas e logradouros públicos configura infração administrativa, sujeita à aplicação de multas e à apreensão dos materiais utilizados na irregularidade, como mesas, cadeiras e equipamentos que obstruam a circulação de pessoas.

    Antes das apreensões, os responsáveis pelos estabelecimentos foram orientados e notificados pelos órgãos de fiscalização. Entretanto, diante da reincidência das irregularidades, foram adotadas as medidas previstas na legislação municipal.

    A Prefeitura de Manaus reforça que continuará realizando ações integradas de fiscalização na área central da cidade e em outras regiões da capital, visando garantir o ordenamento urbano, a acessibilidade, a segurança da população e o cumprimento das normas municipais.

    Denúncias

    A população pode colaborar com as ações de fiscalização por meio do Disque Denúncia do Implurb, pelos telefones (92) 3673-9305 e 161, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, exceto feriados e pontos facultativos, ou pelo e-mail disquedenuncia.implurb@manaus.am.gov.br.

  • Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla

    Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla

    Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com esclerose múltipla no mundo – no Brasil, cerca de 40 mil têm a doença. Apesar de ainda não ter cura, o diagnóstico precoce pode estabilizar a progressão da esclerose. Além disso, avanços em medicação e terapias nos últimos anos permitiram reduzir a atividade inflamatória e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

    Neste sábado (30) é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. De acordo com a OMS, o número de pessoas afetadas tem aumentado gradativamente, sendo a maioria mulheres. A cada cinco minutos, uma pessoa recebe o diagnóstico de esclerose múltipla no mundo, de acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF).

    O que é a esclerose múltipla?

    É considerada uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal. Com isso, pode comprometer funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. A condição atinge majoritariamente adultos jovens e mulheres e exige diagnóstico precoce e tratamento contínuo para estabilizar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida.

    O Ministério da Saúde reforça que a enfermidade acomete normalmente adultos jovens, dos 20 aos 50 anos de idade, com pico aos 30 anos, sendo mais rara quando se inicia fora dessa faixa etária. Em média, é duas vezes mais frequente em mulheres e apresenta menor incidência na população afrodescendente, oriental e indígena.

    O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema e membro da Federação Mundial de Neurorradiologia, explica que a esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, substância responsável por proteger e facilitar a condução dos impulsos nervosos no cérebro e na medula espinhal.

    Diagnóstico

    Os sintomas da esclerose múltipla podem variar de pessoa para pessoa e surgir de forma intermitente, o que costuma atrasar a procura por avaliação especializada. Fadiga intensa, alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades motoras e alterações urinárias estão entre os sinais mais comuns.

    A doença pode impactar diferentes funções neurológicas ao longo do tempo. Por esse motivo, especialistas alertam para a importância da investigação adequada de sintomas, que não devem ser normalizados.

    Segundo Maia, o reconhecimento de sintomas persistentes ou fora do padrão é condição essencial para evitar atrasos no diagnóstico.

    O médico esclareceu que muitos pacientes convivem durante meses, ou até anos, com sintomas neurológicos que são tratados como algo passageiro. Ele ressalta que “no caso de doenças como a esclerose múltipla, investigar cedo pode fazer diferença na preservação da qualidade de vida e na condução do tratamento”.

    Alto Custo

    O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde garante o diagnóstico e o fornecimento gratuito de medicamentos para pacientes com esclerose múltipla.

    Para ter acesso ao tratamento e aos medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a pessoa deve passar por avaliação médica, preferencialmente com um neurologista no SUS, que preencherá o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME). Junto com exames como a ressonância magnética e documentos pessoais, o laudo deve ser entregue na Farmácia de Alto Custo mais próxima para que o paciente tenha acesso às medicações.

  • Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância

    Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância

    Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância

    Brincar é um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Comemorado na última quarta-feira (28), o Dia Mundial do Brincar estimulou atividades por todo país e mais uma vez provocou reflexões sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento humano, especialmente o das crianças. 

    A Agência Brasil conversou com a pesquisadora e professora universitária especialista no tema Sarah Menezes Rocha. Ela é mãe de uma bebê de 1 ano, formadora de docentes e conselheira da Aliança pela Infância, um movimento internacional em defesa da infância e que há duas décadas celebra a data no Brasil.

    Em manifesto sobre a importância do brincar publicado nas redes sociais na última semana, a Aliança disse que esta é a principal forma de a criança “existir, se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo”.

    A entidade alertou para a importância de reservar tempo para as brincadeiras, em um mundo cada vez mais atravessado por telas.

    “É no brincar livre que crianças se desenvolvem, criam vínculos e se encontram com o outro, desenvolvendo a sua humanidade”, diz o texto da organização. “Brincar é a maneira da criança participar da sociedade, é expressão cidadã e democrática”.

    Neste ano, as atividades em celebração ao Dia Mundial do Brincar vão até domingo (31). A Aliança pela Infância organizou em seu site uma agenda nacional com atividades em escolas, coletivos, organizações e comunidades por todo o país, como um chamado para que a sociedade se engaje na defesa deste direito.

    Leia abaixo a entrevista

    Agência Brasil: O que é o brincar? A senhora pode definir exatamente? E qual sua importância?

    Sarah Menezes Rocha: O brincar é a linguagem da própria infância. É a forma como a criança se relaciona com o mundo, com o outro e consigo mesma. Quando a criança está brincando, ela não está apenas passando o tempo, se distraindo, ela está experimentando o mundo ao seu redor, imaginando, ela está ali tendo a oportunidade de criar hipóteses, de sentir diferentes emoções, construir vínculos e também traduzir a cultura.

    A gente tem, no Brasil, um brincar tão diverso. Em cada região, há um tipo de brincadeira peculiar. As crianças também são seres produtores de cultura, dentro do que é a grande cultura brasileira.

    Agência Brasil: Existe uma idade limite para brincar?

    Sarah Menezes Rocha: Não. O brincar nasce da infância, mas a gente carrega ele na nossa vida para sempre. Enquanto adultos, cabe a nós ter essa sensibilidade de poder acessar essa infância dentro de nós. A criança que a gente foi um dia está sempre conosco.

    Agência Brasil: O brincar é fundamental na formação humana?

    Sarah Menezes Rocha: O brincar é esse espaço privilegiado de construção do ser humano. Através da nossa brincadeira, a criança aprende a negociar, a esperar, a lidar com diferentes situações e conflitos. O brincar é a centelha da formação humana.

    Agência Brasil: A Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que define o que os estudantes devem aprender, estabelece o brincar como parte do currículo da educação infantil. Como o brincar está sendo aplicado?

    Sarah Menezes Rocha: Falando como Aliança pela Infância, há trabalhos maravilhosos sendo feitos dentro de escolas, escolas públicas e em espaços não escolares. Agora, no ensino fundamental, ainda prevalece a visão de que a criança deixou de ser criança.

    No contexto escolar, as disciplinas tomam conta desse espaço que antes era tão necessário, tão valorizado, que era o espaço da brincadeira. Porém, o brincar não deve ser periférico no currículo. Ele precisa ser reconhecido.

    Existe hoje um risco muito grande de escolher escolarizar precocemente a infância, antecipando conteúdos e cobranças avaliativas, o que atrapalha. A criança precisa desse espaço da brincadeira, inclusive, no ensino fundamental.

    Agência Brasil: As escolas estão preparadas para incentivar o brincar?

    Sarah Menezes Rocha: Hoje existe uma pressão grande por desempenho dentro das escolas. E a gente precisa discutir isso com responsabilidade.

    Vivemos uma antecipação da lógica produtivista na infância, querendo que as crianças também sejam “seres produtores”. Até mesmo crianças bem pequenas, muitas já estão convivendo com excesso de atividades dirigidas, de metas, de estímulos. Em contrapartida, têm pouco tempo para uma experiência livre.

    Mas esse problema não nasce na escola, nasce da comunidade. Nós precisamos de um compromisso comunitário e social com o brincar. Estamos falando de ações no ambiente escolar e familiar, mas também de políticas públicas.

    Agência Brasil: Como podemos incentivar o brincar, por onde começar?

    Sarah Menezes Rocha: A gente pode garantir tempos menos acelerados para as crianças dentro do contexto familiar e escolar. A gente pode valorizar as experiências que as crianças têm ao ar livre; ocupar espaços seguros na cidade, praças, parques; cobrar das autoridades esses espaços com segurança; podemos promover brincadeiras coletivas em casa, no condomínio, além de incluir as crianças sempre.

    É preciso ampliar o espaço de escuta, porque as crianças precisam ser ouvidas. Elas sabem dizer como que a gente pode abrir espaço para o brincar de forma livre. O desenvolvimento humano, de forma saudável, ocorre quando a gente oportuniza os espaços para que a criança seja criança.

  • Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental

    Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental

    Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental

    Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz.

    “É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica.

    É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão.

    É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife.

    O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa.

    O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco.

    “As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur.

    “As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”.

    Índice de Resiliência Metabólica

    Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie. “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma.

    A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais.

    “O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”.

    Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).

    E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica.

    “Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha [bairro de Recife] a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui.

  • SSP-AM reforça a Operação Segurança Presente com foco em visibilidade policial

    SSP-AM reforça a Operação Segurança Presente com foco em visibilidade policial

    SSP-AM reforça a Operação Segurança Presente com foco em visibilidade policial

    A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) realizou, na noite de sexta-feira (29/05), a operação Segurança Presente, ação de visibilidade. A iniciativa tem como objetivo acompanhar as atuações executadas pelas Forças de Segurança, nas ruas, para buscar melhorar as atividades desenvolvidas de forma integrada no estado e fortalecer a segurança da população.

    Toda a atividade foi conduzida pelo secretário interino da SSP-AM, Anézio Paiva. A operação é composta por servidores da Secretaria que, nesta primeira fase, estiveram nas zonas oeste e leste de Manaus.

    “As Forças de Segurança estão no terreno, e a Secretaria de Segurança também está presente para coordenar, fiscalizar e verificar o que precisamos melhorar aqui em Manaus. E amanhã também estaremos no interior do estado para verificar essa situação”, explicou o secretário interino da SSP-AM.

  • Amazonas intensifica Operação Segurança Presente com tropas especializadas 31 de maio de 2026 às 12:07

    Amazonas intensifica Operação Segurança Presente com tropas especializadas 31 de maio de 2026 às 12:07

    Amazonas intensifica Operação Segurança Presente com tropas especializadas 31 de maio de 2026 às 12:07

    Mais de 120 policiais das tropas especializadas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) iniciaram o reforço das ações da Operação Segurança Presente, em todas as zonas de Manaus, na noite de sábado (30/05). O ponto de reunião operacional foi na sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), localizado na rua Tiradentes, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital amazonense.

    A operação faz parte da estratégia integrada de segurança pública do Governo do Amazonas, em alinhamento com o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). As ações vêm sendo realizadas em Manaus e em todos os municípios do Amazonas, fortalecendo a atuação das forças de segurança nas principais rotas utilizadas pelo crime organizado no estado.

    Segundo o comandante-geral da PMAM, coronel PM Klinger Paiva, a Operação Segurança Presente tem reforçado o policiamento ostensivo, por meio de ações estratégicas para áreas de maior circulação de pessoas e incidência criminal, ampliando a presença das forças de segurança tanto na capital quanto no interior do estado.

    “A Operação Segurança Presente é uma determinação do governador Roberto Cidade e tem como foco reforçar as ações de presença policial e as abordagens qualificadas, especialmente nas áreas de maior fluxo de pessoas e onde há maior necessidade de atuação das forças de segurança. A Polícia Militar tem se desdobrado em diversos horários do dia, empregando suas tropas especializadas, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e o Comando de Policiamento Ambiental (CPA), inclusive na orla da cidade. A operação também já foi desencadeada em todos os municípios do interior”, afirmou o comandante-geral da PMAM.

    Nesta nova fase, acrescenta o comandante-geral, o Comando de Policiamento Especializado, juntamente com o Comando de Policiamento Metropolitano, reforça as áreas de serviço com suas tropas especializadas, levando mais segurança para a população e fortalecendo o trabalho das equipes que atuam diariamente no terreno.

    Reforçando as ações de policiamento ostensivo em Manaus, a Operação Segurança Presente mobilizou efetivo e viaturas do Comando de Policiamento Especializado (CPE) em áreas consideradas prioritárias para a prevenção e combate à criminalidade.

    Segundo o comandante do CPE, coronel Alysson Lima, o emprego estratégico das equipes visa ampliar a presença policial e fortalecer a segurança da população. Ao todo, os 122 policiais militares das tropas especializadas do CPE e do CPM foram empregados em 33 viaturas e 16 motocicletas.

    “O Comando de Policiamento Especializado está presente em todas as áreas de Manaus e também no interior do estado. Neste sábado, dando continuidade à Operação Segurança Presente, este efetivo está sendo direcionado para áreas estratégicas identificadas pela mancha criminal, com o objetivo de garantir não apenas a sensação de segurança, mas uma segurança efetiva para a população amazonense”, enfatizou o comandante do CPE.

    Fazem parte do CPE as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Companhia de Operações Especiais (COE), Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), Batalhão de Policiameto de Choque (BPChoque), Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) e Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer).

    O comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), tenente-coronel França Filho, relata que desde a primeira fase da operação as unidades de policiamento comunitário ampliaram a presença do efetivo nas áreas de maior circulação de pessoas. Na operação iniciada sábado, fizeram parte as tropas especializadas do CPM como a Força Tática, Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) das áreas oeste e sul.

    “Além dos 40 pontos de visibilidade (Pontos de Relacionamento Comunitário e Visibilidade), contamos diariamente com cerca de 185 viaturas em serviço, atendendo ocorrências do 190 e realizando patrulhamento em toda cidade para proporcionar mais segurança à população”, destacou o comandante do CPM.

    Ampliação do policiamento ostensivo

    Lançada pelo governador Roberto Cidade no dia 5 de maio, a iniciativa ampliou a presença policial ostensiva em Manaus, com foco no combate à criminalidade. A segunda fase da operação foi iniciada dia 11 de maio, ampliando as ações integradas das Forças de Segurança aos 61 municípios do interior.

    Desde o seu lançamento até o dia 29 de maio, a Polícia Militar do Amazonas apreendeu 67 armas, recuperou 32 veículos, capturou 75 foragidos, realizou 215 prisões por crimes diversos, além das apreensões de 1.882 munições e 2,6 toneladas de entorpecentes.

  • Uso excessivo de telas prejudica criatividade nas brincadeiras

    Uso excessivo de telas prejudica criatividade nas brincadeiras

    Uso excessivo de telas prejudica criatividade nas brincadeiras

    Do que você mais gostava de brincar quando era criança? As lembranças da infância trazem nostalgia para a auxiliar de limpeza Hozana da Silva, que recorda nitidamente suas brincadeiras favoritas.

    “É aproveitar muitas coisas assim. Na rua brincava de pique-bandeira, pique-esconde, jogar bola, queimada. Tudo isso eu aproveitei. Eu não vejo crianças brincando mais. Eu vejo as crianças muito sentadas com a mãe, com o celular na mão”.

    O relato da Hozana revela como o ato de brincar se transformou ao longo do tempo. Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Brincar destaca a importância da conexão e do desenvolvimento na infância evidencia a metamorfose nas formas de diversão. A presença digital ganhou terreno no mundo real, e as brincadeiras ditas tradicionais tiveram que coexistir com as telas.

    A terapeuta ocupacional da Universidade de São Paulo, Amanda Sposito, comenta como as famílias administram o tempo dedicado ao brincar atualmente.

    “Hoje em dia, a gente tem crianças que estão muito presas dentro de casa, porque a gente vive uma situação de insegurança e de perigo nas ruas. E, ao mesmo tempo, dentro de casa, as famílias estão menores e os pais e mães trabalhando muito mais. Então, a gente não tem mais pessoas que desenvolvam o brincar com essas crianças na frequência que era há uma geração atrás. As famílias acabam delegando muito mesmo pras telas ocupar o tempo dessas crianças que estão ociosas e entediadas em casa”.

    Amanda é orientadora do estudo “Tecnologias digitais moldam o novo brincar infantil”. Ao avaliar as atividades de 14 crianças, foi constatado que o uso excessivo das telas provoca um ciclo vicioso de perda progressiva da criatividade para brincar ativamente.

    “As próprias crianças dizem que têm muita dificuldade de pensar em brincadeiras possíveis de serem feitas quando elas estão fora da tela. Então elas estão cada vez mais dependentes de ter um adulto conduzindo, um adulto propondo as atividades. Seja uma mãe, uma tia, um professor ou um monitor. Então, quanto mais as crianças ficam imersas em tela, menos criatividade elas têm, menos coisas elas conseguem fazer na vida real e isso joga elas de novo pras telas para ocupar o ócio e o tédio”.

    Saúde física e mental

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam limites de tempo específicos de exposição das crianças às telas, que variam conforme a faixa etária.

    A orientação é baseada nos efeitos negativos que o uso excessivo provoca tanto no comportamento quanto na saúde física e mental, como interferência no desenvolvimento cognitivo, problemas emocionais, doenças oculares, auditivas e ortopédicas, cyberbullying, entre outras.

    A recomendação é que os aparelhos não ocupem o tempo de atividades básicas, como a alimentação ou o sono, para que a criança não se torne dependente dos equipamentos. Além do tempo de tela, é preciso cuidado com o conteúdo acessado pelos menores, que pode ser inapropriado e prejudicial.

    Atualmente, há aplicativos de controle parental que dão aos pais a possibilidade de observar o conteúdo consumido pelos filhos e bloquear o acesso a determinadas funções. A lojista Edilaine Ferreira adota essa prática para limitar o tempo da filha no celular.

    “Eu costumo deixar entre um hora e meia a duas horas que ela tem tempo de tela depois da escola. Brincando com as amigas, jogando. Tudo que ela quiser dentro desse tempo. Eu acompanho muito ela assim no celular, a tela para ver o que ela tá vendo. Porque a gente já passou por situações de aparecer cenas sexuais. Então assim, eu limito muito”.

    Uso responsável de telas

    Para ela, o ideal não é impedir a utilização da tecnologia, mas administrá-la de forma responsável. Um exemplo que associa o bom uso das telas ao entretenimento é o projeto social Gaming Park, que atende crianças de oito a 17 anos na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e em Vitória, no Espírito Santo.

    Criada em 2022, a iniciativa une o ensino multidisciplinar com a narrativa e aspectos técnicos dos videogames. O projeto realiza ações solidárias nas comunidades, além de fornecer orientações profissionais e planos de carreira no mundo dos esportes eletrônicos.

    A coordenadora técnica do Gaming Park, Dara Coema, explica que é preciso orientar os pais e responsáveis sobre os cuidados com as mídias. Mas que não devemos ignorar o potencial da tecnologia para a educação.

    “Nós vemos casos no projeto em que os jogos são ponte para a sociabilidade entre jovens e também, para além dos jogos educativos, que já são ferramentas mais reconhecidas, os jogos também são objetos de cultura que podem contar histórias, podem levantar discussões, podem conscientizar. Quando a gente fala, por exemplo, no competitivo, os jogos podem ser meios para passar valores relacionados ao trabalho em equipe, comunicação. É tudo uma questão de consumo crítico e contextualizado.

    Educação midiática

    Segundo ela, para que haja equilíbrio no uso das telas e das plataformas online, é necessário letramento digital e educação midiática para a sociedade de maneira geral.

    “Para as crianças, isso significa dar o caminho das pedras desde cedo, pra gente criar cidadãos do digital que tenham consciência e poder sobre suas escolhas. Direcionar o conteúdo que eles vão consumir, mas também fazê-los entenderem por que aquele conteúdo é ou não interessante, né? Sobre entender o que é um algoritmo e as armadilhas ali. Falar sobre compartilhamento de dados, conversar sobre fake news. Então, é muito sobre conscientização de todos.

    Dara Coema afirma que a responsabilização sobre o uso das telas também deve recair sobre as empresas administradoras das plataformas, que precisam ser fiscalizadas para não estimular o uso excessivo dos aparelhos.

    *Sob supervisão de Fábio Cardoso.

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