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  • Manaus implanta projeto-piloto no terminal 7 para conter vandalismo em banheiros

    Manaus implanta projeto-piloto no terminal 7 para conter vandalismo em banheiros

    Visando proporcionar melhorias para a população da cidade, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou, nesta sexta-feira 3/7, no Terminal de Integração 7 (T7), no bairro Tarumã, zona Oeste, uma ação de manutenção e a implantação de um projeto-piloto voltado à preservação dos banheiros públicos.

    A iniciativa consiste no desenvolvimento de um novo protótipo para os vasos sanitários dos terminais de integração. O Terminal 7 foi escolhido para receber a primeira fase do projeto, que tem como objetivo reduzir os constantes furtos e atos de vandalismo registrados nesses espaços.

    A medida busca dificultar a ação de criminosos que furtam portas, torneiras, caixas acopladas e até os próprios vasos sanitários, causando prejuízos ao patrimônio público e comprometendo o atendimento aos usuários do transporte coletivo. Além da implantação do novo modelo, a prefeitura reforça a importância da conscientização da população sobre a preservação dos bens públicos.

    O fiscal de Transporte do IMMU, Jonas Moura, explicou a importância do serviço no terminal. “Este projeto piloto é uma resposta operacional aos danos frequentes que afetam diretamente o passageiro. A adaptação da estrutura foi planejada para inibir as ações de furto e assegurar que as instalações sanitárias permaneçam disponíveis e em condições adequadas de uso diário”, afirmou.

    Para a equipe do IMMU, cuidar do patrimônio é garantir que os serviços permaneçam disponíveis e em boas condições para toda a comunidade. A população também pode colaborar denunciando casos de vandalismo e furtos por meio da Guarda Municipal, pelo telefone 153, ou o Disk Transporte, pelo número 118.

  • Manaus aponta aumento de 4,52% no valor da cesta básica em julho

    Manaus aponta aumento de 4,52% no valor da cesta básica em julho

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulga, nesta sexta-feira, 3/7, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços da Cesta Básica referente ao mês de julho, que apontou aumento de 4,52% no valor médio em relação ao mês anterior.

    De acordo com a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, a divulgação periódica da pesquisa também permite acompanhar o comportamento do mercado ao longo do tempo e compreender quais produtos exercem maior influência sobre o orçamento das famílias. “Esse acompanhamento mensal fortalece o acesso da população a informações confiáveis sobre os preços praticados na cidade e incentiva hábitos de consumo mais conscientes, contribuindo para que o consumidor faça escolhas mais vantajosas no momento das compras”, destacou.

    A pesquisa foi realizada no dia 2/7, em dez supermercados localizados em diferentes zonas da capital amazonense. Ao todo, foram analisados 20 produtos, totalizando 39 itens que compõem a cesta básica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Decreto Federal nº 11.936/2024, que regulamenta a cesta básica no âmbito da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

    Entre os estabelecimentos pesquisados, o Atacadão, localizado na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova, zona Norte, apresentou o menor valor da cesta básica, com R$ 261,64. Já o maior preço foi identificado no Carrefour, situado na avenida Djalma Batista, bairro Flores, zona Centro-Sul, onde a cesta atingiu R$ 331,18. A diferença entre o menor e o maior valor encontrado foi de R$ 69,54. O valor médio da cesta básica em Manaus ficou em R$ 293,98.

    Na comparação com o mês anterior, a pesquisa identificou aumento de 4,52% no valor médio da cesta básica, que passou de R$ 281,46, em junho, para R$ 293,98, em julho. Entre os destaques da pesquisa, o tomate apresentou redução de 39,58% em relação ao mês anterior. O produto foi encontrado com preços entre R$ 8,99 e R$ 15,99 o quilo nos estabelecimentos pesquisados.

    Em contrapartida, a batata portuguesa e o feijão carioca registraram aumento de 32,36% e 26,12%, respectivamente. A batata portuguesa apresentou preços entre R$ 6,15 e R$ 9,99 o quilo, enquanto o feijão carioca variou entre R$ 7,29 e R$ 10,49 o quilo, conforme os supermercados pesquisados.

    O Procon Manaus reforça que os preços divulgados correspondem ao dia em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações em razão de promoções, descontos ou da disponibilidade dos produtos. Por isso, a orientação é que o consumidor pesquise antes de efetuar as compras e utilize as informações da pesquisa como referência para economizar e planejar melhor o orçamento familiar.

  • Biocosméticos unem ciência e tradições ribeirinhas no Oeste do Pará

    Biocosméticos unem ciência e tradições ribeirinhas no Oeste do Pará

    Do alto de seus 30 ou 50 metros, a andiroba lança frutos maduros ao chão. O impacto divide a casca dura em quatro partes e espalha as sementes pelo terreno. A partir daí, começa o trabalho das Amélias da Amazônia, grupo de mulheres ribeirinhas que produzem óleos para fins medicinais e cosméticos desde 2016. 

    Elas vivem na comunidade São Domingos, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós, no Oeste do Pará. Todo o trabalho é feito de maneira manual, e respeita o ritmo ditado pela natureza e pelos costumes locais.

    O primeiro passo é coletar as sementes, que têm características angulares, arredondadas, cor de café e textura semelhante à cortiça. Para chegar ao produto final, é preciso esperar em média três meses, o que inclui as etapas de higienização, cozimento, secagem e quebra da semente, seguidas do preparo da massa e da decantação.

    “Aprendemos essa técnica de tirar o óleo da andiroba com nossos avós e os nossos pais, que nos passaram essa cultura e tradição”, explica a ribeirinha Marileide da Silva Monteiro.

    Marileide conta que a maior parte das sementes se perdia. Algumas famílias pegavam para fazer remédios, mas era muito pouco.

    “Uma irmã teve a ideia de fazer o óleo para vender e nós nos juntamos. Era uma forma de conseguir um recurso extra para casa e não ter que ficar trabalhando tanto na roça debaixo do sol”, complementa.

    O empreendimento reúne 16 pessoas, mas é liderado por três irmãs: além de Marileide, Marilene e Marcilene.O protagonismo das mulheres no projeto foi uma das inspirações para o nome da marca.

    No senso comum, “Amélia” virou símbolo de mulher submissa ao marido, que suporta qualquer coisa sem reclamar, em referência à marcha carnavalesca composta em 1942 por Mário Lago e Ataulfo Alves.

    As Amélias da Amazônia ressignificaram o estereótipo. Enfrentaram a desconfiança de alguns homens da comunidade e seguiram com o projeto de criar o próprio negócio, mesmo que isso significasse executar tarefas mais pesadas.

    “A gente estava acostumada a trabalhar em roça com o nosso pai. Plantando, fazendo farinha, cortando seringueira. Quando veio a ideia de começar o negócio dos cosméticos, tivemos que arrancar os tocos de árvores no machado, limpamos todo o terreno na enxada, fizemos uma horta e outras estruturas. Foi muito trabalho”, explica Marilene Dias da Silva.

    Hoje, além dos óleos de andiroba e de copaíba, fabricam sabonetes, velas, incensos, cremes e repelentes. Todos com base em matérias-primas amazônicas.

    “Com o dinheiro, a gente já consegue pagar uma escola para o meu filho. Também posso dar um calçado melhor para ele. Não dá para dizer que está suprindo tudo, mas já é um começo e os ganhos ajudam a família a passar o mês”, conta Marileide.

    Uma nova geração da família está sendo preparada para assumir o negócio, também com o protagonismo delas. É o caso de Silvia Gabrielly, de 23 anos, filha de Marileide. Ela divide o tempo entre o trabalho como agente ambiental no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a administração das redes sociais das Amélias.

    O plano de Silvia é investir nos estudos e trazer novos saberes e tecnologias para a comunidade.

    “Eu já fiz vários cursos na área ambiental e na área de turismo. Agora, estou fazendo uma graduação em tecnologia ambiental. Quero entender mais sobre as plantações, a produção dos produtos e a gestão do negócio. Também precisamos de mais conhecimentos para administrar e divulgar o trabalho”, diz a jovem.

    Biocosméticos

    Melissa Karen Lage, farmacêutica e sócia da Mahá Biocosméticos. A marca ganhou tração em ambientes de inovação quando foi estruturada com apoio do programa Inova Amazônia – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Os óleos produzidos pelas Amélias não ficam restritos à comunidade São Domingos. Eles são matéria-prima para a Mahá Biocosméticos. O negócio foi idealizado pelas farmacêuticas Melissa Karen Lage e Bruna de Souza quando faziam graduação na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

    Elas se especializaram em produtos capilares, como xampus, condicionadores e máscaras de nutrição. A ideia veio de uma necessidade pessoal de Melissa, que identificou uma lacuna no mercado.

    “Na época, quase não havia opções para cabelos cacheados, principalmente os que fizessem um efeito a longo prazo e que realmente tratassem dos fios. Eu iniciei os experimentos com o óleo da babosa, até que minhas orientadoras sugeriram os ativos da Amazônia. Então, decidimos usar óleos e manteigas daqui da região”, explica a farmacêutica.

    Saiu a babosa (Aloe vera) – com origem africana e árabe, e produzida no Brasil principalmente no Sudeste – e entraram os óleos da andiroba e da castanha-do-pará, espécies nativas da Amazônia. Para isso, foi essencial estabelecer parcerias com comunidades tradicionais.

    “Nós sempre quisemos fazer algo que beneficiasse todo o território. Quando as pessoas compram nossos produtos, estão fortalecendo as cadeias produtivas locais”, explica Melissa.

    Ela explica que uma preocupação do negócio, desde o início, foi apoiar o esforço da população local em manter a floresta em pé. Por isso, a equipe das Amélias conheceu os laboratórios da Mahá, enquanto Melissa e Bruna ofereceram capacitação para o reaproveitamento dos resíduos da andiroba.

    Para que a integração econômica local fosse ainda mais completa, outros materiais importantes para os cosméticos teriam de ser produzidos na região. Porém, alguns insumos – como mentol, glicerina e essências – precisam ser comprados de empresas de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Assim como as embalagens biodegradáveis.

    Apesar das dificuldades logísticas, a Mahá passa por um processo de expansão e consegue comercializar produtos para todo o Brasil. O plano agora é aumentar esse volume de vendas. Uma parceria foi feita com a Bemol, grupo varejista de Manaus (AM), e o processo produtivo foi terceirizado: hoje fica sob responsabilidade da Ekilibre da Amazônia, fábrica de Alter do Chão (PA).

    As farmacêuticas têm conseguido dedicar mais tempo à parte criativa. Manejando diferentes elementos naturais e insumos químicos, tubos de ensaio e equipamentos eletrônicos, desenvolvem novas fórmulas.

    “Algumas pessoas acham que as coisas da Amazônia ainda são apenas artesanais. Essas coisas têm valor, mas também fazemos ciência. Estamos na universidade e desenvolvemos nossos produtos com todo o critério científico. Ao mesmo tempo, valorizamos as tradições da comunidade”, diz Melissa.

    Ancestralidade e inovação

  • Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras no país

    Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras no país

    O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – organização social ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou nesta semana o livro Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040.

    Assinada por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, a publicação apresenta cenários nacional e internacional e estuda cadeias industriais para a produção de elementos químicos metálicos, chamados de “terras raras”, que têm alta condutividade térmica e elétrica.

    O livro também mapeia reservas minerais no território nacional, como as disponíveis na Amazônia, estuda mercados e projeta a exploração do recurso com cooperação e capital multilateral, do Brasil e outros países.

    A publicação foi apresentada no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), no Rio de Janeiro na última quarta-feira (1º), evento organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia.

    Os 17 elementos químicos chamados terras raras são matéria-prima usada para a fabricação de produtos de alta tecnologia e grande valor agregado –de volumosa procura mundial e importados pelo Brasil, como carros elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas.

    Caminhos delineados

    Conforme o diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, o livro é “um documento sobre estratégias para transformar o que a gente tem de terras raras no nosso solo em uma competitividade global.” Na publicação, se desenha “caminhos muito bem delineados para que o Brasil em 2040 esteja no lugar que deveria estar se tivesse cuidado de terras raras há 20 anos.”

    Para Gomes, o Brasil tem na ordem do dia escolher se com as terras raras quer ser fornecedor de commodities -como acontece com o minério de ferro, o petróleo, os produtos agrícolas e pecuários – ou formar uma indústria que fabrique componentes e equipamentos a partir da matéria-prima e os exporte com mais rentabilidade.

    Ele acredita que a alta disponibilidade de terras raras no subsolo brasileiro, um quarto do que haveria em todo o planeta, garante condições para o país auto determinar até onde irá sua cadeia produtiva. “Existe sim uma dependência de fora, mas também lá fora tem uma dependência nossa”, pondera.

    “Nós temos as terras raras. Não precisamos de ninguém para dizer o que é que nós vamos fazer”, pontua o diretor-presidente do CGEE que também defende que o país adote política industrial para as terras raras, financie empreendimentos e invista na formação técnica. “Nós temos capacidade, precisamos ganhar escala.”

    Segundo Anderson Gomes, a Universidade Federal de Pernambuco prepara curso de pós-graduação em rede com outras universidades para formar mão-de obra para trabalhar com terras e também aumentar o número de pesquisadores no setor.

    PL em tramitação

    A expectativa do CGEE é de que o livro sobre terras raras seja aproveitado nos debates no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.

    Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL aguarda desde maio (na Secretaria Legislativa do Senado Federal) despacho da Mesa Diretora para ser apreciado em comissão.

    Os minerais críticos e estratégicos, como as terras raras, são uma das áreas prioritárias da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034.

    De acordo com o documento formulado com a participação da sociedade, o Brasil deve “desenvolver tecnologias para exploração, beneficiamento e reciclagem de minerais estratégicos, reduzindo vulnerabilidades em cadeias essenciais e promovendo sustentabilidade mineral.”

  • Há 30 anos, lei histórica iniciou declínio do cigarro no Brasil

    Há 30 anos, lei histórica iniciou declínio do cigarro no Brasil

    Até algum tempo atrás, o cigarro era onipresente no Brasil. Sua imagem protagonizava anúncios publicitários, festivais de música, competições esportivas, programas de TV. Sua fumaça contaminava bares, restaurantes, discotecas, cinemas, hotéis, escolas, hospitais, escritórios, ônibus, aviões.

    Se hoje a realidade é outra e o cigarro é cada vez menos visto no país, isso se deve a uma lei histórica que agora completa 30 anos. Trata-se da chamada Lei Antifumo (Lei 9.294), assinada em 15 de julho de 1996 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

    A Lei Antifumo foi a primeira norma de alcance nacional a restringir o consumo e a propaganda de cigarros no Brasil. Ela abriu o caminho para que, mais tarde, o poder público adotasse medidas ainda mais duras contra o tabaco, que vigoram até os dias de hoje.

    Graças à lei de 1996, o Brasil baniu o fumo dos meios de transporte e dos locais de uso coletivo, limitou a certos horários (das 21h às 6h) a propaganda no rádio e na TV, proibiu o patrocínio de atividades esportivas por marcas de cigarro e tornou obrigatória a inclusão de alertas, nas embalagens e na publicidade do produto, sobre os danos do tabagismo para a saúde.

    Documentos históricos do Arquivo do Senado, em Brasília, mostram, porém, que houve forte resistência à criação da lei. O projeto que deu origem à Lei Antifumo foi apresentado pelo deputado e médico Elias Murad (PSDB-MG) em dezembro de 1989. Foram necessários, portanto, seis anos e meio para que enfim fosse aprovada.

    “Não se conhecem benefícios do fumo”, argumentou Murad na justificativa do projeto. “Pelo contrário, seus malefícios físicos e provocadores de doenças mortais são hoje reconhecidos indiscutivelmente. Se não é possível nem conveniente torná-lo ilegal — pela admissão plurissecular do seu uso, por não provocar alterações nocivas no comportamento social ou intelectual e para não criar mais uma área para a atuação de criminosos —, é forçoso reduzir-lhe o emprego e advertir os usuários de seus malefícios.”

    O tabagismo é responsável por mais de 50 doenças. Algumas são debilitantes, como a asma agravada, a osteoporose e a catarata. Outras podem ser fatais, como o câncer de pulmão, o enfisema e o infarto. Além do custo em vidas humanas, essas doenças exigem elevados dispêndios financeiros dos doentes e do sistema público de saúde.

    Entre os apoiadores da Lei Antifumo, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) afirmou que o combate ao tabaco não representava julgamento moral, violação de direitos individuais, restrição do livre-arbítrio nem mera questão de etiqueta.

    — Combater o fumo é, isto sim, questão de saúde pública. E como tal tem que ser tratado tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelos veículos de comunicação. É responsabilidade tanto do Senado quanto das famílias. Devem dar exemplo tanto os políticos quanto os astros do esporte. Quem imaginaria um corredor de Fórmula 1 pregando o direito de uma pessoa bêbada dirigir um carro? Pois temos grandes esportistas veiculando propagandas de cigarros. Esses ídolos são seguidos e respeitados, e o que apregoam vende muito. Se não fosse assim, não seriam patrocinados a peso de ouro por marcas de cigarro, como tem sido prática habitual — discursou.

    A multinacional de cigarros Marlboro, por exemplo, patrocinava a McLaren, equipe do piloto Ayrton Senna. A Camel, por sua vez, anunciava nos carros da Benetton, equipe de Nelson Piquet.

    Fonte: Agência Senado

    Saiba amis em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-30-anos-lei-historica-iniciou-declinio-do-cigarro-no-brasil

     

  • Alvará de Construção Mais Fácil cresce 78% e supera 11,6 mil metros quadrados licenciados pela prefeitura no primeiro semestre

    Alvará de Construção Mais Fácil cresce 78% e supera 11,6 mil metros quadrados licenciados pela prefeitura no primeiro semestre

    O novo Alvará de Construção Mais Fácil (ACMF), da Prefeitura de Manaus, segue transformando o licenciamento urbanístico da capital com mais rapidez, tecnologia e menos burocracia. No primeiro semestre de 2026, o sistema do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) licenciou mais de 11,6 mil metros quadrados de novas construções, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 6,5 mil metros quadrados.

    Entre janeiro e junho deste ano, foram expedidos 43 novos alvarás, reforçando a consolidação da modalidade automatizada, criada para agilizar o atendimento aos profissionais da construção civil e estimular novos investimentos na cidade. Outro destaque é a rapidez do serviço. O sistema registrou tempo médio de apenas 7,1 minutos para emissão dos alvarás, considerando o processamento do documento após a confirmação do pagamento da taxa.

    No modelo convencional, o prazo pode chegar a até 21 dias, em razão das análises técnicas realizadas pelas equipes do instituto. Somente no mês de junho foram emitidos 9 novos alvarás, confirmando a crescente adesão dos profissionais à plataforma digital.

    Documentos

    Do total de documentos expedidos no semestre, 38 alvarás (88,4%) foram destinados a edificações de uso unifamiliar. O segmento de serviços respondeu por quatro documentos (9,3%), enquanto o uso comercial contabilizou um alvará expedido (2,3%).

    Os resultados do primeiro semestre mostram que o Alvará de Construção Mais Fácil já está consolidado como uma ferramenta moderna e eficiente para o licenciamento urbanístico em Manaus. O crescimento de 78% na área licenciada demonstra que o mercado da construção civil está confiando cada vez mais em um sistema que alia tecnologia, segurança jurídica e agilidade.

    Licenciamento automatizado

    O ACMF inaugurou uma nova modalidade de licenciamento urbanístico em Manaus, totalmente automatizada, on-line e autodeclaratória, destinada a obras de até 750 metros quadrados, com no máximo quatro pavimentos e classificadas como de baixo impacto (tipos 1 e 2). A ferramenta atende empreendimentos unifamiliares, multifamiliares, comerciais, de serviços, industriais e de uso misto.

    Todo o processo é realizado digitalmente, permitindo que arquitetos e engenheiros habilitados emitam o documento diretamente pela plataforma, desde que estejam previamente credenciados e utilizem certificado digital. A solução urbanística e tecnológica garante mais previsibilidade para o setor da construção civil, reduz etapas administrativas e proporciona maior eficiência ao licenciamento.

    Economia e segurança

    Além da rapidez, o sistema oferece desconto de 20% nas taxas para pagamentos realizados em parcela única, conforme o Decreto Municipal nº 5.750. A plataforma foi desenvolvida com parâmetros da legislação urbanística vigente e do Plano Diretor de Manaus, realizando automaticamente verificações sobre taxa de ocupação, afastamentos, permeabilidade, gabarito, vagas de estacionamento e demais exigências legais.

    Por ser um procedimento autodeclaratório, todas as informações inseridas no sistema são de responsabilidade do profissional habilitado. Em casos de informações falsas ou omissões, o Implurb poderá comunicar os conselhos profissionais competentes e os órgãos responsáveis pela apuração das responsabilidades legais.

  • CNU2: publicada classificação final de aprovados em vagas imediatas

    CNU2: publicada classificação final de aprovados em vagas imediatas

    O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) publicaram, nesta sexta-feira (3), o resultado definitivo da classificação final de candidatos aprovados em cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) que ainda dependiam da conclusão de etapas específicas do certame.

    A homologação contempla a classificação final dos candidatos habilitados tanto às vagas imediatas quanto à lista de espera de cargos submetidos à Fase 5, à Fase 6 e à segunda etapa do certame.

    Os resultados são apresentados por órgão, cargo ou especialidade, número de inscrição, nome do candidato, notas correspondentes à etapa aplicada, nota final ponderada, classificação na ampla concorrência e nas modalidades de concorrência afirmativa, além da situação no cargo ou especialidade.

    Próximos passos

    A partir da classificação final das carreiras do CNU 2, os órgãos e entidades responsáveis podem realizar os procedimentos administrativos necessários ao preenchimento das vagas.

    A relação completa dos candidatos aprovados poderá ser consultada página eletrônica do CNU2 na Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

    Para ocorrer a posse no cargo público, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) destaca que devem ser observadas a ordem de classificação, a existência de vagas, respeito e à adequação orçamentária e financeira, ou seja, previsão de dinheiro no orçamento público para pagar esses novos salários a.

    Entre os requisitos legais para a posse, o cidadão também deve comprovar que cumpre todas as exigências do cargo, entre elas: ter a idade mínima prevista no edital, apresentar o diploma exigido, estar em dia com as obrigações eleitorais/militares e passar na perícia médica oficial.

    Fases do CNU concluídas

    A homologação da classificação final do CNU, publicada no Edital Enap nº 207, dependia da conclusão das seguintes etapas oficiais:

  • fase 5 corresponde à investigação social e funcional, de caráter eliminatório. Entre os cargos submetidos à fase 5, está o de analista técnico de justiça e defesa, com qualquer área de formação.
  • fase 6: voltada exclusivamente para as carreiras específicas que, por força de lei ou exigência do cargo, demandam uma avaliação de habilidades orais e defesa de trajetória acadêmica/profissional (memorial);
  • segunda etapa: curso de formação profissional específica para algumas carreiras. A fase é eliminatória e classificatória. Estão aqui cargos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), nos blocos temáticos 3, 4 e 6.
  • As listas abrangem cargos dos blocos temáticos:

  • seguridade social: saúde, assistência social e previdência social;
  • ciência, dados e tecnologia;
  • engenharia e arquitetura;
  • desenvolvimento socioeconômico; e
  • justiça e defesa.
  • CNU 2

    A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado ofertou 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. Os cargos públicos foram agrupados em nove blocos temáticos. Os cargos de cada bloco puderam ser escolhidos conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição do candidato.

    Do total, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.

    Conforme previsto nos percentuais da lei, o concurso unificado fez reserva de vagas para pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas.

    O Ministério da Gestão ainda adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir que o número de mulheres aprovadas para a fase discursiva fosse proporcional ao de candidatos homens.

    A inovação resultou na participação de mais de 24 mil mulheres (cerca de 57% dos convocados) nas provas.

  • MEC inaugura nova unidade do IFAM no município de Tefé

    MEC inaugura nova unidade do IFAM no município de Tefé

    Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o Campus Tefé do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), que recebeu investimento de R$ 5,6 milhões, dos quais R$ 1,5 milhão vem do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A unidade terá capacidade para atender 1,4 mil estudantes em cursos técnicos e superiores, entre outras qualificações. No total, o MEC destina R$ 105,9 milhões para ações de expansão e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no estado.

    A entrega faz parte da inauguração simultânea de outras nove unidades de institutos federais em São Paulo, Piauí e Espírito Santo. O evento contou com a participação remota do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e com a presença do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.

    Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido.” Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República 

    “Não há outra possibilidade para que o Brasil dê o salto de qualidade com que todo mundo sonha, sem que a educação seja colocada como prioridade para os investimentos”, explicou Lula. “É por isso que investimos muito em escolas de tempo integral, em alfabetização na idade certa, no Pé-de-Meia e em tantas outras ações que permitem o crescimento da educação. É por meio da sala de aula que levaremos o Brasil ao patamar de um país altamente desenvolvido que não exporta somente minerais e mercadorias, mas também inteligência e conhecimento.”

    Durante a inauguração, Bregagnoli ressaltou a importância do Novo PAC para garantir a conclusão da unidade. “Essa é uma obra que ficou 13 anos paralisada e, somente com o Novo PAC, nós conseguimos concluir o empreendimento tão aguardado pela população. Entregamos esse campus para que a comunidade possa ter acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, aumentando as possibilidades para o futuro dos jovens”, finalizou.

    O aluno Christian Gabriel, do IFAM, comemorou a chegada do campus. “É uma grande conquista para a nossa comunidade, já que, depois de 13 anos, a unidade está pronta. Ao oferecer um curso técnico e profissionalizante, o instituto federal muda vidas e garante que os estudantes tenham mais facilidade na hora de conseguir um trabalho”, concluiu.

    O Campus Tefé foi construído em uma área total de 85 mil m² e é composto por dez salas de aula, quatro laboratórios específicos, ambientes administrativos, biblioteca, auditório e cozinha, perfazendo uma área construída de, aproximadamente, 3 mil m². A unidade ofertará cursos técnicos integrados em administração, agropecuária, informática e produção cultural; cursos técnicos subsequentes em administração e produção cultural; além de formações de artesão de biojoias, massagista, agricultor orgânico e agente de desenvolvimento cooperativista.

    IFAM – O Instituto Federal do Amazonas surge da unificação da Escola de Aprendizes Artífices — posteriormente chamada de Liceu Industrial de Manaus, da Escola Agrotécnica Federal de Manaus, da Escola Técnica de Manaus, da Escola Técnica Federal do Amazonas, da Escola Agrotécnica Federal de São Gabriel da Cachoeira e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Cefet-AM). Atualmente, o IFAM possui 17 campi e um polo de inovação, nos quais estão matriculados 30,5 mil estudantes em 328 cursos ofertados.

    Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade para atender, em média, 1,4 mil estudantes. O MEC destinará, por meio do Novo PAC, R$ 48,5 milhões para a implementação e a aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de Santo Antônio do Içá e de Manicoré, no Amazonas.

    O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFAM, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 57,3 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 44,7 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 12,6 milhões pelo Novo PAC.

    Agenda – A inauguração faz parte de uma série de eventos promovidos pela Presidência da República para entregar obras do MEC e dos ministérios da Saúde (MS) e das Cidades (MCID). Além do Campus Tefé, também foram entregues unidades do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Mauá, Bauru, Cotia, Miracatu, Osasco, Rio Claro e Santos; do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), em Pedro Canário; e do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Altos.

    Flyer | Institutos Federais

  • Tecnogame realiza edição histórica em Manaus com megaestrutura, mais de 100 atrações, entre elas, a banda japonesa FLOW

    Tecnogame realiza edição histórica em Manaus com megaestrutura, mais de 100 atrações, entre elas, a banda japonesa FLOW

    A cidade de Manaus receberá, nos dias 10, 11 e 12 de julho, a maior edição da história do Tecnogame. Com uma mega estrutura instalada no Centro de Convenções Vasco Vasques, o festival comemora cinco anos reunindo mais de 100 atrações, entre elas, a banda japonesa FLOW, influenciadores, competidores icônicos dos eSports, dubladores consagrados e expectativa de público de 150 mil pessoas de todo o Brasil.

    “Esta edição comemorativa foi planejada para entregar a maior imersão digital já vista no Norte, unindo desde competições até grandes nomes da dublagem e do streaming nacional e internacional. Estruturamos o Vasco Vasques para que o visitante vivencie dias intensos de atividades, celebrando a cultura pop com acessibilidade e a infraestrutura técnica que nossa comunidade merece”, declarou o CEO do Tecnogame Brasil, Andryw Antony.

    A mega estrutura preparada para receber o público foi planejada para comportar mais de 100 atrações que se revezarão ao longo de toda a programação. O Tecnogame abrigará feiras de expositores, lojas especializadas, praça de alimentação dedicada, ativações promocionais de marcas parceiras e áreas exclusivas para a comunidade de cosplayers.

    O destaque desta edição comemorativa é uma atração internacional, a banda FLOW, que está entre os nomes mais queridos pelos fãs de anime e cultura pop japonesa. Formado por KOHSHI (vocal), KEIGO (vocal), TAKE (guitarra), GOT’S (baixo) e IWASAKI (bateria), o grupo alcançou sucesso mundial pelas músicas temas incorporados aos animes, como “GO” (de Naruto), “Sign” (de Naruto Shippuuden), “DICE” e “COLORS” de Code Geass.

    O festival também conta com a presença de grandes personalidades nacionais do streaming e da dublagem brasileira. O cronograma confirma a participação de influenciadores e competidores de alto rendimento como Gaules, Fallen, Bruno Playhard e Felps, além de profissionais históricos da voz no país, a exemplo de Guilherme Briggs e Úrsula Bezerra. Ao todo, dezenas de criadores de conteúdo e artistas interagirão com os participantes nas arenas.

    O Tecnogame servirá de palco para mais de dez torneios simultâneos, abrangendo diferentes modalidades esportivas e de luta, entre elas, Counter-Strike 2 (CS2), FIFA, Mortal Kombat e Tekken 8, além de circuitos voltados para dispositivos móveis, como Clash Royale e Brawl Stars. O cronograma inclui ainda concursos tradicionais de dança K-Pop e competições de cartas colecionáveis como Yu-Gi-Oh e Pokémon.

    Para os interessados em participar das competições, a organização reforça que as inscrições estão disponíveis por meio do site oficial do evento (tecnogamebr.com.br). Os ingressos para o evento também estão disponíveis na plataforma. As entradas comuns para os três dias de imersão custam a partir de R$ 120. Para o público que busca diferenciais de consumo, o formato VIP Experience traz vantagens que incluem o passaporte integral e itens exclusivos do evento, pelo valor de R$ 500. Há também programação gratuita. Vale explorar a programação no site.

  • Sesi completa 80 anos com rede de 468 escolas em todo Brasil

    Sesi completa 80 anos com rede de 468 escolas em todo Brasil

    Quando estava no sexto ano do ensino fundamental, Ana Carolina Gino se encantou em montar, com os colegas da aula de robótica, uma maquete móvel do sistema solar. Ela era bolsista na escola do Sesi (Serviço Social da Indústria) na região administrativa de Taguatinga (DF).

    Uma década depois, aos 23 anos, ela celebra que o mundo deu voltas em seu destino. “Trabalho hoje como coordenadora de suporte a sistemas da maior fintech e ecossistema voltado para a energia solar do Brasil”, disse à Agência Brasil. Ela lembra, naquela curiosa adolescência estudantil, ter feito o Sol e os planetas girando em velocidades diferentes no seu próprio eixo.

    Era uma realidade muito distante para crianças periféricas como ela. “Esse foi o impacto literalmente da minha vivência na escola do Sesi para a minha carreira e também para a escolha de ter ido para a área de tecnologia”.

    Histórias como a dela, de mudança de perspectivas, fazem parte de uma instituição que nasceu há exatos 80 anos (em 1º de julho de 1946) logo depois do final da 2ª Guerra Mundial. Atualmente, o Sesi conta com uma rede escolar com 468 unidades em 377 cidades, das quais 396 são de ensino regular, 71 são voltadas para Educação de Jovens e Adultos (EJA, que é gratuito) e uma de ensino superior. 

    “Prioritariamente, a gente nunca deixou de atender o filho do trabalhador da indústria, inclusive com gratuidades e descontos de mensalidade”, destacou o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior  Ele explica que atualmente mais de 70% dos trabalhadores da indústria tem ensino médio completo.

    390 mil matrículas

    Nas escolas do Sesi, no ano passado, foram registradas mais de 390 mil matrículas na educação básica. São nove mil alunos da educação infantil, 166 mil do fundamental, 85.2 mil do médio e 128,9 mil da EJA.

    O professor Paulo Freire (patrono da educação brasileira), por exemplo, foi funcionário efetivo do Sesi por 19 anos a partir de 1947. Ficou fora a serviço do governo federal para implementar o método revolucionário de alfabetização, que acabou sendo cancelado pelo golpe militar de 1964.

    História

    Segundo contextualiza o presidente do Conselho Nacional do Sesi, em 1946, a maior discussão era sobre como o país começaria um período de industrialização e urbanização. 

    Fausto Augusto conta um pouco da história do Sesi- Paulo Pinto/Agência Brasil

    “Significava mudança do perfil do trabalhador, reorganização das relações de trabalho e nascia a ideia de que cada setor deveria ter um serviço social”, explica Fausto Augusto Junior. A ideia foi levantada por empresários liderados por Roberto Simonsen.

    O objetivo, segundo ele, era garantir melhorias nas condições de vida para o trabalhador da indústria. “Esse é um dos momentos em que o Brasil passa a ter um debate mais sério e efetivo sobre o que chamaremos depois de direitos sociais”, afirma.

    A ideia tinha apoio dos sindicatos patronais e dos trabalhadores. Entre os desafios daquele momento do pós-guerra estava o país ter mais da metade da população em situação de analfabetismo. 

    Por isso, entre os programas que o Sesi passou a abraçar, o de formação de Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi considerado fundamental. “Há desde as escolas de canteiro, ou dentro das empresas e também as chamadas unidades móveis”, afirma Fausto Augusto Junior.

    Com a Constituição de 1988, os direitos sociais passaram a ser de responsabilidade do Estado. O papel do Sesi passou a ser, de acordo com ele, de ações de complementariedade, tanto na educação como na saúde.

    Saúde

    Na área da saúde, o Sesi mantém tem estrutura de atendimento voltada ao trabalhador da indústria. São mais de 500 unidades próprias em todo o país.

    Em 2025, 76,2 mil empresas foram atendidas com serviços de saúde e beneficiaram diretamente 4,4 milhões de pessoas.  Mais de 881 mil vacinas foram aplicadas em trabalhadores da indústria e seus dependentes.

    A instituição também se orgulha de ter promovido políticas de prevenção na área da saúde para os trabalhadores, incluindo segurança laboral (hoje há 222 centros para essa finalidade).
    “Não tinha SUS (Sistema Único de Saúde) até a década de 1980. Era muito comum a atenção básica ser oferecida por profissionais do Sesi”.

    A instituição criou também o Centro de Atendimento ao Trabalhador, envolvendo apoio de saúde e educação. Além disso, a instituição promove atividades culturais no país. Entre 2020 e 2025, o Sesi contou com 296 espaços culturais distribuídos por todos os estados brasileiros.

    Exposição

    Para celebrar os 80 anos da instituição, uma exposição no Sesi Lab, em Brasília, será aberta no próximo sábado (4) com mais de 400 imagens e materiais que trazem  uma retrospectiva histórica da instituição.

    Os visitantes poderão conhecer, por exemplo, a Carta da Paz Social, documento fundador do Sesi.  Elaborado na época da reconstrução democrática no pós-guerra, o texto defende a cooperação entre trabalhadores, empregadores e poder público como caminho para o desenvolvimento nacional.

    Outra atração para celebrar o aniversário do Sesi, também no sábado, é um show, com acesso gratuito, do cantor Zeca Baleiro, a partir das 18h.

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