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  • Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

    Após empatar com a Suécia, o Japão garantiu vaga na próxima fase e será o adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. Os dois vão se enfrentar na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, um dos países-sedes da competição.

    A partida marca o início do mata-mata do Mundial, fase que reúne 32 seleções na disputa pelo título.

    A seleção japonesa ficou em segundo lugar no Grupo F, liderado pela Holanda. Na fase de grupo, a equipe asiática goleou a Tunísia, marcando quatro gols contra o time africano, desclassificado da competição. Na disputa contra a Holanda, o placar ficou empatado em 2 a 2, na primeira rodada do Mundial.

    O Japão é uma seleção com nível técnico crescente e o confronto não tem favorito, avalia a comentarista de futebol da TV Brasil e da Rádio Nacional, Luciana Zogaib.

    “[O Japão] É uma seleção que joga em transição rápida, é uma equipe que tem equilíbrio emocional, mesmo quando sai atrás, consegue buscar o resultado, como aconteceu na partida contra a Holanda”.

    Em 2025, o Japão também derrotou o Brasil de virada, em um amistoso, no final de 2025, em Tóquio, por 3 a 2. Na ocasião, o técnico do time brasileiro, Carlo Ancelotti, pediu que os jogadores brasileiros desenvolvessem “resiliência mental” e disse que a equipe precisava aprender com os erros.

    “Os japoneses têm o mental forte e nós vamos colocar o nosso [emocional] à prova neste jogo”, brincou Zogaib.

    A comentarista também lembrou que, desde o confronto com o Brasil, ano passado, o Japão não perdeu nenhum jogo. “Eles chegam motivados à Copa”, frisou.

    A evolução do futebol japonês é nítido, acrescentou Rachel Motta, também comentarista esportiva da TV Brasil. Ela chama atenção para a agilidade do time no contra-ataque.

    “A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles, que marcam muito bem, e aí, a gente precisa mostrar habilidade”, cobrou.

    “Além do Vini Jr. não temos visto tanta habilidade na seleção brasileira”, criticou.

    Zico e o futebol japonês

    A perspectiva do duelo mexe com os torcedores brasileiros, que viram o crescimento do futebol japonês. O país contou com experts brasileiros, como o jogador Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ele contribuiu para a profissionalização do esporte no país asiático e comandou a seleção nipônica na Copa de 2006.

     “Que o flamenguista não fique chateado, mas com o Flamengo foram 20 anos e com o Japão foram 22”, brincou, em entrevista à Agência brasil, em abril.

    Fora de campo, os dois países possuem uma longa relação, considerando como marco a chegada de 800 japoneses no navio Kasato Maru, em 1908, que vieram trabalhar nas lavouras de café, em São Paulo.

    Atualmente, o Japão é um dos principais parceiros do Brasil na Ásia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os países, nos últimos anos, vêm buscando estreitar parcerias e cooperações na área comercial em ciência e tecnologia.

    Entre as áreas mais promissoras, de acordo com o órgão, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, aeroespacial, robótica, ciências médicas e saúde e energias renováveis.

    O Japão é também um dos maiores investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque (investido ou em circulação). Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

    Em 2023, o dado mais recente indica que o intercâmbio comercial bilateral foi de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,5 bilhão. As exportações brasileiras para o Japão foram, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações incluíram autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

    Japoneses escolheram São Paulo

    Desde a chegada do navio Kasato Maru a São Paulo, a comunidade nipônica cresceu. A Embaixada Japonesa estima que 2 milhões de japoneses e seus descendentes vivem no país, a maior população nipônica fora do Japão. E, como não poderia ser diferente, a influência cultural deixou marcas, em diversas áreas, como agricultura, gastronomia e artes marciais.

    São Paulo conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade chega a ter toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e arquitetura oriental.

    Mas há outras cidades brasileiras também marcadas pela presença desses imigrantes, como Assaí, no Paraná; Ivoti, no Rio Grande do Sul; e Tomé-Açu, no Pará.

    De acordo com o MRE, os japoneses são cerca de quatro em cada dez dos 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. Já no país insular, do outro lado do globo, vivem 200 mil brasileiros, nas contas do governo japonês.

    “O elo humano é um dos principais patrimônios das relações Brasil-Japão e fomenta o diálogo e a cooperação”, afirmou o ministério.

  • Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa de 2014, tatu-bola deve ganhar novo plano de proteção

    Mascote da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ainda tem o futuro ameaçado pela perda de seu habitat natural. Mesmo após tanta visibilidade, o Fuleco da vida real continua na lista de animais sob risco de extinção, e um novo plano de proteção a essa e outras espécies deve ser lançado neste ano para tentar mudar esse cenário.

    Típico da caatinga brasileira, o animal é encontrado em estados do Nordeste, como Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Mas, para sobreviver, tem precisado driblar empreendimentos energéticos, como a instalação de placas solares e turbinas eólicas, além de estradas e o avanço da agropecuária, lista Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola, da Associação Caatinga.

    “As fazendas solares estão sendo muito utilizadas na caatinga e, infelizmente, ficam no pé de uma montanha, área de que o tatu gosta”, disse. Ela explica que as placas não permitem que a vegetação cresça, atrapalhando o modo de vida do animal. Sem a mata, acrescenta, o bichinho fica ainda vulnerável a incêndios e contaminação.

    A caça predatória e de subsistência, para comer, ambas ilegais, ainda fazem parte da cultura regional e também são um perigo. Com a conscientização, principalmente, após a Copa do Mundo, a prática vêm sendo enfrentada, conta o sertanejo Lourisvaldo Camilo, do Projeto Ecologia e Conservação Participativa do Tatu-Bola, da Chapada Diamantina.

    Hoje, Lourisvaldo é um dos responsáveis por capturar o bichinho, em roteiros de turismo científico, em Sumidouro (BA). “Quando a gente era criança, e a situação era ruim, o custo de vida [era alto], a gente pegava o tatu para se alimentar. Mas agora, não, sabemos da importância dele e trabalhamos para preservá-lo”, contou. “

    Assim como nós [seres humanos], eles têm o direito de existir, são parte da natureza”, defendeu.

    ela combinação de ameaças, o tatu-bola permanece desde 2014 como uma espécie ameaçada de extinção, classificado como “em perigo” na lista de fauna ameaçada, a segunda mais preocupante, na escala oficial atualizada neste mês pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Na Copa do Mundo de 2026, há três mascotes que representam os países-sede: a águia-careca (Estados Unidos), animal que foi salvo da extinção; o jaguar (México); e o alce (Canadá).

    Preservação do habitat

    A ampliação das áreas onde o tatu-bola vive, por meio da criação e expansão de unidades de conservação, é uma forma de protegê-lo, segundo os especialistas.

    No início de junho, o governo federal, como parte do plano de proteger a caatinga, ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, incorporando 92 mil hectares à área total da unidade, de 916 mil hectares, e prometeu a extensão do Parque Nacional de Sete Cidades, duas das mais importantes unidades de conservação do Piauí.

    Aliada à Política Nacional para Recuperação da Caatinga — que prevê medidas de preservação e recuperação, também instituída em junho — a ampliação dos parques foi importante para salvar o Fuleco, disse o gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, o agrônomo Emerson Antonio de Oliveira.

    Segundo ele, aquela área é única e concentra, além do tatu-bola, outras espécies ameaçadas, como onças e pássaros.

    “A área da Serra das Confusões, que está próxima à Serra da Capivara, é uma das regiões mais importantes do ponto de vista biológico no Brasil, porque é uma região de contato entre a Caatinga, o Cerrado e floresta densa, há ali um enclave de Mata Atlântica”, explicou. “Ou seja, são três diferentes ecossistemas com uma riqueza de biodiversidade”.

    Os municípios e os estados também podem colaborar protegendo as áreas onde vivem os tatus. Mas não basta criar um parque ou reserva natural, é preciso criar condições para a unidade funcionar, garantindo investimentos e orientando a gestão.

    O biólogo Felipe Melo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi um dos especialistas que lutaram para a criação do Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola, em 2015, a maior unidade de conservação pernambucana, de 110 mil hectares. Pouco depois, no entanto, a área sofreu pressões, por demora na elaboração de um plano de manejo, documento que norteia quais as prioridades para a gestão da unidade.

    Melo, que é coordenador do Laboratório de Ecologia Aplicada da UFPE, denuncia que a unidade só existe no papel.

    “O plano de manejo, por exemplo, se construído de maneira correta, com participação popular, poderia resolver a maior parte dos conflitos com moradores e agricultores na região”, afirma.

    O pesquisador explicou que atividades tradicionais da reserva, de agricultura familiar, são compatíveis com a preservação do tatu no refúgio silvestre e reforçou que desapropriações não foram previstas na área.

    O decreto de criação da RVS Tatu-bola determinava que o plano de manejo e a instalação de um comitê gestor deveriam ser feitos em um ano, o que não ocorreu 11 anos depois. O governo e a Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, procurados por e-mail e telefone para esclarecer a razão do atraso, não responderam à Agência Brasil.

    Nova estratégia

    Para garantir a sobrevivência do mamífero, está próximo de ser lançado o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-Bandeira, Tatu-Canastra e o Tatu-Bola, chamado de PAN Tatá. O trabalho é liderado pelo ICMBio e conta com órgãos ambientais, cientistas e organizações da sociedade civil.

    O objetivo é diminuir as principais ameaças a cada espécie do PAN nos próximos cinco anos, por meio de ações como  mapeamento genético e o combate ao atropelamento e à caça.

    Também é prioridade a mobilização de comunidades rurais. O projeto prevê conscientizar agropecuaristas sobre os impactos de agrotóxicos,  ataques de cães e doenças e evitar conflitos com apicultores, no caso do tatu-canastra.

    No planejamento do ICMBio, foram delimitadas as áreas mais importantes para conservação da espécie com a intenção de incentivar os governos a atuarem juntos. A maior parte delas fica no Piauí, onde o governo federal ampliou as unidades de conservação.

    “As áreas foram escolhidas por vários motivos, como por termos vários registros da espécie e mais unidades mais bem conservadas”, explicou a coordenadora do PAN, a analista ambiental do ICMBio Renata Bocorny de Azevedo.

    A priorização, segundo ela, colabora para orientar os órgãos municipais e estaduais, indicando onde os esforços ambientais são mais necessários.

    Na Bahia, também são áreas estratégicas para salvar o Tolypeutes tricinctus o Parque Nacional Boqueirão da Onça e os Parques Estaduais de Canudos, Sumidouro e Morro do Chapéu, acrescentou Flávia Miranda, que é também membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). Depois, na sequência, listados como mais áreas chave para proteger o tatu-bola estão o Tocantins e Pernambuco.

    Donos de propriedade rurais também podem contribuir para a formação de corredores ecológicos, que ajudam o tatu-bola a circular, transformando fazendas e sítios em Reservas Particulares do Patrimônio Natural, recomenda a especialista em conservação.

     

    “Engenheiro de ecossistema”

    O mascote de 2014 tem comportamento noturno, passa o tempo na vegetação seca da caatinga e só sai para se alimentar.

    Ele come formigas, cupins, larvas e pequenos insetos, colaborando para o controle de pragas. Na natureza, tem ainda o papel de movimentar nutrientes da terra, regenerar e servir de alimento para animais maiores, como onças.

    “Os tatus, em geral, na caatinga, são o que a gente chama de engenheiros de ecossistema”, disse o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Felipe Melo.

    Ele explicou que o hábito do animal, de cavar e fazer tocas, revolve sedimentos e contribui para a qualidade do solo.

    “Onde o tatu vai, ele regenera”.

    Exclusivamente brasileiro, ele ainda tem uma característica única: para se proteger, ele se enrola completamente, formando uma bola de 30 centímetros, mais ou menos o tamanho de um coco, totalmente coberto por sua carapaça. Esse mecanismo de defesa é quase impenetrável e permite que o Tolypeutes tricinctus se proteja de predadores. Porém, deixa o tatu vulnerável aos humanos, que podem simplesmente apanhá-lo no chão.

  • Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Valorização e Proteção das Trabalhadoras Operadoras de Telemarketing.

    O objetivo é oferecer qualificação profissional e proteger as trabalhadoras de demissões causadas pela automação ou pelo uso de inteligência artificial (IA).

    Entre as medidas, que serão coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão previstas:

  • reuniões entre governo, empresas e trabalhadoras;
  • a oferta de cursos de qualificação para áreas de tecnologia; e
  • o incentivo ao empreendedorismo.
  • A proposta também determina que as empresas ofereçam condições de trabalho que protejam a saúde das trabalhadoras. Isso inclui jornadas e pausas adequadas, mobiliário apropriado, liberdade para usar o banheiro quando necessário e ações para prevenir o assédio moral e sexual.

    A comissão aprovou a versão da relatora (substitutivo), deputada Erika Hilton (Psol-SP), que mantém os principais pontos do Projeto de Lei 2777/24, da deputada Silvye Alves (União-GO), mas formaliza a criação da política sob a coordenação do MTE.

    O novo texto prevê o acompanhamento do setor de telemarketing com dados sobre raça e salários, reforça a fiscalização com base nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dá prioridade à capacitação digital das profissionais para enfrentar os impactos da automação e da inteligência artificial.

    A proposta estabelece ainda que as medidas poderão ser aplicadas a atividades semelhantes às do telemarketing.

    Próximas etapas
    A proposta, já aprovada também na Comissão de Comunicação, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    RD Congo já tem mil casos de ebola, que ameaça 3 milhões de crianças

    Com mais de mil casos de ebola confirmados, uma grave crise humanitária se desenrola na República Democrática do Congo, RD Congo.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, emitiu um alerta informando que aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes até 18 anos estão sob risco direto devido à propagação do vírus e ao colapso dos serviços essenciais na região.

    O impacto sobre os mais jovens

    Os dados revelam que crianças e adolescentes representam aproximadamente 15% dos casos confirmados e mais de 25% das mortes. Os menores infectados têm quase o dobro de chance de morrer em comparação com os adultos.

    Na província de Ituri, epicentro da crise, mais da metade das crianças abaixo de cinco anos já sofriam de desnutrição crônica antes do surto, e os índices de imunização são baixos.

    A desnutrição amplia o risco de letalidade do vírus, enquanto os sintomas iniciais do ebola, que se assemelham a doenças comuns como a malária, atrasam o diagnóstico correto.

    Proteção e serviços

    Segundo o Unicef, há 135 órfãos na região recebendo cuidados psicossociais e encaminhamento para serviços de proteção social da organização.

    A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, destacou o desafio que é para as crianças lidar com a perda dos pais em meio a um cenário de boatos e desinformação online.

    A crise já atravessou fronteiras. No país vizinho, Uganda, 20 casos e duas mortes foram confirmadas. Dentre eles, uma criança testou positivo para o vírus e outras 19 estão em quarentena.

    Financiamento internacional

    Em resposta à crise, a agência está atuando junto aos governos da RD Congo e Uganda, com a coordenação da Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

    As ações prioritárias envolvem o controle de infecções, rastreamento de contatos, sepultamentos seguros e engajamento comunitário, além da manutenção emergencial de serviços de saúde, nutrição, água e educação.

    Para garantir a continuidade das operações nos próximos seis meses, o Unicef busca arrecadar US$ 70,7 milhões. Desse total, US$ 20 milhões ainda não foram financiados.

    A agência faz um apelo internacional por recursos financeiros e pela garantia de um acesso humanitário seguro e contínuo às comunidades isoladas.

  • Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    Festival de Parintins 2026: Feira de Artesanato Indígena da Fepiam será o maior evento de empreendedorismo originário do Brasil

    A Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam) realiza, nos dias 26, 27 e 28 de junho, durante o 59º Festival Folclórico de Parintins, a 6ª Feira de Artesanato Indígena, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil.

    O evento reunirá mais de 120 expositores indígenas de diversas etnias do Amazonas, promovendo a comercialização de artesanato tradicional e produtos com grafismos indígenas. Para efeito de comparação, a Feira de Arte dos Povos Indígenas, realizada em São Paulo em abril deste ano, contou com cerca de 100 expositores, até então era considerada o maior feira deste segmento.

    Com a ampliação do número de participantes e a expectativa de crescimento nas vendas e na circulação de visitantes, a Fepiam projeta que esta será a maior edição de sua história, consolidando 6ª feira de Artesanato Indígena como uma das principais vitrines do empreendedorismo indígena no Brasil.

    “Mais do que uma feira, este é um espaço de fortalecimento da autonomia econômica dos povos indígenas. A cada edição, mostramos que o empreendedorismo originário é uma ferramenta poderosa de geração de renda, valorização cultural e desenvolvimento sustentável, destaca o diretor-presidente Nilton Makaxi.

    A expectativa para esta edição é superar os resultados históricos alcançados em 2025. No ano passado, a feira da Fepiam movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, registrando crescimento de aproximadamente 50% em comparação a 2024, quando o volume de negócios foi de R$ 630 mil.

    Além de fomentar a economia indígena, a feira se consolidou como um dos principais espaços de promoção da diversidade cultural durante o Festival de Parintins, atraindo turistas, investidores e apreciadores da arte produzida pelos povos originários.

    A 6ª Feira de Artesanato Indígena ocorrerá durante os três dias do 59º Festival Folclórico de Parintins, reforçando o papel dos povos indígenas como protagonistas na preservação da cultura, na geração de renda e no desenvolvimento sustentável do estado.

  • Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, instituiu nesta quarta-feira (24) o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. O grupo atuará no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

    O colegiado será responsável por propor diretrizes, estratégias e instrumentos voltados à diminuição da mortalidade materna, fetal e infantil, respeitando as especificidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). A atuação inclui o monitoramento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco e avaliação das ações desenvolvidas nas regiões atendidas.

    Atribuições

    Entre as principais competências do colegiado estão a elaboração de metodologias estratégicas e do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do acompanhamento da implementação das medidas nos DSEIs.

    Outra função é promover a articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas e especialistas, incluindo representantes das medicinas tradicionais indígenas.

    O grupo ainda poderá recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas com povos indígenas isolados ou de recente contato.

    Nesses casos, as ações deverão seguir princípios como a precaução, o respeito à autodeterminação dos povos e a não imposição de contato, além da proteção integral à vida, às culturas e aos territórios tradicionalmente ocupados.

  • Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

    Fabricação de produto alimentício gerou mais emprego em 2024, diz IBGE

    A atividade de fabricação de produtos alimentícios foi a que mais empregou no Brasil em 2024, atingindo 2,1 milhões de pessoas. O total de pessoal ocupado ficou em 8,7 milhões. A ênfase é para as indústrias de transformação, que concentraram 97,1% do total.

    Entre as atividades, destacam-se também a confecção de artigos de vestuário e acessórios (551,8 mil), a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (517,1 mil) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil).

    Naquele ano, o mercado de trabalho no país tinha 8,7 milhões de pessoas empregadas em 358,4 mil empresas industriais. Em salários, retiradas e outras remunerações esse contingente recebeu R$ 481,1 bilhões.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual: Empresa e Produto (2024), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Ainda em 2024, a receita bruta total dessas empresas atingiu R$ 8,8 trilhões, sendo a maior parte, R$ 7,4 trilhões, obtidos com a venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões em revenda e serviços não industriais e as demais receitas somando R$ 706,0 bilhões.

    A receita líquida de vendas (RLV), calculada a partir da receita bruta com a dedução dos impostos sobre vendas, das vendas canceladas e dos descontos incondicionais, alcançou R$ 6,8 trilhões. As empresas tiveram ainda R$ 2,6 trilhões em Valor de Transformação Industrial (VTI). Desse total, 88,8% tiveram origem nas indústrias de transformação.

    Conforme o IBGE, o VTI é a variável obtida pela diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações.

    “Representa a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial”, disse o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, em entrevista à Agência Brasil.

    As indústrias de transformação representaram 92,9% da receita líquida de vendas da indústria nacional em 2024. Os destaques foram as atividades de fabricação de produtos alimentícios que tiveram 23,0% do total da RLV. Na sequência estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%, da fabricação de produtos químicos, 9,2%, da fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, que tiveram 8,9%, e de metalurgia, que somou 6,4%.

    “A fabricação de produtos alimentícios é extremamente representativa. É um dado significativo do Brasil. A economia brasileira tem muita dependência da produção e fabricação de alimentos. Era de se esperar que isso fosse também no ano de 2024, dentro da atividade industrial”, acrescentou o gerente.

    Na produtividade, a extração de petróleo e gás natural ficou na frente do ranking, gerando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada.

    Tamanho das empresas

    Outro dado importante da pesquisa é que as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, ao chegarem a R$ 4,6 trilhões. As médias empresas, com 100 a 499 pessoas ocupadas, foram 17,4%; as pequenas 8,7%; e as microempresas responderam por 6,1%. “O contraste é relevante, pois, embora a indústria tenha muitas empresas de menor porte, a maior parte da receita está associada a firmas de maior escala”, analisou o IBGE.

    Renda

    Em geral, os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 481,1 bilhões. Nesse montante, 94,9% do volume salarial foram pagos no setor de transformação. No total da indústria, o salário médio, calculado em salários mínimos, ficou em 3,0, sendo que na extrativa atingiu 5,4 mínimos. Nessa atividade, no entanto, o setor de extração de petróleo e gás natural, pagou 17,5 salários mínimos em 2024. Na transformação, chegou a 2,9 mínimos, sendo a atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis a de maior salário médio (7,9 salários).

    Outro indicador importante é a “razão de concentração de ordem 8” (R8), medido pelo percentual do valor de transformação industrial correspondente às oito maiores empresas da indústria. Quanto maior esse índice, maior é a concentração de mercado. Em 2024, 20,2% do VTI estavam concentrados nas oito maiores empresas industriais. Nas Indústrias extrativas, o R8 foi de 50,1%, enquanto as Indústrias de transformação obtiveram 20,4%, com destaque para a extração de carvão mineral (96,5%), setor de maior concentração, e a confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,5%), setor de menor concentração

    Regiões

    Na avaliação das unidades da Federação, 18 das 27 têm a atividade de fabricação de produtos alimentícios como a primeira em valor da transformação industrial. A Região Sudeste apresentou forte concentração do VTI industrial (60,3%). Na sequência, ficaram o Sul (19,1%), Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e o Centro-Oeste (6,0%).

    “A concentração regional é um traço persistente da estrutura industrial brasileira, associada à história de formação do parque industrial, infraestrutura, mercado consumidor, redes logísticas, disponibilidade de serviços produtivos e localização de cadeias específicas”, indicou o IBGE.

    São Paulo se destacou como a principal unidade da Federação no VTI industrial, atingindo 34,5%. De acordo com os pesquisadores, o estado concentra atividades diversificadas, incluindo alimentos, químicos, veículos, máquinas, produtos de metal, farmacêuticos, borracha e plástico, como também serviços produtivos e de infraestrutura.

    Com forte influência de petróleo, gás e derivados, o Rio de Janeiro atingiu 12,8%, seguido de Minas Gerais com 10,8%. Nesse estado, o destaque foi mineração, metalurgia, alimentos e outros segmentos industriais.

    O segundo polo industrial do Brasil é a Região Sul, tendo os destaques – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – entre as maiores unidades da Federação em VTI. A estrutura da região passa por alimentos, máquinas e equipamentos, veículos, indústria metalmecânica, móveis, têxteis e outros segmentos.

    Na Região Norte, as maiores influências são Amazonas, por causa do polo industrial de Manaus, incluindo eletrônicos e outros equipamentos, e o Pará com a mineração, especialmente metálicos.

    Marcelo Miranda chamou a atenção para o desempenho do Amazonas, que, conforme informou, é a única unidade com fabricação de produtos de informática, eletrônicos e ópticos como a principal atividade.

    “O Amazonas é a unidade da Federação mais relevante em termos de valor da transformação industrial da Região Norte. Isso não ocorre em nenhuma outra unidade  e tem uma justificativa plausível por causa da Zona Franca de Manaus com a concentração dessa atividade”

    A Bahia e Pernambuco lideram no Nordeste, com as indústrias de químicos, derivados de petróleo, alimentos, bebidas e segmentos industriais regionais.

    A força crescente da agroindústria, alimentos e biocombustíveis determinam o destaque de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste.

    Para o gerente de Análise e Disseminação da pesquisa, Marcelo Miranda, o grande destaque da PIA 2024 é o desempenho da atividade de fabricação de produtos alimentícios e sua importância para a economia brasileira, principalmente na indústria de transformação, seguindo toda a cadeia produtiva do Brasil desde a agricultura até a transformação de produtos alimentícios, que é uma atividade industrial.

    “Mostra o quanto a cadeia produtiva dos produtos alimentícios é importante na economia brasileira não só em pessoal ocupado, que é a atividade mais importante, como também em salários pagos”, analisou, lembrando que a atividade teve destaque em receitas e em termos regionais, quando 18 das 27 unidades a apresentaram como a que mais avançou.

    Delay

    Marcelo Miranda explicou que a diferença de tempo para a sua divulgação – agora está sendo apresentada a de 2024 – é decorrente de todo o processo de coleta e avaliação de dados. Primeiro, os pesquisadores precisam esperar que as empresas fechem o ano fiscal, que termina em 31 de dezembro, e analisem as informações entre março e abril. O IBGE faz a coleta durante todo o ano e depois a crítica dos dados até chegar à análise para fazer a divulgação no ano seguinte, o que provoca o delay de quase dois anos.

    “Por isso que leva esse tempo um pouco longo, de um ano e meio, até conseguir divulgar a pesquisa”, disse Miranda, acrescentando que a divulgação é anual e que por causa de mudanças na metodologia de análise de dados não é possível fazer comparação com resultados de pesquisas anteriores.

    Pesquisa

    Segundo o IBGE, o objetivo da PIA é identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil e “suas transformações no tempo, por meio de levantamentos anuais, tomando como base uma amostra de empresas industriais”.

  • Casal é preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Eirunepé

    Casal é preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Eirunepé

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé (a 1.160 quilômetros de Manaus), prendeu em flagrante, na terça-feira (23/06), um homem, de 21 anos e uma mulher de 20 anos, pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A prisão ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima, no município, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

    De acordo com o delegado Ramon Improta, as diligências iniciaram após o recebimento de denúncias apontando a comercialização de entorpecentes na residência do casal. Foi representado pela ordem judicial que foi devidamente deferido pela Justiça.

     

    “No momento da aproximação da equipe policial, os infratores, correram para o interior da residência. Nós cercamos o local e foi possível visualizar quando a mulher arremessou um saco contendo entorpecentes já embalados e separados para comercialização em um terreno vizinho”, informou o delegado.

    Conforme a autoridade policial, na varredura pela área externa, os policiais conseguiram recuperar o pacote arremessado, constatando que se tratava de trouxinhas de pasta base de cocaína. Já no interior do imóvel, as equipes também localizaram uma porção de maconha escondida em cima de um guarda-roupa, além de aparelhos celulares utilizados na atividade criminosa.

    “Em interrogatório, a mulher confessou a autoria do crime, alegando que havia pegado os entorpecentes para comercializar com o objetivo de quitar dívidas financeiras acumuladas. Já o homem alegou ser apenas usuário de maconha”, relatou Ramon Improta.

    Procedimentos

    A dupla responderá por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e ficará à disposição do Poder Judiciário.

  • Operação Virtude prende mulher ligada ao tráfico por ameaçar e causar terror psicológico à própria avó de 75 anos no Amazonas

    Operação Virtude prende mulher ligada ao tráfico por ameaçar e causar terror psicológico à própria avó de 75 anos no Amazonas

    As Forças de Segurança do Amazonas deflagraram, nesta quinta-feira (25), o Dia D da Operação Virtude, uma mobilização voltada ao enfrentamento da violência contra pessoas idosas em todo o estado. A ação integra uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

     

    Durante a operação, a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa Idosa (DECCI) realizou duas prisões. Uma delas ocorreu em flagrante, enquanto a outra foi cumprida por meio de mandado de prisão contra uma mulher de 26 anos investigada por tráfico de drogas.

    Segundo as investigações, a suspeita integra uma organização criminosa e é apontada como responsável por ameaçar e causar graves perturbações psicológicas à própria avó, uma idosa de 75 anos. A vítima vinha sendo intimidada e exposta a situações de risco em razão de cobranças e dívidas relacionadas à neta.

    De acordo com a polícia, o caso evidencia uma das formas mais recorrentes de violência contra idosos: a violência psicológica praticada dentro do ambiente familiar. Além das ameaças, a idosa enfrentava um cenário constante de medo e insegurança provocado pela conduta da familiar.

    A Operação Virtude tem como objetivo identificar, investigar e combater crimes praticados contra pessoas idosas, incluindo violência física, psicológica, patrimonial, negligência e abandono. As ações ocorrem simultaneamente em diversos estados brasileiros e reforçam a importância da denúncia para a proteção desse público vulnerável.

    As autoridades destacam que denúncias de violência contra idosos podem ser feitas por meio dos canais oficiais de segurança pública e de proteção aos direitos da pessoa idosa, garantindo sigilo e acompanhamento dos casos.

  • PF fiscaliza transporte de valores durante o Festival de Parintins

    PF fiscaliza transporte de valores durante o Festival de Parintins

    A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (24/6), fiscalizações em veículos especiais de transporte de valores no município de Parintins/AM, dando continuidade às ações da Operação Parintins 2026, voltadas à segurança e à fiscalização durante o período do Festival de Parintins.

    As inspeções foram conduzidas por policiais federais responsáveis pelo controle e pela fiscalização da segurança privada, com o objetivo de verificar o cumprimento das normas que regulamentam a atividade de transporte de valores.

    Durante as vistorias, foram analisados diversos requisitos obrigatórios de segurança dos veículos, entre eles a identificação e a padronização das empresas, sistemas de comunicação, escotilhas de segurança, portas blindadas, sistemas de travamento, climatização, condições gerais de conservação e funcionamento, além da regularidade dos certificados de conformidade e demais documentos exigidos para a atividade.

    As ações buscam assegurar que as empresas de transporte de valores estejam operando em conformidade com a legislação vigente, contribuindo para a proteção dos vigilantes, dos usuários dos serviços e da sociedade em geral.

    As fiscalizações integram o conjunto de medidas preventivas e de controle desenvolvidas pela Polícia Federal durante a Operação Parintins 2026, que contempla, entre outras ações, a fiscalização de empresas de segurança privada, o combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de pessoas, à exploração sexual de crianças e adolescentes e a outros crimes de competência federal.

    Até o momento, não foram registradas intercorrências durante as fiscalizações realizadas pela Polícia Federal em Parintins. As atividades seguem em andamento no âmbito da Operação Parintins 2026.

    A Polícia Federal mantém atuação permanente em Parintins durante o período do festival, reforçando as ações de segurança e de fiscalização para garantir a tranquilidade dos moradores, dos trabalhadores e dos visitantes que participam do espetáculo cultural.

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