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  • Itacoatiara encerra participação no Brasileiro diante do Atlético-PI

    Itacoatiara encerra participação no Brasileiro diante do Atlético-PI

    O Itacoatiara encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro Feminino A2 no sábado (8), após ser superado pelo Atlético-PI por 18 a 0, pela última rodada da fase de classificação. A partida foi disputada no Estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara (distante 270km de Manaus).

    Itacoatiara x Atlético-PI

    O Itacoatiara foi superado pelo Atlético-PI por 18 a 0. Com o resultado, a equipe amazonense encerrou sua participação na competição nacional com quatro pontos conquistados.

    Ao longo da competição, o Itacoatiara enfrentou adversários de diferentes regiões do país e encerrou sua trajetória na Série A2. Com o fim da participação na competição, o clube terá pela frente o Campeonato Brasileiro Feminino A3, que será disputado em 2027.

    A competição representa a continuidade do projeto do Itacoatiara no futebol feminino e mantém a equipe no calendário nacional na próxima temporada.

  • Visibilidade fortalece jovens indígenas do Brasil na luta contra a crise climática

    Visibilidade fortalece jovens indígenas do Brasil na luta contra a crise climática

    A geração atual de jovens indígenas lida diariamente com a perda de seus territórios, devido ao avanço do desmatamento e da crise climática, mas também ganha cada vez mais espaço nas telas, fazendo da visibilidade uma nova frente de batalha.

    O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado neste 9 de agosto, o Podcast ONU News recebeu três jovens brasileiros que estão usando comunicação, música e dança para alcançar milhões de pessoas nas redes sociais.

    Escassez de alimentos nas florestas

    A dançarina e empresária Marciele Albuquerque, do povo Munduruku, a cantora e compositora Kaê Guajajara, do povo Guajajara, e o fotógrafo e comunicador Cristian Wariu, do povo Xavante.

    Os três integram a iniciativa “Verificado” das Nações Unidas, criada para combater a desinformação sobre temas climáticos.

    Marciele nasceu em Juruti, no Pará, em meio a Floresta Amazônica. Ela lembra de uma infância nadando nos rios e colhendo alimentos perto de sua aldeia. Um grande contraste com o que observa hoje, quando vai visitar a família no local.

    “A gente vem sentindo que, cada vez, está mais quente. E também as frutas, a gente já não tem a mesma abundância que tinha de fruta. Antes, a gente conseguia ir, digamos, pelo meio da floresta, pegar as frutas mais perto. Hoje em dia, tem que se andar muito mais longe e já não tem a mesma quantidade. A gente percebe também na cheia e na seca, porque agora, as secas são extremas, as cheias também são extremas.”

    Queimadas mais intensas no cerrado

    Já Cristian Wariu, que é do território Parabubure, no Vale do Araguaia, no Mato Grosso, relatou grande preocupação com o impacto de queimadas cada vez mais intensas na região do cerrado. As mudanças nesses ecossistemas afetam os hábitos e o bem-estar de comunidades inteiras.

    “Hoje em dia, tem se tornado cada vez mais insustentável porque é incontrolável, afetando muito da cadeia alimentar do povo Xavante e isso facilita também a entrada de muitos alimentos que não fazem bem para o nosso povo. Então uma coisa vai impactando na outra e aí acaba chegando na questão da saúde também”.

    A ONU estima que as vidas de mais de 370 milhões de indígenas em todo o mundo são impactadas pela crise do clima. Uma situação que foi se impondo com o passar do tempo e após o aumento da mudança climática.

    Música indígena reflete luta pela sobrevivência

    Nascida em Mirinzal, no Maranhão, a cantora Kaê Guajajara responde a essa crise lembrando que as mudanças são “consequência de um modo de vida imposto aos indígenas”.

    Ela acredita que é cada vez mais importante distinguir entre informações verdadeiras e Fake News, para que as populações em risco consigam se preparar e se proteger. Na música indígena, ela vê uma maneira de reagir a tudo aquilo que ameaça a sobrevivência dos povos originários.

    “Se antes os nossos cantos falavam sobre a beleza da natureza, falavam muito sobre como era essa vivência, hoje a gente vai observar esses mesmos cantos indígenas falando sobre territórios e sobre nós, sendo retirados de territórios forçadamente. A gente vai estar justamente ouvindo o desmatamento sendo falado na música, porque estamos contando essas histórias através dessa música e de jeitos que nós aprendemos também. E nos ressignificando, reexistindo no tempo”.

    Criada na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, Kaê ressaltou que pelo menos 50% da população indígena brasileira vive hoje nas cidades e outros centros urbanos. Ela pediu mais políticas públicas voltadas aos indígenas nesses contextos.

    A cantora percebe uma ascensão indígena no cenário musical, algo que enxerga como oportunidade de superar uma “ferida colonial”, que sempre silenciou essas vozes.

    Visibilidade é poder

    Ao analisar a situação dos indígenas brasileiros, Cristian destaca a contribuição de gerações anteriores com a garantia de direitos constitucionais e com a criação de organizações que reforçam a cidadania. Segundo ele, a luta hoje é travada no campo da comunicação.

    “A demarcação, não só no âmbito da política, mas também das telas. E uma coisa acaba fortalecendo a outra, querendo ou não. Então, acho que a maior contribuição dessa geração ao longo desse tempo, e visualizando claro essa engrenagem, que é o movimento indígena, que é a luta dos povos indígenas, eu entendo essa nossa geração atual como a comunicação que trouxe essa visibilidade. E a partir de visibilidade, hoje em dia, a gente entende muito do poder também”.

    Para o jovem Xavante, essa vitrine virtual tem sido crucial para o adentrar de indígenas em espaços de decisão na política e em órgãos de governo.

    “A arte é uma forma de lutar”

    E quem entende bem desta luta é a primeira indígena a se tornar Cunhã-Poranga, uma espécie de destaque principal, no festival folclórico de Parintins, Marciele Albuquerque, que tem usado sua visibilidade para gerar um sentimento de representatividade que fortalece os povos originários.

    Na arena do maior festival a céu aberto do mundo, ela usa a dança como forma de expressar a força da mulher indígena. Este ano, foi campeã com a Agremiação do Boi Caprichoso. A dançarina compartilhou o que sente quando escuta o refrão de uma das toadas que embalaram a vitória, chamada “Guerreira das Lutas”.

    “Tem um refrão que fala de vários povos: ‘Ela é Munduruku, Tupinambá, Kayapó, Atroari, Asurini, Zo’é, ela é Sateré, Hixkaryana, guerreira, poranga-cunhã’. Eu acho que esse trecho da toada é o que mais me deixa inspirada e o que mais me traz força. Porque eu estou ali, na arena, e não represento só o meu povo, mas sim a diversidade cultural, a diversidade indígena que o nosso Brasil tem”.

    A canção foi criada em 2022 em homenagem a Marciele, e se popularizou após a participação da dançarina no programa Big Brother Brasil deste ano.

    Para ela, a “a arte é uma forma de lutar” e na Arena do Bumbódromo as pessoas se conscientizam, de forma leve, sobrem temas importantes para os povos indígenas.

    A inspiração que vem da Sumaúma

    Kaê Guajajara tem uma intenção parecida com suas músicas, mas também busca desconstruir estereótipos, como a percepção de que indígenas que usam celular ou fazem música com ritmos eletrônicos estariam “abandonando sua cultura”.

    Ela explicou que diversos artistas indígenas estão se reinventando em vários ritmos e gêneros e por isso é cada vez mais comum “ouvir o som do maracá junto com sintetizadores”.

    A artista já se apresentou em grandes festivais nacionais e internacionais, com músicas que buscam valorizar também o idioma Ze’egete, do povo Guajajara. Ela compartilhou o significado por trás de uma de suas músicas mais famosas, chamada “Sumaúma”.

    “Eu gosto muito dessa música que ela fala que não importa o quanto de cimento você jogue naquele chão, as raízes, elas sempre vão forçar, sempre vão brotar e vão assim quebrar o concreto, tomando tudo mesmo. E aí eu falo: Aiko heànàm wapyr ikatuahy nezewe mehe azegar wapyr kury Zakyze zo zaiko kury ae wà no arokwaw Aw ywy zanerãpy. Mas você só enxerga o topo, enxerga tão pouco, quando tentar me atingir. Vai ver o escudo, crescendo como uma, Sumaúma. Sumaúma”.

    Kaê enfatizou que a Sumaúma é uma grande árvore centenária, presente e importante em várias histórias de povos indígenas no Brasil e representa uma grande inspiração para resistir diante de qualquer adversidade.

    Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas, os três convidados concordam que as ameaças no horizonte, ao invés de abalar os seus povos, estão fazendo com que eles fiquem mais unidos e queiram ocupar cada vez mais espaços, como a raiz de uma grande Sumaúma. A árvore considerada a “rainha da floresta”, símbolo da vida e da resistência.

    *Felipe de Carvalho é jornalista da ONU News.

  • Homem é preso com armas e munições durante operação em São Gabriel da Cachoeira

    Homem é preso com armas e munições durante operação em São Gabriel da Cachoeira

    Um homem de 52 anos foi preso em flagrante por suspeita de comércio e posse ilegal de armas de fogo no município de São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros de Manaus. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) da cidade.

    A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no bairro Thiago Montalvo. No local, os agentes encontraram diversas armas de fogo, grande quantidade de munições de diferentes calibres e dinheiro em espécie.

    De acordo com as autoridades, os valores apreendidos podem ser provenientes da comercialização ilegal das armas e munições.

    As investigações da Polícia Civil apontam ainda que o suspeito fornecia munições para traficantes envolvidos no transporte intermunicipal de entorpecentes pelos rios da região. Segundo a apuração, os materiais eram vendidos tanto para atividades de caça quanto para a utilização em escoltas de rotas do tráfico fluvial.

    Após a prisão, o homem e todo o material apreendido foram encaminhados à sede da DIP de São Gabriel da Cachoeira, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

    O suspeito permanece à disposição da Justiça.

  • Idoso de 63 anos é morto a tiros dentro de comércio em Iranduba

    Idoso de 63 anos é morto a tiros dentro de comércio em Iranduba

    Pedro Cláudio dos Santos Rodrigues, de 63 anos, foi morto a tiros dentro de um estabelecimento comercial na Rodovia Estadual AM-070, quilômetro 30, comunidade Lago do Limão, município de Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus).

    O crime ocorreu no interior de um comércio conhecido como ‘Castanheira’, localizado ao lado da quadra de esportes da comunidade.

    De acordo com testemunhas, a ação foi rápida e causou pânico nos clientes presentes. Um homem armado invadiu o local, aproximou-se da vítima e efetuou quatro disparos, que atingiram a cabeça e as costas do homem. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Após a execução, o atirador fugiu sem ser identificado.

    O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo. O crime deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestro (DEHS).

  • Homem armado aborda jovem e rouba celular em rua da Zona Leste de Manaus

    Homem armado aborda jovem e rouba celular em rua da Zona Leste de Manaus

    Um homem, aparentemente armado, abordou uma jovem e roubou um celular na rua São Paulo, no bairro São José, Zona Leste de Manaus. O crime aconteceu neste sábado (8) e foi registrado por uma câmera de segurança.

    Nas imagens, o suspeito aparece entrando em um trecho da via e observando a movimentação. Em seguida, ele retorna e permanece no local à espera da vítima.

    Quando a jovem se aproxima, o homem inicia uma conversa, aparentemente como se estivesse pedindo uma informação. Momentos depois, ele saca uma arma e anuncia o assalto.

    Sem reagir, a vítima entrega o que aparenta ser um celular ao suspeito. Após o roubo, a jovem retorna pelo mesmo caminho, enquanto o homem deixa o local caminhando em outra direção.

    O caso deverá ser investigado pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou eventual prisão do suspeito.

  • Homem em situação de rua é encontrado morto em Manaus

    Homem em situação de rua é encontrado morto em Manaus

    O morador em situação de rua identificado apenas como Carlos que foi encontrado na manhã de sábado (8), em um terreno baldio, no Conjunto Osvaldo Frota, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus estava com as mãos amarradas e apresentava sinais de extrema violência. Ele ainda teve amputação dos órgãos genitais.

    De acordo com as primeiras informações repassadas pelas autoridades, a vítima estava com as mãos amarradas e apresentava lesões severas pelo corpo, incluindo a amputação dos órgãos genitais.

    Segundo o relatório de ocorrência do Instituto Médico Legal (IML), o laudo preliminar confirmou que as causas da morte foram choque hemorrágico, traumatismo torácico e trauma por ação perfurocortante.

    O caso foi registrado e será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

  • Câmeras registram roubo de motocicleta em avenida no Distrito Industrial, em Manaus

    Câmeras registram roubo de motocicleta em avenida no Distrito Industrial, em Manaus

    Nas imagens, dois suspeitos chegam ao local em outra motocicleta. O homem que estava na garupa desce do veículo e se aproxima da moto que estava estacionada. Pouco depois, ele consegue levar o veículo, enquanto o comparsa permanece aguardando na motocicleta utilizada pela dupla.

    Após o roubo, os dois deixam o local juntos, cada um seguindo em uma das motocicletas. A ação ocorreu rapidamente e foi registrada pelas câmeras de segurança da região.

    As imagens devem ser utilizadas pelas autoridades para auxiliar na identificação dos suspeitos e na localização da motocicleta roubada. O caso foi comunicado à polícia e deverá ser investigado.

  • Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil

    Familiares celebram legado de primeira medalha paralímpica do Brasil

    O Brasil encerrou a Paralimpíada de Paris (França), em 2024, entre as cinco potências do esporte adaptado pela primeira vez. O país já foi 462 vezes no pódio no maior evento paradesportivo do planeta. A trajetória começou há 50 anos, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a primeira medalha brasileira na história: a prata no lawn bowls, uma modalidade já extinta, semelhante à bocha, embora a tradução literal do inglês signifique “boliche de gramado”.

    As medalhas estiveram expostas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, nessa quinta-feira (6). Uma homenagem simbólica. Foi justamente em um dia 6 de agosto, em 1976, em Toronto (Canadá), que Robson e Luiz Carlos abriram a contagem de pódios do Brasil em Paralimpíadas.

    “É o resgate de uma história que não era contada. Se hoje temos tudo isso [no esporte paralímpico], com televisão, entrevistas, esse momento de comemoração, é porque alguém lá no passado lutou para que isso acontecesse”, destacou Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, à reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Criada como filha pelo medalhista paralímpico, Noêmia acompanhou de perto a trajetória do tio/pai, fundador do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, em 1958. Falecido em 1987, Robson criou a instituição, que abrigava pessoas com deficiência sem recursos para reabilitação, com a indenização do acidente que sofreu três anos antes e o deixou paraplégico – ele trabalhava em uma fábrica de papéis nos Estados Unidos e teve a coluna comprimida por um rolo.

    “Naquela ocasião, não tinha recursos como hoje. O paradesporto não era uma política pública, então, tinha que sair batendo de porta em porta. Ele [Robson] batia na porta de deputados, de quem estava no poder, para ajudar a comprar uniforme, passagens, para representar o Brasil lá fora”, afirmou Noêmia.

    Noêmia Almeida (sobrinha de Robson Sampaio de Almeida), Yohansson Nascimento (vice-presidente do CPB) e Paulo Robson de Almeida (sobrinho de Robson Sampaio de Almeida), em homenagem no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo – Foto: Marcello Zambrana/CPB

    Luiz Carlos foi justamente um dos atendidos pelo Clube do Otimismo, onde estabeleceu uma grande amizade com Robson. “Curtinho”, como é conhecido, tem 79 anos e está em tratamento de Alzheimer.

    “Eles sempre formaram essa dupla dinâmica no esporte. Quando se formaram os primeiros times de basquete [em cadeira de rodas], meu tio foi o primeiro cestinha brasileiro, e o Luiz Carlos acompanhou. Foi um grande escudeiro do Clube do Otimismo. Ele [Luiz Carlos] também trabalhava com técnicas para recuperação das rodas das cadeiras. Nas disputas internacionais, dava sempre o apoio técnico para conserto”, recordou Paulo Robson de Almeida, sobrinho de Robson, em entrevista à EBC.

    Robson e Luiz Carlos foram aos Jogos de Toronto competir no basquete em cadeira de rodas e acabaram convidados para o lawn bowls – na época, era possível participar de mais de uma modalidade. A dupla brasileira fez bonito no Etobicoke Lawn Bowling Club e assegurou o segundo lugar, atrás dos australianos Eric Magennis e Bruce Thwaite. Os britânicos David Avis e Michael McCreadie completaram o pódio.

    “O Robson jogava o boliche tradicional, com a pista de madeira. E fazia vários strikes [quando todos os pinos são derrubados em uma única jogada]. Então, ele já tinha certa prática para segurar a bola. Mas o Luiz Carlos foi de primeira””, contou Paulo Robson.

    A história brasileira no movimento paralímpico mudou significativamente desde a medalha histórica de 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995. Três anos depois, a entidade foi incluída no Sistema Nacional do Desporto por meio da Lei 9.615, conhecida como Lei Pelé.

    A medida possibilitou a entrada do CPB na Lei 10.264, chamada Lei Agnelo Piva, de 2001, que passou a distribuir 2% (atualmente 2,7%) dos recursos de loterias federais para financiamento do esporte. Desse percentual, 15% são direcionados ao paradesporto. Os demais 85% vão para o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

    Em 2016, surgiu o CT Paralímpico, uma das principais estruturas esportivas do país, considerada um legado dos Jogos do Rio de Janeiro. Além do impacto direto na evolução dos resultados do Brasil em Paralimpíadas, o centro de treinamento se tornou um polo de formação de atletas por meio da iniciação em modalidades adaptadas, de forma gratuita, a jovens de 7 a 17 anos com deficiências física, visual e intelectual.

    “Ele [Robson] lutava para as empresas admitirem [pessoas com deficiência], que tivessem uma política de acreditar que aquela pessoa era capaz de trabalhar. A gente teve nele o exemplo desse espírito, e o esporte foi a consequência. O que estamos comemorando é a realização de um sonho. A luta dele é a de todos nós”, concluiu Noêmia.

  • Votos em branco e nulos não interferem no resultado das urnas

    Votos em branco e nulos não interferem no resultado das urnas

    Uma dúvida frequente em períodos eleitorais é o que acontece quando o eleitor vota em branco ou nulo. Embora exista diferença formal entre os dois, votos em branco e votos nulos não entram no cálculo dos votos válidos e não interferem no resultado das eleições. E não existe possibilidade de cancelamento do pleito, caso mais da metade dos eleitores decida anular seu voto.

    Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele no qual o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Tecnicamente, o voto em branco ocorre quando o eleitor pressiona a tecla “branco” e depois a tecla “confirma” na urna eletrônica. Antes do surgimento do sistema eletrônico, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco.

    Já o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número inexistente na urna e confirma a operação.

    O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni explica que esses votos não entram na contagem dos votos válidos, utilizada para definir o resultado das eleições. Segundo ele, essas opções não produzem efeitos sobre o cálculo eleitoral.

    — A diferença, nesses casos, se refere apenas à forma como cada eleitor deseja invalidar o próprio voto. Pode-se afirmar, do ponto de vista político, que o voto em branco traduz mais o desinteresse do eleitor pelas eleições, enquanto o voto nulo simboliza a rejeição a todos os candidatos apresentados. Mas, do ponto de vista prático, os dois votos são considerados não válidos e não afetam o resultado das eleições — disse o especialista em entrevista à Agência Senado.

    Revogação

    Até 1997, os votos em branco afetavam os resultados das eleições proporcionais (para deputados federal, estadual e distrital, além de vereador). Segundo Guerzoni, esses votos eram considerados válidos para o cálculo do quociente eleitoral. Ou seja, podiam pesar para excluir um partido político da distribuição das vagas.

    A previsão foi revogada pela Lei 9.504, de 1997, e os votos em branco, assim como os nulos, deixaram de ser contados para esse fim.

    — Igualmente, os votos brancos e nulos não são contados para a realização do segundo turno das eleições para presidente da República, governador e prefeito, que foi instituído pela Constituição de 1988. Assim, o eleitor que vota branco ou nulo está, efetivamente, se abstendo de participar do resultado das eleições, deixando a decisão para os demais eleitores.

    Guerzoni esclarece também que o resultado da eleição não é alterado caso mais de 50% do eleitorado decida anular o voto. Segundo o consultor, a definição do resultado eleitoral considera apenas os votos válidos.

    — Do ponto de vista do direito eleitoral, nada acontece se metade dos eleitores anular seu voto. Claro que, do ponto de vista político, se isso ocorrer, poderá gerar debate sobre a legitimidade dos eleitos. Vale registrar que o Código Eleitoral prevê a anulação da eleição quando a Justiça Eleitoral declarar a nulidade de mais da metade dos votos dados a candidatos em um determinado pleito. Esse comando, entretanto, somente se aplica aos votos anulados pela Justiça Eleitoral por algum tipo de vício. Não se aplica aos votos nulos depositados pelo eleitor.

    Manifestação legítima

    Guerzoni ressalta que votos em branco e nulos não produzem efeitos sobre o resultado eleitoral. Segundo ele, essas opções podem representar uma forma de manifestação política do eleitor.

    — Formalmente, os candidatos serão eleitos pelos votos dos demais eleitores, independentemente da sua quantidade. Ou seja, votar branco ou nulo é um registro político absolutamente legítimo, mas, no nosso sistema eleitoral, significa abrir mão de decidir quem será eleito. Entendo que essa decisão só cabe ao eleitor. Só acho importante que ele saiba do significado e dos limites de tomar essa decisão — afirma.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • Carreta com mais de 500 kg de skank é interceptada em Parintins

    Carreta com mais de 500 kg de skank é interceptada em Parintins

    Uma operação da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de **500 quilos de maconha do tipo skank escondidos na estrutura de uma carreta, no município de Parintins, no interior do Amazonas. Segundo a corporação, esta é a maior apreensão de drogas já realizada pelo 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

    A Polícia Militar estima que a apreensão tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões às organizações criminosas.

    Denúncia levou policiais até a carga

    De acordo com a PM, a operação teve início após os policiais receberem informações de que uma grande quantidade de drogas estaria sendo transportada em uma embarcação com destino à região de Parintins.

    Com base na denúncia, as equipes montaram uma operação e interceptaram a carga logo após uma balsa atracar em uma comunidade próxima ao município.

    A carreta foi conduzida até a sede do 11º BPM, onde passou por uma inspeção detalhada.

    Droga estava escondida na estrutura da carreta

    Durante a vistoria, os policiais encontraram os tabletes de skank escondidos em diferentes compartimentos da estrutura metálica da carreta.

    Para retirar todo o material, foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros, que utilizou equipamentos para cortar partes da estrutura do veículo. Conforme a PM, a droga estava prensada e distribuída em diversos pontos da carreta, em uma tentativa de dificultar a fiscalização.

    Proprietário será ouvido

    O proprietário da carreta deverá prestar depoimento à polícia para esclarecer como o veículo foi utilizado no transporte da carga ilícita.

    Segundo a Polícia Militar, caso seja comprovado que ele tinha conhecimento e participação no transporte da droga, poderá responder criminalmente por delitos relacionados ao tráfico de drogas.

    A apreensão é considerada a maior já registrada pelo 11º BPM de Parintins. Ainda conforme a corporação, a segunda maior apreensão de entorpecentes da história da unidade também ocorreu em 2026.

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