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  • Governo do Brasil veta projeto de lei que precariza contrato de trabalho para jovens

    Governo do Brasil veta projeto de lei que precariza contrato de trabalho para jovens

    O Diário Oficial da União desta quinta (18/6) traz a mensagem de veto total ao Projeto de Lei de nº 5.278, de 2019, que tem por objetivo alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei Orgânica da Seguridade Social e criar o denominado “Contrato do Primeiro Emprego” para jovens de 18 a 29 anos de idade.

    O texto vetado exigia a jornada de até 44 horas semanais, o que vai na contramão da proposta de fim da escala 6×1 e da redução da carga semanal de trabalho para 40 horas sem redução salarial que é defendia pelo Governo do Brasil e já foi aprovada na Câmara dos Deputados. Além disso, a adoção da jornada proposta no texto dificultaria a compatibilização da experiência profissional com o prosseguimento dos estudos.

    O projeto de lei vetado ainda concedia aos empregadores benefícios tributários e previdenciários sem vantagens aos jovens trabalhadores, podendo ainda desestimular a contratação por meio da Lei de Aprendizagem – popularmente conhecida como Lei do Jovem Aprendiz -, que hoje garante direitos como a jornada reduzida e a capacitação profissional no ambiente de trabalho.

    Nos últimos 26 anos, a Lei da Aprendizagem abriu portas do mercado formal de trabalho formal para mais de 6 milhões de jovens, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. No mês de março de 2026, mais de 700 mil contratos de trabalho estavam ativos nesta modalidade – o maior número da série histórica.

  • Risco de fome ameaça 13 zonas críticas no segundo semestre deste ano

    Risco de fome ameaça 13 zonas críticas no segundo semestre deste ano

    Um novo relatório de agências da ONU alerta que o grande avanço da insegurança alimentar severa requer uma mobilização internacional imediata. As previsões apontam para a piora da fome aguda para milhões de pessoas em 13 países.

    O estudo “Pontos Críticos de Fome” da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e do Programa Mundial de Alimentos, WFP, foi publicado nesta quarta-feira, em Roma, sede de ambas as agências.

    Crise de financiamento humanitário global

    Entre junho e novembro, tais “pontos críticos da fome” terão um agravamento, marcado pela queda de 59% no financiamento humanitário global para assistência de emergência nas áreas alimentar e agrícola.

    Os efeitos observados nos últimos três anos incluem a redução de recursos disponíveis a patamares de quase uma década atrás. O total de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda disparou para cerca de 266 milhões.

    As duas agências ressaltam um panorama global que exige intervenções humanitárias imediatas e preventivas antes que os alertas se transformem em tragédias irreversíveis.

    Para a FAO, o desafio atual não reside na identificação das emergências, mas sim na velocidade e dimensão das ações preventivas. O investimento antecipado na agricultura de subsistência e na resiliência local são vistos como rumo mais eficaz para proteger meios de subsistência e reduzir demandas humanitárias.

    Garantia de acesso humanitário seguro 

    Para ilustrar a urgência da resposta, o WFP enfatiza que os conflitos e desastres climáticos forçam famílias a fazer escolhas sobre a própria sobrevivência. Isso exige a liberação imediata de fundos e a garantia de acesso humanitário seguro para alcançar os afetados antes que a escassez se converta em catástrofe definitiva.

    A Faixa de Gaza, o Sudão, o Sudão do Sul e o Iêmen permanecem na categoria de máxima preocupação mundial devido à gravidade extrema de seus cenários alimentares. Estes contextos enfrentam a persistência ou a ameaça iminente de condições de fome generalizada.

    No Sudão, o risco de fome severa ameaça 14 áreas em Darfur e Cordofão, afetando mais de 19 milhões de cidadãos e projetando que 200 mil pessoas atinjam o nível de catástrofe total nos próximos meses.

    Outro quadro alarmante é o do Sudão do Sul, onde mais da metade da população nacional enfrenta níveis críticos de privação alimentar. Milhares de pessoas já enfrentam condições catastróficas e vários condados sofrem ameaçados diretamente de fome extrema até o final do período avaliado.

    Crise afetando 18 milhões de pessoas

    Já no Iêmen, a crise alimentar se consolida como uma das mais severas do planeta, afetando mais de 18 milhões de pessoas divididas entre áreas controladas por diferentes autoridades governamentais e regionais.

    A rápida piora das condições de vida provocou a inclusão da Nigéria e da Somália neste grupo de vigilância máxima.

    O território nigeriano passou a integrar a lista após novas projeções no estado de Borno, onde partes consideráveis da população enfrentam desnutrição aguda crítica e risco iminente de mortandade por inanição.

    Já a Somália ingressou na categoria alarmante devido ao risco iminente de fome identificado no distrito de Burhakaba, com secas sucessivas, colheitas historicamente baixas e efeitos econômicos de grandes tensões internacionais.

    Zonas de preocupação 

    No primeiro semestre, a estabilização nos Territórios Palestinos foi frágil e localizada após o cessar-fogo do ano passado, mas toda a Faixa de Gaza segue sob risco extremo. Mais de 1,5 milhão de pessoas dependem de ajuda urgente.

    O panorama da insegurança alimentar se estende de forma grave por outras regiões que exigem monitoramento contínuo e preventivo das agências internacionais.

    O Afeganistão se mantém como um ponto crítico de preocupação muito alta pela combinação de secas sucessivas, inflação dos alimentos e instabilidade interna.

    Na República Democrática do Congo, a violência armada nas províncias orientais e o grande deslocamento das populações são agravados por um surto recente de ebola. A conjugação de fatores cria barreiras perigosas ao funcionamento dos mercados locais, à mobilidade humana e ao acesso das equipes de socorro.

    Rotas rodoviárias essenciais

    Por outro lado, o Haiti teve melhoras localizadas e discretas, como a queda da inflação e a desobstrução parcial de rotas rodoviárias essenciais. Esses fatores permitiram a transição da categoria mais grave para o grupo de preocupação muito alta, embora sua infraestrutura social permaneça profundamente fragilizada.

    O cenário da fome global torna-se ainda mais complexo com a inclusão de novas áreas afetadas por choques climáticos e geopolíticos simultâneos. Mianmar e Mali continuam sendo zonas críticas pela vulnerabilidade social agravada pela variação do clima e por fortes pressões econômicas.

    Líbano e Madagascar integram o relatório por causa da escalada de confrontos militares ocorridas no início deste ano e da incidência de padrões meteorológicos adversos e erráticos.

    Em quase todas as 13 zonas críticas, os cenários de fome são impulsionados por conflitos armados e violência. A esses fatores se juntam os choques econômicos globais e as previsões do fenômeno climático El Niño.

    As anomalias climáticas podem desestabilizar ainda mais a produção agrícola global com secas severas e inundações imprevisíveis no segundo semestre do ano.

  • Homem é preso com arma de fogo ilegal no conjunto Viver Melhor

    Homem é preso com arma de fogo ilegal no conjunto Viver Melhor

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), prendeu um homem, de 49 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na terça-feira (16/06). A ocorrência foi registrada no conjunto Viver Melhor, na zona norte de Manaus.

    Por volta das 17h45, durante patrulhamento ostensivo, a equipe policial foi abordada por uma pessoa que informou que tinha sofrido uma tentativa de sequestro, na rua Rio Madeira, bairro Viver Melhor, por três homens em um carro branco.

    Em razão da denúncia, os PMs foram até o local e localizaram um veículo conduzido por um dos homens com as características repassadas pela vítima.

    Diante da fundada suspeita, os PMs efetuaram abordagem e encontram uma arma de fogo ponto 40, modelo 740, marca Taurus, com sete munições intactas e oito celulares e várias ferramentas de construção.

    O homem foi conduzido para o 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), juntamente com todo o material apreendido.

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Homem é preso por posse ilegal de arma de fogo

    Homem é preso por posse ilegal de arma de fogo

    A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), prendeu um homem, de 46 anos, por porte ilegal de arma de fogo. A ocorrência foi registrada na terça-feira (16/06), no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus.

    A ação foi durante patrulhamento tático pela avenida Tefé, na ocasião a equipe da Rocam foi abordada por uma pessoa informando sobre um homem armado em uma oficina de motos, localizada na referida avenida.

    Diante da denúncia, a equipe policial procedeu a abordagem ao suspeito e realizou revista veícular na moto N-max QZZ7C95, que estava em posse do abordado, onde foi encontrada uma pistola G2C Taurus 380, municiada com 10 munições intactas, abaixo do banco da motocicleta.

    Ainda com ele foram encontradas duas trouxinhas de cocaína, e a quantia de R$ 400, dois celular, e objetos pessoais.

    A ocorrência foi conduzida para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

    Denúncia

    A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar, imediatamente, ao tomar conhecimento da ação criminosa, por meio do disque denúncia 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

  • Dupla é presa em Manaus com 34,5 kg de maconha

    Dupla é presa em Manaus com 34,5 kg de maconha

    A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), composta pela Polícia Federal e pela Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amazonas, apreendeu, nessa terça-feira (16), 34,5 kg de maconha e prendeu em flagrante dois homens suspeitos de tráfico de drogas, na capital amazonense.

    A ação foi realizada a partir de trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Federal, que identificou o transporte da droga em uma embarcação, proveniente do município de Coari/AM e com destino a Manaus/AM.

    Após atracação da embarcação, equipes da COE realizaram fiscalização com o apoio de cães farejadores, ocasião em que localizaram os suspeitos transportando a droga. Durante as diligências, os dois conduzidos admitiram participação no transporte do entorpecente.

    Os presos foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

    A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria de Estado e Segurança Pública, pela Polícia Civil do Amazonas, pela Polícia Militar do Amazonas, pela Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, pela Secretaria de Administração Penitenciária e pela Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.

  • Operação prende suspeitos de fraudar meia-passagem em ônibus em Manaus

    Operação prende suspeitos de fraudar meia-passagem em ônibus em Manaus

    Uma mulher, de 27 anos, e de três homens, de 42, 48 e 48 anos foram presos nesta quinta-feira (18), durante Operação Happy Birthday. Os suspeitos são investigados por integrar uma organização criminosa responsável por fraudar o sistema de transporte público mediante a emissão irregular de cartões de meia-passagem.

    O nome da operação faz menção aos dois anos de criação do núcleo. A ação integra a Operação Segurança Presente, do Governo do Amazonas, e está inserida no Programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

    Mais informações serão apresentadas durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18), na Delegacia Geral, avenida Pedro Teixeira, 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus

  • Guarda Municipal realiza resgate de dois animais silvestres e apreensão de veículos irregulares na capital

    Guarda Municipal realiza resgate de dois animais silvestres e apreensão de veículos irregulares na capital

    A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), informa que a Guarda Municipal de Manaus (GMM) realizou o resgate de dois animais silvestres nas zonas Centro-Sul e Oeste, além da apreensão de dois veículos irregulares na zona Sul da capital.

    A equipe do Patrulhamento Ambiental (Patam) recebeu, na terça-feira, 16/6, duas ocorrências via Central. A primeira solicitava o resgate de uma iguana, que havia entrado em uma residência no bairro Nova Esperança, zona Oeste. A segunda referia-se a um marsupial (mucura) que também havia entrado em uma residência localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

    Após os procedimentos de captura segura, os animais foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para receberem os cuidados cabíveis.

    Na manhã desta quarta-feira, 17/6, durante o patrulhamento preventivo nas proximidades da feira da Banana, no Centro, a equipe do motopatrulhamento foi acionada para realizar uma ordem de serviço para o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), apreendendo dois veículos que estavam irregulares.

    Os envolvidos foram encaminhados à delegacia e os veículos recolhidos pelo IMMU para realização dos procedimentos cabíveis.

    A Guarda Municipal de Manaus reafirma seu compromisso com a proteção da fauna silvestre e segue dando apoio a outros órgãos, mantendo a ordem e a segurança da população manauara.

  • Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de até 3,36% no gás de cozinha de 13 quilos e redução de 1,25% na botija de 8 quilos em junho

    Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de até 3,36% no gás de cozinha de 13 quilos e redução de 1,25% na botija de 8 quilos em junho

    A Prefeitura de Manaus, por meio do Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulgou, nesta quarta-feira, 17/6, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços do Gás de Cozinha referente ao mês de junho. O levantamento identificou aumento de até 3,36% nos menores preços praticados para a botija de 13 quilos em comparação com maio, enquanto entre as botijas menores foi registrada redução de 1,25% no modelo de oito quilos.

    A presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, destacou que pesquisas periódicas funcionam como ferramenta de orientação para os consumidores e contribuem para ampliar a percepção sobre o comportamento dos preços de itens essenciais.

    “Quando o consumidor acompanha a evolução dos preços e compara diferentes pontos de venda, ele amplia sua capacidade de planejamento e consegue tomar decisões mais conscientes. Nosso papel é oferecer informações confiáveis que contribuam para o equilíbrio do orçamento familiar e fortaleçam relações de consumo mais transparentes”, afirmou.

    Realizada nos dias 15 e 16/6, a pesquisa analisou os preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 36 estabelecimentos distribuídos pelas diferentes zonas da capital amazonense. O estudo contemplou as botijas de sete quilos, oito quilos e 13 quilos comercializadas pelas distribuidoras Amazongás e Fogás e teve como objetivo ampliar a transparência nas relações de consumo e oferecer informações que auxiliem a população na comparação de preços e na organização do orçamento doméstico.

    A metodologia aplicada utilizou coleta híbrida de dados para ampliar a precisão dos resultados. O levantamento considerou três fontes distintas: consulta ao levantamento oficial da Agência Nacional do Petróleo (ANP), coleta telefônica em revendedoras e monitoramento de preços por canais digitais oficiais, permitindo uma análise mais abrangente do comportamento dos valores praticados no mercado local.

    Entre os resultados da pesquisa, o menor preço encontrado para a botija de 13 quilos da Fogás foi de R$ 125,99, enquanto a menor oferta da Amazongás para o mesmo modelo foi de R$ 123. Já os maiores valores identificados chegaram a R$ 130 e R$ 134, respectivamente.

    Nas botijas menores, o levantamento apontou que a de oito quilos da Fogás apresentou preços entre R$ 78,99 e R$ 84,50. Já a botija de sete quilos da Amazongás variou entre R$ 77 e R$ 86 entre os estabelecimentos pesquisados.

    Na comparação com o mês anterior, o estudo identificou variações nos menores preços praticados entre as botijas pesquisadas. A botija de 13 quilos da Amazongás registrou alta de R$ 4, correspondente a 3,36%, passando de R$ 119 para R$ 123. Entre as botijas menores, o modelo de oito quilos da Fogás apresentou redução de R$ 1 (1,25%), passando de R$ 79,99 para R$ 78,99. Já a botija de sete quilos da Amazongás teve aumento de R$ 3, representando alta de 4,05%, saindo de R$ 74 para R$ 77 em relação ao mês anterior.

    O Procon Manaus reforça que os valores correspondem aos preços identificados nos dias de realização da pesquisa e podem sofrer alterações posteriores, além de não incluírem eventuais taxas de entrega domiciliar. A orientação é que os consumidores pesquisem antes da compra e utilizem o levantamento como referência para economizar e fazer escolhas mais conscientes.

    Confira a pesquisa completa

  • Educação municipal de Manaus contará com núcleo pedagógico voltado para estudantes com indicadores de superdotação

    Educação municipal de Manaus contará com núcleo pedagógico voltado para estudantes com indicadores de superdotação

    A Prefeitura de Manaus implantará o Núcleo de Atendimento Municipal de Altas Habilidades/Superdotação (Namah/s), que contará com um grupo de trabalho específico para coordenar, orientar, acompanhar e fortalecer ações voltadas aos estudantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed) com indicadores de altas habilidades/superdotação.

    O Namah/s está vinculado diretamente à Subsecretaria de Gestão Educacional. A proposta inicial é que o núcleo funcione em espaços adaptados no parque Cidade da Criança, localizado no bairro Aleixo, zona Centro-Sul da capital. No local, serão desenvolvidas atividades de artes, comunicação, astronomia e robótica, no contraturno escolar.

    De acordo com o secretário de Educação, Arone Bentes, a proposta é potencializar o desenvolvimento dos estudantes da rede municipal que apresentem indicadores de altas habilidades/superdotação.

    “A proposta do núcleo é identificar e desenvolver os talentos e as potencialidades que esses estudantes já possuem. Esse trabalho não substitui o que é realizado na sala de aula regular, mas acontece de forma complementar. Enquanto o aluno continua participando normalmente das atividades da escola, o núcleo oferece oportunidades para ampliar e fortalecer suas habilidades. É um trabalho voltado para potencializar aquilo que cada estudante tem de melhor. Quando essas capacidades não são estimuladas, a criança pode perder o interesse pelas atividades escolares e, consequentemente, apresentar queda no rendimento”, explicou o secretário.

    O núcleo apoiará as unidades escolares na identificação de estudantes com indicadores de altas habilidades/superdotação e irá orientar gestores, pedagogos, professores e equipes técnicas quanto aos procedimentos de observação, registro, encaminhamento e acompanhamento pedagógico.

    Também caberá ao Namah/s promover ações de formação continuada para profissionais da Semed, incentivar práticas de enriquecimento curricular, projetos, oficinas e atividades de aprofundamento para os estudantes, além de articular parcerias com instituições públicas e privadas, universidades e centros de pesquisa.

    As atividades do Namah/s serão desenvolvidas por servidores designados pela Semed, observada a disponibilidade administrativa e orçamentária da secretaria. O trabalho do núcleo será realizado em colaboração com instituições das esferas federal, estadual e municipal, visando o compartilhamento de boas práticas, à cooperação técnica e ao fortalecimento do atendimento educacional especializado.

  • Mosaicos de conservação: um grande quebra-cabeça verde que conecta áreas protegidas e fortalece a sociobiodiversidade no Brasil

    Mosaicos de conservação: um grande quebra-cabeça verde que conecta áreas protegidas e fortalece a sociobiodiversidade no Brasil

    roteger a natureza, muitas vezes, exige ir além dos limites traçados no mapa. Embora cada Unidade de Conservação (UC) federal cumpra um papel essencial na salvaguarda da biodiversidade, a proteção pode ser ainda maior quando esses territórios passam a atuar de forma integrada.  

    No Brasil, são 347 UCs federais sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e diversas áreas protegidas em níveis estaduais e municipais. Para potencializar essa força, surge o conceito de mosaico de conservação: uma estratégia que conecta diferentes áreas para ampliar a proteção da biodiversidade, fortalecer a gestão compartilhada e conciliar conservação ambiental com desenvolvimento sustentável em escala regional, tornando as ações mais eficazes. 

    Os mosaicos integram áreas protegidas próximas, limítrofes ou justapostas e sobrepostas: unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas, e reservas legais. Atualmente, o país conta com 19 mosaicos federais oficialmente reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).  

    “O mosaico fortalece a política de proteção e uso sustentável da biodiversidade ao conectar áreas por meio de uma governança integrada. Ao mesmo tempo, impulsiona a economia local e valoriza os atores do território. Como resultado, amplia a efetividade da conservação e promove o desenvolvimento sustentável, gerando benefícios concretos e qualidade de vida para as pessoas”, explica a diretora de criação e manejo de Unidades de Conservação (DIMAN), Iara Vasco. 

    Localização dos 19 mosaicos federais – Imagem: Divulgação/ICMBio

    O mais recente é o Mosaico Amazônico do Gurupi, que compreende áreas protegidas do Maranhão e do Pará, incluindo a Reserva Ecológica do Gurupi (MA); as Terras Indígenas Caru, Rio Pindaré, Awá, Alto Turiaçu, Araribóia (MA) e a Alto Rio Guamá (PA); e suas respectivas zonas de amortecimento. 

    O agrupamento do território de 46 mil km² trabalhava em conjunto desde 2011, quando foi contemplado no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Após a oficialização, em 2025, as atividades de conservação ganharam mais força.  

    De acordo com pesquisa realizada pela Rede de Mosaicos de Áreas Protegidas (Remap), o Mosaico Amazônico do Gurupi diferencia-se dos demais por ser o mais recente e já ter um plano de ação formalizado e metas estabelecidas, como a manutenção do conselho, promoção de ações de restauração ambiental e valorização de expressões culturais dos povos indígenas, além do monitoramento e avaliação de políticas públicas estaduais e nacionais que dialoguem diretamente com o mosaico.

    Esses dados se refletem no dia a dia das comunidades da região, mas necessitam de um esforço constante, como destaca Antônio Wilson Guajajara, presidente do Conselho Gestor do Mosaico do Gurupi. “Quando a gente fala de preservação, precisamos da união de todos. Nosso grande desafio é garantir que a floresta continue em pé. E todo ano a gente lida com fogo criminoso, caça, degradação. Então temos que nos unir e fazer esse trabalho de vigiar, alertar, monitorar, e ensinar, porque temos seis territórios indígenas, com várias etnias diferentes. Precisamos levar esse conhecimento até a última aldeia”, coloca a liderança indígena. 

    O que são mosaicos e como eles são estabelecidos?  

    De acordo com a Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), os mosaicos têm como objetivo promover a conservação da biodiversidade para além dos limites individuais das unidades, conciliando proteção ambiental, valorização da sociobiodiversidade e desenvolvimento sustentável nos territórios onde estão inseridos. 

    O reconhecimento oficial de um mosaico é realizado por ato do MMA. A medida institui também um conselho consultivo responsável por promover a integração entre as áreas protegidas que compõem o conjunto. Os procedimentos para esse reconhecimento estão definidos na Portaria nº 482, de 14 de dezembro de 2010 e no Decreto nº 4.340/2002. A implementação e o acompanhamento dessa estratégia contam com o apoio fundamental do Instituto Chico Mendes. 

    Na Reserva Biológica (Rebio) Gurupi, por exemplo, um dos atores locais é o comunitário João Alves. Morador do entorno da UC e colaborador de ações pontuais, passou a integrar a equipe do Instituto como Agente Temporário Ambiental (ATA) e realiza atividades de educação ambiental com seus vizinhos. 

    “Eu sempre explico o significado da reserva, da proteção dos bichos, para a nossa comunidade. Digo que não pode pescar na reserva e que se não tivesse essa proteção, talvez nem existiria mais peixe nas outras regiões. Do mesmo jeito que aprendo, eu ensino, quero que todos cuidem da terra também”, relata o comunitário João Alves. 

    Além da cooperação entre os entes que compõem o mosaico, é preciso criar estratégias de captação de apoio e recursos para colocar em prática o plano de gestão e mobilizar a busca pela implantação e implementação de políticas públicas.  

    “O maior desafio é mobilizar o território, engajando comunidades e órgãos gestores em uma proposta de governança compartilhada e planejamento integrado — ainda inovadora em muitos contextos. Para além do reconhecimento do mosaico, é fundamental implementar um plano de desenvolvimento territorial sustentável. Com isso, ampliam-se as possibilidades de captação de recursos e de viabilização das ações”, avalia Iara Vasco. 

    Os resultados alcançados pelos mosaicos podem ser acessados pela sociedade civil por meio das reuniões do Conselho Consultivo. 

    “Sem a floresta nós não somos ninguém. E isso não serve só para nós, indígenas, mas para toda a humanidade. Não basta apenas uma mão para plantar semente, precisamos de milhares de mãos. E é urgente. Floresta, água, alimentos e animais são fundamentais para os seres desse planeta, não podem acabar. Então temos que fazer nossa parte e ensinar às novas gerações a cuidar e defender o nosso meio ambiente”, incentiva o cacique Antônio Wilson Guajajara. 

    A Liderança indígena preside o Conselho Gestor do Mosaico do Gurupi – Foto: Acervo pessoal Cacique Wilson GuajajaraEntenda a diferença entre Núcleo de Gestão Integrada (NGI) e Mosaicos  

  • Núcleo de Gestão Integrada (NGI): unidades administrativas que unem a gestão de múltiplas Unidades de Conservação federais sob uma única organização, o ICMBio. 
  • Mosaicos: processo técnico e administrativo que busca garantir a gestão conjunta de áreas protegidas municipais, estaduais e federais (UCs, territórios indígenas e quilombolas, corredores ecológicos, e etc.). O reconhecimento de um mosaico é feito pelo MMA e liderado pelo Conselho Gestor estabelecido. 
  • União de áreas protegidas traz transformação real para comunidades  

    Resultados positivos de conservação também foram observados no Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN), no Amazonas. Com base nos trabalhos de campo realizados em 106 comunidades tradicionais e nas reuniões do Conselho Consultivo, um estudo identificou êxitos e desafios da gestão integrada da região, como o amadurecimento político-institucional do MBRN desde a sua criação, em 2010. 

    O relatório da Remap também destaca a atualização do Plano de Ação e resultados como fortalecimento da governança; criação e redefinição de unidades de conservação; inclusão de novas UCs ao território; continuidade das atividades mesmo durante adversidades políticas e sanitárias, e apoio a planos de gestão e projetos comunitários. 

     

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