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  • Justiça condena homem por feminicídio em Urucurituba

    Justiça condena homem por feminicídio em Urucurituba

    Com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), o Tribunal do Júri da Comarca de Urucurituba condenou, na terça-feira (18/08), um homem pelo crime de feminicídio, ocorrido em fevereiro de 2023. O réu foi sentenciado a 12 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

    Na sentença, a Justiça considerou comprovadas a materialidade e a autoria do feminicídio, além das qualificadoras de motivo torpe praticado em contexto de violência doméstica e familiar.

    Na denúncia apresentada pelo MPAM, foi apontado que o condenado teria criado um perfil falso em uma rede social para se aproximar da vítima e marcar um encontro, utilizando a estratégia para atraí-la até a Estrada do Piranha, localizada na zona rural de Urucurituba.

    Já no local do crime, o acusado teria desferido três golpes de faca contra a vítima, atingindo as regiões cervical e supraesternal direita. Os ferimentos provocaram a morte por choque hipovolêmico.

    O MPAM sustentou, ainda, que o delito foi praticado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e em razão de sua condição de mulher, dentro de um contexto de violência doméstica e familiar. A acusação também apontou que o homem teria planejado a ação e utilizado o perfil falso de rede social para atrair a vítima ao local do encontro.

    Para a promotora de Justiça Maria Cynara Rodrigues Cavalcante, o caso “ilustra um padrão que infelizmente se repete: o feminicídio raramente é um ato impulsivo”.

    “A vítima e o culpado mantiveram um relacionamento de cerca de 20 anos, marcado por episódios de violência doméstica, porém, por medo, a mulher nunca havia registrado boletim de ocorrência. Há muito tempo, o vínculo afetivo já havia se encerrado, mas, para proteger as filhas, a vítima se manteve naquela relação abusiva”, afirmou a promotora de Justiça, destacando que, segundo informações da família da vítima, enquanto o homem planejava a morte, ela planejava uma festa surpresa para ele, que fez aniversário uma semana depois.

    Condenação

    Ao analisar o caso, a Justiça rejeitou a tese de absolvição apresentada pela defesa e reconheceu a responsabilidade penal do acusado. Com a deliberação dos jurados, a juíza Renata Tavares Afonso Fonseca Costa fixou a pena em 12 anos, 5 meses e 25 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicialmente fechado.

    A decisão também determinou a execução imediata da pena, permanecendo o condenado submetido às medidas necessárias ao cumprimento da sentença.

  • Flashback do DJ Raidi Rebello retorna ao Millennium Shopping neste sábado

    Flashback do DJ Raidi Rebello retorna ao Millennium Shopping neste sábado

    O flashback do DJ Raidi Rebello vai invadir novamente o Millennium Shopping, na zona Centro-Sul de Manaus, neste sábado (22). A noite é dedicada ao Mês dos Pais, mas a festa é para a família toda se divertir ao som de músicas que marcaram diferentes gerações. A programação acontece das 17h às 22h, na Praça de Alimentação, com acesso gratuito.

    Conhecido pelo repertório de clássicos que atravessam décadas, Raidi Rebello promete uma seleção para colocar o público para cantar, dançar e relembrar sucessos que fazem parte da trilha sonora de diferentes momentos da vida. A proposta é reunir pais, filhos, amigos e admiradores da música em uma noite de nostalgia e diversão.

    De acordo com a coordenadora de marketing do Millennium Shopping, Elizandra Xavier, o sucesso das edições anteriores mostra que o evento reúne diferentes gerações. Segundo ela, a ideia é aproveitar o Mês dos Pais para proporcionar uma noite em que pais, filhos e toda a família possam curtir juntos, ao som de músicas que fazem parte da memória de cada um.

    “O Flashback já mostrou que tem esse poder de reunir gerações. É muito bom ver pais, filhos e amigos compartilhando a mesma música, cada um com uma lembrança diferente. Por isso, nada melhor do que trazer o Raidi novamente para uma noite especial no Mês dos Pais, mas pensando em todo mundo que quiser aproveitar a programação com a família”, disse.

    Para o DJ Raidi Rebello, a edição deste sábado é mais um convite para transformar a música em ponto de encontro. Ele também reforçou o convite ao público. “Traga seu pai, traga sua família e venha se divertir com as melhores músicas e aquela balada que faz parte da trilha sonora da vida de cada um de nós”, disse.

    Além da música, o público poderá aproveitar as opções gastronômicas da Praça de Alimentação durante o evento. A ideia é que as famílias possam chegar mais cedo, escolher onde comer e festejar a noite toda. A entrada é gratuita.

  • Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos

    Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro.

    A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

    O documento Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Os técnicos da Embrapa entendem que a agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.

    Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.

    Economia do agro

    O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.

    As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.

    A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.

    Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

    Temas estratégicos

    A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira:

  • Segurança alimentar e nutricional;
  • Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
  • Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
  • Transição energética e bioenergia;
  • Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
  • Transformação digital no meio rural.
  • Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.

    “A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades. Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.

    Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.

    “Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.

    A empresa cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.

    Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.

    “O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia”, escrevem.

    A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial. São citados avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.

    “A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.

    Executivo e Legislativo

    Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.

    Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias. “Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.

  • Dia D de vacinação será realizado neste sábado em todo o país

    Dia D de vacinação será realizado neste sábado em todo o país

    Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) ou a qualquer ponto de vacinação em todo o país neste sábado (22) para o Dia D da Campanha de Multivacinação. O objetivo é atualizar a caderneta vacinal.

    A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.

    Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário. A dose amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos.

    Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.

    Durante o Dia D, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):

    – BCG;

    – hepatite B;

    – penta (DTP/Hib/HB);

    – poliomielite (VIP);

    – rotavírus humano;

    – pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;

    – meningocócica C;

    – influenza;

    – covid-19;

    – febre amarela;

    – meningocócica ACWY;

    – tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

    – varicela;

    – DTP;

    – hepatite A;

    – dT;

    – HPV4;

    – dengue tetravalente.

    Sarampo

    Diante do aumento de casos de sarampo nas Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.

    Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações.

  • Comissão aprova projeto com regras para acesso à TV aberta em Smart TVs

    Comissão aprova projeto com regras para acesso à TV aberta em Smart TVs

    A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Código Brasileiro de Telecomunicações para exigir que os televisores comercializados no país tenham antena digital e componentes necessários à recepção de TV aberta.

    O colegiado aprovou a versão (substitutivo) do relator, deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 2764/21 do ex-deputado Tito (BA). Também foram aprovadas as alterações que a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação fez na proposta.

    Veja a íntegra da versão aprovada

    Regras

    Pela versão aprovada, o acesso à TV aberta deverá aparecer em destaque na tela inicial da Smart TV.

    Os algoritmos usados para organizar a interface não poderão privilegiar serviços pagos de streaming em prejuízo aos canais abertos.

    O controle remoto também deverá ter botão de acesso à TV aberta. Segundo Márcio Marinho, a intenção é evitar que o sinal de televisão aberta fique escondido entre outras opções oferecidas pelos aparelhos.

    “A emenda impede que o sinal de TV aberta seja ocultado em menus complexos, exigindo que seu ícone figure em destaque na tela inicial”, explicou.

    Multa

    O texto aprovado estabelece multa de dez salários-mínimos por aparelho vendido em desacordo com as regras, o que corresponderia atualmente a R$ 16.210.

    Também poderão ser aplicadas as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

    Próximos passos

    O projeto tramita em caráter conclusivo e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Patrimônio histórico de Manaus ganha novos usos com ações de revitalização urbana

    Patrimônio histórico de Manaus ganha novos usos com ações de revitalização urbana

    Preservar o patrimônio histórico de Manaus tem sido tratado como parte de um processo de transformação urbana que busca conciliar memória, cultura, turismo, atividade econômica e novos usos para espaços tradicionais da capital. A estratégia ganha destaque após o reconhecimento dos “Teatros da Amazônia” — Teatro Amazonas, em Manaus, e Theatro da Paz, em Belém — como Patrimônio Mundial da Unesco.

    O reconhecimento internacional amplia a projeção turística da cidade e reforça a necessidade de preservar não apenas os imóveis históricos, mas também os espaços e áreas urbanas que integram esse conjunto.

    Em Manaus, ações do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) estão inseridas no programa Nosso Centro, que trabalha com a recuperação de imóveis, requalificação de espaços públicos e estímulo à ocupação de áreas históricas.

    Uma das estratégias é dar novos usos a edificações antigas sem eliminar suas características e importância histórica. O objetivo é fazer com que esses imóveis continuem integrados à dinâmica da cidade e possam receber atividades culturais, administrativas, comerciais e de inovação.

    Entre os exemplos está o casarão Thiago de Mello, que deixou de funcionar como residência e passou a abrigar a sede do Conselho Municipal de Cultura. Outro imóvel, o casarão São Vicente, integra a estratégia de revitalização e deverá ser transformado em um hub de inovação.

    A proposta também alcança áreas públicas e vias do Centro. A rua Ferreira Pena, por exemplo, passa por um projeto de requalificação voltado ao fortalecimento de sua vocação gastronômica e cultural. A intervenção pretende estimular a circulação de moradores e visitantes e criar condições para a ampliação das atividades econômicas existentes.

    A revitalização do Centro também envolve a busca por maior diversidade de usos. Comércio, serviços, moradia, gastronomia, cultura e turismo são considerados elementos importantes para manter a região movimentada em diferentes períodos do dia.

    Além da recuperação física dos imóveis, a estratégia busca estimular a ocupação e a utilização desses espaços pela população. A ideia é evitar que áreas históricas sejam transformadas apenas em locais de visitação e fazer com que continuem inseridas na rotina dos moradores.

    O patrimônio arquitetônico de Manaus reúne construções de diferentes períodos da formação da cidade, com destaque para edificações relacionadas ao ciclo da borracha. A preservação desses espaços também mantém registros da formação cultural e social da capital amazonense.

    Nesse contexto, a recuperação de imóveis históricos é associada à valorização da identidade local e à possibilidade de incorporar elementos do passado ao desenvolvimento urbano atual.

    O processo de revitalização, no entanto, é contínuo e depende da combinação de investimentos públicos e privados, conservação técnica, novos empreendimentos e participação da população. A proposta é que a recuperação do patrimônio contribua para uma região central mais ocupada, diversificada e integrada à vida urbana de Manaus.

  • Refugiados sudaneses fogem para o Sudão do Sul em meio à crise alimentar

    Refugiados sudaneses fogem para o Sudão do Sul em meio à crise alimentar

    No Sudão do Sul, mais de 650 mil refugiados e requerentes de asilo correm o risco de sofrer novas reduções no acesso à assistência alimentar, devido a cortes no financiamento dos serviços humanitários.

    Esta situação deixa famílias que fogem da guerra no Sudão sem acesso à ajuda humanitária necessária. O alerta partiu da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, e do Programa Alimentar Mundial, WFP.

    Milhares fogem do conflito

    Muitos destes deslocados atravessam as fronteiras do Sudão para o Sudão do Sul sem recursos, exaustos, com fome e em necessidade urgente de proteção e assistência, como contou Mesfin Degefu, representante do Acnur no Sudão do Sul.

    As agências da ONU indicam que até 3 mil refugiados e pessoas que voltam à casa entram no Sudão do Sul, todas as semanas, em busca de alimentos, abrigo e segurança.

    A prevista redução do apoio essencial aos refugiados ocorre no auge da estação das chuvas. Para enfrentar o aumento dos custos alimentares, muitas famílias deslocadas têm reduzido o número de refeições, bem como os gastos com saúde, educação e abrigo.

    Sudão do Sul enfrenta crise alimentar

    O Sudão do Sul tem mantido a sua política de portas abertas para os refugiados, acolhendo mais de 1,4 milhão de pessoas desde o início da guerra no Sudão, em 2023.

    Ao mesmo tempo, o país da África Oriental enfrenta uma das piores emergências de insegurança alimentar do mundo.

    © WFP/Gabriela Vivacqua Mulheres no Sudão do Sul recebem apoio em forma de dinheiro devido à seca que atinge partes do país.

    Mais de 7,8 milhões enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar aguda no Sudão do Sul. Trata-se de mais de metade da população do país, no qual 2,2 milhões de crianças sofrem de subnutrição aguda.

    Sem financiamento imediato e urgente, a última assistência alimentar e nutricional destinada aos 240 mil refugiados mais vulneráveis em todo o país será prestada em setembro, interrompendo um apoio vital para centenas de milhares de pessoas, alertam ambas as agências.

    Corte de financiamento compromete assistência

    O WFP enfrenta uma lacuna de financiamento na ordem dos US$ 37 milhões para a sua resposta aos refugiados, ameaçando o apoio prestado a 4,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no país.

    Por sua vez, o Acnur apenas conseguiu assegurar 28% dos US$ 286 milhões necessários para garantir proteção e assistência essenciais a quase 4 milhões de pessoas e comunidades de acolhimento vulneráveis.

    As consequências de uma interrupção da ajuda essencial seriam imediatas e duradouras para milhares de famílias refugiadas, incluindo riscos acrescidos de subnutrição, exploração e abuso de mulheres e crianças.

    Neste sentido, ambas as agências apelam à comunidade internacional para disponibilizar financiamento imediato e flexível, evitando a suspensão de assistência essencial e protegendo famílias vulneráveis da crise.

  • Dois senadores concorrem à Presidência; dez tentam governos estaduais Fonte: Agência Senado

    Dois senadores concorrem à Presidência; dez tentam governos estaduais Fonte: Agência Senado

    Nas eleições deste ano, dois senadores concorrem à Presidência da República: um como presidente e outro como vice-presidente. E dez senadores são candidatos a governador de estado (veja quadro abaixo).

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o candidato a presidente, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE), que se licenciou, é o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo).

    Ambos encerram seus mandatos no Senado em 31 de janeiro de 2027.

    Também há senadores disputando a reeleição e outros cargos no Legislativo.

    Governos estaduais

    O número de senadores que disputam o cargo de governador é o menor desde 1982, quando também foram registrados dez senadores concorrendo a esse cargo.

    Do grupo deste ano, apenas Marcos Rogério (PL-RO) está em fim de mandato — que termina em 31 de janeiro de 2027. Os outros nove têm mandato até 2031, ou seja, se perderem a disputa, podem continuar no cargo de senador.

    A posse dos novos governadores (ou dos que se reelegerem) acontece no dia 6 de janeiro de 2027.

     

    Senadores que disputam governos estaduais

    Senador
    Estado
    Fim do mandato

    Alan Rick (Republicanos)
     Acre
    2031

    Cleitinho (Republicanos)
    Minas Gerais
    2031

    Efraim Filho (PL)
    Paraíba
    2031

    Marcos Rogério (PL)
    Rondônia
    2027

    Omar Aziz (PSD)
    Amazonas
    2031

    Professora Dorinha Seabra (União)
    Tocantins
    2031

    Renan Filho (MDB)
    Alagoas
    2031

    Sergio Moro (PL)
    Paraná
    2031

    Wellington Fagundes (PL)
    Mato Grosso
    2031

    Wilder Morais (PL)
    Goiás
    2031

     

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • Setor de serviços no Amazonas cai 2,3% em junho e registra o pior desempenho mensal de 2026

    Setor de serviços no Amazonas cai 2,3% em junho e registra o pior desempenho mensal de 2026

    O volume do setor de serviços no Amazonas recuou 2,3% em junho de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal), registrando o pior desempenho mensal do ano. Na comparação interanual, com igual mês do ano anterior, a atividade encolheu 8,5%, consolidando uma queda acumulada de -5,8% tanto no ano quanto nos últimos 12 meses. Com esses resultados, o estado fecha o primeiro semestre na última posição da Região Norte nos indicadores acumulados do ano e de 12 meses, evidenciando uma trajetória de desaceleração contínua na economia local.

     

    Análise dos Dados do Amazonas

    O estado do Amazonas apresenta um cenário de retração contínua e expressiva no setor de serviços. A variação mensal registrou uma queda de -8,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, sinalizando um desaquecimento expressivo das atividades no curto prazo. Essa trajetória negativa se consolida nos indicadores de médio e longo prazo, onde tanto a variação acumulada no ano quanto a variação acumulada em 12 meses atingiram -5,8%. Esses números refletem um ritmo constante de encolhimento do setor de serviços no estado, sem sinais de recuperação imediata ao longo do período analisado.

    No panorama da Região Norte, o desempenho do Amazonas coloca o estado em uma posição bastante crítica. Em relação à variação mensal, o recuo de -8,5% supera negativamente quase toda a região, ficando à frente apenas do Tocantins (-10,4%), enquanto estados como Acre (19,2%), Rondônia (6,1%) e Amapá (5,4%) apresentaram forte crescimento. Já nos indicadores acumulados, a situação amazonense se agrava: o estado possui o pior resultado regional tanto na variação acumulada no ano (-5,8%) quanto na variação acumulada em 12 meses (-5,8%). Esse cenário contrasta diretamente com a liderança regional de Roraima no ano (6,9%) e de Rondônia em 12 meses (9,3%), evidenciando que o Amazonas caminha na contramão da expansão observada em grande parte do Norte.

    Melhores Indicadores por Variação

    Ao analisar os melhores desempenhos do país para cada modalidade de variação, observa-se o destaque de Alagoas e Rondônia no topo das métricas:

  • Variação Mensal: O melhor indicador do país foi registrado por Alagoas, com um crescimento expressivo de 34,1%, seguido pelo Acre (19,2%), que liderou a Região Norte nesta comparação.
  • Variação Acumulada no Ano: Alagoas novamente alcançou a maior taxa nacional com 10,0%, enquanto Roraima se destacou como o melhor indicador do Norte ao registrar 6,9%.
  • Variação Acumulada em 12 Meses: O melhor resultado de todo o Brasil pertence a um estado da Região Norte: Rondônia, que liderou nacionalmente com uma expansão de 9,3% (superando o Distrito Federal, com 7,8%), demonstrando a coexistência de importantes polos de crescimento econômico ao lado de estados em retração dentro da mesma região.
  • Variação mês/mês imediatamente anterior

    No mês de junho, a variação mês/mês com ajuste sazonal do volume de serviços no Amazonas registrou um recuo de -2,3%. Ao contextualizar o resultado na série histórica do primeiro semestre, observa-se que junho apresentou o pior desempenho do ano nessa métrica, anulando completamente a recuperação pontual registrada em maio (1,0%). Após um início de ano com leve expansão em janeiro (0,2%) e retrações sucessivas em fevereiro (-0,4%), março (-0,7%) e abril (-2,0%), a queda de junho reforça a volatilidade com viés de baixa na margem de curto prazo para a economia do estado.

    Variação mês/mesmo mês do ano anterior

    A variação interanual (mês contra igual mês do ano anterior) fechou o mês de junho em -8,5%. Esse indicador marca o quinto mês consecutivo de retração na comparação ano a ano, consolidando o terreno negativo iniciado em fevereiro (-7,7%). Embora o resultado de junho tenha sido ligeiramente menos severo do que as piores marcas do ano registradas em abril (-9,6%) e maio (-8,8%), ele confirma que a atividade do setor permanece em patamar consideravelmente inferior ao de 2025, distante do único resultado positivo obtido em janeiro (4,7%).

    Variação acumulada no ano

    Na variação acumulada no ano, o estado do Amazonas registrou -5,8% até o mês de junho. A trajetória ao longo da série histórica revela um processo contínuo de deterioração: o indicador iniciou o ano no campo positivo em janeiro (4,7%), virou para patamar negativo em fevereiro (-1,9%) e aprofundou as perdas progressivamente em março (-2,6%), abril (-4,4%) e maio (-5,3%). O fechamento de junho representa o ponto mais baixo do ano, evidenciando o impacto acumulado dos sucessivos meses de retração no volume de serviços.

    Variação acumulada em 12 meses

    A variação acumulada em 12 meses também atingiu -5,8% em junho. Dentro da série do primeiro semestre, essa variável foi a que apresentou o comportamento mais constante de desaceleração, ampliando a queda a cada mês analisado: janeiro (-0,7%), fevereiro (-1,8%), março (-2,5%), abril (-3,6%) e maio (-4,7%). O agravamento contínuo dessa taxa indica um enfraquecimento de longo prazo e de caráter estrutural no setor de serviços do Amazonas, sem sinais de inflexão até o fechamento da primeira metade do ano.

  • Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).

    Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).

    Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.

    A analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem crescimento vertical das áreas.

    “A gente olha telhados, a gente vê de cima. Então essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.

    Áreas densas e vazios

    Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:

  • Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
  • Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
  • Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²
  • Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

  • Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
  • Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%
  • A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano.

    “Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

    Concentração da urbanização

    O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.

    No outro extremo, a Amazônia Legal (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

    “Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa Rosas.

    Ela completa a análise destacando que, na faixa de fronteira e no interior do país, a ocupação é “mais rarefeita”. Ela acrescenta que a urbanização acompanha os principais eixos rodoviários do país.

    O IBGE revelou também que metade da área urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

    Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Distrito Federal figura como unidade da Federação com maior proporção de área urbanizada: 11,5% de seu território. De acordo com a analista, isso acontece por causa da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interior brasileiro”. Na outra ponta, Amazonas tem apenas 0,05% de superfície urbanizada.

    Cidades com mais áreas urbanas

    Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, apenas a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.

    Cidades com maiores superfícies urbanizadas
    Área

    1. São Paulo
    922,41 km²

    2. Brasília
    662,54 km²

    3. Rio de Janeiro
    644,36 km²

    4. Curitiba
    338,41 km²

    5. Goiânia
    312,71 km²

    6. Manaus
    287,18 km²

    7. Belo Horizonte
    279,09 km²

    8. Fortaleza
    254,91 km²

    9. Campo Grande
    254,29 km²

    10. Campinas (SP)
    253,56 km²

    O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:

    Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas
    Área urbanizada

    1. São Caetano do Sul (SP)
    100%

    2. São João de Meriti (RJ)
    99,99%

    3. Olinda (PE)
    96,36%

    4. Carapicuíba (SP)
    94,29%

    5. Osasco (SP)
    93,38%

    6. Taboão da Serra (SP)
    91,44%

    7. Diadema (SP)
    89,63%

    8. Belo Horizonte
    84,23%

    9. Jandira (SP)
    82,61%

    10. Poá (SP)
    82,51%

    11. Fortaleza
    81,61%

    12. Belford Roxo (RJ)
    79,66%

    13. Curitiba
    77,81%

    14. Mauá (SP)
    69,99%

    15. Barueri (SP)
    66,30%

    16. Recife
    66,02%

    17. Hortolândia (SP)
    62,44%

    18. Ferraz de Vasconcelos (SP)
    61,28%

    19. São Paulo
    60,64%

    20. Natal
    60,34%

    Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

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