Categoria: Economia

  • CNH do Brasil já gerou economia de mais de R$ 2 bilhões para população

    CNH do Brasil já gerou economia de mais de R$ 2 bilhões para população

    CNH do Brasil já gerou economia de mais de R$ 2 bilhões para população

    As mudanças implementadas pela CNH do Brasil já geraram impacto direto de mais de R$ 2 bilhões no orçamento das famílias brasileiras. O número foi destacado pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (9/6), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Lançada em dezembro do ano passado, a plataforma CNH do Brasil simplifica e reduz em até 80% o custo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação e já conta com mais de 60 milhões de usuários.

    Pessoas que antes não tiravam carteira, hoje conseguem tirar carteira. O custo era muito alto. A gente já pode dizer que a gente economizou mais de R$ 2 bilhões, porque as pessoas pagavam R$ 4 mil, R$ 5 mil reais em uma carteira. Hoje o preço caiu para, em muitas situações, menos de R$ 1 mil”.

    “Ampliou o acesso e, com isso, a gente vai ter mais formalização, mais segurança viária, sem diminuir nenhum milímetro os controles e as provas das exigências legais que sempre foram feitas. As provas continuam, a verificação do desempenho para tirar carteira continua, tem que fazer exame médico. Para quem vai tirar carteira profissional, tem que fazer o exame psicológico. Então, a gente não mudou o controle, mudou a forma, o acesso e diminuiu o custo. Isso é uma mudança muito importante para o país”, explicou o ministro.

    Criada por meio de Medida Provisória em dezembro de 2025, a CNH do Brasil teve sua lei sancionada pelo presidente Lula na última sexta-feira (5/6). A plataforma reduziu significativamente os custos para obtenção da habilitação nas categorias A e B, ampliando o acesso ao documento e oferecendo mais liberdade de escolha aos candidatos, com opções de estudo digital gratuito, autoescolas e instrutores credenciados.

    Desde seu lançamento, a CNH do Brasil permitiu que mais de 1,33 milhão de novas habilitações fossem emitidas em todo o país, o maior número de emissões para o período desde 2014. Além disso, 2 milhões de motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas a pontuação nos 12 meses anteriores tiveram suas CNHs renovadas automaticamente.

    “O programa reduziu o custo da carteira para o trabalhador, para quem quer tirar sua carteira, ampliou o acesso, porque ele não precisa buscar só as autoescolas, ele pode procurar um instrutor autônomo. Isso é uma grande novidade e, mais do que isso, desburocratizou totalmente o sistema, simplificou o procedimento e, com isso, a gente tem um acesso simplificado”.

    O Brasil está ampliando o acesso da população a serviços que antes demoravam muito, custoso para a pessoa deslocar, ir no cartório, e diminuindo custos. Quanto mais dinheiro a gente economiza em serviços burocráticos, mais dinheiro sobra para a pessoa poder levar seu filho para passear, ter uma escola melhor, fazer cursos diferentes, melhorar a vida das pessoas”, afirmou George Santoro

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    Novidades

    Durante o programa, o ministro dos Transportes adiantou algumas novidades que serão implementadas no aplicativo, como a possibilidade de realizar e regularizar a compra e venda de carros usados por meio do CNH do Brasil.

    “A gente está cada vez mais ampliando os serviços, usando o aplicativo da CNH do Brasil, porque como ele tem uma amplitude de mais de 60 milhões de usuários, a gente, por exemplo, está colocando a partir de outubro, todas as passagens em pórticos de free flow, de pedágios eletrônicos, não importa se é concessão estadual, federal ou municipal, vai ter que ter essa informação para o motorista acessar e verificar se ele passou e está sendo cobrado corretamente”.

    “A gente está com um programa que vai colocar em consulta pública, vai ter debate público para aperfeiçoar. A nossa intenção é poder fazer a compra e venda de veículos usados diretamente no aplicativo, sem precisar ter que levar o carro numa vistoria, fazer todo o processo burocrático, ter que ir no cartório, que hoje é uma epopeia. Se você quer vender um carro você vai ter que ir no cartório e reconhecer a sua firma, ir fazer uma vistoria no Detran. Tudo isso vai ser feito no celular, no aplicativo. São mais de 10 milhões de transações anualmente de compra e venda de veículos usados, e a gente vai, mais um serviço que o governo vai colocar usando tecnologia, solução e padronização no país inteiro”, explicou o ministro.

  • Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.

    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

    Renda e trabalho formal

    A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

    Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

  • União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

    União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

    União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

    A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

    Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

    Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

    Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

    As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

    A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

    A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

    Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

    A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

    Abiec

    Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

    Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

    Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

    Qualidade

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

    Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

    A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

  • Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento de 4,68% no valor da cesta básica em junho

    O Serviço de Atendimento e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), divulgou, nesta quarta-feira, 3/6, o resultado da Pesquisa Mensal de Preços da Cesta Básica referente a junho, que apontou aumento de 4,68% no valor médio em relação a maio.

    O levantamento tem como objetivo acompanhar a variação de preços de produtos essenciais, promover a transparência nas relações de consumo e auxiliar os consumidores no planejamento das compras.

    De acordo com a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, a pesquisa contribui para ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos preços na capital amazonense. “O acompanhamento mensal da cesta básica permite identificar como as oscilações do mercado afetam produtos que fazem parte da rotina da população. Quanto mais informação o consumidor tiver sobre essa realidade, maiores serão suas condições de fazer escolhas conscientes no momento das compras”, destacou.

    A pesquisa foi realizada nos dias 1º e 2/6, em dez supermercados localizados em diferentes zonas da capital amazonense. Ao todo, foram analisados 20 produtos, totalizando 39 itens que compõem a cesta básica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Decreto Federal nº 11.936/2024, que regulamenta a cesta básica no âmbito da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

    A metodologia aplicada segue os padrões do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com adaptações voltadas à realidade local, como a retirada da carne vermelha e ajustes proporcionais de peso e unidades de itens específicos.

    Entre os estabelecimentos pesquisados, o Hiper DB, localizado na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova, zona Norte, apresentou o menor valor da cesta básica, com R$ 244,39. Já o maior preço foi identificado no Carrefour, situado na avenida Djalma Batista, bairro Flores, zona Centro-Sul, onde a cesta atingiu R$ 309,46. A diferença entre o menor e o maior valor encontrados foi de R$ 65,07. O valor médio da cesta básica em Manaus ficou em R$ 281,46.

    Na comparação com o mês anterior, a pesquisa identificou aumento de 4,68% no valor médio da cesta básica, que passou de R$ 268,89, em maio, para R$ 281,46, em junho. Entre os destaques da pesquisa, o macarrão espaguete e o açúcar cristal apresentaram redução de 12,60% e 6,71%, respectivamente, em relação ao mês anterior. O preço do macarrão espaguete variou entre R$ 1,69 e R$ 2,80, por unidade, enquanto o açúcar cristal foi encontrado entre R$ 2,69 e R$ 3,49, o quilo, nos estabelecimentos pesquisados.

    Em contrapartida, a cebola e o mamão registraram aumento de 20,52% e 15,82%, respectivamente. A cebola apresentou preços entre R$ 3,89 e R$ 6,99, o quilo, enquanto o feijão carioca apresentou variação entre R$ 5,49 e R$ 8,99.

    O Procon Manaus reforça que os preços divulgados correspondem aos dias em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações em razão de promoções, descontos ou da disponibilidade dos produtos. Por isso, a orientação é que o consumidor pesquise antes de efetuar as compras e utilize as informações da pesquisa como referência para economizar e planejar melhor o orçamento familiar.

  • Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Setor de embalagens de papel registra recorde de vendas em abril

    Dados da indústria de embalagens de papel indicam cenário favorável para setores como varejo, alimentos, agronegócio e e-commerce. Segundo a Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), o setor comercializou 358.786 toneladas de embalagens, o maior volume já registrado para o mês de abril desde o início do indicador, em 2005.

    Segundo o levantamento o número foi 5.5% superior ao resultado para o mesmo mês em 2025, com um total de 14.949 toneladas por dia. Em relação a março de 2026 o aumento foi de 2,9%. Segundo a associação, os dados são relativos ao aumento de aquisições por clientes que já atuam com esse tipo de embalagem.

    A Empapel destacou que o levantamento, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), costuma acompanhar altas na atividade industrial, pois o material “acompanha o desempenho de setores como produtos alimentícios, cosméticos, higiene, farmacêuticos comércio eletrônico, entre outros, refletindo a movimentação da economia real”.

    A atividade industrial se mantém estável, com ligeiro aumento em 2025, quando teve alta de 0,6%, pressionada pelos juros altos, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE. Em relação aos dados desse ano, o instituto indicou aumento de 1,3% na atividade industrial no primeiro trimestre e de 0,4% nos últimos doze meses, o que vai em direção semelhante aos apontamentos da Empapel.

  • Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência

    Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência

    Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix após o sistema de pagamentos instantâneos ser alvo de críticas do governo dos Estados Unidos. Em nota, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre os objetivos e o funcionamento da plataforma.

    A manifestação ocorre após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial conduzida pelo órgão americano, que aponta o Pix como um dos fatores que poderiam dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro.

    A Febraban ressaltou que o Pix não tem fins comerciais e opera como uma infraestrutura de pagamentos criada para ampliar a competição entre instituições financeiras e aumentar a eficiência do sistema financeiro.

    “O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos”, destacou a entidade.

    Sistema aberto

    A federação também rejeitou a alegação de que o Pix seja discriminatório. De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

    A única exigência é que as empresas operem no mercado nacional, já que o sistema realiza transações em reais e foi desenvolvido para atender ao ambiente financeiro brasileiro.

    A Febraban ressaltou ainda que o Pix funciona como uma plataforma aberta, disponível para todos os residentes do país, incluindo brasileiros e estrangeiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

    Outro ponto destacado é que as transferências são gratuitas entre pessoas físicas. No caso de empresas, podem existir cobranças, mas sem distinção entre companhias brasileiras e estrangeiras.

    Impacto econômico

    A entidade argumenta que o Pix tem contribuído para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento.

    Segundo a federação, o sistema também trouxe ganhos de eficiência para empresas, facilitando processos de cobrança e recebimento, especialmente em operações de menor valor.

    Tarifa em discussão

    A Febraban afirmou ter expectativa de que as contribuições do Banco Central, das instituições financeiras brasileiras e de bancos americanos ajudem a esclarecer os pontos levantados pelo USTR durante o período de consulta pública.

    A discussão ocorre no momento em que o órgão americano propôs uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos.

    Na minuta divulgada pelo governo americano, o Pix é citado diversas vezes como um instrumento que poderia limitar a atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. A avaliação, porém, é contestada pelo sistema financeiro brasileiro.

  • Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio

    Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio

    Venda de veículos novos no país sobe 15% até maio

    Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 2.226.984 veículos novos, a segunda maior quantidade já registrada para o período desde 2011. O resultado foi 15,3% superior às vendas de igual período de 2025.

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos.

    “O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos”, destacou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

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    Carro Sustentável

    De acordo com a Fenabrave, os veículos que foram incluídos no Programa Carro Sustentável, do governo do Brasil, tiveram aumento nas vendas de 31,4% em relação ao período anterior à implementação do programa.

    A comparação foi feita entre o período de 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026, depois do início do programa, frente a 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025, antes do início.

    Híbridos e elétricos

    Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e também os veículos e comerciais leves elétricos puros foram os que apresentaram maiores crescimentos nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a igual período de 2025.

    Com crescimento de 77,9% nesse comparativo, os automóveis e comerciais leves híbridos já somam 121.110 veículos vendidos até maio, contra 68.056 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.

    Os elétricos puros tiveram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano, até maio, contra 24.635 comercializadas no mesmo período de 2025, registrando crescimento de 181,5% nos cinco primeiros meses do ano.

    A alta chega a 201,3% se for considerado o comparativo de vendas de maio deste ano com maio de 2025.

    “O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

  • Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    Bandeira tarifária em junho permanece amarela

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária no mês de junho permanecerá amarela. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho.

    Adotado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no País.

    Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

    Saiba mais sobre as bandeiras em https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/tarifas/bandeiras-tarifarias

  • Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Pesquisa da Serasa aponta que Festival de Parintins vira oportunidade de renda para 46% dos entrevistados

    Para além da experiência cultural e da tradicional disputa entre os bois Caprichoso e Garantido, o Festival de Parintins se consolidou como um importante motor econômico da Região Norte. Uma pesquisa inédita da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, primeiro levantamento da empresa voltado especificamente para a região Norte do país, revela que 46% dos participantes pretendem trabalhar durante o Festival neste ano para complementar a renda e reorganizar as finanças. Entre aqueles que pretendem atuar no período festivo, mais da metade (53%) acredita que terão aumento superior a 40% na renda mensal durante o evento, enquanto 56% estimam ganhos acima de R$ 1 mil.

    O levantamento mostra que, para muitos brasileiros, o Festival representa uma oportunidade concreta de aliviar a pressão no orçamento: 40% afirmam que sem a renda extra do Festival, o orçamento teria impacto alto, comprometendo contas básicas e despesas essenciais do dia a dia. Entre os principais objetivos de quem pretende trabalhar no evento estão complementar a renda para despesas do dia a dia (36%), limpar o nome (34%), construir uma reserva financeira (28%) e quitar dívidas (28%).

    Entre os participantes que pretendem trabalhar durante o Festival deste ano, 66% terão a primeira experiência profissional no evento. Já 15% afirmam atuar de forma recorrente nas festividades, enquanto 19% dizem já ter trabalhado em edições anteriores de maneira pontual.

    Renda extra movimenta diferentes setores durante o Festival
    O impacto econômico do Festival de Parintins também se reflete nas diferentes oportunidades de trabalho temporário criadas durante o período. Entre os participantes que pretendem atuar no evento, as principais atividades escolhidas para complementar o orçamento incluem venda de alimentos (31%), trabalho temporário em hotéis, lojas e restaurantes (25%) e funções ligadas diretamente à estrutura do evento, como montagem, segurança, limpeza e atendimento (23%)

    “Os dados reforçam a potência de grandes eventos culturais como importantes motores econômicos regionais. Em Parintins, muitas famílias enxergam o Festival como uma oportunidade concreta de reorganizar as finanças, complementar a renda e até sair da inadimplência.

    Ao mesmo tempo, o estudo mostra que 87% dos trabalhadores afirmam que poderiam aproveitar melhor essa renda extra se tivesse mais acesso à educação financeira e orientação sobre planejamento financeiro. Isso mostra como o conhecimento financeiro pode ajudar a transformar uma renda temporária em um benefício mais sustentável ao longo do ano”, afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa.

    O impacto econômico do Festival também aparece na percepção da população: 97% dos entrevistados afirmam que o evento impacta positivamente a economia local. De acordo com o público, os setores mais beneficiados são hospedagem (53%), alimentação e bebidas (48%), turismo e passeios locais (41%), transporte (41%) e comércio informal (38%).

    Organização financeira para curtir o evento sem prejuízos

    O estudo também aponta que o planejamento já faz parte da preparação dos participantes para o Festival: 85% afirmam se organizar financeiramente com antecedência, principalmente reduzindo gastos do dia a dia (41%), diminuindo despesas com outros eventos (40%) e buscando formas complementares de renda (37%).

    Ainda assim, os desafios financeiros permanecem. Segundo a pesquisa, 77% já deixaram de participar ou reduziram o tempo de permanência no Festival por questões econômicas. Além disso, 49% afirmam já ter contraído dívidas em eventos como Parintins, enquanto 40% pretendem utilizar o limite do cartão de crédito durante a festa e 22% consideram contratar empréstimos pessoais.

    “A experiência cultural é extremamente importante e faz parte da identidade regional, mas é essencial que o consumidor encontre equilíbrio entre lazer e orçamento. O planejamento antecipado ajuda a evitar decisões impulsivas, especialmente em períodos de maior consumo e forte apelo emocional, como grandes festivais”, complementa Aline Vieira.

    Entre os participantes, 45% pretendem gastar acima de R$ 1 mil durante o Festival. Os principais gastos devem ser com alimentação e bebidas (34%), atrações turísticas (17%), hospedagem (14%) e transporte (10%). Na hora do pagamento, o Pix lidera como principal meio utilizado (32%), seguido do cartão de crédito parcelado (28%).
    A pesquisa completa pode ser acessada em: https://www.serasa.com.br/imprensa/serasa-comportamento/.

  • Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    Exportações de alta tecnologia crescem, mas somam apenas 2,7% do total

    As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas seguem muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões no ano passado e responderam por apenas 2,7% das exportações totais do país. Já os produtos de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões, equivalentes a 37,5% das vendas externas brasileiras.

    O estudo, elaborado com base em dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), aponta que as exportações de alta tecnologia continuam 15 vezes menores que as de baixa intensidade tecnológica.

    Desafio

    Em nota, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, considera que o cenário representa um desafio para a competitividade da indústria brasileira.

    “Um crescimento econômico com qualidade depende do avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica”, destacou.

    Segundo Negri, ampliar a participação desses setores é essencial para diversificar a pauta exportadora brasileira e fortalecer a presença internacional da indústria nacional.

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    Déficit

    O levantamento também mostra que o aumento do consumo no país foi atendido principalmente por produtos importados.

    O volume de importações cresceu 6,1% em 2025, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1997.

    As importações da indústria de transformação atingiram US$ 259,7 bilhões, alta de 8,6% em relação ao ano anterior.

    Segundo a CNI, os setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores responderam por mais da metade das compras externas da indústria.

    Exportações

    Apesar do déficit comercial recorde, as exportações industriais brasileiras cresceram 3,7% em 2025 e somaram US$ 188,4 bilhões.

    A participação da indústria de transformação nas exportações brasileiras subiu de 53,9% para 54,1%. O avanço ocorreu mesmo diante da queda de 1,7% nos preços internacionais dos bens manufaturados.

    Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram participação recorde nas exportações brasileiras em 2025. A categoria respondeu por 22,8% da pauta exportadora e foi impulsionada principalmente pelas vendas de alimentos e bebidas industrializados.

    As exportações de carne bovina para a China tiveram destaque no período.

    Segundo o estudo, os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia concentraram 58% das exportações industriais brasileiras.

    EUA e China

    Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, mesmo com retração de 4,2% nas vendas. As exportações para o mercado estadunidense somaram US$ 30,2 bilhões.

    A China ampliou em 19,4% as compras de produtos industriais brasileiros, totalizando US$ 22 bilhões em 2025. O setor de alimentos foi o principal responsável pelo crescimento das exportações ao país asiático.

    Nas importações, a China manteve a liderança entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com vendas de US$ 70,6 bilhões.

    Argentina

    As exportações brasileiras para a Argentina alcançaram US$ 18,1 bilhões em 2025, avanço de 31,4% sobre o ano anterior.

    O desempenho foi puxado pelo setor automotivo, que registrou crescimento de 57,2% nas vendas ao mercado argentino. Veículos de passageiros, caminhões e autopeças lideraram as exportações para o país vizinho.

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