Categoria: Cultura

  • Exposição interativa mostra participação do Brasil em copas do Mundo

    Exposição interativa mostra participação do Brasil em copas do Mundo

    Exposição interativa mostra participação do Brasil em copas do Mundo

    Uma nova exposição interativa mostrará ao público a participação da Seleção Brasileira de Futebol em copas do Mundo. Chamada Brasil em Todas, a exibição ocorre no MIS Experience, em São Paulo, entre os dias 10 de junho e 2 de agosto. 

    O público poderá conferir a trajetória do Brasil na competição, país que esteve presente em todas as 23 edições da Copa do Mundo e que é o maior campeão do torneio, tendo conquistado cinco vezes o título.

    De acordo com o curador da exposição, o radialista e humorista Paulo Bonfá, é muito interessante notar a consistência da presença brasileira, por meio dos vários elementos históricos.

    Ele conta que, em 1934, o Brasil foi o único país da América do Sul a disputar o campeonato. A Seleção viajou de navio até a Itália, por dois meses, para o torneio, que tinha uma fórmula diferente da atual, com jogos eliminatórios. 

    “O Brasil foi, perdeu o jogo para a Espanha e voltou [para casa]. Aí ele acabou em 14° lugar, com 16 participantes. Essa foi a nossa pior colocação ao longo do tempo.”

    Apesar de derrotas como essa, destacou o curador, o Brasil tem também uma história muito vitoriosa nessa competição. “O Brasil participou de sete finais, vencendo cinco delas”, lembrou. “A importância cultural do futebol no Brasil é inequívoca, embora o futebol, como conhecemos hoje, é muito distante de como foram suas origens amadoras”, completou.

    Para contar toda essa história, o MIS Experience apresentará ao público alguns artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que vão ser expostos pela primeira vez em conjunto fora da instituição.

    Esse material reúne registros sobre o surgimento da Seleção Brasileira, em 21 de julho de 1914, e objetos originais como o troféu de segundo lugar na Copa do Mundo de 1950, no próprio Brasil. Há também estátuas em tamanho real dos craques Pelé e Zagallo.

    “[O percurso] começa por uma galeria que mostra a origem da Seleção Brasileira, em 1914, passando pelo primeiro troféu conquistado e, depois, apresentando todos os elementos que mostram a participação nas 22 copas que já aconteceram”, explica Bonfá.

    Acervos raros de mídia escrita e fotográfica, coletados desde 1930, também estarão em exibição, como recortes de jornais e revistas, incluindo veículos já extintos. Há também uma sala dedicada ao rádio, onde os visitantes poderão escutar narrações de jogos históricos desde 1950.

    “Queremos mostrar na exposição por que a Seleção Brasileira foi um fator de superação de preconceitos e de superação de diferenças. A seleção brasileira sempre teve jogadores de todas as cores e de todos os extratos sociais, de todos os lugares do país”, afirmou André Sturm, diretor-geral do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.

    Considerado o rei do futebol e único jogador tricampeão mundial, Pelé será homenageado na mostra com a exibição de um filme em curta-metragem que relembrará sua participação em Copas do Mundo.

    “Temos aqui um filme de 15 minutos de duração, imperdível e hipnotizante, narrado pelo próprio Pelé e por Sérgio Chapelin, sobre as memórias das quatro Copas do Mundo de que disputou entre 1958 e 1970”, ressaltou Bonfá.

    Outro destaque da mostra são as caricaturas dos craques brasileiros, criadas pelo artista Mario Alberto.

    Interatividade

    Nas áreas interativas, por exemplo, o público terá à disposição seis jogos diferentes customizados em telas gigantes de alta definição, incluindo comandos por voz, toque e movimento.

    As experiências incluem desde testes de conhecimentos sobre a Copa até simuladores de futebol. “Temos três ambientes em que se pode testar sua própria habilidade de uma forma divertida e lúdica”, contou Bonfá.

    Para completar o passeio, os visitantes poderão assistir aos principais jogos da Copa do Mundo no Bar do Hexa, que estará aberto inclusive para quem não visitar a exposição. Os ingressos para assistir aos jogos no Bar do Hexa são gratuitos, mas precisam ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIX Experience.

    Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com entrada gratuita às terças-feiras. Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site https://misexperience.org.br/exposicao/brasil-em-todas/

  • Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

    Escritores brasileiros, com obras inéditas em primeira edição, redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras do país – entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026 – já podem se inscrever ao Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026.

    As inscrições começaram nesta segunda-feira (8) e permanecem abertas até 8 de julho neste endereço online.

    De acordo com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e promotora da premiação, o concurso é voltado também a autores independentes, desde que a obra esteja em deepósito legal e traga impresso o número do International Standard Book Number (ISBN).

    Cada vencedor das 13 categorias receberá R$ 30 mil. A novidade desta edição é o Prêmio João do Rio, categoria dedicada aos livros de crônicas.

    Categorias

    Concedido anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional visa reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil.

    O concurso é considerado um dos mais conceituados do país e o mais democrático no cenário nacional, uma vez que não tem taxa de inscrição e concede o mesmo valor de premiação para cada uma das 13 categorias.

    São elas: Conto (Prêmio Clarice Lispector); Crônica (Prêmio João do Rio); Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade); Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda); Histórias de tradição oral (Prêmio Akuli); Histórias em quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen); Ilustração (Prêmio Carybé); Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof); Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé); Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens); Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães); Romance (Prêmio Machado de Assis); Tradução (Prêmio Paulo Rónai).

    Treze comissões julgadoras, sendo uma por categoria e compostas por três especialistas da área farão a avaliação das obras inscritas. Originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução são os critérios que serão considerados.

    O resultado final será divulgado até 30 de outubro no Diário Oficial da União e no portal da Fundação Biblioteca Nacional, após a análise de recursos e homologação do resultado pela presidência da FBN.

  • Prefeitura de Manaus abre 68º Festival Folclórico do Amazonas

    Prefeitura de Manaus abre 68º Festival Folclórico do Amazonas

    Prefeitura de Manaus abre 68º Festival Folclórico do Amazonas

    A Prefeitura de Manaus deu início à programação do 68º Festival Folclórico do Amazonas, na noite desta sexta-feira, 5/6, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul. O evento, coordenado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), abriu oficialmente o circuito de apresentações com as disputas da categoria Bronze. O festival reúne dezenas de grupos folclóricos e segue até o dia 20 de junho, celebrando a diversidade cultural e as tradições populares.

    A abertura do festival movimentou o CCPA com muito ritmo e tradição, integrando o calendário oficial da capital. O público que compareceu à primeira noite acompanhou apresentações de danças nordestinas, quadrilhas tradicionais, cômicas e alternativas, além de cirandas, danças nacionais e bois-bumbás.  Nem mesmo a chuva desta sexta-feira espantou o público e os visitantes, como o turista paulista Edson Cosmo, que fez questão de prestigiar o evento.

    “Mesmo com a chuva, trouxe a família para aproveitar o festival. A gente é de fora, veio de São Paulo para conhecer melhor a cultura do Amazonas, e achamos a apresentação muito bonita”, destacou Edson.

    A edição de 2026 acontece após um forte investimento da Prefeitura de Manaus, que totaliza R$ 2,4 milhões na cultura popular, somando o fomento para as categorias Bronze e Prata e o apoio financeiro voltado para os bois-bumbás de Manaus.

    O diretor de Cultura da ManausCult, Wallace Almeida, ressaltou que o apoio vai além do fomento financeiro, englobando uma robusta estrutura de logística para que o festival cresça a cada ano. “A prefeitura investe no fomento que gera toda essa cadeia criativa da cultura. Não é só o que o público vê no palco, mas também o que acontece nos bastidores, beneficiando costureiras, soldadores e músicos. O retorno desse investimento na economia da cidade é sete vezes maior para quem participa direta e indiretamente”, afirmou o diretor.

    Esse impacto na ponta é sentido por quem dedica a vida a manter viva a identidade local. É o caso de Nilson Ribeiro, presidente do grupo de dança “Cabras do Capitão Corisco”, tradicional reduto cultural do bairro Coroado, que abriu as disputas da categoria Bronze na primeira noite do evento.

    “O Corisco tem 47 anos de festival, viemos defendendo essa tradição desde os anos 80. Já dançamos em tudo quanto é lugar e descemos aqui quando isso ainda era um grande tablado. É uma dança cultural, diferente, e a gente batalhou muito durante meses para colocar o grupo com toda a dignidade na arena”, celebrou o folclorista.

    O 68º Festival Folclórico do Amazonas continuará com programações gratuitas todas as noites no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, prometendo arrastar milhares de brincantes e torcedores com as apresentações das categorias Bronze e Prata até o dia 20 de junho. Só não haverá apresentações nos dias 11 e 19 por conta de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo.

  • Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo

    A Galeria do Largo recebeu a exposição “Infância Tukano”, do artista indígena Yúpury. A mostra reúne dez pinturas em acrílico que retratam memórias da infância do artista na região do Balaio, em São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros de Manaus) e apresenta ao público cenas ligadas ao cotidiano, à família e à cultura do povo Tukano.

    A exposição segue aberta para visitação até agosto na Galeria do Largo, de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h, e integra a programação da Galeria do Largo, espaço administrado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e convida os visitantes a conhecerem narrativas construídas a partir das lembranças afetivas do artista com seus avós e familiares no Alto Rio Negro.

    Nas obras, Yúpury retrata paisagens amazônicas, momentos de convivência comunitária, atividades de pesca, deslocamentos pelos rios e brincadeiras vividas durante a infância. As pinturas também evidenciam a relação entre os moradores da região e os saberes transmitidos entre gerações.

    Para o artista, a exposição representa a oportunidade de compartilhar experiências que permanecem vivas em sua memória. “Esses trabalhos mostram um pouco do cotidiano que vivi no Balaio, em São Gabriel da Cachoeira. Retrato as canoas, a pesca, a forma como as famílias se organizavam e as brincadeiras das crianças. É um pouco da minha vivência que estou mostrando nessas pinturas”, afirmou Yúpury.

    A exposição foi desenvolvida com curadoria do artista e servidor da Secretaria de Cultura, Cristóvão Coutinho, em parceria com Carlysson Sena, da Manaus Amazônia Galeria de Arte. O conjunto das obras foi construído a partir de recordações da única viagem que Yúpury realizou, ainda criança, para visitar os avós na região de origem de sua família, experiência que marcou sua relação com a ancestralidade Tukano.

    Segundo Carlysson Sena, o trabalho apresentado revela um processo artístico construído a partir da própria trajetória do artista. “Ele já vinha desenvolvendo essa pesquisa sobre as lembranças da infância no Alto Rio Negro. Quando acompanhamos a produção das obras, percebemos que existia uma narrativa muito forte sendo construída a partir dessas memórias e da relação dele com o território e com a própria história”, destacou.

    Ao transformar experiências pessoais em pintura, Yúpury apresenta ao público um registro visual marcado por elementos da cultura indígena amazônica, reforçando a importância da memória, do pertencimento e da valorização das identidades originárias. A mostra também amplia o diálogo sobre a presença de artistas indígenas nos espaços de arte contemporânea da capital.

  • Manaus abre 68º ‘Festival Folclórico do Amazonas’ nesta sexta-feira com estrutura reforçada de atendimento ao público

    Manaus abre 68º ‘Festival Folclórico do Amazonas’ nesta sexta-feira com estrutura reforçada de atendimento ao público

    Manaus abre 68º ‘Festival Folclórico do Amazonas’ nesta sexta-feira com estrutura reforçada de atendimento ao público

    Nesta sexta-feira, 5/6, a partir das 20h, à programação do 68º “Festival Folclórico do Amazonas”, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul da cidade. O evento reúne dezenas de grupos folclóricos das categorias Bronze e Prata e segue até o dia 20 de junho, celebrando a diversidade cultural e as tradições populares.

    Fomento

     

    A edição de 2026 acontece após o maior investimento já realizado pela Prefeitura de Manaus no Festival Folclórico do Amazonas. Neste ano, os grupos da categoria Prata receberam R$ 21.780 cada em fomento, totalizando R$ 1.023.660. Já as agremiações da categoria Bronze foram contempladas com R$ 9.680 cada, somando R$ 406.560 em investimentos.

     

    Além de preservar e fortalecer as manifestações culturais, o festival impulsiona a economia criativa, gerando oportunidades para costureiras, coreógrafos, músicos, cenógrafos, artesãos e diversos profissionais envolvidos na cadeia produtiva da cultura.

     

    O 68º “Festival Folclórico do Amazonas” integra o calendário oficial de eventos da capital e deve reunir milhares de pessoas durante todas as noites de apresentações no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.

    A programação contará com apresentações de danças nordestinas, quadrilhas tradicionais, quadrilhas cômicas, quadrilhas alternativas, cirandas, danças nacionais, bois-bumbás e diversas outras manifestações que integram a identidade cultural do Amazonas.

  • Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Festival com Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (

    Começam a ser vendidos nesta quarta-feira (03) os ingressos para o “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” em Manaus (AM). A label que vem fazendo história por onde passa e que reúne Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo chega pela primeira vez ao Amazonas (AM) no dia 03 de outubro (sábado). A assinatura do maior projeto sertanejo da atualidade é da MJ Entretenimento e a produção local será assinada por PUMP Entertainment. Os ingressos podem ser adquiridos através da plataforma vaideingresso.com.br.

    “Estamos ansiosos para estar junto com vocês”, garantem Ícaro & Gilmar. “Vai ser mais uma edição histórica. Corre comprar o ingresso”, sugere Panda. “Queremos lotar esse show que promoter ser histórico”, completam Humberto & Ronaldo. Os cinco artistas se apresentam simultaneamente proporcionando mais de quatro horas de show em um palco 360° em formato de posto de combustíveis que será montado no podium da Arena da Amazônia. O line-up do Festival também terá os DJs Pedro Volt e Comandante, o “pagonejo” do CDB com PEU e Lucas, e o locutor Pedro Lima, em uma experiência imersiva, única e exclusiva.

    O Instituto Maria José, braço social da MJ MUSIC, participa ativamente do “CÊ TÁ DOIDO FESTIVAL” com a arrecadação de alimentos não-perecíveis que são doados a entidades locais.

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    @pandacantor
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  • Vívian di Oliveira apresenta show dedicado à obra de Luedji Luna

    Vívian di Oliveira apresenta show dedicado à obra de Luedji Luna

    Vívian di Oliveira apresenta show dedicado à obra de Luedji Luna

    A cantora e atriz Vívian di Oliveira sobe ao palco do Bar Encruzilhada (Rua Barroso, 293, Centro de Manaus), nesta sexta-feira (5), para apresentar um show dedicado à obra da cantora e compositora baiana Luedji Luna.

    A programação tem início às 20h com apresentação do DJ Markito Beats, com discotecagem em vinil. O show está marcado para às 22h. Os ingressos antecipados custam R$ 10, com opção de reserva de mesa, por meio do instagram @barencruzilhada.

    A apresentação reúne músicas que acompanham a trajetória pessoal e artística da intérprete amazonense desde 2019, quando teve seu primeiro contato com a música Um Corpo no Mundo.

    Mais do que uma releitura do repertório da artista baiana, o espetáculo nasce de uma identificação construída a partir das experiências e inspirações despertadas pelas canções.

    Segundo a artista amazonense, a narrativa presente na música despertou reflexões sobre atitude, decisão e busca por novos caminhos.

    “Senti uma conexão muito forte com a forma como Luedji se expressa nessa música. Ela fala sobre uma mulher que teve a coragem de deixar sua terra natal, a Bahia, levando consigo uma mala de sonhos e a disposição de buscar novos caminhos em outro lugar, entre outras pessoas e realidades”, relata.

    Para Vívian, a música também provoca reflexões sobre a história do povo preto. Ao ouvir os versos da canção, Vívian estabelece relações entre a experiência narrada por Luedji e a memória de travessias que ocorreram de forma forçada durante o período da escravização.

    “A música também me leva para um lugar mais distante, no passado, quando essa travessia foi imposta por meio da escravização. Quando ela diz ‘sou minha própria sorte’, sinto que ela fala pelos nossos antepassados, que sobreviveram. E isso me toca muito”, afirma.

    Desde então, as composições de Luedji Luna passaram a fazer parte da rotina de Vívian.

    “Luedji tem sido a trilha sonora das minhas alegrias, dos meus afetos e da minha história. As músicas dela me empoderam a me expressar do jeito que eu sou neste mundo, amar como uma mulher negra ama e existir como uma mulher negra existe”, diz.

    Reconhecida nacionalmente por abordar questões relacionadas à ancestralidade, ao amor e à espiritualidade, Luedji Luna também integra a comunidade dos povos de terreiro. Esses elementos atravessam sua produção artística e servem como ponto de encontro entre a obra da cantora baiana e a interpretação construída por Vívian para o espetáculo.

    “Sou uma mulher negra do Amazonas que foi atravessada pela obra da Luedji. Esse especial é minha forma de agradecer”, declara.

    No palco, a artista será acompanhada por uma banda formada por Luana Aranha, no contrabaixo, Ana Mady, na guitarra, Amada Procópio, na bateria, e Celly Mendes, nos teclados. Juntas, as musicistas conduzem uma apresentação dedicada às canções, à poesia e aos diferentes universos presentes na obra de Luedji Luna.

    “A proposta do show é aproximar o público que é fã de Luedji a viver o momento de forma coletiva, cantando e celebrando a existência desta artista que têm inspirado tantas pessoas ao redor do mundo a falar de amor de forma verdadeira. Luedji mostra que a mulher negra sabe falar de amor e também é digna de amor”, explica Vívian.

    O evento conta com apoio e produção da Casa Cultural Ayédùn, recentemente reconhecida como ponto de Cultura pelo Minc (Ministério da Cultura), promovendo eventos e a economia criativa na capital do Amazonas.

  • Intercâmbio cultural leva saberes da cultura popular nordestina a alunos da rede pública do Amazonas

    Intercâmbio cultural leva saberes da cultura popular nordestina a alunos da rede pública do Amazonas

    Intercâmbio cultural leva saberes da cultura popular nordestina a alunos da rede pública do Amazonas

    Estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Áurea Braga, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus, vão ter a oportunidade de participar de um intercâmbio cultural com a Oficina de Danças Populares Brasileiras. A atividade, que acontece na segunda-feira (01º/06), busca fortalecer o conhecimento sobre as manifestações tradicionais do país e estimular o intercâmbio cultural entre diferentes regiões brasileiras. A iniciativa conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

    A iniciativa também contribui para aproximar o público jovem das manifestações populares, estimulando a valorização da cultura como instrumento de formação cidadã, pertencimento e preservação da memória coletiva.

    Além da atividade formativa na escola, o grupo Os Cariris integra a programação do 1º Fórum e Mostra de Artes Populares e Culturas Étnicas do Amazonas, que será realizado entre os dias 4 e 6 de junho, em Manaus. O evento reunirá artistas, pesquisadores, gestores culturais e representantes de grupos tradicionais em uma programação voltada ao fortalecimento das culturas populares e dos povos tradicionais.

    As ações integram as atividades do Pontão de Cultura Marquesiano, reconhecido pela Política Nacional Cultura Viva, e são realizadas com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Edital nº 005/2025.

    A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Amazonas com a democratização do acesso à cultura, a valorização das manifestações populares e o incentivo a ações de formação artística e intercâmbio cultural que fortalecem a diversidade e a identidade cultural brasileira.

  • Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

    Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

    Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

    O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

    A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

    A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br. 

    No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

    “[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

    O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

    “A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.

    Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

    “O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

    Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”

    O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

    Histórias ainda não contadas

    Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.

    “Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

    Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

    Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

    “O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

    Acervo da nova plataforma

    O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

    O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

    A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

    Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.
  • Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

    Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

    O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

    Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

    Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

    Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

    “Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

    Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Perfis de utilização

    Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

    Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

    Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

    Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

    Parcerias

    Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

    A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

  • Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    Cultura Geek: Manaus ganha Arena de Jogos de Cartas inspirada em modelo americano

    O cenário Geek e de Card Games do Amazonas está prestes a ganhar um novo point. No dia 6 de junho, a partir das 10h, será inaugurada a Mimiso Arena Card Games, com entrada gratuita para o público. Localizada no Parque Dez, na Rua Beco São Pedro, nº 162, próximo ao Passeio do Mindu, a arena quer democratizar o acesso aos jogos de cartas através de uma infraestrutura de padrão internacional, focada em conforto, inclusão e acessibilidade.

    Diferente das tradicionais lojas de Manaus, o local foi projetado seguindo o modelo das grandes casas de jogos americanas. O espaço foi planejado para funcionar como um ponto de encontro e convivência, oferecendo amplo salão, mesas de jogos livres e estacionamento próprio. A acessibilidade foi totalmente planejada para que cadeirantes transitem livremente e joguem com autonomia.

    Espaço para Todos

    O fundador da arena, Nilo Alves, revela que a motivação para empreender nasceu ao acompanhar a paixão do filho por Pokémon. Ao notar que muitos cadeirantes nunca tinham frequentado uma loja na cidade devido à falta de estrutura, ele resolveu mudar essa realidade.

    “A Mimiso chega para abraçar todas as pessoas, incluindo idades, gêneros, religiões e, de forma especial, pessoas com deficiência física que sofrem com acessos estreitos ou escadas em outros locais”, explica Nilo.

    Selo Oficial

    A Mimiso Arena tem a certificação oficial da Pokémon Company e conta com organizadores e juízes preparados para a realização de torneios oficiais. O ecossistema da arena abrigará grandes títulos do mercado mundial, como Pokémon TCG (foco inicial), Yu-Gi-Oh!, Magic: The Gathering, One Piece Card Game e Lorcana (Disney). O local funcionará de segunda a domingo, das 9h às 21h, operando como um hub completo de entretenimento com venda de produtos importados e nacionais.

    Mulheres no Pokémon

    Outro pilar essencial do projeto é o combate ao machismo estrutural, ainda presente no nicho nerd. Para garantir um ambiente seguro e acolhedor, a loja contará com atendentes femininas na linha de frente.

    Para Giovanna Barbosa, uma das administradoras da Liga Feminina de Pokémon do Amazonas, a chegada da arena representa um verdadeiro divisor de águas.

    “Tudo o que fazemos hoje depende de doações ou do dinheiro que nós, da administração, tiramos do próprio bolso para dar o melhor para as meninas. Ter um espaço que já nasce com esse ideal de inclusão das mulheres, é extremamente bem-vindo e necessário para o crescimento do cenário geek feminino no Norte”, destaca Giovanna.

    No dia da inauguração, a casa estará de portas abertas a partir das 10h para receber toda a comunidade e famílias interessadas em conhecer a estrutura.

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